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Meteorologia e outros fenómenos naturais

Publicações recomendadas

Citação de kareca, há 13 horas:

Resultados mais do que expectáveis. Aliás, fico até admirado de não tentarem sonegar o problema de 99% dos incêndios terem causas humanas, sejam elas intencionais ou negligentes.

Para haver um incêndio natural tem que ocorrer uma descarga e, por isso, estão quase exclusivamente associados a tempestades elétricas. E nós, em Portugal, é extremamente raro termos esses fenómenos capazes de desencadear incêndios.

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Um pouco off-topic mas um dos maiores incêndios que tivemos no PNPG nos últimos anos (fora este), foi uma senhora que, para afastar o porco bravo dos seus terrenos cheios de milho, espalhou velas pelo campo cheio de milho seco. Óbvio que de noite o vento tombou as velas e ardeu tudo

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Citação de bug, há 13 horas:

Quais são as vossas teorias em relação aos incêndios? É quase tudo fogo posto? Por razões económicas?

Por acaso na minha zona ouvi falar de um "miúdo" (é um adulto, mas com problemas) que ateava fogos apenas pela excitação de ouvir as sirenes e ver as luzes.

Um país de incendiários: retrato dos que fazem arder Portugal

Não ouvi esta versão podcast, mas a versão transcrita no Expresso de há umas semanas foi uma leitura interessante. Muitas vezes é falta de conhecimento/bom senso (ainda agora vimos isso no fogo de artifício), outras é vingança, também há casos de depressão, entre outros fatores.

Editado por O Pastel

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Mirandela também foi a mesma coisa, anteciparam para as 23.30

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Citação de Ghelthon, há 1 hora:

Uma que eu adoro é a desculpa do "e depois a indústria da pirotecnia????".

Mas sim, proibir fogo de artifício nos meses de Verão era para ontem.

Eu proibia fogos de artifício o ano inteiro 

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Citação de Vaart10, há 19 horas:

Há alguma explicação por estarem a haver tantos incêndios a Norte? 

Sobre o insulto gratuito da TVI ao Norte de Portugal – Aventar

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Citação de Ion Timofte, há 2 horas:

Sobre o insulto gratuito da TVI ao Norte de Portugal – Aventar

Estás mais certo do que pensas, na verdade.

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Prisão preventiva para incendiários de Cinfães, Maia e Felgueiras

Dois dos suspeitos nunca tinham sido detidos por crimes de incêndio florestal. Os incêndios ocorreram durante o período de maior calor deste verão e podiam ter tomado piores proporções

Três alegados incendiários detidos esta semana pela PJ ficaram em prisão preventiva, apurou o Expresso junto da Judiciária. Os três homens são suspeitos de terem ateado fogos em Cinfães, Maia e Felgueiras, nas zonas do Norte do país. Os incêndios ocorreram durante o período de maior calor deste verão.

Na quinta-feira, a PJ deteve um suspeito de 25 anos por um crime de incêndio florestal, ocorrido no dia anterior em Cinfães. A ignição foi provocada com chama direta e e o fogo teve uma rápida progressão, criando perigo numa vasta área florestal, bem como para várias residências perto da mancha florestal.

E só não teve maior repercussão por ter sido detetado rapidamente e combatido de forma célere pelos Bombeiros de Cinfães e populares.

A motivação para a prática do crime foi devido a uma vingança, na sequência de uma discussão violenta que o suspeito, residente na área, teve no dia anterior com um vizinho. O homem não tinha antecedentes criminais.

No mesmo dia, a Judiciária apanhou um suspeito de 48 anos, que terá cometido pelo menos um incêndio florestal, ocorrido a 30 de julho, na localidade de Moreira na Maia.

O detido usou um isqueiro e folhas de papel para potenciar o desenvolvimento e teve uma rápida progressão, considerando o índice de perigo elevado de incêndio florestal naquela área. Esteve em perigo uma mancha florestal significativa, bem como várias instalações industriais existentes naquela zona.

E também só não foi mais grave porque foi rapidamente combatido pelos bombeiros locais. Também este suspeito não tinha antecedentes de fogo posto.

