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Eu fiz isso há uns meses atrás. Trabalhava como técnico de contabilidade e anda assoberbado de trabalho já há um ano e tal. Não havia mudanças, apesar de dizer ao patrão que tinhas clientes a mais para a estrutura que tínhamos. Não ligou ao que disse, vim embora porque já nem conseguia dormir como deve ser.

Agora estou como administrativo no departamento financeiro de um hospital privado. Recebo um pouco menos, mas vou para casa de cabeça limpa. Já para não falar que vou a pé para o trabalho, consigo vir almoçar em casa quando antes fazia 30km por dia de ida e regresso.

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Já que estamos numa de desabafos sobre emprego vou deixar também o meu. 

Estou seriamente a considerar ir para fora. Expondo um pouco o meu caso,  fui contratado há 3 anos para alfo que seria temporário (3 meses) e sem grandes responsabilidades, basicamente aliviar trabalho dos outros projectistas numa altura de grande volume de trabalho (arrumar desenhos, acabar de cotar...). Entretanto fui ficando, fui evoluindo até ao ponto em que estou hoje em que faço projecto mecanico e de piping praticamente sozinho, a maior parte dos meus trabalhos não são validados por alguém "superior" porque confiam no meu trabalho. 

Ora o problema prende-se com o facto de, provavelmente, ter evoluído profissionalmente rápido de mais. Quem é da área sabe bem que não é normal alguém com 3 anos de trabalho ser responsável por projectos onde os orçamentos excedem os 7 digitos. E acabando o projecto actual não vejo mais margem de progressão profissional dentro do contexto em que me insiro actualmente. 

E parar de aprender/evoluir não me agrada nada. Ora o problema é que, após ter sondado o mercado cá em Portugal, não encontro uma alternativa melhor e estou basicamente "conformado" em estar por aqui. Não me queixo do horário, não faço horas extra, tenho flexibilidade total. Mas a rotina, a estagnação profissional,  o cansaso dos 80km de carro diários e o ordenado baixo para as minhas funções (sobretudo quando estou em outsourcing e minha empresa recebe 4x o que me paga) estão a começar a ter efeito em mim e tenho andado meio desmoralizado ultimamente. 

Adorava continuar por cá, mas a nível profissional e financeiro parece que o futuro passará mesmo por fora. Está complicado é encontrar essa porta de saída. 

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Há uma coisa que noto na nossa geração, muitos se queixam da estagnação e/ou falta de desenvolvimento profissional. Isso espelha um pouco o que é a realidade das organizações portuguesas, onde a questão do mérito pouco está relacionada coam a probabilidade de se evoluir profissionalmente. Ou a realidade das organizações muda ou então muitos de nós vão optar por andar a saltitar para locais onde sejam mais valorizados ou onde a sobrecarga e intensidade de trabalho seja menor. 

PS: Mais depressa vejo as nossas mentalidades a mudar do que as empresas.

Editado por Vaart10

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Citação de Vaart10, há 25 minutos:

Há uma coisa que noto na nossa geração, muitos se queixam da estagnação e/ou falta de desenvolvimento profissional. Isso espelha um pouco o que é a realidade das organizações portuguesas, onde a questão do mérito pouco está relacionada coam a probabilidade de se evoluir profissionalmente. Ou a realidade das organizações muda ou então muitos de nós vão optar por andar a saltitar para locais onde sejam mais valorizados ou onde a sobrecarga e intensidade de trabalho seja menor. 

PS: Mais depressa vejo as nossas mentalidades a mudar do que as empresas.

Falando nisso: https://observador.pt/especiais/trabalhar-ate-as-18h-ou-19h-todos-os-dias-sorry-isso-simplesmente-nao-e-natural/

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Experimenta explicar a alguém essa questão da "ciência". Interessa é a produção, a intensificação, o cumprir dos objetivos, doa a quem doer e custe o que custar.  

Editado por Vaart10

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Já eu quando mudei agora de trabalho também senti um pouco algo que alguns de vocês também sentiram. Estava a debater o grande aumento salarial que ia ter com essa mudança, perguntei aos meus pais quanto recebiam, com os seus 40s anos de serviço, e cheguei à conclusão que agora recebo mais que o meu pai que é uma pessoa que trabalha na área e que eu nunca considerei que recebesse nada mal, apesar de nunca ter decorado quanto recebia ao certo. 4 anos de experiência vs uma vida.

