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Boo Riquelme

[Núcleo] Atlético CP

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Também conheço o Ricardo Monsanto mas não pessoalmente.

 

Apostem mas é no Belenense Ricardo Cravo :tongue:

 

pelo menos vai dar-lhes um titulo. mas tb a jogar com profissionais na 2ª distrital...

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Até tu conheces o Monsanto Ibra? :lol:

 

Conheço. Ele vem cá de vez em quando e por intermédio de amigos comuns conversamos algumas vezes. E também conheço o primo, que acho que é director desportivo das equipas dele.

 

Btw ele está em algum lado? Que tal tem sido?

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E o Cravo é uma personagem. Pessoalmente não tenho nada contra o homem e falo bem com ele. Agora como treinador é um.javardo do pior. E fraco. Não o considero um bom treinador. Para a Distrital chega perfeitamente, mais que isso é pedir demais.

 

Os treinos dele são sempre a mesma coisa e parecem surgir de improviso. Na semana passada fez hora e meia de posse a dois toques(sem balizas), quando passou a época a usar a tática do elástico. E ouvir duras como "f*da-se, vai a linha e cruza" é muito anos 90 para mim. E vê-lo a javardar com o banco adversario é lindo lol. Agora, aquela equipa b tem apenas um jogador de futebol, o Anderson, de resto é marrecos. Depois vêm os profissionais jogar para manterem o ritmo (e são eles a pedir para jogar quando não são convocados).

 

Alguém perguntou aí pelo Cohene e pelo Gadi. O Cohene veio todo lixado. Escondeu uma lesão no joelho e foi despachado em Janeiro. O Gadi fez um jogo pa Taça, andou a jogar pela equipa b e agora ja não o vejo ha algum tempo. Era uma ventoinha do caraças.

 

Noutro âmbito, Domingo os Iniciados ganhando sobem de Divisão, o Basket está a uma vitória de subir, os juniores do futsal já subiram. Pela negativa, os juniores do futebol estão praticamente de regresso aos distritais. Só um milagre nos salva. Os Juvenis, se não acontecer um cataclismo, mantêm-se na honra.

Editado por p4nd3m0n1uM

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Noutro âmbito, Domingo os Iniciados ganhando sobem de Divisão, o Basket está a uma vitória de subir, os juniores do futsal já subiram. Pela negativa, os juniores do futebol estão praticamente de regresso aos distritais. Só um milagre nos salva. Os Juvenis, se não acontecer um cataclismo, mantêm-se na honra.

 

Como ficou?

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O Basket subiu, venceu o Terceira por 58-76 http://www.atleticocp.pt/site/basquetebol/terceira-basket-58-76-atletico/ Agora vão disputar a final com o Illiabum. Primeiro jogo é no Domingo na Tapadinha.

Os Iniciados A perderam com o Alverca por 2-1, continuando a depender apenas de si. Precisamos de 2 pontos nas duas últimas jornadas. Sacavenense C (em Sacavém) e Sporting C (Tapadinha).

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A lista do nosso camarada venceu com maioria absoluta.

 

Parabéns! :)

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É verdade. 52% - maioria absoluta. Nunca, mas nunca pensei que isto fosse acontecer.

 

(post longo a caminho, até porque preciso de racionalizar um bocadinho estes últimos dias e fica aqui para quem quiser ler)

 

Isto começou há 3 anos, em Abril 2013. Foi na altura em que a Direcção que já lá estava há mais de 25 anos decidiu alterar os estatutos para que as eleições passassem para Setembro (em vez de ser em Maio - como sempre), supostamente por imposição da Liga. Acontece que era mentira, a única coisa que a Liga impunha era somente a criação de uma SDUQ ou SAD.

