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Saúde

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Citação de Pablo Honey, há 20 minutos:

Já agora. Tenho um amigo que anda num período mau. Está com uma depressão e parece que foi-lhe diagnosticado um transtorno bipolar. Ainda por cima acabou com a namorada este fim de semana. Eu queria perguntar-vos se acham que comprimidos são aconselháveis para estes casos. I mean, não acho muito saudável andar-se a tomar a tomar comprimidos diariamente para a ansiedade, para dormir, wtv, que é o caso dele neste momento. Não querendo soar demasiado romântico, mas questões de índole psíquica não seria mais recomendável serem ultrapassadas através de introspeção, da análise interior? 

Um transtorno bipolar é diferente dum transtorno de depressão ou ansiedade. 

O que recomendaste seria a mesma coisa que recomendares um diabético tipo 1 com hiperglicemia que mude de dieta ou que faça exercício físico. É preciso que faça tratamento com medicação, se ele de facto tiver sido diagnosticado.

Falando de introspecção, existem várias terapias e a mais recente promete bastante com o uso de psilocibina, mas não faço ideia de quando irá ser usada em Portugal.

 

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Citação de Pablo Honey, há 47 minutos:

Já agora. Tenho um amigo que anda num período mau. Está com uma depressão e parece que foi-lhe diagnosticado um transtorno bipolar. Ainda por cima acabou com a namorada este fim de semana. Eu queria perguntar-vos se acham que comprimidos são aconselháveis para estes casos. I mean, não acho muito saudável andar-se a tomar a tomar comprimidos diariamente para a ansiedade, para dormir, wtv, que é o caso dele neste momento. Não querendo soar demasiado romântico, mas questões de índole psíquica não seria mais recomendável serem ultrapassadas através de introspeção, da análise interior? 

Um transtorno bipolar tem na sua génese um desequilíbrio químico cerebral, tal como uma depressão. Faz todo o sentido usar comprimidos para compensar o défice químico que causa os distúrbios, não te parece?

A introspecção pode ser uma ferramenta de apoio muito importante, em especial por permitir ao afetado um entendimento da sua condição que lhe permita compensar determinados impulsos e comportamentos autodestrutivos.

Resumindo, a medicação é essencial. Tal como o apoio psicológico. São ambos imprescindíveis.

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Citação de Rōnin, há 17 minutos:

Um transtorno bipolar é diferente dum transtorno de depressão ou ansiedade. 

O que recomendaste seria a mesma coisa que recomendares um diabético tipo 1 com hiperglicemia que mude de dieta ou que faça exercício físico. É preciso que faça tratamento com medicação, se ele de facto tiver sido diagnosticado.

Falando de introspecção, existem várias terapias e a mais recente promete bastante com o uso de psilocibina, mas não faço ideia de quando irá ser usada em Portugal.

 

Desde q conheço o gajo q ele sempre foi alguém com algumas tendências para se ir abaixo mentalmente com alguma frequência. Desde o ano passado em que teve q bazar cá da terrinha por causa da uni, aliado a uma relação que a longo prazo não me parece ter sido propriamente saudável, e está hoje num estado meio fucked up psicologicamente. Já desde há uns meses para cá que andava a tomar m*rda para adormecer, tomava m*rda para não estar tão ansioso. A questão é que sempre achei que ele também acabava por exagerar no número de vezes que tomava a medicação. Agora acho que até anda a tomar mais algumas m*rda desde que foi para o psicólogo. 

