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ElliotReid13

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  1. Discussão pública sobre novas políticas de incentivo à natalidade é que nada. Mais do mesmo.
  2. Se a coisa não endireita com um nortenho de pêlo na benta, então nunca se irá endireitar!
  3. O problema é que os frutos de uma mudança estrutural aqui não viriam num horizonte temporal compatível com o ciclo eleitoral, portanto não iremos nunca sair da cepatorta.
  4. Certo, mas essa acumulação significa o quê em concreto? Ou melhor, qual deveria ser aqui a alternativa? A riqueza acumulada não herdada advém de bons investimentos. Essas pessoas deveriam ser proibidas de fazer novos investimentos após atingir um limite qualquer de património? Deveriam ser impedidas de gerir o seu património de forma defensiva, e não o deixar à mercê da inflação ou má gestão de fundos? Eu vejo uma tentativa generalizada de pintar milionários e bilionários como sendo acumuladores e exploradores e, por conseguinte, não merecedores da sua riqueza ou do seu lugar na sociedade. Mas a verdade é: quantos deles estão envolvidos, de uma forma ou de outra, em filantropia? Quanto do financiamento para a investigação não vêm de dotações diretas ou fundações como a Champalimaud? Os avanços tecnológicos que permitem hoje que um pobre tenha uma vida melhor que a nobreza há 100 ou 200 anos (educação, cuidados de saúde, comodidade, alimentação, etc), quanto disso teria sido possível sem personalidades individuais munidos dos fundos e da vontade de dar o seu contributo? Depois, as políticas de garantia de um trabalho digno e a taxação - eu concordo contigo, há trabalho a fazer, mas o problema não está no sistema a meu ver, mas sim nos abusos que são feitos dele. No papel, todas as fontes de rendimento são taxadas, mas há advogados bem pagos e políticos coniventes que permitem que as diversas leis que vão sendo criadas tenham sempre algum tipo de loophole que as leva a ser contornadas. Problema também de quem comenta os assuntos pela rama e manda umas bojardas sempre que saem notícias sobre o tema, sem nunca explorar um pouco mais sobre o assunto e tentar perceber o porquê de isso acontecer. Ainda assim, uma nota nas condições de trabalho digno. Na verdade, duas: A primeira tem a ver com o facto de as "condições dignas" partirem de uma linha abstrata, que se move com o tempo - as condições médias de trabalho são hoje mais dignas do que eram há 20 anos, muito mais dignas do que eram há 40, e incomparáveis com o que eram há 60. Uma das vantagens do capitalismo é que, na busca pelo lucro, estão sempre a ser lançados novos negócios por parte dos privados e que levam, por um lado, à criação de emprego e maior competitividade no mercado de trabalho e, por outro lado, à resolução de problemas do nosso quotidiano que vão sendo resolvidos e tornam a nossa vida mais confortável Segunda nota tem a ver com a ver simplesmente com a dinâmica da oferta e procura. Um tipo que fez um curso de comunicação ou outro curso qualquer com pouca saída, e que se juntou aos outros milhares de diplomados na mesma área vai competir com todos esses por meia dúzia de oportunidades. A esmagadora maioria, que não consegue colocação na área, vai para a caixa dos indiferenciados em funções que não exigem mais do que dois braços, duas pernas e uma boca. Em simultâneo, existem centenas de empresas à procura de malta qualificada em IT e cuja oferta é muito reduzida, o que obriga essas empresas a aumentar salários, flexibilizar horários, distribuir prémios, etc. A dinâmica é exatamente a mesma mas, dependendo de em qual dos lados cada um de nós está, vamos estar mais ou menos satisfeitos com a realidade Posto isto, é possível atuar aqui de várias formas. A primeira, é adaptar o sistema educativo ao século xxi, e formar de acordo com as necessidades do mercado e não dar diplomas que não valem nada apenas para as estatísticas. A segunda, é procurar formas de incentivar a criação de emprego e isso pode ser feito de várias formas, umas agradáveis à esquerda, outras à direita - baixar impostos, criar redes de segurança, disponibilizar linhas de crédito próprias, etc. A terceira é colocar imposições o que, dependendo da razoabilidade dessas, pode levar a que seja mais vantajoso arriscar e investir numa ideia lá fora, do que ficar aqui sob o crivo de um Estado autoritário e imprevisível, onde empreendedores são heróis enquanto são pobres, depois passam a ladrões e exploradores quando finalmente são bem-sucedidos.
  5. Interpretei muito bem, tu não. Estava a referir-me ao print, não ao que escreveste antes
  6. Esse post reflete a pobreza da literacia financeira que reina um pouco por todo o lado. O rendimento do trabalho cresce de forma linear, dado que o indivíduo arrenda o seu tempo e, como tem um número de horas limitado para arrendar, nunca poderá ir muito longe. O rendimento do capital, por outro lado, cresce de forma exponencial, tal como o crescimento da economia, da população, da tecnologia, etc. 8% ao ano (rentabilidade média do mercado americano de referência) de forma composta leva a níveis de crescimento marginalmente superiores ano após ano, ao passo que os rendimentos do trabalho acompanham a inflação e isto com sorte, assumindo que a oferta e procura se mantém. Se colocarmos na equação os impostos crescentes sobre o trabalho e sobre as empresas e, também, a importação de mão-de-obra barata estrangeira, então a coisa fica bastante mais negra. Certíssimo. No entanto, isso serve um duplo propósito: pot um lado, os bancos centrais têm políticas que tornam o dinheiro acessível quase de borla, o que é mais vantajoso do que pagar 30% sob a quantia necessária; e, também, executivos que vendam ações da própria empresa enviam sinais ao mercado que são muitas vezes vistos de forma negativa, e que abatem significativamente a valorização da empresa.
