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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Os verdes tarem agarrados ao PCP é das coisas mais incompreensíveis da política portuguesa para mim. Não me lembro em que contexto histórico é que isso aconteceu pq eu era muito novo quando inventaram a CDU, mas não me entra na cabeça. Acho que o PAN tá a ganhar votos que em situação normal seria dum partido ecologista mais semelhante ao que existe no resto da Europa e não dum partido muleta dos comunistas coligado.

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Citação de noikeee, há 1 minuto:

Os verdes tarem agarrados ao PCP é das coisas mais incompreensíveis da política portuguesa para mim. Não me lembro em que contexto histórico é que isso aconteceu pq eu era muito novo quando inventaram a CDU, mas não me entra na cabeça. Acho que o PAN tá a ganhar votos que em situação normal seria dum partido ecologista mais semelhante ao que existe no resto da Europa e não dum partido muleta dos comunistas coligado.

Os comunistas também são ecologistas. Faz sentido estarem coligados. 

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Citação de noikeee, há 6 minutos:

Os verdes tarem agarrados ao PCP é das coisas mais incompreensíveis da política portuguesa para mim. Não me lembro em que contexto histórico é que isso aconteceu pq eu era muito novo quando inventaram a CDU, mas não me entra na cabeça. Acho que o PAN tá a ganhar votos que em situação normal seria dum partido ecologista mais semelhante ao que existe no resto da Europa e não dum partido muleta dos comunistas coligado.

É normal os comunistas juntarem-se aos verdes. Também acontece na Dinamarca e aconteceu na Majorité Plurielle en França com os verdes, o partido comunista, o partido socialista e mais dois ou três pequenos. Agora isto já é desadequado, porque as pessoas que tomam a ecologia como ideologia, pelo que conheço e observo, não se identificam com o comunismo, nem com o conservadorismo do PCP.

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Citação de Che, há 2 minutos:

Os comunistas também são ecologistas. Faz sentido estarem coligados. 

Excepto que imensa parte da população, que se poderia identificar com causas ecologistas, não se identifica minimamente com causas comunistas e o comunismo assusta o suficiente para não estarem minimamente interessados em por lá a cruzinha no boletim de voto. Especialmente quando o discurso da CDU não dá prioridade nenhuma a causas ecológicas. É tudo os trabalhadores pra cá, os trabalhadores pra lá, o proletariado para cá, a função pública para lá, o salário mínimo... Para não falar que o PCP é um partido anti-Europeista e a esmagadora maioria da população portuguesa é pro-UE.

Entretanto na Alemanha os Verdes de lá, Europeistas e de centro-esquerda, tão a ganhar % suficiente para eventualmente poderem a vir formar governo...

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Mas a crítica à alegada falta de autonomia do PEV vem de há muito. No livro de memórias Foi Assim (Aletheia), Zita Seabra, ex-dirigente comunista que saiu do partido em dissidência, conta como, por sugestão de Álvaro Cunhal, ajudou a formar Os Verdes. As considerações estão longe de ser elogiosas: “Os Verdes nunca foram um movimento ou partido capaz de trazer gente diferente e nova para uma aliança com o PCP, nem de enriquecer a esquerda com uma frente de causas ambientais. O PCP tinha medo que lhe fugissem ao controlo, mas se assim não fosse nunca representariam qualquer mais-valia para a esquerda portuguesa”, escreveu Zita Seabra, que depois de deixar o PCP se tornou uma destacada militante do PSD.

As críticas da dissidente comunista vão mais longe. “Não conseguimos implantar Os Verdes como um partido autónomo e verdadeiramente ecologista“, escreveu Zita Seabra. “Mas conseguimos que tivessem na Assembleia da República um grupo parlamentar com dois deputados eleitos nas listas do PCP, que ainda por cima ocupavam um tempo completamente desproporcionado face ao que teriam caso fossem dois deputados comunistas normais. Vinte anos depois de serem criados [o livro foi publicado em 2007] ainda subsistem, praticamente inalterados desde o ano da sua fundação”.