Quem me disse que ele tinha sido diagnosticado com transtorno bipolar foi mesmo a namorada no Sábado, quando eles acabaram. Pelo que ela diz esse meu amigo parece um bocado reticente em confidenciar isso dado ao estigma que acha que a doença mental pode ter nos que estão ao seu redor, o que é como quem diz, não sabe bem como é que os amigos vão reagir e teme um bocado a sua reação. Ainda não tive oportunidade de falar com ele cara-a-cara mas vou tentar acalmá-lo um bocado quanto a isso. Acho que a pior coisa que uma pessoa com uma doença mental pode pensar é achar que a situação pela qual está a passar é única, que é algo que a pessoa comum não vai compreender e quiça, poderá categorizá-lo de "maluco". Não sei como é que um transtorno bipolar deve ser tratado, mas essencialmente o que me parece é que o homem precisa de se encontrar a si próprio e de achar alguma paz interior. E não me parece que sejam comprimidos que lhe vá oferecer isso. Perdoem-me a ignorância se assim for o caso, mas só quero mesmo ficar um bocadito mais esclarecido sobre isto. O homem é dos meus melhores amigos e fui quase sempre a pessoa a que o rapaz sempre teve maior facilidade em se abrir e a se expor sobre esse tipo de tópicos. Ainda no outro dia mandei-lhe mensagem a confortá-lo um bocado depois de saber que ele e a gaja tinham acabado e ele respondeu-me de uma forma que me fez temer uma beca que aquilo fosse alguma carta de suicídio ou o crl... Às vezes tenho medo q o gajo cometa alguma loucura. Enquanto amigo dele, há alguma coisa que me recomendam fazer para o tentar ajudar? 

Citação de John Bonifácio, há 13 minutos:

Um transtorno bipolar tem na sua génese um desequilíbrio químico cerebral, tal como uma depressão. Faz todo o sentido usar comprimidos para compensar o défice químico que causa os distúrbios, não te parece?

A introspecção pode ser uma ferramenta de apoio muito importante, em especial por permitir ao afetado um entendimento da sua condição que lhe permita compensar determinados impulsos e comportamentos autodestrutivos.

Resumindo, a medicação é essencial. Tal como o apoio psicológico. São ambos imprescindíveis.

Não sabia, amigo. Tal como já meti em cima, perdoa-me a ignorância. Julgava mesmo que fosse algo que fosse provocado pelo próprio psicológico e não por razões físicas. Por isso nunca percebi bem o facto de se receitarem comprimidos para tratar algo que na minha cabeça não era físico. 

Uma depressão também tem a sua origem a nível físico assim como o transtorno bipolar?

 

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Citação de Ghelthon, há 8 horas:

Osteopatas, quiropratas e coisas afins não têm validade científica, portanto é bom que isso fique assente desde já para início de conversa.

Depois, de certeza que há casos de pessoas que foram a esses "profissionais", à falta de melhor palavra, e tiveram melhorias. E portanto não digo a ninguém para não ir, até porque vivemos num país livre.

O @ComiC falou num "especialista na área". Ora, osteopatas/quiropratas não serão esses especialistas, certamente. O meu conselho do ponto de vista científico seria um ortopedista se for algo ósseo, sendo muscular talvez um fisioterapeuta, mas o @Jimpo esclarecerá melhor do que eu (é fisioterapeuta, e não vendedor de banha da cobra).

Acrescentar apenas uma sugestão: todas as "terapias" que tenham uma "filosofia" associada têm, em princípio, zero credibilidade.

Opá, essa m*rda enerva-me porque, tendo background relacionado com a Ciência, sei bem o que custa fazer investigação. E depois virem charlatões da treta venderem coisas sem validade científica alguma, só porque se faz assim na China há trezentos mil anos, e ainda por cima tentar equiparar isso às prácticas da Medicina actual, que passa mais crivos do que as pessoas sequer sonham, revolta-me completamente.

Infelizmente, o Governo, a Ordem dos Médicos e os media andam a prestar um péssimo trabalho à sociedade, porque têm uma postura que de certa forma contribui para essa equiparação, como se fossem opções equivalentes. Quando não é, o Steve Jobs (e outros tantos) que o digam.

Há bons e maus fisioterapeutas.

Há bons e maus osteopatas.

Os quiropratas... já meto noutra categoria. Também acredito que possam haver bons, mas é resultado de um trabalho empírico com muito poucas bases... 

Ao menos nos osteopatas ainda há um raciocínio clínico e uma visão global do corpo humano.

O quiroprata faz o mesmo que eu "faço" quando como a perna e a coxa de um frango, olho pra articulação e sei onde fazer força na articulação...  

 

Iria a um bom fisioterapeuta da mesma maneira que iria a um bom osteopata. Não iria a um bom quiroprata. 

