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nopla

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  1. Quão reduzidas são as chances de ficar com o Ceballos depois da época acabar? Sei que não tem cláusula de compra, mas...
  2. Além da exibiçãozorra do Ceballos, também estou a gostar muito do Willock. Agora o Maitland... Eu tento forçar-me a gostar dele, mas faltam-lhe tantas coisas para ser um lateral razoável.
  3. Continuamos a defender miseravelmente...O Ceballos é uma lufada de ar fresco gigantesca, ou muito me engano, ou vai ser uma das revelações da temporada.
  4. Ceballos e David Luiz titulares, assim como o Willock e o Nelson que se mantém no onze. De resto, só o regresso do Laca. Gosto do 11, acho que só falta o Pepe.
  5. Andamos a ser humilhados por todos os lados. Record, A Bola, FPF, Canal 11 (aka FPF) and so on. A forma como se denigre assim um emblema centenário e, muito pior, a forma como a Direcção se esvai em comunicados que não surtem efeito prático rigorosamente nenhum, é inadmissível. Quanto a esse programa: bom, bom. Resta saber quem são as lendas do Real... Btw, tenho de ir pagar as cotas do meu pai também. Eles não fazem aqueles pacotes (que andaram a fazer) de "mantenha o número de sócio" e não pague os 200€ de cotas em atraso? ahah @O Pastel
  6. Bem, meus queridos, já está marcada a viagem. Vou de Lisboa a Faro, depois apanho o avião para Colónia, de Colónia (Escala) vou para Craiova. Quando chegar a Craiova, na Roménia, vou alugar um carro durante 9 dias e fazer Craiova - Cluj - Região da Transilvânia - Brasov - Bucareste. Decidi não marcar estadia nenhuma, sendo que, eu e o meu amigo, não estaremos presos a horários ou estadias em regiões que nem conhecemos. Se nos apetecer, é procurar uma pensão de beira da estrada e ficar onde for. É a primeira vez que viajo assim, porém, acho que vai ser incrível. Depois vou de Bucareste - Timisoara (escala) - Veneza, onde vou ficar dois dias. Daí vou para Bruxelas visitar um amigo que mora em Antuérpia. Somos capazes de dar um saltinho a Amesterdão e depois... Lisboa. Tenho as viagens todas marcadas e, apesar de me ter dado um trabalhão enorme, 7 viagens de avião ficaram a 185€, agora para o início de Setembro. Nada mau. Despesas fixas só me falta tratar do carro e marcar estadia em Veneza (já sei que vai ser um roubo) e Craiova.
  7. nopla

    Glamour da aviação

    Por ser um gajo apreciado em África. Porém, falei milhares de vezes do Khazri e eles adoraram, agora, muitas vezes (em Sousse) mandei a laracha do Esperance e eles odiaram, que são todos ferrenhos pelo Etoile Sahel (que não conhecia).
  8. nopla