Confrontada com a versão de Zita Seabra, Heloísa Apolónia responde: “Essa pessoa não conhece Os Verdes e decidiu dissertar sobre Os Verdes. Lamento”, dispara, antes de explicar a sua relação com um livro proscrito pelos comunistas. “Devo dizer que li o livro da Zita Seabra quando mo emprestaram — não comprei. Na altura, disseram-me: ‘Devias ler aqui as páginas [onde a formação d’Os Verdes era explicada]’. E eu pensei: ‘Bem, então vou ler este conjunto de páginas’. Depois pensei: ‘Não, devia ler o livro desde o início porque pode haver algum enlace, algum alinhamento que depois me ajude a compreender…’ Mas quando li a parte d’Os Verdes desisti e não li nem mais uma página“, assegura, acusando ainda Zita Seabra de “falta de rigor”.

“Uma pessoa que diz que ajudou a criar Os Verdes em 1983, quando Os Verdes nasceram em 1982, já me deixa a pulga atrás da orelha. Para além disso, essa pessoa, que é tão conhecedora d’Os Verdes, diz nesse livro que Maria Santos foi a primeira deputada d’Os Verdes. Não foi”, remata.

Quando o PEV discutiu a hipótese de ir às urnas sozinho houve crise

A par de Zita Seabra existe outra personagem incontornável na história da formação d’Os Verdes: José Magalhães, antigo militante e deputado do PCP, que deixaria os comunistas para se juntar ao Partido Socialista. Foi ele, o “homem dos sete ofícios”, “viciado em legislar”, que, no início da atividade do PEV, ajudou a produzir uma parte considerável das iniciativas legislativas, assume ao Observador.

É o mesmo José Magalhães a confirmar que a criação d’Os Verdes foi uma “ideia brilhante” de Álvaro Cunhal, que não só permitiu duplicar o poder de fogo dos comunistas no Parlamento como também “ocupar um nicho político” que, de outra forma, seria invariavelmente ocupado por outros. “Concluiu-se que era melhor nascer em boa companhia do que nas mãos de um bando de anarquistas“, assume.

O cordão umbilical entre PCP e PEV manteve-se durante os primeiros anos de existência do partido ecologista. “Quando se faz nascer uma criatura é preciso educá-la e acompanhá-la“, sublinha. No fundo, era preciso dar-lhe uma “coluna vertebral”, equipá-la de “doutrina” e “estrutura”, nomeadamente “dinheiro”, para poder dar os primeiros passos de forma sustentável.

E assim foi, explica José Magalhães. A “criatura” aprendeu a andar e “conseguiu captar eleitorado para o PCP”, cada vez mais longe da sombra do criador, contrariando as “tendências maniqueístas” alimentadas por uma boa parte da oposição de que Os Verdes são de alguma forma subservientes ao PCP. “Isso são balelas“, acusa José Magalhães. “Ninguém consegue ter um corpo morto ligado à máquina durante estes anos todos”.

Mas houve, de facto, um momento em que uma parte da criatura se quis libertar formalmente do criador. Herculano Pombo, ex-deputado d’Os Verdes que acabou por sair do partido, recorda-se do período em que se discutiu a possibilidade de avançar com uma candidatura autónoma às eleições presidenciais de 1991. A memória está algo esbatida pelo tempo, mas há um aspeto que Herculano Pombo repete sem hesitações ao Observador: “Tínhamos uma estratégia definida. Havia sondagens internas que mostravam que tínhamos hipótese de ter um bom resultado. A ideia era concorrermos autonomamente com a Maria Santos [então eurodeputada d’Os Verdes]. Tínhamos tudo combinado e o apoio de muita malta que veio a fundar o Bloco de Esquerda. Mas depois a Maria Santos chegou a acordo com o Mário Soares e a candidatura falhou. Perdeu-se uma oportunidade”, recorda.

Mas há mais camadas nesta história. Na verdade, o apoio a uma candidatura autónoma não era unânime no partido. Longe disso. Muito longe disso. Pela primeira vez na história — e última até ao momento — houve uma verdadeira cisão n’Os Verdes: de um lado um grupo que defendia uma candidatura própria a Belém e do outro lado uma fação pró-CDU. O caso, ou o “folhetim” como lhe chamava o Diário de Lisboa na edição de 12 de outubro de 1990, ganhou tais proporções que cada grupo decidiu eleger o seu Conselho Nacional e a sua Comissão Executiva.

