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Clássicos do Futebol Português

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Eu fui ver esse jogo da Supertaça ao estádio, foi em 1996 e também fui ver o 5-0 ao Dragão em 2010/2011, que trauma.

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Sporting 1-4 Benfica de 2009/2010

 

Corria a pré-época de 2009/2010. Para tentar combater o domínio do Porto no ano anterior (os dragões apenas perderam a Supertaça para o Sporting graças a 2 golos de Djaló, ganhando o Campeonato e Taça de Portugal) e a um cada vez maior afastamento dos primeiros lugares da prova (há quatro épocas consecutivas que não conseguia melhor do que um 3º lugar) o Benfica decidiu apostar forte no mercado, fazendo uma espécie de “tudo ou nada” para recuperar o caminho das vitórias.

 

O mercado de Verão foi muito produtivo. Quique Flores, um espanhol muito criticado pelas opções que tomava e muitas vezes pelas que não tomava mas deveria ter tomado, foi corrido, levando apenas uma Taça da Liga ganha num jogo muito polémico e a Orsi Féher como recordações da sua passagem por Portugal. Há que destacar também os 5-1 levados pelo Benfica em Atenas frente ao Olympiacos, o que originou esta capa, no último jogo da fase de grupos da Taça UEFA:

 

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Como é óbvio estamos a falar de Quique, homem que ganhava por poucos e que não tinha um estilo de jogo para dar goleadas. Desconheço se jogamos com 3 avançados, mas a verdade é que a exibição foi péssima e ficou coroada com uma derrota por 0-1 e mais uma capa épica do Record:

 

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Para o seu lugar veio Jorge Jesus, um treinador que tinha conseguido alguns resultados interessantes à frente do Belenenses e sobretudo, no Braga.

 

Em termos de jogadores as coisas também foram agradáveis. Saviola e Javi García, dois jogadores desaproveitados pelo Real Madrid, vieram para o Benfica, mostrando ter talento para dar e vender. Do Brasil vieram Weldon e Ramires enquanto no mercado interno chegaram César Peixoto e Júlio César. Finalmente, para preencher a habitual quota de cepos contratados por mercado de transferência, o Benfica foi buscar Schaffer, Patric e Keirrison (haveriam de se juntar mais jogadores a este lote).

 

A pré-época foi boa, com vitórias em todos os torneios de pré-época. No entanto a entrada no Campeonato foi em falso, com o empate frente ao Marítimo a ser salvo graças a um golo tardio de Weldon. A partir da 2ª jornada o Benfica acelerou e passou a ferro (quase) toda a gente, muita graças ao quinteto endiabrado (Ramires, Di Maria, Aimar, Saviola e Cardozo) que garantia um futebol ofensivo bastante vistoso e… golos, muitos golos.

 

Já o Sporting não passava por um momento tão bom. Depois de uma pré-época bastante fraca (apenas uma vitória e… frente ao Atlético de Cacém(!)) a equipa leonina empatou frente ao Twente na eliminatória da Liga dos Campeões, passando à fase seguinte no último minuto. Acabaria por ser eliminado pela Fiorentina, com dois empates. No Campeonato a 1ª vitória foi obtida na 3ª jornada frente à Académica, seguindo-se um período de tímida recuperação. No entanto, a partir do jogo contra o Ventspils na Letónia (1-2) o Sporting passou por uma fase de praticamente 2 meses sem vitórias (única contra os Pescadores, para a Taça) o que ditou o afastamento de Paulo Bento e a chamada de Carlos Carvalhal, com alguns jogos neste intervalo a terem como treinador Leonel Pontes.