No dia anterior, tinha sido detido um homem de 49 anos que terá sido o autor de dois incêndios, que lavraram a 3 de agosto, na localidade de Macieira da Lixa e Caramos, em Felgueiras.

Também destas vezes, as ignições foram provocadas com recurso a chama direta e tiveram uma rápida progressão, tendo consumido cerca de 1,5 hectares de eucaliptos e arbustos. E colocaram em risco uma vasta área de floresta e casas nas imediações.

 

https://expresso.pt/sociedade/justica/2025-08-08-prisao-preventiva-para-incendiarios-de-cinfaes-maia-e-felgueiras-b927c05e?utm_source=expresso&utm_medium=root&utm_campaign=WEB&utm_content=/sociedade/justica/2025-08-08-prisao-preventiva-para-incendiarios-de-cinfaes-maia-e-felgueiras-b927c05e

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Quando é que isto muda? 38~40 graus todos os dias já cansa.

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Citação de Bashir, há 4 minutos:

Quando é que isto muda? 38~40 graus todos os dias já cansa.

 

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Ontem numa daquelas conversas de aldeia entre vizinhos depois de por o sol uma pessoa "bem conectada" (das pessoas de pequenas zonas que toda a gente conhece e que sabe tudo o que se passa na cidade) disse me que num destes incêndios no Alvão a GNR estava na parte superior de uma encosta e um (censurado) estava mais embaixo a atear o fogo. Epá eu já tive mais longe de pedir penas mais " radicais" para estes gajos. Porque as desculpas de "são maluquinhos que gostam de ver fogo" ou que tem problemas com bebidas já estão a ficar velhas. 

Editado por Lage_Effect

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Citação de Lage_Effect, há 5 minutos:

Epá eu já tive mais longe de pedir penas mais " radicais" para estes gajos.

Queres exemplificar que penas radicais seriam essas? Cortar as mãos? A cabeça?

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Citação de HappyKing, há 2 minutos:

Queres exemplificar que penas radicais seriam essas? Cortar as mãos? A cabeça?

Tiro neles. Chamem-me radicalista e por ai  fora mas para mim malta que pega fogo a tudo sem pensar nem se importar nas consequencias e mete vidas e casas em risco faz tanta falta neste país como a fome. 

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Citação de Lage_Effect, há 9 minutos:

Tiro neles. Chamem-me radicalista e por ai  fora mas para mim malta que pega fogo a tudo sem pensar nem se importar nas consequencias e mete vidas e casas em risco faz tanta falta neste país como a fome. 

Eu não chamo nada. O populismo penal/a justiça punitivista não é uma novidade. Pelo contrário, a sociedade evoluiu - ou regrediu, segundo o teu ponto de vista aparente - de lá. Secalhar, com a ordem mundial atual, para lá voltaremos. 

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Citação de Lage_Effect, há 1 hora:

Ontem numa daquelas conversas de aldeia entre vizinhos depois de por o sol uma pessoa "bem conectada" (das pessoas de pequenas zonas que toda a gente conhece e que sabe tudo o que se passa na cidade) disse me que num destes incêndios no Alvão a GNR estava na parte superior de uma encosta e um (censurado) estava mais embaixo a atear o fogo. Epá eu já tive mais longe de pedir penas mais " radicais" para estes gajos. Porque as desculpas de "são maluquinhos que gostam de ver fogo" ou que tem problemas com bebidas já estão a ficar velhas. 

Uma doença reconhecida é uma desculpa que está a ficar velha? 

Estamos a regredir como sociedade e a uma velocidade vertiginosa.

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Há muitas medidas que podem e devem ser aplicadas, entre elas penas mais severas para esses crimes. São actos com consequências bem graves, quanto mais não seja para a natureza, e não me parece que a moldura penal seja adequada - até pelo quanto Portugal sofre com isso. Estou longe de ser especialista na área, mas faz-me sentido que a Justiça seja plástica e se molde às dinâmicas do país.

Mas há outras medidas super importantes também, que não afectam só quem ateia os fogos. Proibir negociação de lenha queimada seria um óptimo exemplo. Ser o Estado a tratar das reflorestações, mesmo em terrenos privados, mas com pés e cabeça (eucaliptos e pinheiros bravos, não obrigado).