Fiquei aí uns dias a bater mal, e ainda é muito estranho pensar nisso.

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Também estou no mesmo barco de desmotivação profissional

Há dias que digo "fuck it", ganho bem, ninguem me controla, home office sempre que quero

Há dias que fico a bater com a cabeça na parede a pensar o que raio estou a fazer com a minha vida

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Citação de pedrituh_9, Em 18/09/2019 at 13:49:

Bem, venho só fazer um update feliz da minha situação.

Há uns 4 meses atrás, vim aí pedir feedback sobre a  Academia de Código. Na altura, se bem me lembro, foi o @Bashir e o @Ghelthon que me responderam.

Após ter conversado com o Ghelton e ponderado a situação, acabei por fazer o bootcamp do Porto. Acabei a meio de Agosto e passado duas semanas arranjei emprego. Comecei esta semana a trabalhar na Mindera no Porto. Não estava à espera que fosse um processo tão rápido, mas acabou por correr pelo melhor 😁

Passei pra dizer que conheci pessoalmente este menino e ele nem sabe quem eu sou 🤣

Citação de a.lopes, há 55 minutos:

Também estou no mesmo barco de desmotivação profissional

Há dias que digo "fuck it", ganho bem, ninguem me controla, home office sempre que quero

Há dias que fico a bater com a cabeça na parede a pensar o que raio estou a fazer com a minha vida

Um pouco isto também

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Citação de ZeroZeroPeras, há 1 hora:

Passei pra dizer que conheci pessoalmente este menino e ele nem sabe quem eu sou 🤣

Onde? Como? Quando? Porquê? 🤣

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Citação de Bashir, há 7 horas:

Cada vez ganho mais dinheiro e cada vez mais sinto que dinheiro não é tudo.

 

O dinheiro serve para ter tudo o que te fizer sentir melhor, só que há coisas que o dinheiro não compra.

 

Acho muita piada, uns 'ganham muito' e não se importavam de trocar de trabalho para deixar de ter pressão, mas depois estavam num trabalho medíocre, e queixavam-se exactamente do oposto, que ganhavam mal e que não faziam o que gostavam.

 

Vá-se lá perceber.

 

Claro que 'ganhar bem' depende do estilo de vida que cada um leva, depois há a 'pressão'...

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Citação de Catota, há 1 hora:

 

O dinheiro serve para ter tudo o que te fizer sentir melhor, só que há coisas que o dinheiro não compra.

 

Acho muita piada, uns 'ganham muito' e não se importavam de trocar de trabalho para deixar de ter pressão, mas depois estavam num trabalho medíocre, e queixavam-se exactamente do oposto, que ganhavam mal e que não faziam o que gostavam.

 

Vá-se lá perceber.

 

Claro que 'ganhar bem' depende do estilo de vida que cada um leva, depois há a 'pressão'...

 

Eu acho que é bastante natural existir esta dicotomia de mais dinheiro vs menos exigência. Não existe nada na universidade que prepare as pessoas para a tomada deste tipo de decisão e, normalmente, as pessoas agarram-se ao primeiro emprego (em condições) que conseguem arranjar no final do curso. Ora, o mais comum é tendo um emprego incorrer também nas primeiras responsabilidades financeiras, e depois de assumidas essas responsabilidades, a margem para experiências e para arriscar fica muito reduzida. Daqui a entrar num estado em que a pessoa só pensa "e se...?" é muito fácil, e o medo de perder tudo há-de ser paralizante.

Tenho grande respeito pela malta que muda para tech, e faz grande investimento monetário e/ou de tempo a aprender certas competências, sem ter bem a certeza de que irão colher frutos desse esforço. Seria bem mais confortável estar em casa de cuecas brancas, a frustrar em frente ao PC ou TV.

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de vez em quando também invejo o trabalho sem preocupações de outras pessoas, mas no raro dia em que tenho menos coisas para fazer entro em tilt. para já não conseguia tar num sítio em que desse para coçá-los, estar fechado num sítio a fazer horas é bem pior do que ter preocupações. 

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Citação de Catota, há 4 horas:

O dinheiro serve para ter tudo o que te fizer sentir melhor, só que há coisas que o dinheiro não compra.

Acho muita piada, uns 'ganham muito' e não se importavam de trocar de trabalho para deixar de ter pressão, mas depois estavam num trabalho medíocre, e queixavam-se exactamente do oposto, que ganhavam mal e que não faziam o que gostavam.