 

Fomos à 1ª AG todos juntos (já com o Armando Hipólito a liderar uns 7 ou 8 associados, onde já estava eu e o meu pai), questionámos essa alteração dos estatutos, dissemos que era mentira, referimos que fazer uma SAD e escolher mal o parceiro seria crucial para o (não futuro) do clube. Mais, aí dissemos logo que tínhamos uma lista já pronta para Maio porque achávamos que o clube estava a ser mal gerido. Esta foi a consequência de um "choro" intenso de meses e meses nos jornais com o presidente Almeida Antunes a dizer que já estava cansado, que no Atlético todos criticavam e que ninguém aparecia...

 

A partir daí, começou a luta. Nessa mesma AG foi votado que os sócios davam carta-branca para a criação da SDUQ mas que iriam procurar um parceiro (investidor para a criação da SAD) dado que o clube precisava de receitas para suportar o futebol profissional na 2ª divisão. Todavia, que quando encontrassem um parceiro para a SAD, os sócios saberiam primeiro e votar-se-ia depois.

 

Fomos enganados. Viemos a saber que, um dia depois da AG, já tinha sido assinado uma promessa de compra e venda com a Anping do Eric Mao. A partir daí, foi o descalabro. Como é lógico, não fomos a eleições porque em Setembro já iríamos herdar todas as decisões técnicas que viriam de trás e que não seriam nossas, basicamente era "perder um ano" com as opções e as estratégias delineadas por alguém a quem não reconhecíamos competência.

 

Foi sempre a descer... Aí, chamaram-nos de tudo, disseram que tínhamos sido cobardes, que a partir dessa altura não podíamos dizer nada, etc. Tudo falsidades e aproveitamento de uma situação fora do contexto.

 

Foi aí que este nosso movimento se fundou - Juntos por um Atlético mais atlético. Eu, o Armando, o meu pai, o Fernando Varão (o da Lista C lol - daqui a nada já explico), o Gonçalo Ponte, Carlos Filipe, Sérgio Abrantes Mendes e mais uns quantos, decidimos criar esse Movimento e servir como esteio para que o clube tivesse transparência: fizemos questões em Assembleias-Gerais que nunca foram respondidas, enviámos cartas registadas que nunca foram respondidas, fizemos 2 subscrições para realizarmos uma AG extraordinária e disseram que tínhamos quotas em atraso (mentira) e que as assinaturas eram falsas... lol. De tudo, um pouco. Ainda tiveram o desplante de dizer, em AG que "não tinham que dar resposta aos associados" e que "se quisessem uma AG extraordinária, que recorressem aos tribunais".

 

Pois bem, foi isso que fizemos. Com uma acção judicial que saiu do bolso de cada um (mais de 30 subscritores da AG entraram na despesa), conseguimos fazer com que a juíza nos desse razão e decretasse, pela 1ª vez na história das agremiações desportivas em Portugal, que uma AG Extraordinária de um clube fosse marcada - pela via judicial.

 

De tudo o que tínhamos feito enquanto Movimento e, sobretudo, eu e o meu pai juntos: entregar panfletos em dias de jogos, colar cartazes pelos bairros em redor do estádios, participar nas assembleias gerais, analisar relatórios & contas, orçamentos... a AG Extraordinária de dia 23 de Janeiro foi o último "acto" onde o meu pai participou. Um dia antes soubemos, no IPO em Lisboa, que tinha cancro e que a situação não era nada boa. Cheio de dores, foi na mesma. Conseguimos mobilizar 100 pessoas, fazendo desta AG a mais concorrida de sempre nos últimos 25 anos. Em AG, os sócios decidiram antecipar as eleições de Setembro para dia 22 de Maio, porque a Direcção não estava a conseguir dar um bom rumo ao clube.

