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ElliotReid13

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  1. Já viste o tamanho do post e o tempo que levou a fundamentar aquilo? Direcionar tudo só para uma só pessoa seria um exagero
  2. Não concordo, diz me em que é que se esbanja assim tanto nos ultimos 40 anos que seja diferente de outros paises desenvolvidos Não é uma questão de concordar ou não, é uma afirmação objetiva e mensurável. Esta notícia do público vai guiar-te até dois estudos económicos que analisam isso mesmo: Portugal é mais eficiente que Espanha nos gastos públicos, mas ambos abaixo da média da OCDE Deixo só aqui uma pequena curiosidade, já que isto vem a propósito de liberalismo: "Os dois países ibéricos ficam perto da média da União Europeia (90,6%), mas ficam aquém da média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) como a Lituânia, a Estónia e o Chile." "No topo deste ranking está a Suíça, cuja eficiência está 44% acima da média da OCDE, seguida de perto da Holanda, Finlândia, Luxemburgo e Irlanda. " Agora diz-me o que têm em comum os países que destaquei a negrito. Nada disto tem que ver com liberalismo...tem que ver com mentalidade, liberalismo dificilmente iria resolver essa situacão Concordo parcialmente, na medida em que sim, há uma componente que tem a ver com a mentalidade e tradição. Mas ter um Estado grande, uma justiça lenta, má regulação, compadrio político, entre outras maleitas, facilita e muito a captura do Estado pelos interesses privados. Não é por acaso que, sempre que o PS sobe ao poder, vemos casos como a atual deputada Begonha que tinha um salário muito simpático no seu anterior cargo sem competências (ou funções que o justificassem), ou a atual ministra da Agricultura que comprou por ajuste direto árvores cobertas de ouro (a avaliar pelo preço pago) ao pai do seu colega autarca do PS. Podia estar aqui horas a listar mais casos como estes, mas prefiro ir fazê-lo à medida que eles vão surgindo em público, para ver se te ajuda a mudar a opinião. Correcto, porque o Estado não tinha dinheiro para os fazer e Portugal tinha necessidade e obrigacoes europeias de construir certas coisas (nomeadamente vias de comunicacao). Ai é? E estes também foram obrigatoriedade da UE? Estado aceita pagar swaps com juros acima de 100% no acordo com Santander ("A perda potencial está avaliada em 1,1 mil milhões de euros, mas este valor ainda pode mudar") Essa da obrigatoriedade é nova para mim. Consegues desenvolver mais sobre isso? E assumindo que assim foi, então já seria aceitável o quão ruinosos esses contratos foram para as contas públicas (afinal de contas, o meu ponto aqui)? Ou o quão bem-feitos foram que nem o Governo seguinte, com a corda na garganta e país falido, conseguiu rasgar. Não é por acaso que temos então um ex-Primeiro Ministro a aguardar julgamento por corrupção, ou uma dezena de colegas partidários e de Governo a serem investigados por crimes de gestão danosa, participação económica em negócio, tráfico de influências, corrupção activa para acto ilícito, fraude fiscal agravada, branqueamento de capitais e associação criminosa. Posso até concordar contigo mas sendo que a justiça nunca pode ser privada, a melhoria ai teria que ser ainda com mais dinheiro. De resto a fraude empresarial de que falas, existe tanto em PT como em toda a Europa. Aqui na DK experimenta pedires factura num café ou noutro sitios semelhantes...a diferenca é que existe um grupo de empresas gigantes que pagam 83% do IRC no pais e não na liberal Holanda... Mais dinheiro seria sempre útil, uma vez que a falta de recursos humanos é um dos grandes problemas da Justiça em Portugal (não só nos tribunais, mas também na parte de investigação). Mas eu até estava a pensar mais na interferência política. Ou nas reformas que tardam em chegar e que permitem a quem tem dinheiro (e por conseguinte, o poder) de atrasar processos até à sua prescrição. Achas que os responsáveis pelos contratos ruinosos para o Estado, os políticos com grande e pequeno poder acusados de corrupção, os responsáveis pela queda da banca, e os responsáveis por empresas (e já agora, bancos) que se cartelizam passariam a ser julgados de forma imediata após haver mais