Vá-se lá perceber.

Claro que 'ganhar bem' depende do estilo de vida que cada um leva, depois há a 'pressão'...

É só um desabafo, dude. Calma.

Claro que o pessoal fala mas nenhum de nós preferia realmente estar a ganhar 600€ noutro trabalho qualquer vs aquilo que fazemos agora, apesar de todas as dores de cabeça.

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É uma ideia errada também pensarem que o pessoal que ganha pouco também não tenha dores de cabeça ou preocupações

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Citação de Alonso., há 48 minutos:

É uma ideia errada também pensarem que o pessoal que ganha pouco também não tenha dores de cabeça ou preocupações

Sim, tens razão. É uma generalização errada.

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Citação de Vaart10, há 10 horas:

Há uma coisa que noto na nossa geração, muitos se queixam da estagnação e/ou falta de desenvolvimento profissional. Isso espelha um pouco o que é a realidade das organizações portuguesas, onde a questão do mérito pouco está relacionada coam a probabilidade de se evoluir profissionalmente. Ou a realidade das organizações muda ou então muitos de nós vão optar por andar a saltitar para locais onde sejam mais valorizados ou onde a sobrecarga e intensidade de trabalho seja menor. 

PS: Mais depressa vejo as nossas mentalidades a mudar do que as empresas.

Já eu acho que isso sobretudo espelha muito da forma de pensar desta geração. Os nossos pais esperavam 10 ou 15 anos de carreira profissional para chegar a X posição e faziam-se carreiras inteiras numa só empresa, por exemplo.

Já esta geração não está preparada para esperar. Não é uma crítica, é provavelmente uma consequência do contexto. A internet e as novas tecnologias abriram e abrem todos os dias mil e uma portas, acho que há claramente um gap entre aquela que é a "vida normal de um emprego normal" e as expectativas que grande parte das pessoas tem sobre o que a sua vida devia ser, toda a gente sabe das histórias de sucesso dos amigos e dos amigos dos amigos que quer replicar, as pessoas de facto automutilam a sua confiança ao perderem tempo a comparar-se no LinkedIn e sobretudo acho que muita gente se sente entitled a ser "alguém" bastante cedo na carreira, parecendo ignorar o facto de se calhar ter que se esforçar um bocado para lá chegar. Mais as tangas do empreendedorismo e que qualquer um pode reinventar a Google na garagem de casa e está o caldo preparado para ninguém querer estar preparado para fazer um trabalho chato durante 5 anos, antes de subir na carreira.

E eu digo isto como mais uma pessoa que aos 26 largou o trabalho que tinha para ir fazer um novo mestrado, estando agora a trabalhar numa área completamente diferente daquela onde investi 5 anos num mestrado integrado, isto porque não me sentia realizado nem via futuro no que estava a fazer. Pelo meio, já trabalhei em mais empresas que os meus pais juntos a vida inteira.

Editado por UnReal

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Citação de UnReal, há 9 horas:

Já eu acho que isso sobretudo espelha muito da forma de pensar desta geração. Os nossos pais esperavam 10 ou 15 anos de carreira profissional para chegar a X posição e faziam-se carreiras inteiras numa só empresa, por exemplo.

Já esta geração não está preparada para esperar. Não é uma crítica, é provavelmente uma consequência do contexto. A internet e as novas tecnologias abriram e abrem todos os dias mil e uma portas, acho que há claramente um gap entre aquela que é a "vida normal de um emprego normal" e as expectativas que grande parte das pessoas tem sobre o que a sua vida devia ser, toda a gente sabe das histórias de sucesso dos amigos e dos amigos dos amigos que quer replicar, as pessoas de facto automutilam a sua confiança ao perderem tempo a comparar-se no LinkedIn e sobretudo acho que muita gente se sente entitled a ser "alguém" bastante cedo na carreira, parecendo ignorar o facto de se calhar ter que se esforçar um bocado para lá chegar. Mais as tangas do empreendedorismo e que qualquer um pode reinventar a Google na garagem de casa e está o caldo preparado para ninguém querer estar preparado para fazer um trabalho chato durante 5 anos, antes de subir na carreira.

E eu digo isto como mais uma pessoa que aos 26 largou o trabalho que tinha para ir fazer um novo mestrado, estando agora a trabalhar numa área completamente diferente daquela onde investi 5 anos num mestrado integrado, isto porque não me sentia realizado nem via futuro no que estava a fazer. Pelo meio, já trabalhei em mais empresas que os meus pais juntos a vida inteira.