 

Antes do Jogo:

 

Antes da partida em Alvalade as duas realidades eram bastante distintas, sobretudo no Campeonato. O Benfica ocupava o 2º lugar da Liga a 2 pontos do Braga, tinha sido eliminado pelo Vitória de Guimarães na Taça de Portugal em pleno Estádio da Luz por 1-0 e tinha vencido confortavelmente o seu grupo na Liga Europa, tendo ganho por 5-0 ao Everton, naquela que foi a maior derrota de uma equipa inglesa em quase quarenta anos nas competições europeias (desde 1970/71). Jogaria os 16 avos de final contra o Hertha de Berlim, que tinha jogado no grupo do Sporting. Para a Taça da Liga os resultados do Benfica foram modestos: vitórias frente ao Nacional e Rio Ave pela margem mínima (1-0 e 1-2, respetivamente) e um empate em Guimarães frente ao Vitória local.

 

Já o Sporting seguia em 4º lugar, a 12 pontos do terceiro e a 16 do Benfica. Na Taça de Portugal o Sporting tinha sido eliminado por 5-2 no Estádio do Dragão frente ao Porto (1 semana antes deste jogo) e seguiu em frente na Liga Europa, indo defrontar o Everton, que curiosamente tinha jogado no grupo do Benfica. Na Taça da Liga o Sporting fez o pleno, com vitórias frente ao Braga, Leiria e Trofense (2-1,1-2 e 0-1, respetivamente).

 

O Sporting vinha de 3 derrotas consecutivas antes do derby em Alvalade para a Taça da Liga, enquanto o Benfica já não perdia em todas as frentes há 2 meses.

 

Capas dos jornais no dia do jogo:

 

 

 

 

O Jogo:

 

O Sporting alinhou com: Rui Patrício; Grimi, Carriço, Polga e João Pereira; Pedro Mendes, Adrien, Izmailov e João Moutinho; Pongolle e Liedson.

 

Já o Benfica entrou com Júlio César; César Peixoto, Luisão, David Luiz e Rúben Amorim; Ramires, Javi Garcia, Carlos Martins e Di Maria; Kardec e Eder Luiz.

 

Nas bancadas estiveram presentes 9000 adeptos do Benfica.

 

O jogo começou logo com uma expulsão: no lance entre Ramires e João Pereira, o defesa português entra de forma bastante arriscada sobre o jogador do Benfica. O árbitro Olegário Benquerença não hesita e expulsa o jogador do Sporting. No livre que se seguiu David Luiz ganha o confronto aéreo a Pongolle e marca o 1º golo do Benfica.

 

A partir daí o Benfica faz o segundo por Ramires antes de Liedson reduzir para o Sporting. Na 2ª parte Luisão e Cardozo (que tinha entrado na 2ª parte) fazem o resultado final de 1-4. Destaque para a expulsão de Tiago aos 51 minutos, quando o resultado se encontrava nos 1-2.

 

Capas dos Jornais:

 

 

 

 

Depois do Jogo:

 

O Sporting acumulou a sua 4ª derrota consecutiva e nos 3 jogos seguintes continuou sem vencer. O pontapé na crise foi dado nos 3-0 ao Everton em casa, seguido de uma vitória por iguais números frente ao Porto em Alvalade. A partir daí o Sporting acumulou 4 vitórias, 3 empates e 3 derrotas, sendo eliminado pelo Atlético de Madrid na Liga Europa (0-0 F e 2-2 C). No Campeonato o Sporting ficou em 4º lugar, a 20 pontos do 3º e a praticamente 30 do 1º.

 

Já o Benfica seguiu em frente na Taça da Liga, ganhando na final o Porto por 3-0. Na Liga Europa o Hertha foi facilmente despachado e o Marselha eliminado ao minuto 90, após uma vitória em França por 1-2. O Liverpool acabaria por eliminar os encarnados nos quartos de final (2-1 C e 4-1 F). No Campeonato o Benfica conseguiu a ultrapassagem ao Braga na 20ª jornada, tendo conseguido sagrar-se campeão nacional.

 

Editado por Lebohang

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Bom post, obrigado pela participação. :)

 

Apenas uma correção: o empate da 1ª jornada em casa, com golo tardio do Weldon, foi contra o Marítimo, e não contra o Rio Ave.

