Ir para conteúdo
What

Tópico da Política, Ambiente e Economia

Posts recomendados

A malta cega de direita acha que os media são de esquerda, a malta cega de esquerda acha que os media são de direita. É normal e já cansei de dar para esse peditório, quer para um lado, quer para outro.

 

Podemos todos concordar em algo: uns são meios de comunicação às direitas, enquanto outros são autênticos zeros à esquerda.

Compartilhar este post


Link para o post

Falaste do Imprensa, que tem o irmão do Primeiro-Ministro como um dos homens fortes. Vale para o Pinto Balsemão e para o Ricardo Costa.

 

Mais depressa podes queixar-te de que os media são influenciados pelos grandes grupos económicos que têm ligações em igual quantidade com PSD e PS (e, menos, CDS).

Ricardo Costa, esse gajo de Direita!

Compartilhar este post


Link para o post

Não são os jornalistas, são os Directores e quem eles têm trazido consigo para ocupar os cargos de decisão. Mas o pior são os estagiários e jovens jornalistas que vêm, em grande parte, das jotas e cumprem lá um papel.

 

Os verdadeiros jornalistas são isentos, aqueles mais antigos e bem formados.

 

Depois, há o Observador, que no jornalismo politico marca claramente a sua posição.

Compartilhar este post


Link para o post

Bem, isso de ser assumido é outra conversa. Assumido raramente é, tirando os textos de opinião. Mas parece-me algo óbvio que há vários media com clara tendência para a Direita (sendo meigo nas palavras). Não preciso de falar de meios específicos, podemos falar logo de grupos empresariais. O grupo Impresa é um exemplo gritante, mas há outros.

 

Mas não é outra conversa. Já escrevi várias vezes aqui, e volto a escrever de novo - nos países anglo-saxónicos, é normal os jornais estarem alinhados com determinada orientação política (há os conservadores, os liberais, etc). Em Portugal, os únicos que o fazem são o Observador e o Esquerda.net (em tempos houve mais, como O Diabo ou o Independente, p.e.). Todos os outros são independentes, isso é visivel pela variedade de "backgrounds políticos" dos cronistas e pela abrangência de áreas e assuntos cobertos, bem como pela independência editorial (que por vezes falta de uma forma óbvia, como no Sol com os assuntos envolvendo Angola). Mas mesmo quando não são neutros, como os que referi, isso não se reflecte em nada na parcialidade ou imparcialidade com que os assuntos noticiados são tratados, mas apenas nos pontos em que o foco é maior - o Observador estará mais virado para as matérias económicas, o Esquerda.net para as matérias sociais, diria. Ou seja, uma noticia lida no Observador vai dar-te a mesma informação que podes obter noutro jornal qualquer para a generalidade das notícias e artigos. O único local onde poderás levar com "lavagem" será na zona dos cronistas, cujas opiniões são mais homogéneas.

 

Com isto quero dizer que a tendência de que tu falas é um mero confirmation bias, e não é um defeito só teu nem da malta de esquerda. Imagino que haja igual número de pessoas de direita que se insurge contra as tendências de esquerda dos media em Portugal.

 

E o grupo Impresa é um exemplo engraçado. Para ti é gritante, mas gostava de saber o que é que liga o grupo à direita tirando o facto de ser detido pelo Pinto Balsemão (e que nem sequer dirige ou dirigiu o editorial do jornal Expresso, cabendo isso ao Nicolau Santos, Pedro Santos Guerreiro, Bernardo Ferrão, Ricardo Costa, tudo malta qualquer tipo de passado ou ligações políticas). É que até o António Saraiva, no livro que escreveu, menciona várias vezes que nunca sofreu qualquer tipo de pressão por parte dele em relação ao que saía no jornal, e ele esteve lá um porradão de anos... Outro aspecto engraçado é dizer-se que o Expresso é um jornal de direita (já esteve mais perto de o ser em tempos), mas nunca se diz que a SIC é um canal de direita, que a Visão é uma publicação de direita, etc, e a malta que trata da direcção de informação até é a mesma. É curioso. Outra coisa curiosa é o grupo Impresa ter tantos cronistas e comentadores de direita, a começar no Daniel Oliveira e a acabar no António Vitorino, passando pelo João Galamba, Mariana Mortágua e Jorge Coelho.

Compartilhar este post


Link para o post

Que grande trapalhada esta questão do CEP no Parlamento. Basicamente um projecto europeu onde o PS quer que Portugal entre mas que ninguém sabe muito bem que objectivos terá no futuro, fala-se que vai ser aquele modelo final de Exército Europeu que a Alemanha está a tentar criar (falou-se aí atrás nisso, das brigadas de diferentes países que estão a ser integradas no exército alemão).

 

Primeiro começou com documentos que o PS alegadamente não entregou à Assembleia quando deveria ter feito e agora fala-se em exigências do PSD aceites pelo Governo só para a resolução do PS que aconselha a entrada do país no CEP ser aprovada (votos certos contra do PCP e BE).