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E tudo começou na reunião do Conselho Nacional do partido de 23 de junho de 1990. A hipótese de uma eventual candidatura autónoma a Belém já vinha sendo assumida publicamente por Maria Santos, o que causara calafrios numa parte importante do partido. A reunião do Conselho Nacional d’Os Verdes “prometia ser marcada pela polémica”, escrevia o Diário de Lisboa:

“Entre as dez da manhã e as seis da tarde, os ecologistas não conseguiram sequer eleger a mesa, em função do aparecimento de eleitos ‘que ninguém conhecia’, segundo um membro da tendência fundamentalista [de Maria Santos]. Os estatutos do partido preveem que, aos 35 membros do Conselho Nacional eleitos em Convenção se associem 16 representantes regionais. Porém, na reunião de sábado, ainda segundo aquele informador, apareceram pessoas supostamente eleitas em regiões onde não existem núcleos do PEV, como Beja, Évora e Mirandela”, relatava então aquele jornal.

Maria Santos e Herculano Pombo acabariam por deixar a reunião do Conselho Nacional do PEV sob protesto. E as duas fações nunca mais se haveriam de encontrar. O braço-de-ferro entre o grupo que dominava a sede e o aparelho partidário, liderado por André Martins, Manuela Cunha e Isabel Cunha e pró-CDU, e o grupo reunido em torno dos deputados e da eurodeputada, liderado por Maria Santos, Herculano Pombo e Valente Fernandes, estender-se-ia por largos meses. Sobre essa reunião do Conselho Nacional, Herculano Pombo chegou a dizer que se tinha aberto a “porta a intrusos”, num “autêntico caso de polícia“. E concretizou as acusações: em algumas assembleias regionais participaram militantes do PCP.

O outro grupo sugeria que Maria Santos e os seus apoiantes tinham sede de protagonismo e obedeciam apenas a projetos pessoais de poder. Feitas as contas, a candidatura de Maria Santos acabou por nunca se concretizar — ela que voltaria à vida política pela mão dos socialistas, como deputada. Herculano Pombo e Valente Fernandes tornaram-se independentes e, até às eleições legislativas de 1991, o PEV esteve formalmente sem grupo parlamentar. Pombo ainda viria a ser vereador na Câmara de Sintra, na equipa da socialista Edite Estrela.

Agora, 25 anos depois desses acontecimentos, Herculano Pombo reconhece que “a coisa foi feia” e admite que houve gente do PCP que deixou de lhe falar. Uma minoria, salvaguarda. Mas há algo que, mesmo assim, deixa claro: nunca se sentiu de alguma forma condicionado pelos comunistas.

Herculano Pombo lembra, de resto, que aprovou um voto de congratulação no Parlamento pela queda do Muro de Berlim, em 1989 — algo impensável para o PCP, que votou contra. “Celebrei efusivamente a queda do Muro de Berlim e fui aplaudido por todas as bancadas, menos pela bancada do meu parceiro de coligação”, nota. Quanto ao resto, só repete: “Perdeu-se uma oportunidade de testar a força d’Os Verdes nas urnas“. Não voltaria a haver outra.

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https://observador.pt/especiais/os-verdes-o-partido-melancia-ganhou-mais-influencia-no-poder/

 

 

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O Intercept Brasil publicou hoje três reportagensexplosivas mostrando discussões internas e atitudes altamente controversas, politizadas e legalmente duvidosas da força-tarefa da Lava Jato, coordenada pelo procurador renomado Deltan Dallagnol, em colaboração com o atual ministro da Justiça, Sergio Moro, celebrado a nível mundial.

Produzidas a partir de arquivos enormes e inéditos – incluindo mensagens privadas, gravações em áudio, vídeos, fotos, documentos judiciais e outros itens – enviados por uma fonte anônima, as três reportagens revelam comportamentos antiéticos e transgressões que o Brasil e o mundo têm o direito de conhecer.

O material publicado hoje no Brasil também foi resumido em duasreportagens em inglês publicadas no Intercept, bem como essa nota dos editores do The Intercept e do The Intercept Brasil.