 

A vitória por 5-0 ao Everton foi inesquecível, grande noite europeia do Benfica. Desconhecia que tinha sido a maior derrota de um clube inglês nas competições europeias em trinta anos. É desse tipo de informação que eu gostava que este tópico vivesse, como escrevi no 1º post, não apenas um depósito de vídeos, mas também uma apresentação cuidada e informativa.

 

Lembro-me de ter ido a Liverpool ver o Everton-Benfica, que foi já depois de lhe termos dado 5-0 na Luz, e em Liverpool estava a passear pelas ruas na tarde do dia do jogo, com mais um amigo, e o pessoal topou que nós éramos portugueses por causa do cachecol do meu amigo, mas eram adeptos do Liverpool, e apenas acenaram e disseram "another five" eheh

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Obrigado pelo reparo. :wink:

 

E alterei também isso dos trinta anos, porque me enganei. A última vez em que uma equipa inglesa tinha perdido por tantos tinha sido na época 1970/71, segundo o Público, logo eram quarenta e não trinta anos. :lol: :mrgreen:

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Palhaçada de expulsão do João Pereira, estragou-nos o jogo e os golos foram aparecendo. Houve também um fora de jogo mal tirado ao Pongolle, que seguia isolado para a baliza, quando o jogo estava empatado 1-1.

Depois veio o segundo golo do SLB, e acabou. Lembro-me mais ou menos deste.

 

Excelente tópico!

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Palhaçada de expulsão do João Pereira,

 

Palhaço foi o João Pereira.

Fui ao estádio ver o jogo acompanhado, tinha dito a uma dessas pessoas que o Pereira não acabava o jogo e uns dois segundos antes do Pereira chegar ao Ramires já eu estava com as mãos na cabeça a dizer a essa pessoa "Já está".

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Palhaçada de expulsão do João Pereira, estragou-nos o jogo e os golos foram aparecendo. Houve também um fora de jogo mal tirado ao Pongolle, que seguia isolado para a baliza, quando o jogo estava empatado 1-1.

Depois veio o segundo golo do SLB, e acabou. Lembro-me mais ou menos deste.

 

Excelente tópico!

 

Estava 1-2 quando o Pongolle seguia isolado para a baliza.

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Estava 1-2 quando o Pongolle seguia isolado para a baliza.

Ou isso, por acaso estava na dúvida e arrisquei. :mrgreen:

 

Estava-se mesmo a ver que o tópico ia azedar. É pena.

Vai azedar porque se discutiram lances decisivos? Wtf.

Excelente tópico, como o do culto do futebol.

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E pelo amor, era o Pongolle, evitou-se apenas mais um remate para fora nas estatísticas icon_mrgreen.gif.

 

Ou um auto-golo.

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Benfica - Porto de 2011/2012 (2 jogos para o Campeonato + Taça da Liga)

 

Corria a pré-época de 2011/2012. Na época anterior o Porto tinha limpado tudo (Supertaça, Campeonato, Taça de Portugal e Liga Europa) e atingido momentos brilhantes (5-0 ao Benfica no Dragão, reviravolta na Taça no jogo no Estádio da Luz e a consagração como novo campeão nacional no mesmo estádio). Pode-se dizer que foi uma época onde foi tudo ouro sobre azul, exceto Taça da Liga, que ficou na posse do Benfica.

 

O Porto perdeu o treinador para o Chelsea, mantendo no entanto alguém que já estava no clube (Vítor Pereira). Falcão e Rúben Micael assinaram pelo Atlético de Madrid, tendo os dragões ido buscar, para reforçar a equipa, Mangala, Defour e Alex Sandro. Em termos de mercado interno os dragões abasteceram-se na Madeira: Djalma (ex-Marítimo) e Bracalli (ex-Nacional). Do Brasil veio o regressado Kléber. No mercado de Inverno Guarin, Belluschi e Fucile saíram, dando lugar ao regressado Lucho González, Danilo e Janko. De destacar também a contratação de dois jovens: o brasileiro Kelvin e o argentino Iturbe.

