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Modulor

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  1. Marrakech! Melhor altura do ano para ir lá.
  2. Na verdade nem fará sentido outra opção. Espero que ele não se lembre de dar nova oportunidade ao Jesé...
  3. Yap, também não estou a ver muita gente, mas não acredito que a coisa se fique por este tipo de perfil. Estamos a apontar para trintões para baixar o preço do investimento ou porque estamos a associar diretamente a idade com a experiência? É que se for a primeira, mais vale estarmos quietos. Se for a segunda, parece-me óbvio que vale a pena alargar o espectro porque só teríamos a ganhar... O meu dedinho diz-me que tal como tentámos sacar um Lage com o Pontes, estamos a tentar sacar um Mathieu com um Fonte. Parece-me que a probabilidade de dar borrada continua alta...
  4. Concordo, mas não sei se o exemplo do Fonte é o melhor para executar a ideia. São 36 anos, no máximo faz uma época. A não ser que aceite vir com um salário baixo (dúvido), com prémio de assinatura baixo (dúvido) e que aceite na boa ser 3ª opção para dar margem de jogo aos mais novos/contratações inequívocas para o 11. Um Carriço, por exemplo, faria mais sentido no esquema - apesar de eu, pessoalmente, não o considerar uma boa opção, por outros motivos.
  5. Thanks! Puxei de um exagero claro, mas não sei até que ponto o Sporting não os pôs no mesmo saco quando (supostamente, no caso do Fonte) os fixou como alvos. Claramente queriam um gajo experiente, ainda a jogar nas respectivas equipas, português e que estivesse a jeito de ir repescar sem largar nota ao clube vendedor. Se no caso do Fonte a qualidade é maior quando comparado com um André Pino ou Neto, o fator idade também pesa um pouco...36 anos? Qual é a ideia mesmo?
  6. Temos sempre de procurar um cromo tipo André Pinto ou Neto porquê? Ainda não aprendemos que meio ano depois de chegarem andamos de calças na mão para os despachar? Que sina. Bom encaixe pelo Misic, sabe sempre bem receber mais que uma coca-cola por um pino que já nem ocupava espaço nos treinos. Quanto é que gastámos para o trazer, alguém sabe?
  7. Também não percebo como é que as autoridades andam a deixar passar anos e anos de posts teus no cmpt e não fazem nada. Estão cegos e corrompidos!!1!!1
  8. E ter-te respondido já foi fixe. Eu ainda estou sentado a esperar pelas insides sobre a “má vida do Matheus”.
  9. Eh, entre ter um Renan, um Makaridze ou um Claúdio Ramos a diferença não é muita. Se é este o espectro das opções prefiro literalmente o mais barato. Daqui a dois ano vai estar a sair por uns trocos para entrar outro Renan...
  10. Chegará o dia em que o Cláudio Ramos fará 47 anos, sempre no Tondela, e nós ainda assim vamos sugeri-lo como reforço. Assim como chegará o dia em que o Geraldes estará na 4596ª época seguida sem jogar e ainda vamos pedir oportunidades para ele. E nesse mesmo dia ainda assinamos com o Quaresma e com o Carriço, para fechar o ramalhete.
