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bmfpcdm

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  1. Aparece o termo "homicídio" (homicide) em referência a animais?
  2. Fomenta a indústria de abate, pois é para onde muitos desses bezerros vão: o abate. A especialização que existe, nos dias de hoje, não apaga o facto das duas indústrias terem uma origem comum e serem indissociáveis.
  3. Mas ao existirem bezerros, há ocasião para consumo de carne, levando à procura da mesma, persistindo a indústria de abate. Daí eu ter escrito que uma indústria fomenta a outra. Não há uma ideologia "anti-vaca", mas concedes que existe uma ideologia ecológica, que, porém, se ficou por uma "meia-medida", pelo que é normal que apareçam pessoas a apontar esse facto.
  4. Só se tem vacas leiteiras, parindo bezerros, que naturalmente vão criar ocasião para o consumo de carne. Portanto, uma indústria fomenta a outra. Pelo que, ideologicamente falando, cortar com a carne e seus derivados seria a decisão mais consistente e coerente.
  5. Existe coragem, significado, direito em alguém de uma minoria poder e conseguir verbalizar quem são, face à maioria. Vou tentar pintar uma pequena imagem, para colocar em perspetiva a magnitude do progresso que se encontra por detrás de uma pessoa de minoria poder, conscientemente, expressar a sua identidade, em especial num contexto político-cultural. Contudo, antes, quero sublinhar que sou branco, e há alguns anos ter-me-ia sido impossível expressar tais ideias, pois o meu horizonte não ia para além da minha própria identidade, da minha própria realidade, do meu próprio tempo; quiçá, teria a mesma opinião expressada por muitas pessoas aqui. Mayotte Capécia escreveu: “I found that I was proud of it. I was certainly not the only one who had white blood, but a white grandmother was not so ordinary as a white grandfather. So my mother, then, was a mixture? I should have guessed it when I looked at her light color. I found her prettier than ever, and cleverer, and more refined. If she had married a white man, do you suppose I should have been completely white? . . . And life might not have been so hard for me? . . . I daydreamed about this grandmother whom I had never known and who had died because she had loved a colored man of Martinique. . . . How could a Canadian woman have loved a man of Martinique? I could never stop thinking of our priest, and I made up my mind that I could never love anyone but a white man, a blue-eyed blonde, a Frenchman.” Apagar os traços negros era a preocupação, a obsessão; pois essa “mera característica fisiológica” dificultava a vida. Franz Fanon acabou por concluir: “However painful it may be for me to accept this conclusion, I am obliged to state it: For the black man there is only one destiny. And it is white.” Era esta a realidade daquela época: falar como um branco, vestir como um branco, pentear como um branco, em suma, minimizar o negro; acima de tudo, não mencionar esse facto, afinal de contas, “é apenas uma característica fisiológica”, “está aos olhos de todos”, “chiu!”. Neste tópico dá para perceber que esse tipo de pensamento ainda está presente, pois procurou-se logo identificar políticos que optam por não “trazer à baila” a sua etnia, ou a sua orientação sexual, e designar tal opção, pelo silêncio, como a única conduta que se espera correta por parte de um político. Não. Identidade é essencial a um ser humano, a uma sociedade, não se trata de um meme de internet, é algo real, que tem repercussões enormes na formação de uma pessoa. Portanto, é importante que haja políticos, atores, jornalistas, etc. que possam servir de exemplo para os jovens, que não tenham pudores em se autodeterminar, pois isso tem impacto na vida desses jovens que necessitam da oportunidade de ver a sua identidade e herança cultural ser representada, expressada, verbalizada (gritada ao sete ventos, se assim se desejar). Em vez de rotular a escolha da Joacine como "caça ao voto", perguntem-se por que razão ela tem esta postura, ponham-se na posição de alguém que se descreve no twitter como: "Ph.D in African Studies. Black feminist and political activist.”. Há significado a ser retirado da atitude dela, para além da lengalenga do oportunismo político.
  6. Eu teorizo que essa dissonância se deva ao desejo subconsciente (nutrido por séculos de preconceito) da nossa sociedade em tentar criar um sentimento de vergonha em alguém que, fazendo parte de uma minoria ou de um grupo subjugado e/ou ostracizado, proclama a sua identidade sem pudores e com orgulho. Nosce te ipsum, ou o coloquial temet nosce, é um pilar filosófico; todavia, quando a manifestação dessa máxima é colocada em prática por minorias, especialmente num contexto político-cultural, encontra uma avassaladora resistência; resistência essa que, no fundo, procura ignorar/fechar os olhos/esconder/tratar como irrelevante essa mesma identidade.
  7. Eu pareço ser o oposto de muitas pessoas, pois tinha vindo a perder interesse por futebol, mas os jogos com VAR têm vindo a devolver algum desse interesse e até gosto da tensão que se cria à volta das decisões do VAR. Adicionalmente, para mim, qualquer emoção que advém de um golo, desvanece-se completamente quando me apercebo que é ilegal e só fica o sentimento de injustiça, portanto o VAR só tem positivos.
  8. São décadas de experiência. Já lá vai meio século desde o massacre perpetrado pelo Charles Whitman.
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