 

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Confiança portista para a época 2011/2012… e os reforços de Verão

 

Já o Benfica, ferido no orgulho, tentou recompor as coisas à sua maneira. Roberto, GR bastante criticado, “saíu” por “8,6M€” para o “Saragoça”. Entrou Artur, GR do Braga que tinha feito uma boa temporada ao serviço do clube minhoto.

 

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Um dia muito esperado pelos Benfiquistas…

 

Salvio regressou ao Atlético de Madrid, enquanto Coentrão saiu para o Real a troco de 30 milhões de euros. Nuno Gomes também abandonou o Benfica, rumando a Braga. As principais entradas foram Matic (incluído no negócio David Luiz), Nolito (ex-Barcelona), Witsel (promissor médio belga), Enzo Pérez (recambiado para a Argentina devido a problemas de adaptação) e Garay (ex- Real Madrid). Capdevilla (campeão mundial) assinou pelos encarnados mas foi estranhamente encostado por Emerson, um defesa esquerdo que nunca se chegou a perceber se era mesmo DE, sobretudo porque o único jogo razoável que fez pelo Benfica foi a defesa centro. Rodrigo e Nélson Oliveira regressaram dos empréstimos enquanto Djaló (ex-Sporting) foi o Joker de Inverno do Benfica.

 

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Silly Season do Benfica… um dia onde a loucura do mercado de transferências foi mais forte... :lol:

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“Não mexe mais!” Jesus contente com o plantel que dispõe para a época 2011/2012

 

Para ambas as equipas a pré-época tinha corrido bem: o Porto apenas tinha empatado e perdido uma vez e o Benfica tinha ganho dois troféus: o do Guadiana e a Eusébio Cup. As expetativas para a nova época eram positivas, sobretudo para o Porto, que começara a época da melhor maneira: 2-1 ao Guimarães e vitória na Supertaça Portuguesa.

 

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Porto começa a época a nível interno da melhor maneira…

 

A época até ao 1º Clássico:

 

O jogo entre Porto e Benfica foi na 6ª jornada, portanto não há muito a dizer. O Porto acumulou 4 vitórias nos seus primeiros antes de empatar com o Feirense fora. O Benfica fez exatamente o mesmo, com o tradicional empate na 1ª jornada e 4 vitórias nos jogos seguintes.

 

Porto 2-2 Benfica (1º Round):

 

O Porto alinhou com Hélton; Fucile, Álvaro Pereira, Otamendi e Rolando; Fernando, Guarin, Moutinho; Hulk, Varela e Kléber.

 

Já o Benfica apresentou-se em campo com: Artur; Emerson, Maxi, Luisão e Garay; Javi, Witsel, Nolito, Aimar e Gaitán; Cardozo.

 

O Porto começou com tudo e chegou-se à frente do marcador graças a um golo de Kléber, aos 37’. O intervalo chegou com esse resultado, que traduzia a superioridade do Porto na 1ª parte. Na 2ª parte as coisas começaram de forma frenética. Cardozo estreou-se a marcar no Dragão mas três minutos depois (50’) Otamendi restabeleceu a vantagem portista. O tempo passou, com ambas as equipas a procurarem chegar ao golo, que permitisse ou empatar (Benfica) ou resolver o jogo (Porto). Acabou por sorrir ao Benfica (82’) que empatou o jogo através de Gaitán.

 

 

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Jogo equilibrado no Dragão, com o Benfica a ter mais motivos de alegria.

 

Depois do Jogo até… ao reencontro na Luz:

 

A equipa portista recuperou dos 2 empates seguidos e nos 8 jogos seguintes apenas perdeu 2 pontos, chegando ao final de Dezembro como campeão de Inverno, juntamente com o Benfica. Os encarnados que, diga-se de passagem tiveram um percurso quase igual ao rival. O empate fora contra o Braga foram os únicos pontos desperdiçados pelo Benfica até à pausa de Inverno.