É bastante provável que seja uma mistura das duas coisas, digo isto por causa da minha experiência académica, mas também profissional. Sempre que posso, e me pedem, ajudo a traçar planos de carreira e a redireccionar percursos profissionais. E quando faço o "redireccionamento", por norma a pessoas dos 40 para cima, a queixa é sempre a mesma, muitas exigências laborais e poucos recursos laborais, sejam individuais, sociais ou psicológicos. Porque é que isto acontece? Porque os departamentos de Recursos Humanos ficaram pregados nos anos 90 do séc. XX e porque as chefias não evoluíram. Estarei a ser injusto nesta avaliação? Em alguns casos, sim, noutros não. 

E não considero a nossa geração fast food, com aquela impaciência para subir na vida e querer sempre mais e mais, talvez a geração que se segue seja assim. Acho é que há um grande choque entre a nossa preparação académica (teórica e prática) e a forma real como funciona o mercado de trabalho, em alguns setores ainda muito rudimentar e focado no técnico, ao invés de se focar no sociotécnico. Aliás, a maneira pensar vigente na universidade muitas vezes está mais avançada do que a realidade das empresas. isto espelha bem a inexistência de uma verdadeira ligação entre universidades e empresas, pode haver transferência de conhecimento, aposta em capital humano e intelectual jovem, mas também falta vir beber conhecimento, na maneira de gerir pessoas, onde ele se produz. 

E o que falas dos nossos Pais é verdade, mas o texto socioeconómico era totalmente diferente nessa altura. Muitas pessoas mais velhas que conheço, habituadas a isso, tiveram muitas dificuldades em reentrar no mercado de trabalho após a crise financeira. Porquê? Porque o contexto mudou muito, daí que muitas vezes não seja justo estabelecer uma comparação entre nós e os nossos Pais. Nós crescemos com este contexto, alguns no final da adolescência e entrada na vida adulta e outros já na vida adulta, eles não. 

Também é verdade que muita gente se ilude com alguns "empreendedores" e com algumas pessoas que sobem demasiado cedo na carreira. 

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Citação de UnReal, há 10 horas:

Já eu acho que isso sobretudo espelha muito da forma de pensar desta geração. Os nossos pais esperavam 10 ou 15 anos de carreira profissional para chegar a X posição e faziam-se carreiras inteiras numa só empresa, por exemplo.

Já esta geração não está preparada para esperar. Não é uma crítica, é provavelmente uma consequência do contexto. A internet e as novas tecnologias abriram e abrem todos os dias mil e uma portas, acho que há claramente um gap entre aquela que é a "vida normal de um emprego normal" e as expectativas que grande parte das pessoas tem sobre o que a sua vida devia ser, toda a gente sabe das histórias de sucesso dos amigos e dos amigos dos amigos que quer replicar, as pessoas de facto automutilam a sua confiança ao perderem tempo a comparar-se no LinkedIn e sobretudo acho que muita gente se sente entitled a ser "alguém" bastante cedo na carreira, parecendo ignorar o facto de se calhar ter que se esforçar um bocado para lá chegar. Mais as tangas do empreendedorismo e que qualquer um pode reinventar a Google na garagem de casa e está o caldo preparado para ninguém querer estar preparado para fazer um trabalho chato durante 5 anos, antes de subir na carreira.

E eu digo isto como mais uma pessoa que aos 26 largou o trabalho que tinha para ir fazer um novo mestrado, estando agora a trabalhar numa área completamente diferente daquela onde investi 5 anos num mestrado integrado, isto porque não me sentia realizado nem via futuro no que estava a fazer. Pelo meio, já trabalhei em mais empresas que os meus pais juntos a vida inteira.

Concordo. Tive uma situação dessas recentemente.

Uma pessoa junior que apesar de ter um trabalho desafiante com responsabilidades, 0 rotineiro, a ganhar acima do valor de mercado das multinacionais, ao fim de 3 meses em entrevista de follow-up com os RH já queria saber qual era o próximo passo em termos de carreira (ainda nem o período experimental tinha passado).

 

As novas gerações que estão a entrar no mercado de trabalho querem as coisas muito rápido e têm o síndrome rede social de estar constantemente a comparar pilinhas com os amigos, especialmente nos primeiros anos de trabalho (a nossa inclusive).