  7. Prova provada que muitos de nós reconhecem os mesmos problemas, apenas discordam na solução!
  8. @Burkina2008, sei que era uma ideia retórica, mas olha que já se fala em taxar ganhos de capital não realizados nos Estados Unidos. De qualquer forma, essas noticias de X aumenta fortuna em Y mil milhões é só sencionalismo, e só demonstra a acentuada perda do valor da moeda, fruto das politicas económicas dos bancos centrais. Se esses injetam triliões na economia através da compra de ativos, e a economia não acompanha, as ações das gigantes tecnológicas são a única opção de obter alguma rentabilidade com um risco relativamente baixo. Apesar de tudo, essa valorização do património também poderia ser replicada pelo cidadão comum (adequada à escala de cada um), mas isso já envolve alguma proatividade em aprender e estudar sobre um tema que o nosso sistema de ensino descura por completo.
  9. Concordo perfeitamente. Mas creio que uma visão superficial do tema já dá algumas pistas sobre as razões fundamentais por que isso acontece. Exemplos: conveniência de usar Revoluts e plataformas de e-banking leva a que todo um setor seja obrigado a despedir dezenas de milhares de pessoas, porque deixa de ser conveniente ir a um balcão. Nos têxteis, é muito mais conveniente ir a uma Zara ou Massimo Dutti desta vida e comprar roupa e afins fabricadas em países com salários miseráveis para cada um de nós poder poupar uns trocos, em vez de comprar o que é feito cá. Compras online em plataformas como a Amazon, pegando no exemplo do Bezos, tem destruido por completo o retalho nos USA (juntamente com as restrições do covid) e ninguém se preocupa muito, porque é mais conveniente ter as coisas a chegar a casa em vez de ir à rua. Ainda para mais se chegam no dia seguinte! Depois procurem na net qual é a implicação de ter um lead-time de entrega de 24h vs uma semana, em termos operacionais, e vão perceber de onde vem essa vontade de explorar os trabalhadores. O que acontece é que há uma procura generalizada por maior conveniência no dia a dia, sem realmente pensar nas consequências económicas das escolhas que fazemos. Os novos modelos de negócio criam valor para os seus clientes através desta maior conveniência, que tem um custo social indireto que não é perceptível a quem não pensa um bocadinho sobre como as coisas funcionam. Por fim, existe o tema das competências. Quase todas as áreas e empresas estão a ser alvo de uma transformação tecnológica onde muitas das funções operacionais são agora levadas a cabo por software. E o que não é possível fazer para já com software/hardware, como servir nos restaurantes, na caixa do supermercado ou entregar encomendas, é feito por pessoas sem grande exigência em termos de competências e, portanto, totalmente indiferenciadas. Assim, ou as pessoas (sobretudo os mais jovens) se cultivam e adquirem competências que lhes permitam fazer match com as oportunidades que existem, ou vão simplemente para o monte de pessoas que arrenda o seu tempo à hora, a fazer um trabalho de m*rda mas que tem de ser feito. E quanto maior for este monte indiferenciado de recursos humanos, menor o poder de negociação e piores as condições de trabalho. Para rematar, os problemas têm origem num misto de falta de regulação, falra de iniciativa individual e incentivos desalinhados. A resposta a estes problemas não é, certamente, atirar o bebé com a água e acabar com o que de bom temos e que, apesar dos seus defeitos, levou a uma substancial e transversal melhoria das condições de vida em regimes capitalistas.
  10. Aqui está. O problema em relação aos bilionários é, no fundo, não saber o que são bilionários. A esmagadora maioria dos milionários e bilionários apenas o são no papel. E tu também o podes ser - abre um quiosque, dispersa o capital em várias frações e convence um dos teus amigos a dar 1 euro por 0.000001% do direito aos lucros futuros. Voilá, tornaste-te milionário!
  11. Porque não hão-de ser normalizados? Se fundam uma empresa e alguém está disposto a comprar ações que valorizam a empresa em mais de 1b, deveriam vender e doar tudo ao governo, e começar de novo?
  12. Tópico da Politica, Ambiente, Economia e 3ª Idade
  13. Então a COPCON era, na verdade, um grupo de copos para a malta de farda? De qualquer forma, esta ramificação da discussão não me interessa para nada, visto que consigo antecipar o que aí vem. A minha posição é simples, morreu um tipo que organizava atentados à bomba e foi, direta ou indiretamente responsável, pela morte de mais de uma dúzia de pessoas. Esta seria a minha posição, independentemente das afinidades políticas do homem. Tu achas que o assunto é mais complexo porque o tipo até era bem intencionado. Tudo bem, fica registado!
  14. Ui, eu não caio tão facilmente na armadilha da apologia ao Estado Novo o Otelo e companhia tiveram cerca de um ano para mostrar, na prática, quais eram as suas intenções. Se encontram algo de positivo e inspirador nesse período para lá da queda do regime anterior, então porreiro! Não deixem que a minha posição sobre o tema seja um entrave a que seja derramada uma lágrima pelo grande capitão!
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