dinheiro, no atual estado de coisas? Não, a diferença é que existe um país que leva o seu papel de regulador a sério, e outro país que fecha os olhos à economia paralela de 50% do PIB: Denmark Will Buy Leaked Panamanian Documents in Fight Against Tax Evasion E como essa atitude dos dinamarqueses perante a fuga aos impostos, existirão muitas outras, como saberás melhor do que eu. Em Portugal, vamo-nos contentando com este tipo de coisas: Políticos portugueses implicados em pagamentos do GES ou Governos portugueses permitiram limpar rasto do dinheiro vindo da Suíça Sim mas supervisao de melhor nivel necessita de mais dinheiro...do Estado. E quanto aos bancos apesar de ser verdade, a realidade é que a nivel Europeu contamos pelos dedos os paises onde o governo não necessitou de salvar bancos recentemente, para assim salvar todo o sistema bancario, sobretudo privado. Ah, ora aí está uma calinada bem comum! Confundir liberalismo com neo-liberalismo. Defender a redução do tamanho do Estado não é a mesma coisa que defender nenhum Estado. Qualquer liberal clássico te vai falar no papel crucial que o Estado tem enquanto regulador forte de uma economia de mercado, sem o qual os indivíduos não poderiam participar nesta em pé de igualdade e, por conseguinte, onde não seria possível competir pelo mérito. Eu defendo menos Estado enquanto agente económico, e o papel de regulador está bem acima disso. Claro que mais dinheiro poderia ajudar, mas eu vejo aqui a raiz dos problemas no facto de termos um sistema altamente burocrático, montado astutamente por políticos-advogados (dependendo se àquela hora estão na Assembleia ou no escritório) para beneficiar interesses interesses privados à custa dos contribuintes, da livre-concorrência e dos cofres do Estado, claro está. Achas mesmo? Para mim a funcão publica tem certamente coisas boas, como garantias...no entanto também tem coisas pessimas, como tabelas de vencimento e promocoes lentas. Ou seja vais para o privado e trocas algumas regalias da função publica por a possibilidade de ganhares mais e mais rapido. Querias que fosse tudo melhor no privado? E depois como é que o Estado atraia pessoas para la trabalharem? De resto Portugal ate esta abaixo da media europeia em pessoal a trabalhar na funcao publica. Tabelas de vencimento essas em que, ainda assim, pagam salários mais altos do que em funções equivalentes no Privado por vezes. E promoções lentas? Isso será certamente um recency bias fruto do apertar do cinto depois da última crise, já que até aí as progressões de carreira eram transversais e dependentes apenas do tempo de serviço, não havendo sequer espaço a avaliações de performance e, por conseguinte, não existindo incentivo para promover pelo mérito. Mas não me interpretes mal, eu não sou contra dar uma boa remuneração aos funcionários públicos. Eu sou contra a falta de incentivos para que a função pública faça um trabalho de qualidade. Sou contra a contratação de funcionários públicos através de processos pouco transparentes, como aqueles que se baseiam em cartões partidários e não nas competências profissionais. Sou contra a compra de votos de funcionários públicos ao diminuir o horário de trabalho, quando os serviços públicos já não funcionam bem e mentindo ao dizer que seria uma medida que não acarretaria custos adicionais (como rapidamente se percebeu que era mentira). Quanto ao gráfico que escolheste para demonstrar o número de funcionários públicos em proporção da população empregada, não deixa de ser curioso que se refira ao ano de 2016. Exatamente o ano em que Portugal terminou o período de ajustamento e em que sai de funções o governo que registou uma queda de 10 pontos percentuais no total da função pública (71 mil funcionários). Número de funcionários públicos aumentou em quase 26 mil desde 2016 "O aumento contraria a promessa do Governo socialista que se comprometeu com uma redução de 10 mil trabalhadores por ano e uma poupança anual de 100 milhões de euros, em 2016." Certo mas tambem nada tem que ver com liberalismo e que eu saiba diversos partidos de todos os lados da bancada tentaram um concenso para algo deste genero. No Estado Novo curiosamente existiam aulas de "governo da casa" ou algo do genero. Ou seja