 

Na Taça de Portugal as coisas não foram assim tão boas. O Porto perdeu em Coimbra por 3-0, tendo arrumado nesta competição depois de ter eliminado o Pêro Pinheiro na eliminatória anterior. No entanto o Benfica não ficou muito tempo a rir, pois haveria de ser eliminado um mês depois, na Madeira, pelo Marítimo (2-1).

 

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Fora da Taça de Portugal!

 

Se o percurso interno era semelhante, o percurso europeu foi muito diferente. O Benfica acabou por ter que fazer duas eliminatórias antes de chegar à fase de grupos (Trabzonspor e Twente) acumulando 2 empates fora e 2 vitórias em casa. Num grupo com Manchester United, Basel e Otelul o Benfica acabaria por ficar em 1º, graças a 3V e 3E. O Porto acabaria por somar 2V, 2E e 2D num grupo com Zenit, APOEL e Shaktar, o que acabaria por relegar os portistas para a Liga Europa.

 

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Percurso igual em Portugal, sortes diferentes na Europa. Porto caí e Benfica segue na Liga dos Campeões…

 

Benfica 2-3 Porto (2º Round):

 

Para o jogo da 2ª volta ambas as equipas chegaram empatadas. Depois do empate em termos de pontos no final de Dezembro, o Porto perderia com o Gil Vicente e empataria com o Sporting, dando 5 pontos de vantagem ao rival. No entanto o Benfica acabou por desperdiçar a vantagem, tal como o Porto na 1ª volta, nos jogos antes da receção ao rival: derrota em Guimarães e empate contra a Académica.

 

O Benfica apresentou o mesmo 11 do jogo no Dragão. Artur; Emerson, Maxi, Luisão e Garay; Javi, Witsel, Nolito, Aimar e Gaitán; Cardozo.

O Porto, por seu lado, jogou com: Hélton; Maicon, Pereira, Otamendi e Rolando; Fernando, Lucho e Moutinho; Hulk, Djalma e Janko.

 

Tal como na 1ª volta o Porto entrou forte e fez o primeiro aos 7’, por Hulk. O Benfica reagiu e pouco a pouco conseguiu o domínio do jogo, empatando aos 42’ por Cardozo. Ao intervalo 1-1, resultado justo tendo em conta o domínio repartido na 1ª parte pelas duas equipas.

 

Na 2ª parte, tal como na 1ª volta, entrada de sonho para o Benfica. Cardozo, no mesmo minuto em que fez o golo no Dragão, marca e coloca o Benfica em vantagem. O Benfica dominava e Vítor Pereira arriscou, tirando Rolando por James, que tinha chegado a Lisboa no dia de jogo. O colombiano agradeceu a aposta e aos 62 minutos empatou o jogo. A partir o Porto empolgou-se e, aproveitando a lesão de Garay e a expulsão de Emerson, ganharia mesmo o jogo, graças a um golo de Maicon, aos 87 minutos.

 

 

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Abola ataca tudo o que se mexe no Benfica. Os outros 2 jornais destacam o papel decisivo de James

 

Depois do Jogo:

 

O Porto empataria dois jogos, mas mesmo assim sagrou-se campeão nacional: o Benfica também não só empataria os mesmos dois jogos como perdeu em Alvalade.

 

Nas competições europeias sortes distintas: o Porto seria eliminado pelo City na Liga Europa ( derrotas por 1-2C e 4-0F) e o Benfica passaria contra o Zenit (derrota por 3-2F e vitória 2-0 C), sendo eliminado pelo Chelsea (dupla derrota, 0-1 C e 2-1 F).

 

Benfica 3-2 Porto (3º Round):

Encontro para as meias-finais da Taça da Liga, no Estádio da Luz, 18 dias depois do jogo para o Campeonato. Tanto Porto como Benfica ganharam os seus grupos com 9 pontos: Benfica venceu Vit. Guimarães, Santa Clara e Marítimo (1-4, 2-0 e 3-0) e Porto o Paços de Ferreira, Estoril e Vit. Setúbal (1-2,1-0 e 2-0).