 

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Citação de Pablo Honey, há 10 minutos:

 

Desde q conheço o gajo q ele sempre foi alguém com algumas tendências para se ir abaixo mentalmente com alguma frequência. Desde o ano passado em que teve q bazar cá da terrinha por causa da uni, aliado a uma relação que a longo prazo não me parece ter sido propriamente saudável, e está hoje num estado meio fucked up psicologicamente. Já desde há uns meses para cá que andava a tomar m*rda para adormecer, tomava m*rda para não estar tão ansioso. A questão é que sempre achei que ele também acabava por exagerar no número de vezes que tomava a medicação. Agora acho que até anda a tomar mais algumas m*rda desde que foi para o psicólogo. 

Quem me disse que ele tinha sido diagnosticado com transtorno bipolar foi mesmo a namorada no Sábado, quando eles acabaram. Pelo que ela diz esse meu amigo parece um bocado reticente em confidenciar isso dado ao estigma que acha que a doença mental pode ter nos que estão ao seu redor, o que é como quem diz, não sabe bem como é que os amigos vão reagir e teme um bocado a sua reação. Ainda não tive oportunidade de falar com ele cara-a-cara mas vou tentar acalmá-lo um bocado quanto a isso. Acho que a pior coisa que uma pessoa com uma doença mental pode pensar é achar que a situação pela qual está a passar é única, que é algo que a pessoa comum não vai compreender e quiça, poderá categorizá-lo de "maluco". Não sei como é que um transtorno bipolar deve ser tratado, mas essencialmente o que me parece é que o homem precisa de se encontrar a si próprio e de achar alguma paz interior. E não me parece que sejam comprimidos que lhe vá oferecer isso. Perdoem-me a ignorância se assim for o caso, mas só quero mesmo ficar um bocadito mais esclarecido sobre isto. O homem é dos meus melhores amigos e fui quase sempre a pessoa a que o rapaz sempre teve maior facilidade em se abrir e a se expor sobre esse tipo de tópicos. Ainda no outro dia mandei-lhe mensagem a confortá-lo um bocado depois de saber que ele e a gaja tinham acabado e ele respondeu-me de uma forma que me fez temer uma beca que aquilo fosse alguma carta de suicídio ou o crl... Às vezes tenho medo q o gajo cometa alguma loucura. Enquanto amigo dele, há alguma coisa que me recomendam fazer para o tentar ajudar? 

Não sabia, amigo. Tal como já meti em cima, perdoa-me a ignorância. Julgava mesmo que fosse algo que fosse provocado pelo próprio psicológico e não por razões físicas. Por isso nunca percebi bem o facto de se receitarem comprimidos para tratar algo que na minha cabeça não era físico. 

Uma depressão também tem a sua origem a nível físico assim como o transtorno bipolar?

 

Na boa. Infelizmente, tenho bastante experiência em lidar com distúrbios do gênero.

Não digo que uma depressão tenha a mesma origem que um transtorno bipolar, até porque não tenho a formação para afirmar tal coisa, mas sei que é uma condição que mexe com a química cerebral- os neurónios deixam de ser capazes de receber a dopamina(a hormona da felicidade)- e que os antidepressivos desempenham um papel fundamental no bloqueio de sentimentos negativos, pese embora criarem uma forte dependência química.

E é aqui que entra o apoio psicológico. Por forma a permitir ao afligido largar os comprimidos e conseguir manter-se sozinho, é muito importante que ele desmistifique a sua condição, que entenda como pode lidar com ela e qual o caminho para o reequilíbrio.

Pessoalmente, não gosto de encarar uma depressão como uma doença porque dá a ideia que existe uma cura simples, como se de uma gripe se tratasse, quando não é o caso. Como não podia deixar de ser quando se discutem anomalias do foro psiquiátrico, a cura para a depressão é um processo, um caminho. Há casos em que ultrapassar a depressão acaba por ser um ponto de viragem positivo na vida da pessoa porque lhe permitiu conhecer-se melhor e até os comportamentos daqueles que a rodeiam.