no final a maioria das coisas que querias melhorar, necessitam de mais dinheiro (e não menos) do Estado. Mas porquê mais dinheiro? O que é que a escolha das matérias que se lecionam tem a ver com haver dinheiro? E discordo totalmente que isto não tenha a ver com liberalismo. Se terminas 12 anos de escolaridade obrigatória e não tens competências práticas que te permitam ter um papel ativo na economia (sendo ativo aqui do ponto de vista da produtividade), como é que nos vamos desenvolver? Como é que um país consegue criar capital para investir, quando Portugal tem uma das taxas de poupança média mais baixas da OCDE? Ou quando Portugal bate máximos nos pedidos de crédito ao consumo em 2019 (obrigando o Banco de Portugal a intervir para travar a tendência)? No entanto a grande proposta é ter uma taxa fixa de IRS de 15% para valores acima de 650 Euros mes...o que faria com que o Estado tivesse uma gigantesca perda de receitas, tudo para que eu possa escolher entre meter o meu filho no colegio privado (que o Estado teria de pagar ate uma certa percentagem) ou o publico, ou que eu tenha a liberdade de escolher o hospital que quero sem ter de pagar para o SNS (sim nao incide directamente sobre o IRS mas tambem falam disso). Ou seja quem vai ao privado teria uma pequena compaticipacao do Estado e quem não consegue pagar essa diferença vai a um SNS ainda com menos dinheiro e condicoes... Essa discussão já foi tida várias vezes aqui, mas vamos lá desmontar essa ideia mais uma vez. A IL propõe (ou propunha, não vi a medida no programa atual) uma taxa única de IRS na ordem dos 15%, sim senhor. Atualmente, a taxa efetiva média de IRS em Portugal andará à volta dos 13%. Segundo contas da IL (e já agora, o CDS fez umas contas parecidas), esta medida traria uma perda direta de receita na ordem dos 0.5% a 1% do PIB (gigantesca, como tu dizes). No entanto, isto é assumindo que quem foge aos impostos irá continuar a fugir, e que os contribuintes que registam esta poupança com o IRS vão guardar o dinheiro no banco ou debaixo do colchão. A realidade não seria essa, claro - a perda de receita direta nos primeiros anos seria posteriormente compensada (ou mais do que compensada, talvez) pelo aumento da base fiscal, decorrente do facto de que uma menor retenção por parte do Estado significaria mais dinheiro a circular na economia (ganhos com impostos indiretos), mais capital para investimento que ajudariam a crescer a economia (mais IRC e ganhos de capital) e, possivelmente, menor incentivo à fuga de impostos. Portanto sim, essa medida acarretaria um custo decorrente da perda de receita, mas a ideia é que essa poupança se possa traduzir num estimulo para a Economia sem implicar sequer um grande corte na despesa pública (até temos excedente orçamental, e tudo. Depois, uma coisa que não mencionaste (convenientemente) mas que seria importante relembrar, é que esta medida não seria aplicada de um momento para o outro, mas sim de forma gradual ano para ano. Até haveria tempo, então, para acondicionar essa potencial perda de receita e verificar gradualmente se ela seria ou não compensada por esse aumento da base fiscal, não é assim? Depois, falas em Educação e Saúde, que são duas propostas bem diferentes do programa deles. Apesar de não as defender exatamente como eles a propõem, não me importo de te dar o contraditório: Começando pela Saúde, não estou a ver onde é que a tua descrição difere muito do estado atual das coisas. Primeiro, para deixar claro, ninguém defende deixar de contribuir para o SNS para ir para o Privado. A IL defende uma formalização e maior integração entre o SNS e o Privado que já existe, e que é o que permite aliviar as listas de esperas de ANOS para certos tipos de consultas e cirurgias. Depois, defende também uma reforma e alargamento da ADSE aos trabalhadores do Privado, e que funcionaria como um seguro de saúde social que permitira a quem a ele aderisse poder escolher entre os aderentes. Este sistema já existe, funciona razoavelmente bem e, durante algum tempo, até deu lucro ao Estado. Porquê tê-lo apenas acessível a alguns? Porque não tirar partido de uma medida do género para aliviar a sobrelotação de algumas áreas do SNS? Não se está a falar num desmantelamento