 

11 do Benfica: Eduardo; Maxi, Capdevilla, Luisão e Jardel; Javi, Witsel, Aimar, Bruno César e Nolito; Nélson Oliveira.

 

11 do Porto: Bracalli, Álvaro Pereira, Sapunaru, Rolando e Mangala; Lucho, Moutinho e Defour; Alex Sandro, Hulk e Kléber.

 

Ao contrário dos outros dois jogos foi o Benfica que começou melhor e Maxi marcou logo aos 4 minutos. No entanto foi sol de pouca dura: Lucho empatou aos 8 e Mangala adiantou o Porto aos 17. O Benfica reagiu e mandou três bolas ao poste antes de empatar por Nolito (42’). Na 2ª parte os penalties chegaram a pairar como hipótese mas Cardozo, que tinha entrado no decorrer da segunda metade, vinha com outras ideias e, ganhando em velocidade sobre Mangala, marcou o 3-2 aos 77 minutos.

 

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Cardozo é ouro no banco. Entra e resolve a partida.

Editado por Lebohang

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Sporting 0-1 Benfica de 2003/2004

 

2 de Maio de 2004

 

Numa época em que o futebol português era totalmente dominado pelo Porto de José Mourinho, já bi-campeão com algumas jornadas de avanço, restou aos dois grandes de Lisboa a luta acesa, até à última jornada, pelo 2º lugar e respetiva qualificação para a Liga dos Campeões, apesar de, por esta altura, o 2º lugar apenas assegurar a presença da 3ª fase de qualificação. Sendo então que a luta pelo título pouco ou nenhum interesse teve a partir de determinada altura, Benfica e Sporting resolveram apimentar esta discussão e torná-la na grande atração do campeonato de 2003/2004, e nada melhor do que um Sporting-Benfica, na 33ª e penúltima jornada, para decidir, de vez, quem ganharia esta discussão.

 

Verdade seja dita que só muito por culpa da má ponta final do Sporting no campeonato é que foi possível ao Benfica chegar à penúltima jornada com o sonho de ainda ultrapassar o velho rival. A 4 jornadas do fim, o Sporting seguia isolado com seis pontos de avanço sobre o Benfica, mas com duas derrotas consecutivas no Bessa e em Leiria, o Sporting deixou-se apanhar por um Benfica competente que venceu em Braga por 0-3 e derrotou igualmente o Estrela da Amadora na Luz por 3-1. Chegámos assim à 33ª jornada empatados pontualmente com 70 pontos, ainda assim com vantagem no confronto direto para o Sporting, por causa da vitória dos leões na Luz por 1-3 na 1ª volta.

 

A partida, apesar de ter tido apenas um único golo, foi um jogo de futebol muito interessante, com muitas oportunidades de golo de parte a parte, mas com um 0-0 teimoso que se manteve até bem perto do final. O guarda-redes do Benfica, Moreira, realizou uma grande exibição e foi conseguindo manter o Benfica vivo. A 3 minutos do fim apareceu um homem, cuja alcunha era soneca, mas que tinha uma queda fora do normal para aparecer nos jogos grandes a resolver. Durante a sua estadia no Benfica muitos foram os golos decisivos que marcou em jogos cruciais. Seu nome é Geovanni, e aos 87 minutos mandou uma bomba do meio da rua que só parou no fundo da baliza de Ricardo, que meteu o Benfica na Liga dos Campeões e todo o universo benfiquista em festa.

 

O Benfica saiu de Alvalade com três pontos de avanço sobre o Sporting e para garantir a Liga dos Campeões apenas precisava de pontuar na última jornada na receção ao Leira. Um empate 0-0 foi o suficiente e de nada valeu a vitória do Sporting em Guimarães por 0-2.