No caso específico do teu amigo, antes de mais, convém que esteja medicado e a ser seguido por um especialista. Depois, ele precisa de interiorizar que vai viver o resto da sua vida com esse transtorno e encontrar as pessoas basilares da sua vida para o ajudarem a lidar com a sua condição. Não acredito que seja prudente espalhar a "notícia" por demasiada gente- a ignorância ainda é muita e a paciência para explicar não vai sobejar. Quanto mais cedo ele estabelecer uma plataforma de equilíbrio na sua vida, melhor. E quanto mais rápido ele aceitar a sua condição, mais depressa irá encontrar esse equilíbrio.

De tua parte, assumindo que tens a confiança para isso, acho que lhe deves fazer refletir sobre o seu distúrbio da forma mais natural possível, como se ele sofresse de diabetes ou outra doença crónica qualquer, porque é disso que realmente se trata. Não é por ser uma condição mental que deve ser encarada doutra forma.

E apoiar não significa cuidar. Há que lhe deixar o espaço necessário para fazer o seu trabalho de casa.

Citação de Pablo Honey, há 10 minutos:

 

Desde q conheço o gajo q ele sempre foi alguém com algumas tendências para se ir abaixo mentalmente com alguma frequência. Desde o ano passado em que teve q bazar cá da terrinha por causa da uni, aliado a uma relação que a longo prazo não me parece ter sido propriamente saudável, e está hoje num estado meio fucked up psicologicamente. Já desde há uns meses para cá que andava a tomar m*rda para adormecer, tomava m*rda para não estar tão ansioso. A questão é que sempre achei que ele também acabava por exagerar no número de vezes que tomava a medicação. Agora acho que até anda a tomar mais algumas m*rda desde que foi para o psicólogo. 

Quem me disse que ele tinha sido diagnosticado com transtorno bipolar foi mesmo a namorada no Sábado, quando eles acabaram. Pelo que ela diz esse meu amigo parece um bocado reticente em confidenciar isso dado ao estigma que acha que a doença mental pode ter nos que estão ao seu redor, o que é como quem diz, não sabe bem como é que os amigos vão reagir e teme um bocado a sua reação. Ainda não tive oportunidade de falar com ele cara-a-cara mas vou tentar acalmá-lo um bocado quanto a isso. Acho que a pior coisa que uma pessoa com uma doença mental pode pensar é achar que a situação pela qual está a passar é única, que é algo que a pessoa comum não vai compreender e quiça, poderá categorizá-lo de "maluco". Não sei como é que um transtorno bipolar deve ser tratado, mas essencialmente o que me parece é que o homem precisa de se encontrar a si próprio e de achar alguma paz interior. E não me parece que sejam comprimidos que lhe vá oferecer isso. Perdoem-me a ignorância se assim for o caso, mas só quero mesmo ficar um bocadito mais esclarecido sobre isto. O homem é dos meus melhores amigos e fui quase sempre a pessoa a que o rapaz sempre teve maior facilidade em se abrir e a se expor sobre esse tipo de tópicos. Ainda no outro dia mandei-lhe mensagem a confortá-lo um bocado depois de saber que ele e a gaja tinham acabado e ele respondeu-me de uma forma que me fez temer uma beca que aquilo fosse alguma carta de suicídio ou o crl... Às vezes tenho medo q o gajo cometa alguma loucura. Enquanto amigo dele, há alguma coisa que me recomendam fazer para o tentar ajudar? 

Não sabia, amigo. Tal como já meti em cima, perdoa-me a ignorância. Julgava mesmo que fosse algo que fosse provocado pelo próprio psicológico e não por razões físicas. Por isso nunca percebi bem o facto de se receitarem comprimidos para tratar algo que na minha cabeça não era físico. 

Uma depressão também tem a sua origem a nível físico assim como o transtorno bipolar?

 

Na boa. Infelizmente, tenho bastante experiência em lidar com distúrbios do gênero.

Não digo que uma depressão tenha a mesma origem que um transtorno bipolar, até porque não tenho a formação para afirmar tal coisa, mas sei que é uma condição que mexe com a química cerebral- os neurónios deixam de ser capazes de receber a dopamina(a hormona da felicidade)- e que os antidepressivos desempenham um papel fundamental no bloqueio de sentimentos negativos, pese embora criarem uma forte dependência química.