 

A partir dessa data, tivemos vários percalços:

- O senhor Fernando Varão que tinha sido uma presença intermitente e inconstante nesta nossa luta, nesse dia 23 de Janeiro disse-me com as seguintes palavras "foi uma boa vitória para o Movimento, e agora há que continuar! eu já estou velho e cansado, mas vocês jovens têm que continuar". Ao que eu respondi que todos éramos importantes e que contávamos com todos. 2 dias depois, liga ao Armando Hipólito a dizer que tinha falado com várias pessoas (entre os quais o presidente da Mesa da AG - Ângelo Mesquita, sempre um dos nossos entraves para que o Movimento fosse ouvido pelo clube, lol) que lhe tinham manifestado apoio em que devia ser ele o candidato do nosso Movimento. O Armando disse que não via problema nisso, que ser o 1º na lista ou o 20º era igual, mas que essa era uma decisão colectiva e colegial - como foram sempre todas as que tomámos. Todos nós dissemos que quem devia ser o Presidente era o Armando, porque foi sempre uma constante na nossa luta e deu sempre a cara (sendo sempre vexado e humilhado, colocando o nome dele em causa, etc) e que não concordávamos que fosse o Varão. Ele diz que sim, que aceita qualquer decisão do Movimento e a coisa passa. No dia seguinte, liga novamente ao Armando e diz que ele é um traidor, que o Movimento só existe por ele e que ele vai lançar uma lista própria e que não precisa de nós para nada. lol Ficou tudo atónito e ninguém percebeu bem isto, mas o ego e a sensação de poder enfeitiçou-o bem. Se não fosse o facto dele ser amigo do meu pai há mais de 50 anos, eu não ficava aborrecido, mas quem trai assim uma amizade, pode fazer de tudo, inclusive trair um Movimento e um trabalho de 3 anos

 

- O meu pai adoece completamente, a cada dia que passa as coisas estão piores, as dores aumentam, começa a ficar amarelo, segue-se o internamento no hospital e as palavras "não restam mais que uns dias ao seu pai...". Dia 22 de Janeiro foi diagnosticado (com primeiras queixas de prisão de ventre dia 15 de Janeiro lol), dia 22 de Fevereiro morreu. Em 1 mês, a minha vida deu uma volta que nem nos meus piores sonhos julguei ser possível. Em apenas 1 mês, vejo a vida a pregar-me uma partida daquelas, a tirar-me o tapete, a pôr-me fora de jogo... E agora? Concentrando-me somente no Atlético: O que vai ser ver o Atlético sem poder abraçar o meu pai após um golo? O que vai ser nunca mais discutir com ele porque o defesa passou a bola ao guarda-redes e ele dizia que o futebol não se jogava para trás? Como vai ser não conhecer todos os sócios do Atlético, do mais velho ao mais novo e poder falar-lhes do Movimento e do que queremos fazer para o clube? Como vai ser deixar de ouvir todas as histórias que ouvi desde que me lembro, desde sentir o estádio cheio e do Germano a fintar todos os adversários ou até mesmo do americano Brett que ele foi buscar ao aeroporto sem saber falar inglês e que foi um dos melhores jogadores de basket que passou por Portugal? Como vai ser estar no Atlético sem o espírito mobilizador que ele tinha, sem a vontade genuína e pura de servir o clube, sem a abnegação de fazer o melhor que sabia e podia em prol de termos um clube melhor?

 

A resposta a estas perguntas eu ainda não as sei dar. Já passaram 3 meses desde que faleceu, as saudades aumentam a cada dia que passa, o Atlético e a campanha eleitoral ocuparam-me durante estes meses pensando que ele estava comigo e connosco, a continuar com a sua vontade em estarmos sempre todos Juntos pelo Atlético e a caminhar para o futuro.

 

Só sei que a vitória de Domingo é, em maior parte, dele. Desde o sócio nº 6 do Atlético que, com 96 anos e "cheio" de Parkinson, veio de Tavira de autocarro para votar na Lista B...porque "a amizade que eu tinha com o seu paizinho não podia ficar para trás". Ou porque um sócio que há mais de 30 anos que não vinha à Tapadinha, veio do Alentejo votar propositadamente na "lista do Manuel de Brito, o único director que mandava postais de aniversário em nome do clube a congratular os sócios". Ou porque a sua morte conseguiu juntar todos os sócios afectos ao Movimento em volta do seu nome e do seu espírito colectivo para fazermos uma campanha forte, elevada e com o propósito de salvar o clube.

 

Não sei...