    Glamour da aviação

    É um facto, mas a história é super longa... Vou tentar resumir. Bem, o último lugar da minha Volta À Tunísia Em Tudo Menos Bicla foi Monastir. As tripulações normalmente nunca ficam em Monastir, ficam num lugar turístico e relativamente perto chamado Sousse. Quem tiver uma memória relativamente oleada, já sabe à partida o quê que este nome sugere, para os que não se lembram, eu faço questão de relembrar: houve um atentado em Sousse (mais propriamente numa "praia privada" de um Hotel muito perto - uma questão de metros - de onde fiquei). Feito o enquadramento, passemos à história. Como faço sempre, resolvi ir dar uma volta para conhecer a cidade, que odeio ficar a morrer no Hotel. Lá me pus a andar. Fui almoçar a um sítio típico, fui à Medina deles, à praia, etc. Como gosto de fotografia, ia tirando fotos ao caos urbano tunisino, aos azulejos, às portas, à azafama do comércio, assim a coisas mais fora do comum, mas que me interessam. Vi uma vedação engraçada e comecei a tirar fotos, até aqui, tudo bem. De repente, mal estou para me vir embora, vem um polícia armado até aos dentes a gritar comigo em árabe (esqueçam a ideia de que ainda se fala francês na Tunísia). Fiquei branco, porque ele estava aos gritos, como se eu tivesse sido apanhado a roubar tapetes. Comecei a falar com ele em francês e a dizer que só estava a tirar fotos e não estava a fazer nada de mal. Foi inglório. Mal lhe disse isto pediu-me a identificação e o telemóvel. Não tinha o passaporte com que entrei no país, então, dei o CC e quanto ao telemóvel, perguntei-lhe o que queria e vinquei que não lho ia dar para a mão assim do nada. Disse-me para apagar as fotos à frente dele, assim o fiz. Só aí, depois desta gritaria toda, é que me apercebi que estava na esquadra da polícia e estava a tirar fotos ao local (que percebi mais à frente que era proibido). Mal percebi o erro, pedi desculpa e disse que ia embora, contudo, não o fiz por mal e só estava a tirar fotos artísticas. Nisto, ele manda-me ir dar a volta para "me fazer um perfil". f*da-se. Vi a minha vida a andar para trás. Estava sozinho, tinha voo no dia a seguir, estava ali "em trabalho", só sabia 10 palavras em árabe e o francês deles (e o meu) era macarrónico. Quando estou a ir para a porta da esquadra, juntam-se três polícias a olhar para a minha identificação. Um deles a falar com alguém sobre mim e o outro a fazer o gesto do "deixa-o ir". Durante este tempo todo só me desculpava pelo que tinha feito, todavia, sem qualquer sucesso. Passados 10 minutos de indecisão, ele ( o primeiro, que era superior hierárquico dos outros) manda-me ir para o fundo da esquadra. Não me disse o que tinha de fazer só que "YOU HAVE TO WAIT", a única coisa que sabiam dizer em inglês, enquanto me encaminhava para um sítio super sujo, escuro e ao lado daqueles tunisinos que tinham sido acabados de ser "presos"por roubos a turistas, scams e isso, segundo percebi. Não esquecer que tinham o meu CC. Ainda tentei ligar a alguém, mas não tinha saldo. Ah, a juntar à festa estava de chinelas meio f*didas, calções e uma t-shirt velha, somando ainda um iogurte de colher (que queria experimentar), um doce típico dos gajos e uma garrafa de água de litro e meio. Se a este cenário juntarmos o facto de ser moreno e ter apanhado muito sol, chegamos a conclusão de que eles não estavam a acreditar no "sou turista, estava só a tirar aqui umas fotos à vossa esquadra, mas não sabia o que era". Ainda piorou tudo quando me perguntaram o nome do hotel e eu não me lembrava (estava sem dormir há dias, dêem-me um desconto). Estive duas horas sentado numa cadeira, num spot super sujo, sem luz natural e com o cheiro igual ao de uma ETAR a rebentar pelas costuras. Segundo eles, estava à espera que chegasse o chefe da polícia. O outro que me controlava só fazia chamadas a dizer o meu nome e o país de onde era. Após este tempo todo, lá deve ter recebido a informação de que eu não era uma ameaça, então, começou a gozar o pato. "You are a little Daesh", dizia o gajo de sobrolho levantado. Não sabia se havia de rir, fazer um ar triste ou fingir que não sabia ao que se estava a referir. Acho que fiz os três de forma faseada. Por fim, já pensava eu que ia dormir ali e que me iam despedir antes que eu o fizesse, chegou o chefe da polícia. Este senhor já falava inglês e, então, fez questão de me explicar a história toda: não posso tirar fotos a edifícios militares ou esquadras na Tunísia, sobretudo ali e depois do atentado. Expliquei que não sabia e que estava só a dar aso à minha expressão artística, ao que ele me pergunta: "mas és artista, por acaso?". Boa resposta, não sabia o que dizer, porque estes gajos ficam passados muito rapidamente. Volvidos mais uns minutos de conversa, ele lá acreditou na minha história e disse que teria de assinar um "report" que seria escrito em árabe sobre o sucedido, ao que perguntei: "então vou assinar algo que não sei o que diz?". Ele disse que sim, mas que era só a minha versão dos factos e a prova de que não fiz nada de mal. Resumindo: continuo sem saber árabe e tanto quanto sei aquilo podia ser uma admissão de culpa de algo que NÃO fiz. Para finalizar ainda falámos do Figo e o outro, ao fundo, voltou a dizer: "You know you are a little Daesh, right? ehehe". The end. Só a mim, mesmo...
  9. nopla

    Glamour da aviação

    Bem, só para dizer que esta aventura tinha de ter mais uma peripécia antes de acabar: fui preso na Tunísia. f*da-se, só a mim, mesmo.
  10. Obrigado eu pelo feedback, pessoal! O próximo post que farei é sobre a volta à Tunísia, não em bicicleta, mas de avião e carro.
  11. nopla