Esse é apenas o começo do que pretendemos tornar uma investigação jornalística contínua das ações de Moro, do procurador Deltan Dallagnol e da força-tarefa da Lava Jato – além da conduta de inúmeros indivíduos que ainda detêm um enorme poder político e econômico dentro e fora do Brasil.

A importância dessas revelações se explica pelas consequências incomparáveis das ações da Lava Jato em todos esses anos de investigação. Esse escândalo generalizado envolve diversos oligarcas, lideranças políticas, os últimos presidentes e até mesmo líderes internacionais acusados de corrupção.

 

https://theintercept.com/2019/06/09/editorial-chats-telegram-lava-jato-moro/

https://theintercept.com/2019/06/09/procuradores-tramaram-impedir-entrevista-lula/

https://theintercept.com/2019/06/09/dallagnol-duvidas-triplex-lula-telegram-petrobras/

https://theintercept.com/2019/06/09/chat-moro-deltan-telegram-lava-jato/

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https://observador.pt/2019/06/06/rendas-acessiveis-preco-de-renda-maxima-por-um-t2-em-lisboa-e-de-1150-euros/

quando o programa das rendas acessíveis diz que as rendas máximas praticadas pelos senhorios para poderem beneficiar de isenção de IRS e pagarem menos IMI são um pouco superiores aos preços praticados atualmente pelo mercado e muito superiores ao salário mínimo em lisboa

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Eu não gostei porque me faz urticária a conversa que põe contra os cidadãos impolutos, que só queriam um sítio para viver, contra os politicos, corruptos que querem arruinar isto tudo. Duas raças diferentes, que não se podem misturar.

Somos todos responsáveis pelo estado do país, pelo bem e pelo mal. Se estas pessoas estão assim tão descontentes, então que votem, que criem movimentos, que se envolvam na política e mostrem os seus pontos de vista. O JMT é um populista e demagogo, que também é político nos seus espaços de comentário mas que prefere demitir se das responsabilidades.

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Morreu o Rúben de Carvalho, histórico dirigente do PCP. Conheceu todas as cadeias do fascismo em Portugal. Jornalista, radialista, escritor, político, foi deputado, era vereador na CM Lisboa, entre outras vertentes da vida em que se destacou. Foi o "ideólogo" da Festa do Avante!.

O País fica mais pobre.

  • Concordo! 1

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Citação de Che, Em ‎08‎-‎06‎-‎2019 at 17:27:

Os comunistas também são ecologistas. Faz sentido estarem coligados. 

Se perguntares a qualquer pessoa de qualquer partido se são ecologistas, com certeza vão-te dizer que sim. Quase todos no registo do politicamente correto, verdade, mas não faz parte da sua agenda política.

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Citação de Syn, há 10 horas:

 

Somos todos responsáveis pelo estado do país, pelo bem e pelo mal.

Discordo. Pq q dizes q somos todos responsáveis qnd n temos poder de decisão sobre política nenhuma?

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Rúben de Carvalho era um dos grandes comunistas deste país. Paz à sua alma.

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Vou lavar os meus shekels aí. Esse gajo esteve na Floribella 2. 

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Já alguém viu a polémica no Twitter por causa da Sofia Vala Rocha?

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Houve uma picardia com a Constança Cunha e Sá, em que esta disse que a Sofia tinha ligado para a TVI para se oferecer para comentar as Europeias. A Sofia disse que ia processar a Constança por difamação. Ontem o PSD Lisboa veio dizer que a Sofia não era vereadora, porque saíram notícias a dizer que vereadora do PSD ia processar a Constança.

Creio que é isto.

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Citação de Sumudica by Night, há 5 horas:

Houve uma picardia com a Constança Cunha e Sá, em que esta disse que a Sofia tinha ligado para a TVI para se oferecer para comentar as Europeias. A Sofia disse que ia processar a Constança por difamação. Ontem o PSD Lisboa veio dizer que a Sofia não era vereadora, porque saíram notícias a dizer que vereadora do PSD ia processar a Constança.

Creio que é isto.

 

Citação de Bashir, há 5 horas:

q polémica?

O sumudica já respondeu por mim.

supostamente é vereadora em regime de substituição mas ao que parece isso nem existe.

 

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Malta, cuidado com as beatas dos cigarros, o PAN quer colocar uma multa de 200 caso atirem para o chão. 

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