  11. Passado mais um mês...:mrgreen: Grécia! (Atenas + 2 ilhas) - ~9dias Foi uma junção engraçada, colar uma cidade como Istambul com uma cidade como Atenas. Eu sou um turista slow paced, gosto de ter o meu tempo a andar perdido, gosto de perder uma hora num café a esticar as pernas, observar e rabiscar umas coisas. A isso somar o facto de na altura estar a investir nesta viagem as minhas "férias de descanso" e resultou nesta quantidade de dias para Atenas, o que para muitos pode parecer excessivo. E será, claro. Mas não me arrependi. Já tinha referido algures no outro post, mas eu gosto de cidades "sujas", e Atenas é um exemplo de uma cidade dessas mas com uma quantidade absurda de beleza associada. Para começar tem uma "morfologia" muito peculiar. A cidade deve ser 80% plana, 15% com pequenas áreas/bairros/jardins em ligeiros """planaltos""" e 5% de picos surreais, quase saídos do nada, onde em quase todos eles sentam cenas irrisórias como a Acrópole, Filopapo ou o Teatro de Lycabettus. No meio deste cenário é somar uma paisagem construída ultra densa, relativamente baixa, e completamente salpicada de vegetação. Seja em parques com escala decente, seja em varandas com vasos, seja em passeios ajardinados. Resumindo, peguem numa imagem qualquer dos filmes do hércules, juntem uns carros a subir passeios e Gregos a prepararem uma manif na praça mais próxima, e está feito :lol: A cidade é toda muito fácil de caminhar - again, só usei transportes quando não tinha mesmo hipótese: aka comboio para o Pireu + barco para as ilhas. É relativamente pequena, apesar de, por ser tão densa, haver literalmente qualquer coisa interessante para ver em todas as pontas. Cheguei a andar 20km num dos dias sem dar conta quase... Vou seguir o post ao jeito do que fiz para Istambul e tentar distribuir mais ou menos as ideias por pontos, depois desta intro sempre meio aleatória: - Fiquei num airbnb quase colado à Praça Exarchion (vou tentar escrever a maioria dos nomes na versão inglesa porque...coiso). A localização era impecável: sossegada qb, comparando às zonas turisticas, mas suficientemente perto dos centros que me interessavam e bem apetrechada nas redondezas no que diz respeito a cafés, restaurantes ou, caso precisasse, de transportes. O bairro de Exarcheia é relativamente conhecido pelas ondas meio anarquistas que dominam a cena, o que deu piada à coisa, embora num primeiro impacto me tivesse deixado de pé atrás :lol: Acho que não houve um dia em que regressasse ao apartamento e não me cruzasse com polícias da força de intervenção a cirandar a área. Isso, mais o ar que naturalmente a zona foi ganhando pelo tipo de malta que ali habita/controla os espaços: grafittis, cartazes, parques "self-made", estátuas com cones de trânsito no topo, blablabla...Mas foi sempre pacífico. Acho que já é algo tão entranhado que já ninguém olha para aquilo como potencialmente desconfortável, é o que é, e ou se gosta ou não se gosta. Ao sábado, por exemplo, fazem um mercado de rua com produtos regionais e locais que parece saído de um filme, muito fixe mesmo. - Uns passitos ao lado há o monte Lycabettus, um dos tais picos que sobressaem na paisagem. A subida, ainda por cima a contar com o calor que se fazia sentir naquela altura, é de fazer colar a t-shirt às costas. Vale a pena, mas confesso que em comparação com aqueles pontos que levamos no bloco de "a visitar" foi o que menos me entusiasmou. A vista é estonteante, mas não muito diferente daquela que se vê num par de outros sítios, a subida é relativamente mais difícil e chegando ao topo não há muito mais que uma pequena capela, uma bandeira e dois bares para caçar turistas suados. O teatro é lindo, pelo enquadramento. Posto isto, voltaria a subir e recomendo a curta visita anyway :mrgeen: A zona residencial que fica em torno do monte é também muito bonita, para quem tem paciência para observar algo mais "banal". - Não vou citar os musts de Atenas, esses vêm mais que dissecados em todo o lado, mas vou apenas dizer que é de facto um postal impressionante. Sinto-me mal a dizer isto, mas ao fim de dois dias quase que se sente o nível de "indiferença" a crescer em nós, tal a quantidade e importância que estes pontos têm na cidade. Passear numa rua aleatória e, lá ao fundo, estar a pairar a Acrópole suspensa naquele céu azul...uau. - Aprendi que