do SNS, mas sim na ideia de que quem tiver essa possibilidade e não se importar de contribuir mais, poder ter alguma escolha de onde quer ser tratada. É por ideologia ou por orgulho que se mantém o SNS a rebentar pelas costuras e não se procuram estabelecer alternativas? Depois, a Educação. No programa do partido fazem lá uma descrição em vários pontos de como se poderia reformar o sistema de ensino público em Portugal e, pelo meio, há uma linha que diz que os apoios devem ser dados às familias e não às escolas e que, portanto, cabe a estas decidir qual a melhor alternativa entre público e privado, que variará de certo de acordo com o contexto geográfico e social em que se insiram. Uma vez que todas as escolas sem exceção recebem apoio financeiro por cada aluno que lá tenham a estudar, porque é que parte desse apoio não deveria ser dado a escolas privadas, se os pais decidam que é lá que vão encontrar a melhor educação para os filhos. Deve ser a capacidade financeira das familias a limitar os pais de dar a melhor educação possível aos filhos? Todas as familias que pagam impostos estão, indiretamente, a financiar a manutenção de escolas públicas. Porque é que uma familia não há de poder pedir para que parte dessa contribuição seja usada para financiar propinas da escola onde os filhos realmente vão estudar? O papel do Estado não é garantir apenas que há uma alternativa de Ensino a todos os portugueses? E se achas isto descabido, olhemos para o ensino universitário. O custo médio de cada aluno numa universidade do meu tempo andava à volta dos 4 mil euros anuais, sendo que as propinas cobriam 1/4 disso. Quando fui fazer o meu mestrado numa universidade privada, por achar que me dava mais perspetivas de carreira e uma educação de maior qualidade, aumentou imenso o valor das propinas mas, ainda assim, continuava a não pagar o valor total dos meus custos enquanto aluno, uma vez que o Estado continuava a comparticipar do meu Ensino (provavelmente poupava mais por me comparticipar uma educação no Privado do que se estivesse a estudar no Público). Já agora, porque sei que és alumnum da Nova (que é pública mas que se comporta como privada), a lógica é a mesma. Alias a ideia do flat tax é tão boa que vamos ver os paises (tudo economias pujantes e/ou democracias sem pobreza oficial Vamos ver o que o World Bank nos diz quanto a isso - crescimento médio do PIB desde 2000: - Portugal (vários escalões) - 0.8% - Estonia (taxa única) - 4.1% - Letónia (taxa única) - 3.9% - Lituânia (taxa única) - 4.2% - Bulgária (taxa única) - 3.7% - Hungria (taxa única) - 2.5% - Bósnia (taxa única) - 3.4% - Roménia (taxa única) - 4.0% - Rússia (taxa única) - 3.8% - Irlanda (taxa dual, semelhante ao período transitório proposto) - 5.0% - Eslováquia (taxa dual, semelhante ao período transitório proposto) - 3.9% É preciso dizer mais alguma coisa? Algumas destas economias já ultrapassaram Portugal em termos de volume do PIB, e todas as que ainda não fizeram vão fazê-lo em pouco tempo a manter-se a tendência. Repudio total a um partido com ideias com mofo que tem como unico objectivo o bem estar de uma minoria em detrimento da maioria de pobres. É obvio que eu também considero que a gestão privada em muitas vertentes é melhor do que a publica, mas por vezes é melhor ter algum despesismo para que todos tenham o suficiente, do que o contrario. Para rematar então. Acreditas que seja o partido a ter ideias que beneficiam uma minoria ou, por outro lado, achas que o problema está no liberalismo enquanto ideologia? Dependendo da tua resposta, seria mais interessante para mim ter uma discussão mais abstrata sobre esse teu argumento de benefício a uma minoria sem ter as amarras de fazer a defesa das medidas de um partido do qual nem sequer faço parte ou para o qual contribui de alguma forma. Ah, e já que tiveste direito a alguns "Concordo", essas pessoas que estejam também à vontade para me debater em qualquer um destes pontos