Além disso, parece haver a estes incêndios um denominador comum: falta de organização. E isso parece-me que vem das quintinhas que temos neste país. Protecção Civil, GNR, Bombeiros, etc. Sei lá quantos cargos e entidades estão nesses organigramas todos. Temos Bombeiros. Temos sapadores. Temos GIPS. Temos bombeiros que não agem sem ordens superiores. Temos populações que reportam que os bombeiros não lançaram uma gota de água às chamas. Temos imagens do quão perto o fogo chega às casas.

Os bombeiros são o elo mais fraco nisto tudo, e não se lhes pode pedir que façam mais. Para mim, um bombeiro arrisca mais a vida do que um GNR ou um PSP, e portanto faz-me completo sentido que sejam profissionalizados. Não todos, claro. Mas uma larga percentagem. Os que não são, que recebam um subsídio acrescido de risco nesta altura. Do que sei, recebem 80 e tal euros por cada 24 horas, sendo que só podem fazer 2 dias seguidos. É insano.

Portugal é um país de ridículo. Não se faz nada. Somos anualmente o país europeu com mais área ardida, sendo também um dos mais pequenos em área. De legislatura em legislatura, a oposição tem as soluções todas para as falhas do governo. Depois chegam ao governo, e o problema continua. Menos foco no combate, mais foco na prevenção.

Editado por Ghelthon
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Citação de Ghelthon, há 2 minutos:

Mas há outras medidas super importantes também, que não afectam só quem ateia os fogos. Proibir negociação de lenha queimada seria um óptimo exemplo. Ser o Estado a tratar das reflorestações, mesmo em terrenos privados, mas com pés e cabeça (eucaliptos e pinheiros bravos, não obrigado).

Parece fácil, não é?

Depois lembro-me disto.

Citação de Ghelthon, há 2 minutos:

Portugal é um país de ridículo.

 

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Citação de Ghelthon, há 2 minutos:

e não me parece que a moldura penal seja adequada

Adequada com base em quê/por comparação a quê ou quem?

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Citação de Hammerfall, Agora:

Parece fácil, não é?

Depois lembro-me disto.

Fácil não é. Havendo vontade política, seria mais fácil. Mas pá, tens uma capital de distrito com fogo literalmente à porta, pertinho até de um hospital, e nem uma palavra do Governo. É só um exemplo da tal falta de vontade política.

Odeio pessoas que decidem coisas que desconhecem sentadas num gabinete qualquer em Lisboa. E aqui parece-me sempre ser o caso. Raramente se ouve os especialistas, aqueles que passam horas a fio a pregar aos peixes nos canais noticiosos por estes dias.

Citação de HappyKing, Agora:

Adequada com base em quê/por comparação a quê ou quem?

Com base no quanto o país sofre com isso. Mas quem diz fogo posto diz outros flagelos que são prementes no país, por exemplo violência doméstica.

Um exemplo paradigmático é o daquele engenheiro electrotécnico que levou 25 anos por ter ateado uma série de fogos com engenhos mais avançados, mas depois tiraram-lhe 7. Tens malta condenada a pena suspensa.

Estou longe de embarcar na cena do "era atá-los a um pinheiro e deixá-los arder lá no fogo", mas não me parece mal agravar as penas para estes crimes, até tratar como uma forma de terrorismo doméstico.

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Citação de Ghelthon, Agora:

Fácil não é. Havendo vontade política, seria mais fácil.

Seria, não seria...

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Citação de Ghelthon, há 16 minutos:

Com base no quanto o país sofre com isso. Mas quem diz fogo posto diz outros flagelos que são prementes no país, por exemplo violência doméstica.

Assumo que esse raciocínio funcione, por coerência, nos dois sentidos. 

Isto é: se o país sofresse pouco com a violência doméstica -  vamos imaginar um caso a cada dois anos - defendes que a pena associada a esse crime seja reduzida para serviço comunitário ou alguns dias/meses de prisão dado que afetaria, nesse caso, pouco o país? Ou, nesse caso, mesmo o crime afetando pouco o país já não se justificaria analisar o quanto adequada era com base na incidência no país?

Editado por HappyKing

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