Atenas dá para dividir por uma série de grandes "bairros"/áreas. E assim por alto, se disser que vale a pena ir a Monastiraki, é mesmo Monastiraki toda, e não apenas aquela praça toda hip ou a um punhado de ruas. Nesse sentido: . Monastiraki: basicamente uma zona cheia de vida e movimento, bastante preenchida por locais, o que equilibra agradavelmente a balança enquanto passeamos à procura de fugir do turismo em massa. Tem muitos recantos e spots simpáticos para se parar, infelizmente não guardei muitos nomes e a minha memória torna-se insuficiente por causa da bagunça que são os nomes/alfabeto Grego. Mas vão e fiquem por lá! . Plaka: pequeno bairro instalado nos pés da Acrópole. Muito turistico, atenção, mas lindo lindo. Muito pitoresco, parece saído de um quadro todo romantizado. É complicado alhear-nos da quantidade de visitantes, mas ainda me consegui sentir numa ou duas Tavernas típicas mais tranquilas. Andei por lá em várias horas do dia, mas diria que de manhã cedo e no fim de tarde é obrigatório um passeio, pelo menos. . Kolonaki: comércio local, puro e duro. É vaguear, basicamente. As ruas são igualmente bonitas, mas o interessante aqui é o que se passa aqui de diferente em relação ao resto dos sitios. O comércio é diferente (artesãos, lojas de especialidade, produtos de pequenos produtores locais, mercados, etc) e por consequência a vibe de quem por lá anda também. . Psyrri: é colado a Monastiraki, portanto até faria sentido estar logo depois, mas...é micro-organismo dentro de outro pequeno organismo. Muito fixe para ir a qualquer hora do dia, mas à noite tem outro power. Muito jovem, muito sitio alternativo. Posso dizer que fui lá 3 vezes à noite para beber um copo e nunca consegui acertar com os mesmos sítios, não dava. . Thissio: também nas zonas circundantes à Acrópole, e por isso mais alto, é um bairro na linha de Plaka, apesar de ter outro desafogo. É bonito, sabe bem passear por lá, mas já deixo para o fim precisamente por não ter sentido o mesmo impacto que noutros sitios. Ainda assim não podia deixar de o mandar para a lista. Depois há uma série de outros spots, tipo Exarcheia que falei algures no inicio do (longo) post; Synthagma, que dá nome à famosa e importante praça; ou zonas que não me recordo o nome, menos turísticas por defeito, mas que por um motivo ou por outro não têm nada de especialmente forte que me faça dizer "vão!!!!". Se lá forem parar, como eu fui, não darão o tempo como perdido, mas também não deverão sair de lá babados por regressar. Por fim, há o segundo capítulo da minha passagem por Atenas, que se divide em três alíneas: Pireu (zona portuária com alguma importância); Hydra e Agistri. O Pireu não tem grande história, basicamente passeei lá uma longa manhã e está. Começamos a ter um cheirinho do que é a versão paradisíaca da Grécia, que logicamente não temos em Atenas, mas com a natural diferença para menos bom. É simpático, vá, mas não vale de todo uma visita propositada. Como duvido que alguém o faça :lol: Ah, já agora, é aqui que fica o Estádio do Olympiakos, que parece bem bonito até, pelo menos por fora. Hydra...despedacei-me. Guardei para o fim para poder repousar à lorde e baixar o ritmo das férias. Faz parte de um conjunto mais limitado de ilhas que se situam relativamente perto de Atenas, e era a estas que eu me restringia, já que não queria perder muito tempo em deslocações. Do porto até à ilha são cerca de 3/4h. Faz-se relativamente bem. A logistica dos bilhetes e tal foi um bocado confusa para mim, pois o porto no Pireu é grandito e os Gregos, apesar de a grande maioria falar bem Inglês, tem aquela cena de em recibos, bilhetes, indicações, wtv, ter quase tudo...em Grego. Logo, num porto grande, perceber onde era a plataforma omega beta 38 alfa foi um bocado desafiante. Adiante, a ilha é um céu. Acho que nunca tive num sítio tão calmo e tão postal como aquele. Para mim é complicado descrever porque sempre que falo em Hydra sinto-me a descrever um sítio qualquer na costa sul de Espanha, ou uma ilha nice na Croácia, ou num litoral fancy de Itália. A verdade é que já tive em vários desses sitios e a sensação não é, de todo, a mesma. A Grécia, no que toca a ilhas, tem a desvantagem de ter tantas e com tantos chamarizes diferentes que torna quase impossível riscar a lista até ficar com 5 e haver um consenso. Mas