No meu primeiro par de anos a trabalhar tb senti essa pressão social e comparação constante, principalmente pq estava numa big4. Agora faço o oposto, que é retrair ao máximo possível, pq se falar de trabalho como a coisa correu bem para os meus lados sinto o que foi referido pelo nathan.

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Isso que referes é, de facto, engraçado. Lembro-me de comentar muitas vezes com os meus amigos próximos que a primeira pergunta que te fazem quando conheces alguém (no pós faculdade) é "então, e o que fazes"? A minha resposta era, invariavelmente, sobre algo que gostava de fazer (entenda-se que não o trabalho). E, invariavelmente, o follow up era "sim, mas trabalhas onde/em quê"?

Era (e em alguns círculos) ainda é obsessivo saber no que as pessoas trabalham, como se isso as definisse. Quando andava na faculdade e andava nos engates, muitas vezes a pergunta era: estás onde? Deviam achar que a faculdade onde um gajo anda o define. É tudo o que está errado. 

Curiosamente, ou não, quando conheci a minha atual namorada, pedi-lhe que me contasse uma curiosidade sobre ela (até foi uma tradição engraçada durante uns tempos, tinhamos de contar curiosidades sobre cada um). E ela ainda hoje diz que ficou mesmo surpreendida (in a good way) de eu não ter perguntado o que ela fazia. Curiosamente só ficamos a saber o que cada um fazia para ai ao fim de 3-4 dates e surgiu de forma natural.

É a sociedade que temos. E a tendência é agravar-se. Mas isso também já vem desde os tempos da escola, quando nas aulas (logo no primeiro ou segundo dia) havia o hábito de fazer-se um tour de table e perguntar a cada um o que faziam os país. 

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Citação de w0, há 2 minutos:

Isso que referes é, de facto, engraçado. Lembro-me de comentar muitas vezes com os meus amigos próximos que a primeira pergunta que te fazem quando conheces alguém (no pós faculdade) é "então, e o que fazes"? A minha resposta era, invariavelmente, sobre algo que gostava de fazer (entenda-se que não o trabalho). E, invariavelmente, o follow up era "sim, mas trabalhas onde/em quê"?

Era (e em alguns círculos) ainda é obsessivo saber no que as pessoas trabalham, como se isso as definisse. Quando andava na faculdade e andava nos engates, muitas vezes a pergunta era: estás onde? Deviam achar que a faculdade onde um gajo anda o define. É tudo o que está errado. 

Curiosamente, ou não, quando conheci a minha atual namorada, pedi-lhe que me contasse uma curiosidade sobre ela (até foi uma tradição engraçada durante uns tempos, tinhamos de contar curiosidades sobre cada um). E ela ainda hoje diz que ficou mesmo surpreendida (in a good way) de eu não ter perguntado o que ela fazia. Curiosamente só ficamos a saber o que cada um fazia para ai ao fim de 3-4 dates e surgiu de forma natural.

É a sociedade que temos. E a tendência é agravar-se. Mas isso também já vem desde os tempos da escola, quando nas aulas (logo no primeiro ou segundo dia) havia o hábito de fazer-se um tour de table e perguntar a cada um o que faziam os país. 

Não acho que perguntar o que a pessoa faz seja algo necessariamente mau. Pode ser um tema de conversa como outro qualquer. Não numa de julgar, mas numa de conhecer.

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Citação de doom_master, há 8 minutos:

Não acho que perguntar o que a pessoa faz seja algo necessariamente mau. Pode ser um tema de conversa como outro qualquer. Não numa de julgar, mas numa de conhecer.

Eu, se me perguntam isso, desvio logo a conversa.

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Citação de doom_master, há 26 minutos:

Não acho que perguntar o que a pessoa faz seja algo necessariamente mau. Pode ser um tema de conversa como outro qualquer. Não numa de julgar, mas numa de conhecer.

Como primeira pergunta acho sempre mau. Eu gosto do meu trabalho e é parte integrante da minha vida. Porém, a primeira pergunta ser sobre o meu trabalho leva-me a acreditar que a pessoa está apenas "focada" nisso. Há tantas coisas menos genéricas que podes perguntar e que te dizem mais sobre uma pessoa.

Citação de Vaart10, há 18 minutos:

Eu, se me perguntam isso, desvio logo a conversa.

Igual. 

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