    Glamour da aviação

    Foi bom, mas foi mais mau que bom. Tenho a certeza que perdi anos de vida, mas ganhei mundo. Estou tão cansado mentalmente, que nem sei bem se a minha capacidade de raciocínio se mantém igual. Gostei da experiência em parte, contudo, podia ter sido muito diferente, caso a empresa fosse organizada. Não me posso alongar muito mais, em suma, é isto. Dia 6 (quando chegar), entrego a minha carta. Este tópico continua a servir o mesmo efeito: se tiverem alguma dúvida na qual possa ajudar, digam.
  12. Ora bem, cá vamos nós ao paraíso do "show-off" e ao degredo "behind the scenes". Devo confessar que, se não fosse "obrigado" por questões laborais, nunca teria posto os pés nos Emirados Árabes Unidos e, sobretudo, no Dubai. É um tipo de turismo que não me cativa minimamente, ao contrário do que acontece com jogadores da bola e pessoas da aviação, que adoram mostrar aos outros uma vida que não têm. No entanto, posso-vos dizer que fiquei muito surpreendido com o que fui explorando por minha iniciativa. Antes de ter embarcado nestes 4 meses, já tinha visto o documentário da Vice relativo aos "Slaves of Dubai", dessa forma, vinha algo preparado para o que iria ver. Temperaturas sempre de 40 e tal graus no Verão (mesmo que estejam 50 graus, os termómetros nunca o vão o demonstrar, uma vez que se isso acontecer quem trabalha ao ar livre tem de parar e não convém aos Sheiks que não se construam mais 50 prédios), poluição que não acaba, uma grua em cada paisagem, trânsito a várias horas do dia, estrangeiros em todo o lado (rara a pessoa que vi que tivesse nascido nos UAE), luxo a cada dois passos. Os funcionários são geralmente muito simpáticos, mas tenho sempre a ideia de que são forçados a isso e fico triste por pensar que se não o fizerem vão ser "castigados". Quando chega o Verão a única coisa que conseguem fazer é ir a centros comerciais, porque a sensação térmica ascende aos 53º e, nesse campo específico, têm muitas opções: Dubai Mall, Emirates Mall, Marina Mall e mais uma carrada de centros comerciais dos quais não sei o nome, visto odiar passar tempo lá dentro. Apesar de verem aquários gigantes, pistas de ski, parques temáticos e etc dentro dos shoppings, não esqueçam do que eles são e que o seu interesse se finda aí mesmo: no consumismo. O Burj Al Arab não tem nada para ver e o Burj Khalifa só impressiona (e muito) à noite, mas já lá vamos. A rede transportes é o metro, que é organizado e barato, mas muito demorado. Têm algumas praias privadas e a praia do cagalhão (JBR), que é ainda pior que Carcavelos, tendo a agravante da água parecer sopa. Se o vosso ideal for de luxo, há mil beach clubs espalhados ao longo do Dubai, onde podem passar lá o dia a beber e a comer, aproveitando para dar mergulhos em piscinas cheias de mijo. Tudo com um custo acrescido, claro. Caso sejam raparigas, têm as noites "feitas", que há sempre um árabe disposto a pagar-vos 10 garrafas de Grey Goose, o jantar e o transporte, "só" em troca de irem para a mesa dele (eles usualmente não se metem com as raparigas, é só para mostrarem que a mesa deles é que vale a pena... Ridículo, eu sei). Não saí uma única vez à noite no Dubai, não queria pagar um rim por um copo de vodka. Fui ao Zero Gravity e, aí sim, fiquei uma lástima, mas só fui para ver como era. Não é mau, todavia, é só para irem lá UMA VEZ (pagam 70€ e têm todo o tipo de bebida e comida - bem boa - à descrição durante 5 horas). Escusado será dizer que não podem comprar álcool sem licença e para terem a licença têm de cumprir uma carrada de requerimentos que nem sei ao certo. Qualquer país dos UAE é "duro" em altura de Ramadão. Não há restaurantes abertos de dia, não podem (devem, vá) beber ou comer em espaços públicos durante o dia e as raparigas devem andar sempre relativamente tapadas (não de habaya ou burka, que isso só na Arábia Saudita). Há também uma exploração gigante de Filipinos, como aliás em qualquer país Árabe. Vi um local à procura exclusivamente de funcionários dessa nacionalidade. Resolvi perguntar porquê e a resposta foi peremptória: cheap labour. Dava uma bela reportagem. Estes foram os aspectos negativos do Dubai. Vamos agora aos positivos. Há vários bairros étnicos que se podem visitar. Não estão propriamente assinalados, mas à medida que vão passeando pelo underground Dubai (aka Bur Dubai), vão vendo isso. O melhor