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Black Hawk

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  1. Meteram o Rui Sinel de Cordes para competir com o Levanta-te e Ri? Isso sim é humor negro.
  2. Um súbito ruído trouxe-o de volta à realidade. FabioK levantou a cabeça da almofada e olhou em volta, sobressaltado. O quarto estava envolto na escuridão e um rápido vislumbre aos estores confirmou ser ainda noite cerrada. Seguiu com os olhos na direcção do ruído e viu o telemóvel vibrar em cima da mesa de cabeceira. Uma chamada. Reconheceu o número. Sentiu um aperto no coração. Atendeu o telemóvel a medo e ouviu as palavras que temia. Nada respondeu; nada tinha para responder. Desligou a chamada e deixou a cabeça afundar-se na almofada. Uma lágrima brotou do canto do olho e percorreu a sua face, descobrindo o caminho até à almofada. Recordava-se do dia em que o viu pela primeira vez. Fora ao hospital visitar um familiar que com ele partilhava o quarto. Ele lá estava, abandonado, os ténues contornos visíveis através dos lençóis que o cobriam fazendo adivinhar a magreza típica de um corpo a definhar lentamente. Foram várias as visitas que fez ao seu familiar, mas nunca encontrou qualquer visitante para ele. Estava lá, mas era como se não estivesse. O seu corpo físico marcava a sua presença, mas era como se não existisse face à indiferença de todos os que o rodeavam. Aquilo marcou-o. Será que existimos verdadeiramente se ninguém reconhecer a nossa existência? Percorreu as suas memórias até ao dia em que voltou ao hospital apesar de o seu familiar já ter tido alta médica. Naquele dia, voltou ao mesmo quarto e sentou-se ao lado dele. O homem era velho, a face cadavérica sulcada de rugas que denotavam uma vida dura. Os traços denunciavam origens asiáticas. Julgava que o velho estaria em coma, afinal nunca havia notado qualquer sinal de consciência nele. Enganava-se. O velho estava acordado e reagiu à sua presença. Perguntou quem era com uma voz débil. E depois... depois... Contou-lhe a história da sua vida. Como fora forte e vigoroso. Como estudou e foi culto. Como amou e foi amado. Como o futebol foi a sua vida. Contou-lhe histórias das suas conquistas e feitos, como um dia conquistou o mundo da mais bela modalidade que o Homem jamais inventou. O brilho nos seus olhos enquanto revisitava memórias de quando era jovem e forte, bem sucedido e reconhecido, deixava FabioK emocionado. Claro, FabioK procurou pelas histórias do velho. Não as encontrou. Nem as poderia encontrar. O mistério foi esclarecido pelas enfermeiras. Ninguém sabia quem o velho era, mas sabiam que tinha uma doença degenerativa que o levou à demência. As histórias que contava seriam provavelmente delírios de um velho moribundo. FabioK não se importou. Continuou a visitá-lo regularmente e ouvia as suas histórias, fazia questões, interessava-se pelos relatos. Que importava se não tinham acontecido realmente? Para o velho, aquelas eram as histórias da sua vida; na sua percepção, tudo aquilo foi uma realidade palpável. E que é a realidade, se não a nossa percepção do mundo que nos rodeia? Para ele, só lhe importava o sorriso aberto e o brilho nos olhos do velho. Durante um momento da sua vida, mesmo que só por aquele momento, ele foi grande, gigante. Quando o telemóvel tocou, naquela madrugada, FabioK soube instintivamente que o velho morrera. Já o esperava, a cada dia notava que a sua voz era mais frágil e o discurso menos fluído. Definhava lenta, mas inexoravelmente, rumo à morte, e a cada visita sua isso era mais evidente. Naquela tarde, deslocou-se ao cemitério que lhe foi indicado na chamada para assistir ao funeral do velho. Doeu-lhe a alma ao perceber que era o único visitante ali presente. Nem um familiar. Nem um amigo. Deixou-se ficar no final da cerimónia e fitou em silêncio a campa rasa em que o velho foi sepultado. Zengbao Lin. Nada mais sabia do velho além do nome. Nada? Não era verdade. Aquele velho foi o maior treinador do mundo. Um homem inspirador e bem sucedido. Essa era a realidade que escolhia. A realidade do velho. FabioK ajoelhou-se e tocou na campa. Lágrimas escorriam-lhe pela face. "Até um dia, Mister".