E é aqui que entra o apoio psicológico. Por forma a permitir ao afligido largar os comprimidos e conseguir manter-se sozinho, é muito importante que ele desmistifique a sua condição, que entenda como pode lidar com ela e qual o caminho para o reequilíbrio.

Pessoalmente, não gosto de encarar uma depressão como uma doença porque dá a ideia que existe uma cura simples, como se de uma gripe se tratasse, quando não é o caso. Como não podia deixar de ser quando se discutem anomalias do foro psiquiátrico, a cura para a depressão é um processo, um caminho. Há casos em que ultrapassar a depressão acaba por ser um ponto de viragem positivo na vida da pessoa porque lhe permitiu conhecer-se melhor e até os comportamentos daqueles que a rodeiam.

No caso específico do teu amigo, antes de mais, convém que esteja medicado e a ser seguido por um especialista. Depois, ele precisa de interiorizar que vai viver o resto da sua vida com esse transtorno e encontrar as pessoas basilares da sua vida para o ajudarem a lidar com a sua condição. Não acredito que seja prudente espalhar a "notícia" por demasiada gente- a ignorância ainda é muita e a paciência para explicar não vai sobejar. Quanto mais cedo ele estabelecer uma plataforma de equilíbrio na sua vida, melhor. E quanto mais rápido ele aceitar a sua condição, mais depressa irá encontrar esse equilíbrio.

De tua parte, assumindo que tens a confiança para isso, acho que lhe deves fazer refletir sobre o seu distúrbio da forma mais natural possível, como se ele sofresse de diabetes ou outra doença crónica qualquer, porque é disso que realmente se trata. Não é por ser uma condição mental que deve ser encarada doutra forma.

E apoiar não significa cuidar. Há que lhe deixar o espaço necessário para fazer o seu trabalho de casa.

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Citação de Hammerfall, há 7 horas:

Hum.. ideias generalizadas, do género, já se saber a cura para certas doenças mas a indústria farmacêutica não a lança para o mercado, é mais na base disso. Eu pergunto-te se achas se são ideias fantasiosas ou realmente pode haver aí algum pingo de verdade.

Num exemplo mais concreto, o meu prof de fisiologia disse que uma colega dele andava muito mal com depressão, vários problemas seja profissionais, seja pessoais e que o médico receitou um medicamento para tratar epilepsia porque o side efect disso seria sonolência/cenas que um antidepressivo faz. Resultado, a mulher andava constantemente a ter blackouts e não sabia porquê. Mau profissional? Com certeza. Agora, há médicos que receitem exercício físico, por exemplo, para combater depressão, em vez de os encherem com compromissos?

Quanto ao bold, não entro em teorias da conspiração - digo apenas que me parece altamente improvável que uma cura, seja ela qual for, não seja publicitada. Ainda recentemente foi descoberta a vacina do ébola, portanto deixo as conclusões para ti.

Em relação ao resto, não sou médico para dizer se o tratamento foi certo ou errado, e mesmo que fosse não poderia opinar por não estar por dentro do caso. De qualquer forma, certamente que entendes que há maus profissionais em todas as áreas, e a Medicina não é excepção. Ou seja, por mais avançada que a Medicina venha a ser, haverá sempre erros, o que obviamente não diminui absolutamente nada da sua validade.

Para finalizar, ter esta discussão e falar de casos particulares é inútil e falacioso, porque nada funciona em 100% dos casos, e o corpo humano (já para não falar da mente) é incrivelmente complexo.

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Citação de Mayday, há 20 horas:

não há problema nenhum em ir ao osteopata

Tirando que a osteopatia tem 0 provas dadas de eficácia, incluindo a área músculo-esquelética que seria onde teoricamente poderia ter alguma eficácia. 