Compartilhar este post


Link para o post

Isto da política é do caraças. Um tipo sem qualquer tipo de peso político, académico mas cujo trabalho teve de ser rasgado para agradar a BE e PCP, alguém cuja governação se resume a 0 politicas estruturais das finanças públicas e cativações a torto e a direito, e cujos resultado dependeram na quase totalidade de factores externos, chegar a este lugar é incrível! :lol: O lugar é prestigiante para o país, mas não vai trazer nada de diferente para a política interna. Foi apenas uma forma que os responsáveis europeus arranjaram de legitimar a política de austeridade europeia seguida desde 2011, usando uma figura proveniente de um dos países mais afectados pela crise.

Uns são incapazes. Outros são competentes. E "sectários" são os outros...

 

Boo volta, estás perdoado.

lol

 

 

Alguém acredita ainda no que o Marques Mendes diz? vejo no Domingo e acho que é um warm up para o César Mourão. Esboço só um pequenito sorriso mas estou é à espera do headline. Tão mau.

 

 

#geringonça

Compartilhar este post


Link para o post

Tendo em conta que 95% dos nossos media são de Direita, não me parece que esse seja grande argumento, mas tudo bem.

 

E sim, já se sabe que o Ministro não fez nada para estes números, tal como este Governo. É tudo consequência da excelente governação anterior, cujos frutos só estão a aparecer agora.

 

 

É nada, existe mesmo:

 

[youtubehd]DH6Rr4oAvbQ[youtubehd]

Esse argumento é só ridículo.

Principalmente quando a maior parte dos jornalistas das redações são declaradamente de esquerda.

 

Não são os jornalistas, são os Directores e quem eles têm trazido consigo para ocupar os cargos de decisão. Mas o pior são os estagiários e jovens jornalistas que vêm, em grande parte, das jotas e cumprem lá um papel.

 

Os verdadeiros jornalistas são isentos, aqueles mais antigos e bem formados.

 

Depois, há o Observador, que no jornalismo politico marca claramente a sua posição.

O que é isenção? Só ao decidir abrir o telejornal com a notícia X em vez de Y já não estás a ser isento e estás a atribuir mais importância a um tema do que outro.

Editado por Ego Sum

Compartilhar este post


Link para o post

Esse argumento é só ridículo.

Principalmente quando a maior parte dos jornalistas das redações são declaradamente de esquerda.

 

E de que vale isso quando as chefias não o são e interferem? O jornalista aceita porque a alternativa é o chuto no cú.

Compartilhar este post


Link para o post

E de que vale isso quando as chefias não o são e interferem? O jornalista aceita porque a alternativa é o chuto no cú.

As chefias inteferem seja por pressões de esquerda ou direita. Basta ver a palhaçada que aconteceu durante os governos Sócrates.

 

O acionista ser de esquerda ou direita não tem necessariamente implicações no tipo de interferência com a redação. Se for de direita e uma intervenção a favor de um governo de esquerda lhe encher os bolsos, diria que é isso que fazem.

 

E tens acionistas que não intereferem. Por exemplo o Belmiro de Azevedo era dono do Público.

De acordo com os jornalistas do mesmo, nunca houve intervenção do acionista, daí quando ele morreu vários jornalistas terem prestado homenagem, porque provavelmente foi dos poucos que nunca pôs em causa a independência dos mesmos.

Editado por Ego Sum

Compartilhar este post


Link para o post

Uns são incapazes. Outros são competentes. E "sectários" são os outros...

 

 

Voltaste :heart:

 

Eu acho que são quase sempre incapazes. Quer seja porque não pescam nada daquilo, quer seja porque o equilibrio entre o pragmatismo dos resultados necessários e os resultados exigidos é impossível. Neste caso do Centeno, eu não duvido que ele seja inteligente e um tipo porreiro, mas não me venham dizer que ele é um às das finanças e que foi eleito pelo excelente trabalho que fez. Soube dar continuidade ao que vinha sendo feito nos anos anteriores e manter toda a gente satisfeita nas novas exigências que se levantaram, e tem valor por isso, independentemente da forma atabalhoada como o tem conseguido. E só por isso, merece o prémio, ainda que ele seja dado pelo percurso do país, e não por prestigio próprio. Porque fica bem ter um país falido que se levantou com a política de austeridade dirigida pela Europa como "responsável" pela política financeira europeia (as aspas devem-se ao facto de continuar a ser a Alemanha a desempenhar o papel). Posto isto, já não pareço tão crítico pois não? Tudo o resto que escrevi continua a ser verdade - sem peso político? Ele foi o responsável por um plano de governo com medidas e metas muito concretas, que foi rasgado no acordo com o BE/PCP. Calinadas? Desde o "são muitos números" até à vergonha da história das falsas promessas ao António Domingues. Rasgar trabalho académico? Alguém que tem estudos publicados sobre os efeitos nefastos do aumento do salário mínimo de forma desproporcional ao aumento da produtividade, e que logo a seguir acaba por ter de aumentar por imposição de terceiros. Cativar a torto e a direito? Os dados estão aí. Aproveitar factores externos? Claro, vemos que o aumento da procura interna se manteve constante, bem como a carga fiscal, por exemplo. É sempre mais fácil fazer como o Ghelton fez, e por logo na gaveta do direitolas ressabiado, do que tentar perceber a perspectiva.