e mais conhecido, onde moram a maior parte dos trabalhadores (10 num T0 sem canalização...) é o Al Karama. Tem vários mercados, inúmeros restaurantes indianos ou paquistaneses e todo o tipo de comércio de rua. Os Souks, dividem-se no Gold, Textil, Spice e mais uns quantos, que são engraçados de se ver, mas vêem-se em 3h, a não ser que percam tempo a regatear uma mala da Prada. Algo que também vos aconselho é passarem de Deira para o Bur Dubai de barco, são 5 minutos de viagem, mas têm uma vista muito bonita e pagam 0,20€. Essa é outra das coisas das quais vou falar: os preços. Esqueçam a ideia de que o Dubai é caro, é uma falácia total. Será caro se forem ao centro e só fizerem a vossa vida aí, caso decidam explorar, verão que conseguem refeições completas (e boas!) por 3€, transportes ao preço da chuva, souvenirs, alimentos, etc. Como devem calcular fui lá para ganhar dinheiro, portanto, comia muitas vezes no Crew Lounge, onde tinha de cozinhar e, posto isso, fiquei bem por dentro dos preços da alimentação. Há várias diferenças entre o Old Dubai e o "New" Dubai, o velho vale claramente mais à pena do que o novo, na minha opinião. Ainda conseguem ver algumas ruínas, casas típicas do Médio Oriente e têm um Museu interessante perto do Al Fahidi Neighbourhood, que é a zona mais intacta da parte antiga (vale muito a pena). Como o post já vai longo e, presumo eu, ninguém terá paciência de o ler na íntegra, vou só dar uma achega de mais alguns locais de relevo. A Fountain, no Dubai Mall, é das melhores coisinhas em termos de espectáculos de luzes que já vi, começa todos os dias às 19h e acaba às 21h (a fonte e o Burj Khalifa iluminam-se a cada meia-hora), acho eu. O Miracle Garden é um must go, é o jardim das flores com o A380, os bonecos da Disney e mais umas quantas coisas construídas com flores naturais. Têm também o Butterfly Garden, ou lá como se chama, lá acoplado. Global Village foi dos locais que mais gostei de visitar (um recinto cheio de barraquinhas de todo o mundo, com comida, produtos típicos, roupa típica, etc), mas não há todo o ano. Têm ainda de ir à Dubai Frame (uma moldura gigante onde sobem e vêm o new Dubai de um lado e old do outro), ao Cheesecake Factory jantar e à Marina dar uma voltinha, só para ver. Ah, nem por um segundo me senti inseguro. Do Dubai é isto. Depois fui ainda a Sharjah e a Abu Dhabi. Sharjah Quando chegam aos UAE, uma das maiores atracções são as Tours ao deserto, em Sharjah. Vale bem a pena. Andam de jipe nas dunas, de moto 4 no deserto, têm uma experiência num daqueles campos no meio do deserto com comida à descrição, um espectáculo com fogo, shisha e, o mais decadente de tudo (que até me custa escrever), andar de camelo, que aconselho vivamente que não o façam. Depois vêem lá o sunset, jantam e eles voltam a trazer-vos ao local onde vos apanharam. Custa 30€ ou algo assim. Se tiverem sorte e se o vosso guia for fixe, ainda conseguem pôr um pé em Oman. Abu Dhabi Infinitamente mais limpo, organizado e bonito do que o Dubai. Impressiona pela grandeza, ao mesmo tempo que não tem obras a cada 20 metros. O obrigatório são duas coisas: o Palácio dos Emirados e a Mesquita. Posso-vos dizer que a Mesquita de Abu Dhabi (Sheikh Zayed) foi um dos 'monumentos' mais bonitos que já vi em toda a minha vida. É de uma beleza ímpar e faz-vos andar de boca aberta a cada passo. Se forem ao Dubai, têm obrigatoriamente de fazer 1h30 de carro só para vir aqui. Deixem-me só alertar-vos de umas coisas: Abu Dhabi é muito mais rigoroso do que outro Emirado qualquer. Esqueçam lá os calções para entrar no Palácio e mesmo em locais públicos, serão olhados de lados. Same para as mulheres, mas ainda pior. Bem, em suma é isto. Postarei agora umas fotografias de alguns dos sítios. Espero que vos seja útil. (As da máquina virei postar mais tarde, uma vez que são muito pesadas e levaria horas a endireitar tudo). Tl; dr - Adorei o Old Dubai, odiei o New. Não tem muito para ver, não venham cá de propósito, mas se vierem, as opções fixes estão a negrito. Vão a Abu Dhabi. Beijos doces. Bairros étnicos (Al Fahidi, Deira, Bur, Souk): Global Village: Miracle Garden: New Dubai: Abu Dhabi/Mesquita: Deserto: Frame: Bem, uff, já acabou! Se quiserem alguma foto em específico ou informação digam, que tentei resumir isto ao máximo :mrgreen: .
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