Ora vamos lá ver, partindo do pressuposto que o Comic tem é uma lombalgia aguda mecânica (isso só poderia ter a certeza numa consulta com a colheita de uma história clínica cuidada), com ou sem tratamentos é suposto a dor passar em menos de 3 semanas (é assim em 90% destas lombalgias). Com mais ou menos osteopata. Nestes casos para tentar acelerar a resolução do quadro o aconselhado  é uma boa analgesia (nomeadamente se não existir contra-indicação, um anti-inflamatório não esteróide) coadjuvado com um bom relaxante muscular, calor local, e manter uma vida ativa. Para prevenção o exercício é importante, não existindo evidência robusta que o exercício X é mais eficaz na prevenção que o exercício Y.

Se mesmo assim o ComiC quiser muito muito ser observado por alguém recomendo sim ir a um bom fisioterapeuta ou se os sintomas o justificarem (lá está, acho que essa decisão devia ser tomada pelo médico assistente em função da história clinica e exame objetivo) ser observado pela Ortopedia. Agora ir a pseudo-ciência nestas coisas é gastar dinheiro com zero benefício real. Mas cada um é livre de gastar o dinheiro onde bem entender. 

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Citação de Hammerfall, há 17 horas:

já se saber a cura para certas doenças mas a indústria farmacêutica não a lança para o mercado

Que doenças? se existisse a cura para uma determinada doença, por que razão a indústria farmacêutica não teria o interesse em lançar essa cura para o mercado? Que eventualmente iria gerar imenso lucro? Essa raciocínio que se espalha nas redes sociais (que é treta btw) nem sequer tem um sentido lógico. 

A medicina atual está cada vez mais focada na área da prevenção, a todos os níveis. 

Citação de Hammerfall, há 13 horas:

Percebo o que queres dizer. Mas a solução também não pode passar por encher a pessoa de químicos não é?

Tens a noção que sem química não existes tu nem ninguém certo? Tudo é um produto químico.

Prefiro mil vezes um medicamento "químico" onde foi estudado o seu perfil de segurança e eficácia do que um medicamento "natural" (que não deixa de ser um químico) que tem 0 provas de segurança ou eficácia. Mas isso sou eu. Tratar uma depressão major com recomendação para fazer exercício é só ridículo e andar a brincar com uma doença séria, tão séria que leva a muitas pessoas auto-agredirem-se ou pior. Mas ya, químicos. E não estou a dizer que o exercício não possa ser um bom complementar em algumas pessoas, atenção. 

(por alguma razão não consigo fazer merge aos posts neste novo formato. Se um moderador simpático o puder fazer por mim, agradecia)

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Citação de 1906, há 1 hora:

Essa raciocínio que se espalha nas redes sociais

Isso é um dos grandes problemas neste assunto. As redes sociais são um antro de gente ignorante que tem uma plataforma para espalhar o que lhe apetece sem contraditório. E quando esse existe, a carneirada junta-se logo para o abafar.

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Citação de Ghelthon, há 16 minutos:

Isso é um dos grandes problemas neste assunto. As redes sociais são um antro de gente ignorante que tem uma plataforma para espalhar o que lhe apetece sem contraditório. E quando esse existe, a carneirada junta-se logo para o abafar.

O melhor do facebook são os grupos de mães e o probioticamente ❤️

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Citação de 1906, há 10 minutos:

O melhor do facebook são os grupos de mães e o probioticamente ❤️

E os malucos das ervas, do mindfulness, e afins. Há um naturopata, conhecido para quem segue o Scimed e assim, que diz que o gengibre previne o cancro.

Estamos quase em 2020 e há idiotas que acham que o cancro se resolve com ervas. Só me faz lembrar a minha mãe que, a certa altura do cancro dela, bebia batidos de aloé-vera porque lhe deram um livro que promovia isso (entenda-se que era puto na altura, portanto não sabia nada sobre nada). Escusado será dizer que, obviamente, não resolveu nada e ela acabou por morrer. Mas ao menos não deixou de recorrer à Medicina, tipo o iluminado do Steve Jobs.

Anos e anos de milhões de pessoas à volta do mundo a estudar, a investigar, medicamentos a passar por N processos de desenvolvimento, teste e certificação, e depois vêm uns idiotas deitar tudo por terra com uns xaropes de água e uns comprimidos de ervas para tratar todas as doenças e mais alguma. E é esta m*rda que me revolta, fico absolutamente triggered com isto.