 

Só sei que após o fecho das urnas e após 1h30 de espera (talvez das mais agonizantes que passei na vida), eu nunca esperei ganhar. Sabia que eles eram o poder, sabia que eles tinham as informações dos sócios e os contactos, sabia que os velhos têm medo da mudança... Não achei que fôssemos ganhar.

 

A verdade é que quando se ouve "A Lista B liderada pelo Armando Hipólito vão constituir os órgãos sociais do Atlético para os próximos 3 anos", o meu mundo desabou. O que gritei até ficar sem voz, o que saltei até me doer a cabeça, o que abracei todos os integrantes do Movimento ou até mesmo o que não aguentei e desabei a chorar compulsivamente... Talvez por saber que a vitória foi graças ao meu pai, que tanto esforço valeu a pena, que entregar panfletos à chuva e ao vento fez sentido, que chegar a casa depois do trabalho e ficar acordado até às tantas a preparar textos e cartas e comunicados... Que tudo fez sentido. Conseguimos fazer com que, nas eleições mais participativas de sempre da história do clube, a nossa lista tivesse 52% dos votos - maioria absoluta.

 

Pensei muito no meu pai, no quanto ele gostaria de estar aqui no meio de nós, com a sua azáfama natural e com a sua pressa inerente, a pensar já no que poderíamos fazer para o clube. Pensei muito no quão importante foi o Atlético para a sua vida e no que é para mim. Pensei muito (e chorei muito) em todos os momentos incríveis que passámos lado a lado e onde as cores amarelo, vermelho e azul estiveram sempre como pano de fundo. No meu crescimento e na sua velhice. Nas palavras irritadas da minha mãe ao dizer "puseste o miúdo a gostar mais do Atlético do que tu, isso já é doença". Pensei muito em que ser do Atlético é uma das coisas que mais me orgulho na vida, porque criou amizades de uma vida para o meu pai e que agora são, também minhas; porque faz ver que quando acreditamos muito numa coisa e, se trabalharmos para isso, nós a conseguirmos cumprir.

 

Mais do que, com 24 anos ser Vice-Presidente do clube do meu coração e poder fazer algo para ajudar o meu clube, a honra, o orgulho e o contentamento em ser sócio do Atlético Clube de Portugal é incomensurável.

 

O futuro começa agora. À medida que estamos a ter contacto directo com o clube, estamos a descobrir o que sempre suspeitámos: o clube está num estado lastimável. Mal gerido, com vícios, com uma péssima estrutura, com muitos problemas e muitas armadilhas.

 

Mas vamos continuar. O que prometemos aos sócios foi transparência, rigor e verdade. Quanto a isso, poderão sempre contar connosco. Se bom ou mau, isso depois logo nos avaliarão, mas pelo menos iremos ser sempre verdadeiros.

 

Temos uma grande responsabilidade: os sócios votaram pela mudança, confiam muito em nós. Mais do que o amor ao clube e o respeito aos sócios, a vontade em cumprir o sonho do meu pai é algo que nos motiva a todos enquanto direcção. Vamos dar tudo para conseguir cumprir estes 3 prismas.

 

Desculpem o longo texto, mas, no fundo, é isto. É o post mais cru e mais sincero que alguma vez fiz no CMPT.

 

Disponham sempre.

 

Francisco Gonçalves de Brito, orgulhosamente vice-presidente do melhor clube do mundo: Atlético Clube de Portugal.

 

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Emocionante.

 

Miúdo, os meus parabéns! Como te disse em privado, partilho um pouco da tua dor. Deixando de lado as frases feitas, tenho a certeza que o teu pai, esteja onde estiver, terá um enorme orgulho em ti.

Fazeres isto pelo teu (vosso) clube é sem dúvida a melhor homenagem que lhe podes prestar.

 

Arrigo Sachi disse uma vez: "O futebol é a coisa mais importante entre as coisas menos importantes das nossas vidas". E é verdade...

 

Força Atlético! Tenho a certeza que neste nosso cantinho todos passaremos a torcer um pouco pelo clube da Tapadinha.

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