  3. Já apanhei alguns jogos dos Rapids e não me chamou particularmente a atenção.
  4. Malta, objetivamente que talentos jovens temos para lançar a curto/médio prazo? Ignorando o estado do clube, treinadores e isso tudo, quem é que está na fornada? Estive a cuscar os planteis e vi gente como o Nuno Mendes, o Eduardo Quaresma, o Bernardo Sousa, o Matheus Nunes, o Joelson e o Plata. Mais o Bragança que foi emprestado. Isto fazendo um cenário de futurologia - e de wishfull thinking - daria para ir lançando alguns deles ao longo da época. O plantel já é o que é e alguns estão tapados, mas aos poucos daria para: - ir lançando o Max nos jogos das Taças e aproveitar para or substituindo o Renan; - ir integrando o Nuno Mendes aos poucos, ser opção aquando da eventual saída do Acuña; - o mesmo para o Eduardo Quaresma, antevendo uma saída futura da atual dupla titular, que me parece o cenário provável no final da época; - o Bragança na próxima pré-temporada, Matheus Nunes e Bernardo Sousa para irem assumindo as vagas atuais do Eduardo, no primeiro caso, e como alternativa ao Bruno Fernandes, pois este é o único médio ofensivo; - o Plata e o Camacho já no plantel, assumindo as posições do Diaby, primeiro, e do Raphinha, mais tarde, havendo ainda Jovane e Joelson; - o ataque é um bicho de sete cabeças, imagino que venha mais alguém e que o Vietto se assuma por lá mais cedo ou mais tarde - e espero que mais cedo do que tarde. Isto, fazendo futurologia e imaginando que os putos se integrassem e fossem correspondendo, daria para uma próxima época com: Max e Renan (sim, por esta ordem) Rosier e Thierry Neto, Alguém (Coates?), Outro Alguém e Quaresma Borja e Nuno Mendes Bragança, Wendel (caso não saia), Matheus Nunes e Doumbia Alguém e Bernardo Sousa Plata, Camacho, Raphinha e Joelson Vietto, Alguém e Outro Alguém. As minhas dúvidas aqui seriam o centro da defesa, a lateral esquerda e o meio-campo. O resto, alguém mais caso o Wendel saia e as alas teria de entrar mais alguém se Plata e Camacho não pegarem. Isto teria pernas para andar, estou a esquecer-me de alguém e/ou a sobrevalorizar alguém?
  5. Fds, tu não me faças coisas destas, já não tenho coração para sustos destes, pah. Mas yah, o marte tem razão LOL
  6. Pois, foi a primeira coisa em que pensei. Não faz grande sentido e é a primeira vez que ouço tal coisa, tanto no caso do Diaby como em qualquer outro.
  7. Wait, what? De onde surgiu isso?
  8. Mais um post da página "Repensando a Idade Média", a qual volto a recomendar a todos.
  9. Também devemos ser dos poucos que pagam milhões anuais a gajos como o Petrovic e o André Pinto
  10. Não dá para se fazer o ranking dos melhores 9os classificados à 14a jornada de anos múltiplos de três?
  11. O Sporting chegou ao intervalo com 61% de posse de bola... E porque é que a oferenda do Claudemir é erro do Braga, mas as do Coates que permitiram os dois únicos remates enquadrados perigosos do Braga na primeira parte são mérito deles? Oh Poeira, estás a fazer uma extrapolação e tanto das estatísticas sem dar qualquer contextualização. Nessa hora que falas, o Sporting esteve sempre a ganhar e durante muito tempo até por dois golos de diferença. É apenas natural que o adversário tenha atacado e feito remates em busca do empate, enquanto o Sporting jogou mais na expectativa. É que estás a pegar em números e a dizer que não são os de quem quer ganhar, mas estás a ignorar que o Sporting já estava a ganhar. As estatísticas têm de ser colocadas num contexto para se retirar deles ideias, caso contrário não passam de números. Agora, se quiseres argumentar que o Sporting não tem qualidade a jogar na expectativa, isso já são outros assuntos para os quais não me sinto particularmente habilitado a falar. Mas isso já é um assunto diferente do que focaste.
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