Editado por Ghelthon

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Citação de Hammerfall, há 22 horas:

Hum.. ideias generalizadas, do género, já se saber a cura para certas doenças mas a indústria farmacêutica não a lança para o mercado, é mais na base disso. Eu pergunto-te se achas se são ideias fantasiosas ou realmente pode haver aí algum pingo de verdade.

Num exemplo mais concreto, o meu prof de fisiologia disse que uma colega dele andava muito mal com depressão, vários problemas seja profissionais, seja pessoais e que o médico receitou um medicamento para tratar epilepsia porque o side efect disso seria sonolência/cenas que um antidepressivo faz. Resultado, a mulher andava constantemente a ter blackouts e não sabia porquê. Mau profissional? Com certeza. Agora, há médicos que receitem exercício físico, por exemplo, para combater depressão, em vez de os encherem com compromissos?

Um medicamento em fase 1 (local onde muitos simplesmente morrem por não passarem nos testes) custa cerca de 200M de euros (já não tenho bem a certeza mas se estiver enganado é por estar a dizer um valor abaixo da realidade). Para chegar às fases que permitem ensaios clínicos (testes em humanos) são mais umas fases e mais uma batelada de dinheiro. Qual seria o sentido de chegar ao fim disto e simplesmente reter o medicamento? Quanto muito faz mais sentido dizer que a indústria passa mais tempo a brincar aos semelhantes de modo a ter lucro (muito devido à asfixia que anda a levar a nível nacional/europeu) em vez de apostar em investigação de novas moléculas.

Quanto a esse caso que falas, certamente que ele não passou isso devido a um side effect mas sim devido a um efeito off-label, isto é, serve para a doença A ou B mas está apenas aprovado para a doença C. Era a mesma coisa que darem-te há uns anos o Atarax para dormir quando estava apenas descrito como anti-alérgico. Muitos dos medicamentos para a epilepsia funcionam através da modulação do humor (digamos assim para se perceber melhor) e por isso são cada vez mais usados para tratar doentes que possuem distúrbios a nível bipolar ou de instabilidade psiquiátrica. Por último, o trabalho do Psiquiatra é um trabalho de acompanhamento e de ajustes terapêutico, daí ser essencial um acompanhamento frequente na fase inicial. Se a pessoa está a dar-se mal com o medicamento X só tem que falar com o médico para haver um reajustamento da dose ou mudança de fármaco.

Citação de Pablo Honey, há 19 horas:

Já agora. Tenho um amigo que anda num período mau. Está com uma depressão e parece que foi-lhe diagnosticado um transtorno bipolar. Ainda por cima acabou com a namorada este fim de semana. Eu queria perguntar-vos se acham que comprimidos são aconselháveis para estes casos. I mean, não acho muito saudável andar-se a tomar a tomar comprimidos diariamente para a ansiedade, para dormir, wtv, que é o caso dele neste momento. Não querendo soar demasiado romântico, mas questões de índole psíquica não seria mais recomendável serem ultrapassadas através de introspeção, da análise interior? 

É muito importante não confundir tristeza com depressão. Ou alegria com "frenesim psicótico". Há coisas que são estados de espírito, outras que são doença. E ninguém está em baixo, eternamente zangado/furioso ou descontrolado porque quer.

Editado por Duluoz-

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Citação de Ghelthon, há 3 horas:

E os malucos das ervas, do mindfulness, e afins. Há um naturopata, conhecido para quem segue o Scimed e assim, que diz que o gengibre previne o cancro.

Estamos quase em 2020 e há idiotas que acham que o cancro se resolve com ervas. Só me faz lembrar a minha mãe que, a certa altura do cancro dela, bebia batidos de aloé-vera porque lhe deram um livro que promovia isso (entenda-se que era puto na altura, portanto não sabia nada sobre nada). Escusado será dizer que, obviamente, não resolveu nada e ela acabou por morrer. Mas ao menos não deixou de recorrer à Medicina, tipo o iluminado do Steve Jobs.