  3. Não acho que partidos e ideologias sejam indissociáveis. No CDS tens malta liberal, ultra-conservadora e democrata cristã. O PSD e PS são partidos de massas, com várias alas que se sobrepõem entre si. O Bloco é literalmente isso, um bloco de diferentes correntes de pensamento de esquerda. Sobra o PCP, que é o partido mais coerente do sistema. Eu identifico-me como liberal para "facilitar" neste tipo de discussões, mas na verdade a única razão dessa identificação é apenas a crença de que a competitividade e incentivos proporcionados por uma economia de mercado robusta são a melhor forma de inovar e de criar riqueza para a sociedade. Se for discutir em maior detalhe o que é, para mim, ser liberal em diferentes áreas da economia e da sociedade, muito provavelmente iria encontrar grandes diferenças entre mim e outros liberais, inclusive aqueles que estão ou votam na IL. Assim, eu não vejo a IL como representante da minha ideologia pessoal, mas sim como estando mais próxima daquilo que eu penso ser o melhor para o país do que as alternativas. Daí então que não tenha de vestir uma camisola e fazer a defesa da honra de quem quer que seja. Mas não sabem como assim? Porque é que não trazes um conjunto de medidas da IL para cá, e as tentas desmontar? Tenho a certeza que nalgumas irei concordar contigo, noutras poderei dar-te um outro ponto de vista. A verdade é que o Estado português é e foi sempre nos últimos 40 e tal anos uma máquina de esbanjamento. E está à luz de todos, todos os dias temos pequenos casos de corrupção de grandes políticos e pequenos autarcas, amigos de ministros e caciques partidários a causar a morte do Estado por mil cortes. Temos contratos ruinosos com custos de milhares de milhões de euros anuais aos cofres do Estado. Temos elefantes brancos. Temos uma justiça fraca e lenta, que incentiva o abuso de poder, a fuga aos impostos, a fraude empresarial e outros crimes de colarinho branco. Temos pouca ou nenhuma supervisão em setores chave da economia, que já custaram milhares de milhões de euros em buracos, seja ao nível das empresas públicas com passivos gigantescos, seja a banca que já teve quase toda de ser salva com dinheiro dos contribuintes. Temos uma função pública gigantesca, envelhecida, e privilegiada face aos trabalhadores privados. Temos a quase totalidade dos alunos que terminam o ensino escolar obrigatório de 12 anos sem nunca ter tido uma aula sobre poupança, sobre investimentos, sobre economia, sobre política, sobre programação ou competências tecnológicas vistas como chave para um futuro próximo. E existem muitos outros problemas que temos e com que lidamos todos os dias por cá, e que poderiam muito bem caber nessa descrição anterior. Portanto, não me venhas dizer não há margem para diminuir impostos sem sacrificar a qualidade dos serviços públicos. Ou que não há capacidade de melhorar os serviços públicos sem sacrificar os rendimentos dos contribuintes. Se as ideologias fossem postas de parte por uns tempos e se nos focassemos um pouco mais na otimização com que gozas, estaríamos todos muito melhor. Mas não, vamos continuar com este garrote que são os políticos e o sistema atual, e vamos colocar imediatamente de parte quem ainda tem a energia e disponibilidade anímica para propor algo diferente. Enfim. Se a minha avó o diz, és tu que a vais contrariar?
  4. E uma pessoa que conheceste e que te causou na impressão passa automaticamente a ser representativa de todo o partido? Pensava que era mais ou menos aceite a ideia de que grande parte dos militantes de base de qualquer partido são medíocres. Já conheci várias pessoas da IL e entre elas contam-se uma das pessoas mais inteligentes que já conheci (com idade próxima da minha) e outra, um neo-liberal anti-PS cuja ideia do papel do Estado o aproximava mais de um anarquista do que propriamente um liberal. Isto para dizer que como estes, haverá outros do mesmo gênero no partido, e que não vale a pena generalizar. A vantagem de ser um tipo com o mínimo de cabeça e juízo, é que posso ler e desenvolver a minha própria visão do mundo, aproximar-se mais ou menos de uma ideologia, e depois avaliar criticamente o posicionamento e propostas de cada partido. E faz-me confusão não ver mais pessoas assim, há tanta gente que sente a necessidade de vestir uma camisola, e passar as ideias para segundo plano. Sim, a ideia é essa. Mas claro, esmiuçando isto encontraríamos aqui algumas nuances, nao é só a fuga aos impostos que guia alguns indivíduos para este tipo de "esquemas".