 

Esta pequena euforia com o actual governo não é um problema de esquerda nem de direita, é absolutamente transversal em Portugal. Os números da economia são bons, há dinheiro a fluir para os bolsos de alguns, e até já se fala em novas obras públicas! Exactamente como no tempo do Cavaco. Os anos passam, os EUA tossem e Portugal morre de pneumonia, e depois toda a gente se apercebe que afinal não se aproveitou para tomar nenhuma medida de fundo que tornasse o país mais resistente aos dissabores externos.

Editado por ElliotReid13

Compartilhar este post


Link para o post

O Elliot não está totalmente errado, quanto a mim. Tem é ali, na minha opinião, uma pequena falha. O Centeno não deu continuidade à ortodoxia da austeridade do Passos Coelho. Deu com uma mão, acedendo às exigências dos parceiros de esquerda, mas tirou com outra, aumento das cativações (que custa muito lidar com elas) e de alguns impostos indiretos. Talvez tenha sido a opção correta, vejamos a longo prazo como as coisas correrão. Ele chegou ao governo como um académico, contudo transformou-se num político com o passar do tempo. Essa foi a sua maior vitória, por norma os académicos têm a mania de se manter fiéis às suas crenças, custe o que custar e doa a quem doer, mas Mário Centeno soube ser flexível o suficiente, facto que levou à aprovação de dois orçamentos num Governo sem maioria na assembleia. E desenganem-se, é mais difícil formular um orçamento de uma solução partidária de esquerda do que formular um orçamento de uma aliança de direita. O PCP, por exemplo, não é muito flexível nas suas posições, já o CDS-PP dá tudo e mais alguma coisa para estar num Governo. Basta recordar a história do irrevogavelmente revogável.

 

PS: Uma nota, a maioria das redações dos jornais são de esquerda. Isso nem sequer é discutível.

Compartilhar este post


Link para o post

 

 

Não é uma falha. Apesar de a política ser diferente, porque é, a lógica da forte carga de impostos mantém-se. Simplesmente, estão mais diluidos no nosso quotidiano em coisas que normalmente não associamos logo ao Governo. Os combustíveis, por exemplo.

 

https://www.pordata.pt/MicroPage.aspx?DatabaseName=Portugal&MicroName=Receitas+fiscais+do+Estado+total+e+por+alguns+tipos+de+impostos&MicroURL=2765&

Editado por ElliotReid13

Compartilhar este post


Link para o post

Esse argumento é só ridículo.

Principalmente quando a maior parte dos jornalistas das redações são declaradamente de esquerda.

 

 

O que é isenção? Só ao decidir abrir o telejornal com a notícia X em vez de Y já não estás a ser isento e estás a atribuir mais importância a um tema do que outro.

Pois, mas não são os jornalistas que decidem o alinhamento das noticias.

Compartilhar este post


Link para o post

Os directores não são jornalistas?

O alinhamento é "decidido" pela produção, pelos jornalistas que cobrem as noticias e pelo apresentador (estes dão os seu palpites), mas cabe à produção a decisão. E estes têm em conta audiências, nada mais.

 

__

 

President Donald J. Trump has officially recognised Jerusalem as the capital of the state of Israel - and wants to move the U.S. Embassy there from Tel Aviv.

 

Surreal. A decisão e o discurso são antagónicos. Esta decisão é um atentado à paz.

Editado por Mayday

Compartilhar este post


Link para o post

Esse argumento é só ridículo.

Principalmente quando a maior parte dos jornalistas das redações são declaradamente de esquerda.

 

 

O que é isenção? Só ao decidir abrir o telejornal com a notícia X em vez de Y já não estás a ser isento e estás a atribuir mais importância a um tema do que outro.

Os jornalistas têm um código deontológico. Lá está explicado.

 

A importância do tema está ligada às audiências e essas decisões não cabem aos jornalistas. Se a Marktest disser que o tema José Sócrates é o que agarra mais o telespectador a produção vai meter o Sócrates no inicio, no meio e no fim.

Compartilhar este post


Link para o post

 

LUL. E acrescentar algo de inteligente e construtivo.

 

Relativamente ao vídeo do assassinato falta acrescentar que o polícia que disparou não é o mesmo que estava a dar as ordens. Esse reformou-se 4 meses depois e fugiu para as Filipinas, ou seja com o atirador a ser considerado inocente e o Sargento a fugir paras a Filipinas ninguém é responsável.

Compartilhar este post


Link para o post

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   O conteúdo anteriormente introduzido foi recuperado..   Limpar

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.


×
×
  • Criar Novo...