Anos e anos de milhões de pessoas à volta do mundo a estudar, a investigar, medicamentos a passar por N processos de desenvolvimento, teste e certificação, e depois vêm uns idiotas deitar tudo por terra com uns xaropes de água e uns comprimidos de ervas para tratar todas as doenças e mais alguma. E é esta m*rda que me revolta, fico absolutamente triggered com isto.

Foste bastante mais longe do que eu estava a tentar dizer :mrgreen:

Isso dos vendedores da banha de cobra também não curto nada. O que eu queria saber mesmo, e falaste na prevenção, quando eu falei em sintoma vs causa, era se achas que o trabalho que está a ser feito, pelo menos aqui no nosso país, a nível de educação e aculturamento do exercício físico/ desportivo é bom/mau e se concordas que isso sim seria uma forma de prevenção de inúmeras doenças.

Do género, há estudos que já estão a chamar à doença de Alzheimer, diabetes tipo 3. E é isto que o meu prof nos está a tentar sensibilizar, há vários triggers genéticos que podem não ser acionados se não esta epidemia de sedentarismo que estamos a atravessar. E quando fiz aqui esta pergunta, foi para saber o outro lado da história. O prof é 5* e diz mesmo que a maioria dos médicos (maioria da velha guarda) não está a conseguir-se pôr a par dos avanços científicos que se têm feito desde que eles se graduaram e sente que estão a curar as dores de quem se queixa mas não o que faz doer.

Não sei se me fiz entender bem, o que ele diz algumas coisas fazem sentido, outras nem tanto e são algo dúbias (hello indústria farmacêutica), só quero saber os dois lados da história.

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Citação de Hammerfall, há 59 minutos:

Do género, há estudos que já estão a chamar à doença de Alzheimer, diabetes tipo 3. E é isto que o meu prof nos está a tentar sensibilizar, há vários triggers genéticos que podem não ser acionados se não esta epidemia de sedentarismo que estamos a atravessar

É professor de quê mesmo? 

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Falando por experiência pessoal e tendo noção de que é apenas anedótica, a maior crítica que faço é a falta de ligação ou comunicação entre especialidades, que tende a atrasar ou a piorar o tratamento de doenças menos comuns. 

Os médicos de família, nesse aspecto, também não conseguem resolver grande coisa. 

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Citação de Hammerfall, há 23 minutos:

Fisiologia

É que ou percebeste mal ou não estou a entender de todo essa coisa do Alzheimer ser a Diabetes 3 sinceramente. 

Citação de Rōnin, há 7 minutos:

faço é a falta de ligação ou comunicação entre especialidades,

É uma realidade infelizmente. 

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Citação de Hammerfall, há 10 minutos:

https://www.google.com/amp/s/pebmed.com.br/ja-ouviu-falar-no-diabetes-tipo-3/amp/

Quando estiver com ele vou-lhe pedir as fontes de onde ele tirou isso. 

Já estou a perceber a relação fisiopatológica mas não tenho a ideia de existir uma correlação bem comprovada entre a Diabetes e Alzheimer. Até porque a incidência da doença de Alzheimer está a diminuir e a diabetes nem por isso 

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Citação de 1906, há 8 minutos:

Já estou a perceber a relação fisiopatológica mas não tenho a ideia de existir uma correlação bem comprovada entre a Diabetes e Alzheimer. Até porque a incidência da doença de Alzheimer está a diminuir e a diabetes nem por isso 

Ela bem comprovada não está, o estudo apenas aponta para isso. Do facto do cérebro produzir a própria insulina e daí a tal correlação com a diabetes.

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Citação de Hammerfall, há 24 minutos:

Ela bem comprovada não está, o estudo apenas aponta para isso. Do facto do cérebro produzir a própria insulina e daí a tal correlação com a diabetes.

Calma, o cérebro não produz insulina.. 

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Citação de 1906, há 43 minutos:

Calma, o cérebro não produz insulina.. 

Pois, mas é o que estão a tentar perceber. Até há uns anos só as glândulas produziam hormonas e já se sabe que há órgãos que produzem, tipo a grelina no estômago.

A maior crítica que ele faz é essa mesma, todos os dias se fazem avanços científicos e há sempre essa inércia de ir contra informação mais antiga.

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