  5. O problema é serem betos sem $? Porque é que é problema? E quem são esses betos sem $? E em que é que as condições financeiras têm a ver com a ideologia política? Existe algum impeditivo a que alguém que venha de uma familia tradicionalista não seja conservador? Votei IL nas últimas eleições, e não me revejo minimamente nessa história ou na tua visão de quem vota ou constitui o partido. O que acaba por ser natural, visto que és mais velho do que a esmagadora maioria do eleitorado, e nem em Portugal resides. Portanto, acredito e incentivo a que tenhas a tua própria opinião, só desconfio seriamente que ela não esteja fundamentada em qualquer coisa sólida para lá de pequenos preconceitos. Claro, da última vez que vi a Jerónimo Martins ainda estava sediada em Portugal. Agora, fala-se muito da holding na Holanda, mas se forem dar uma vista de olhos aos relatórios e contas de todas as empresas cotadas na nossa bolsa, irão reparar que nenhum acionista de referência compra e vendes as ações em nome próprio. Muitos usam estas estruturas em holding porque são mais eficientes em termos de impostos, e à qual pode ser atribuida uma residência fiscal mais vantajosa.
  6. Os betos não têm o mesmo direito a fazer política que os outros? Quem pagava impostos na Holanda era a holding familiar, não a Jerónimo Martins. Ou seja, a empresa paga os seus impostos e distribui dividendos, e o Soares dos Santos quando os recebia (e de outras empresas) era taxado de uma forma mais simpática. Álvaro Santos Pereira: “Proibir despedimentos é um disparate porque destroem-se os empregos e as empresas” “Entrar em quimeras de investimento público seria um disparate total” Governos têm de se preparar para 2.ª vaga do surto. Nova quarentena seria “devastadora” Aperta com eles, Álvaro!
  7. O conteúdo de toda esta página é surreal... Dona do Pingo Doce pede desconto nas rendas das lojas por causa do vírus Que o retalho em Portugal não dá dinheiro nenhum, já era mais ou menos adquirido. Agora, tomar esta iniciativa semanas depois de apresentar resultados financeiros históricos (a reboque da Polónia e que os levou a valorizar a certa altura uns 50% em bolsa), é de rir.
  8. ElliotReid13

    Empregos

    Boa sorte com o trânsito
  9. Não uso, mas neste tipo de coisas, convém sempre ver quem são os reguladores que certificam a empresa. Quando é a FCA para a Europa, é pelo menos sinal de que é seguro. Quanto ao resto, é uma questão de ir comparando comissões e reviews, é preciso perceber desde logo quando um broker que não cobra comissões por compra/venda, onde é que ele vai buscar receita
  10. Verdade, o CGP esteve muito melhor quando foi convidado durante as eleições. Isto é um programa humorístico e tudo bem que se sabe o que o RAP realmente pensa dos liberais, mas acho que teria mais a ganhar em ser simpático e alinhar na brincadeira, do que estar ali em modo combate. Ninguém vai ficar ou deixar de ficar convencido pelo programa da IL depois de um segmento de 5 minutos num programa deste género.
  11. A Polónia até esfrega as mãos, devem já estar a preparar uma forma de implementar a mesma ideia. Tecnicamente, creio que terá de ser unânime. Para além de que outros países se revêm na mesma postura.
  12. E ao que veio a Iniciativa Liberal?
  13. Não é isso a política que temos cá?
  14. Por acaso é habilidoso na forma como gere as suas temáticas sem nunca ser apanhado a mentir. Tirando aquela situação das faturas de equipamento da polícia, não me lembro de ter sido apanhado em falso mais nenhuma vez.
  15. Sem pobres, o PS reduzia-se à insignificância de muitos que o compõem.
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