eu sei que, na minha ignorância, Hydra me iria passar sempre pela cabeça como uma das candidatas. Vim maravilhado. Agistri já foi diferente. É bonito, sem dúvida, fiz um dia 5estrelas, a pedalar numa bicicleta para a frente e para trás e a dar mergulhos em praias encabeçadas por verde natural, dum lado, e água transparente e calma, do outro. Mas...já não foi a mesma coisa. Pelo menos já não foi algo em que eu, subconscientemente, pensasse "brutal. Mas Setúbal tem cenas que não ficam muito atrás". A viagem já foi apenas de 40min e o preço significativamente mais barato, portanto tenho sempre de pôr as coisas em perspectiva, mas pronto, percebem a ideia. Pronto, em jeito de resumo dos resumos que escrevi até este parágrafo: Atenas foi surpreendentemente das cidades na Europa que mais gostei de visitar. Não consigo dizer que seja das mais bonitas, não é. Nem que seja das mais baratas, não é. Nem que seja aquela que tem as pessoas mais simpáticas, não é. Nem que seja das mais limpas e organizadas, não é. Mas é um belo milkshake complicado de resumir, e isso vale a pena. Muito a pena. Para finalizar, mantendo a coerência da salganhada que foi o post de Istambul, deixo notas soltas com alguns apontamentos mais particulares que podem ser úteis a quem queria ir lá: - A Grécia é cara, especialmente naquilo em que um turista precisa: restauração, lazer, supermercados, atrações. Na dormida fiquei impecavelmente bem num apartamento só para mim, airbnb, 30€ por noite. Achei barato, mas marquei com bastante antecedência. Se quiserem posso dar o contacto, dará para ficarem lá 2/3 pessoas na boa. Na restauração é um bocado ao cuidado de cada um: os restaurantes são geralmente caros para o que estamos habituados (quase sempre 15 paus para cima numa ida menos ponderada) mas há opções e os Gregos são fortes em comida mais rápida (Souvlaki, registem o nome!!!!), ainda que mesmo aí fossem raras as vezes em que gastasse menos de 10€. Pequeno almoço comia sempre em casa, poupa-se um bocado, ainda que não me tivesse parecido barato. - Comi em vários sítios, mas vou deixar dois nomes dos que mais gostei e onde a minha carteira se sentiu mais confortável: Atitamos, na zona de Exarchia, top top top. O espaço é pequeno, pelo que estava quase sempre cheio, mas como eu era sempre só um lá me safava; Greco's Project. É uma cadeia de Souvlaki, com um toque mais "comercial". Por defeito não sou fã destas cadeias, mas foi-me recomendada por uma Grega e dei o beneficio da dúvida. É escolha segura, eu fui quase sempre ao que fica em Monastiraki e saí sempre bem. - Os Gregos têm pequenos costumes engraçados que desconhecia, sobre os quais gostei de estar atento e reparar que funcionam SEMPRE de igual maneira, independentemente do sítio: a conta nos restaurantes vem logo assim que fazemos o pedido (se pedirmos mais coisas entretanto, lá vem mais um anexo ao talão original); fazem questão de oferecer sempre a água à refeição e, no fim, uma bebida branca da região/pequena sobremesa/wtv, sabe sempre bem; bebem carradas de café, a toda a hora, em todo o lado. Com gelo, com natas, mais curto, mais cheio, mais aguado...you name it! E fumam que nem doentes. Parece-me Portugal há uns 10/15 anos, multiplicado por 5. Nestes pequenos aspetos, pelo menos aos meus olhos, tem piada porque parece que de algum modo pararam no tempo :lol: - As atrações mais famosas são "obrigatórias" mas, se tal como eu, forem algo ignorantes/alheios a estes períodos da história é preciso ter alguma precaução com as ofertas. Às tantas os nossos pés parece que ligam o piloto automático e seguem em direção a todos os lugares que digam algo como "Casa original onde CMPTHEUS organizou os primeiros combates da era moderna", pagam 30€, entram e têm um descampado com duas pedras empilhadas encostadas a uma oliveira. Não quero soar ignorante, mas nem tudo é para toda a gente, e - falando no meu caso - gostava de não ter sido tão relaxado em relação ao que poderia ter para visitar e, em vez disso, ter feito um trabalho de casa mais conciso. - A noite em Atenas tem algumas similaridades com o que se encontra em Lisboa, por exemplo, no sentido em que é muito vivida ao ar livre. Fui parar a alguns sítios diferentes, mas gostei muito do SIX D.O.G.S e do The Art Foundation, boa onda. - Estar no topo da Acrópole será, sem dúvida, dos sítios