 

http://www.dailymotion.com/video/x18da9_sporting-0-benfica-1-de-2004_sport

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Lembro-me bem desse jogo, João Pedro. E não foi bem como dizes das oportunidades parte a parte. O Benfica teve, além do golo do Giovanni, 1 ou 2 oportunidades, enquanto o Sporting fez uma das melhores exibições da época. O Moreira fez uma mão cheia de defesas que iam dar golo, de certeza, mais outras tantas boas intervenções. Não foi um massacre, mas foi um jogo de sentido quase único.

 

O Moreira levou nota 5 no Record e nota 9 n'ABOLA, se não me engano.

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Lembro-me bem desse jogo, João Pedro. E não foi bem como dizes das oportunidades parte a parte. O Benfica teve, além do golo do Giovanni, 1 ou 2 oportunidades, enquanto o Sporting fez uma das melhores exibições da época. O Moreira fez uma mão cheia de defesas que iam dar golo, de certeza, mais outras tantas boas intervenções. Não foi um massacre, mas foi um jogo de sentido quase único.

 

O Moreira levou nota 5 no Record e nota 9 n'ABOLA, se não me engano.

 

Eu também me lembro muito bem do jogo, e admito que foi o Sporting quem teve mais oportunidades, admito igualmente que o Moreira fez uma grande exibição (escrevi-o no post), mas também não sejas tu a exagerar, o jogo não foi de sentido único.

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Porto 0-2 Benfica de 1990/1991

 

28 de Abril de 1991

 

Na recta final do campeonato de 1990/1991, no velho estádio das Antas, defrontram-se as únicas duas equipas com legítimas aspirações à conquista do título nacional dessa época, Porto e Benfica, com vantagem pontual de apenas um ponto para a equipa do Benfica. O duelo ocorreu na 34ª jornada, a cinco jornadas do término do campeonato. O Benfica então caminhava na liderança com 60 pontos, mais um que o Porto. Nesta altura a vitória ainda valia apenas dois pontos, porém dois pontos eram suficientes para uma reviravolta no topo da classificação, e acontecesse o que acontecesse, uma vitória nesta partida significaria um passo de gigante rumo ao título.

 

O clássico era completamente decisivo e o ambiente criado à volta do mesmo foi de guerra. O autocarro do Benfica foi apedrejado na chegada à cidade do Porto, os jogadores do Benfica não conseguiram utilizar os balneários por causa de um intenso cheiro tóxico, tendo acabado por se equipar nos corredores de acesso ao relvado, no estádio esteve uma faixa escrita com "Morte aos Mouros", e consta que minutos antes do começo da partida as faixas laterais do relvado foram regadas intensamente por forma a prejudicar o forte jogo ofensivo pelas alas, característico do Benfica.

 

O Porto, treinado por Artur Jorge, estava absolutamente obrigado a vencer. O Benfica, de Eriksson, jogava com dois resultados possíveis e satisfatórios. O 0-0 manteve-se durante toda a 1ª parte e até aos dez minutos finais. Tendo em conta que o empate servia ao Benfica, quando a dez minutos do fim Eriksson lança em campo César Brito, todos pensaram que seria uma troca por troca com Rui Águas, porém quem saiu foi Pacheco, um médio-ala. Nem dois minutos depois César Brito faz o 0-1, e aos 85', cinco minutos depois de ter entrado, o avançado português bisa, assegurando uma das maiores e mais importantes vitórias benfiquistas em terreno azul-e-branco. Estes dois golos fizeram de César Brito um héroi para todos os benfiquistas, e o seu nome é ainda relembrado com frequência nos dias de hoje.

 

O Porto já não perdia com o Benfica no seu estádio há 14 anos, e curiosamente só voltaria a perder 14 anos depois, já no Dragão, igualmente por 0-2, e também por causa de um bis de um avançado português. Aconteceria na época de 2005/2006, com os dois golos de Nuno Gomes.

 

http://www.dailymotion.com/video/x14wh9_fcporto-0-benfica-2-de-1991_sport

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