que melhor recordarei para o resto da vida. É um ícone que ganha toda uma outra dimensão pelo lugar em que está e enquadramento que tem. A quantidade de turistas não dá para ignorar, mas é o que é. Dito isto, façam a visita contar. Se tivesse dinheiro em barda iria lá pela manhãzita e ao fim do dia. Como não tenho, escolhi cuidadosamente a hora e fui para lá depois das 17h. Fiquei lá até ao fecho das visitas (20h? já não me recordo exatamente). Recomendo, pois é uma hora um pouco mais calma e a luz...vão. - Não posso deixar de reforçar o bonito que é passear por ruas aleatórias no meio da cidade e estar atento aos enquadramentos. Tem algo de especial andar numa rua completamente banal, num bairro plano, mas olhar para as extremidades e ver morros enormes, cobertos de verde, e muitos deles com cenas tão singelas como aquelas que vemos nos livros de história desde pequenos. Tem muito poder. - Ver o bonito no "feio". Atenas tem muitas singularidades estranhas que a tornam bonitas, uma das que mais gostei foi o cuidado com que tornam o caos mais organizado. É raro vermos uma varanda sem um tufo de plantas a rebentar para a fachada do prédio e sem um toldo gigante a proteger as janelas. Isto parece meio insignificante, mas se multiplicarmos isto por todas as varandas se janelas que os nossos olhos conseguem ver torna a big picture bastante mais apelativa. E fim! Descarrilei outra vez no meio do entusiasmo. Again, se precisarem de alguma coisa mais especifica é só apitar! https://imgur.com/a/QoCaof1
  12. Praticamente 2 meses depois...aqui vai :mrgreen: NOTA: vai sair parede de texto, provavelmente. NOTA 2: 15 dias (6+9) entre Istambul e Atenas - incluindo duas ilhas. Istambul Genial. Não podia ter correspondido melhor às expectativas que levava. A melhor descrição que posso fazer é que fui para lá com a lição razoavelmente bem estudada (ao contrário do que costumo fazer mas, para ser honesto, viajar sozinho para a Turquia não me deixou ir 100% relaxado à partida. 85%, talvez lol) e acabei por ser surpreendido sobre tudo e mais alguma coisa. De referir que, como eram as minhas "férias grandes" e Istambul é confortavelmente mais barato que o costume na Europa, apostei por ficar num hotel todo pipi ao invés de me aventurar num hostel ou num airbnb, que sinceramente pouca ou nenhuma confiança me passaram. Acabei por optar pelo Nabu Hotel, no bairro (?) de Karakoy. Muito fixe, nada a apontar, a não ser o facto de não ser propriamente versátil para todo o tipo de viajante. Indo agora à cidade em si. Monstruosa. Em escala, em movimento, em informação, em sensações, tudo. Valente caldeirada em que dá de facto para perceber a geografia a ter efeitos práticos. Istambul está dividida entre Europa e Ásia - a ligação ou é feita de carro ou de ferry - e o lado Europeu ainda é atravessado pelo Bósforo (um estreito que liga o mar Negro ao mar de Mármara), pelo que do ponto de vista de quem anda lá com os coutos, Istambul parece um bolo gigante dividido em 2+1, o que lhe dá uma sensação de escala ainda maior. Grosso modo existem um punhado de distritos que se tornam obrigatórios enquanto visitante: - Karakoy, que foi onde dormi: mais agitado e jovem, com muitos pequenos restaurantes e bares (nota importante: estabelecimentos não-muçulmanos, o que torna a zona propicia para ir beber um copo ou sair, seja para turistas ou para locais). Não perde o charme local, ainda assim, porque está literalmente no meio da cidade, colado à famosa Torre Galata, junto ao "rio" (vou escrever assim para simplificar e porque de facto parece um rio, às tantas) repleto de turcos a pescar, a comer um Balik Ekmek (uma espécie de papo seco torrado com peixe na chapa lá dentro + salada, comem disto às carradas) ou só a estar, que reparei ser algo em que os turcos são exímios e que lhes acaba por dar uma certa piada e uma imagem icónica da cidade - eu literalmente não encontrei uma rua que fosse, à hora que fosse, sem que houvesse lá alguém a estar, só. - Besiktas, que reconhecemos perfeitamente por causa do clube, mas que fica um bocado afastado do centro centro. Pelo menos para mim, que quando vou sozinho ando sempre e só a pé, o que faz esticar a distância para tudo o que ficar a mais de 15min indo de transporte. Anyway, zona muito porreira que está a sofrer uma regeneração enorme, fruto do fenómeno que é a saturação das zonas centrais das cidades. Um pouco mais caro que o resto da generalidade das zonas, precisamente por estar a ficar meio hipster. Vale a pena passar lá uma tarde. - Beyoglu, que na verdade é o distrito que engloba a zona de Karakoy, e cobre toda a zona de interesse na margem Este do lado Europeu. Desde a conhecida Taksim Square, à Torre Galata, Karakoy, Kabatas (área cheia de pequenos artesãos, pequenos cafés, muuuito fixe), a zona pescatória entre as pontes Galata (brutal, btw, tem uma energia muito própria que muda a toda a hora do dia) e Unkapani. - Eminonu, que engole tudo o que é de relevo na margem contrária do lado europeu: as mesquitas mais bonitas (Hagia Sophia ou a Blue Mosque), o Grand Bazar, o bairro lindo e pitoresco de Balat, etc etc. - Kadikoy, por fim, que acaba por ser a zona mais marcante do lado Asiático. O ferry para lá custa uns míseros 3€ - se não me falha a memória e as contas - numa viagem de 15min para cada lado. As diferenças são assinaláveis: é o grande centro universitário, pelo que é muito mais comum ver grupos de malta nova nas ruas e muito mais comum ver estabelecimentos preparados para esse publico alvo. Passei lá duas tardes, mas com muita pena minha - e das minhas pernas - foi a zona que acabei por explorar menos. Com o calor constante foi o sítio ideal para ir bebendo umas cervejas aqui e ali e absorver os movimentos, com perda para o reconhecimento da zona. Não vou gastar parágrafos a falar-vos sobre as "main attractions", primeiro porque haverão 1000 sites melhores para esse efeito e depois porque, na minha opinião, spoila um bocado aquilo que é um dos pontos fortes de Istambul, que é o factor "uau". Como descrevi a uns amigos: não é uma cidade convencionalmente bonita; não é uma cidade convencionalmente atrativa para turismo de lazer ou de festa; mas é uma mistura bonita de muitas coisas peculiares ou inesperadas. Vou deixar só mais algumas notas soltas que podem dar jeito: - Vão comer tudo o que seja ao Durumzade, que filha da p*ta de barraco Fica do lado Europeu, margem Este, e relativamente "à mão" a partir de qualquer ponto dos mais conhecidos. É mesmo imperdível, seja pela qualidade, pelo ambiente ou pelo preço. - Não desaconselho a subida à Torre Galata, até porque nem é particularmente cara (como tudo na cidade, a bem da verdade), mas se eventualmente tiverem de fazer opções...eu não iria. Tem uma vista simpática e desafogada, mas pá, não é perspectiva que não consigam ter de outros "n" sítios em que não tenham de esperar em filas. - Se tiverem para isso façam uma visita guiada à Hagia Sophia. O sítio é mágico, mas saber a história cria outro misticismo à volta daquilo, e muito provavelmente fiquei a saber coisas que não saberia se não o tivesse feito. E coisas importantes para a experiência, sim. Já falo um bocado de cor, mas o bilhete normal é 15€, eu paguei 30€ (mas tive de regatear um bocado) mas ultrapassei toda a fila - que era coisa para me fazer torrar 15min debaixo de sol assassino - e andei sozinho com um turco a explicar-me tudo na boa. Foi cerca de 40min a visita, btw, o que achei ser uma duração ideal. - Não achei a cozinha turca muito diversificada, mas tem muitas iguarias de fácil acesso que valem a pena experimentar, sobretudo nos tasquitos que dá para perceber que são mais "local". Nunca me sentei para comer em sitio nenhum mais turistico e acho que saí claramente a ganhar. - A cidade pareceu-me globalmente muito tranquila e segura. Andei sozinho por todo o lado a várias horas do dia/noite e nunca me senti desconfortável. Há apenas zonas mais fora da bolha em que se nota que são habitadas por malta mais "tradicional", logo, um tipo de calções e mochila às costas dá logo nas vistas por entre um cem número de montra sim-montra sim com livros do corão e coisas que tais. É mais desconfortável, mas acho que o desconforto faz parte da experiência de Istambul. Vou deixar um link com algumas fotos aleatórias da cidade. Acabei por decidir entretanto não deixar neste comentário o passeio na Grécia, fica para depois se não isto torna-se demasiado aborrecido! Caso queiram perguntar algo mais especifico, go ahead. https://imgur.com/a/gB0eojk
  13. Mathieu, Rosier, Wendel e Plata de fora. Rodrigo volta a ser chamado e o Camacho continua.
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