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Goku

Governo propõe acabar com os feriados de 5 de Outubro e 1 de Dezembro

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Da maneira que foi feita? :lol:

Não, black, mas é um princípio que acho essencial e que surgiu, em Portugal, com a Constituição de 1911. Eu sei que a 1ª República foi uma desgraça completa, mas existem vários aspectos que surgiram aí e que, apesar de não terem sido perfeitos na altura (longe disso, aliás), são princípios marcantes. E acho que é bom celebrá-los.

 

A educação pública.

Também, nem me tinha lembrado.

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A educação pública.

 

 

 

Mas o facto de acabar com o feriado implica voltar ao regime anterior ao que passou a existir na data que se comemora?

 

Sendo assim já percebi a lógica da escolha do Governo. Acaba-se com o 5 de Outubro para voltarmos à monarquia e com o 1 de Dezembro para voltarmos a ser governados por espanhóis. Os malandros... :cadeirada:

 

king_juan_carlos_and_queen_sofia_of_spain.jpg

 

:prayer:

 

Até era uma ideia interessante! Ao menos o chupista era sempre o mesmo, e concerteza tendo toda a vida para encher o bolso, não precisava de deixar o pais na miseria em 4 anos!!

 

não digas mais nada...que eu até te tenho em boa conta e não quero que estragues tudo, pfv.

 

Estou surpreendido! Alguem me tem em boa conta! :mrgreen:

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Não cortava nenhum a não ser o 10 de Junho, para mudar o dia de Portugal para 5 de Outubro, o dia do tratado de Zamora.

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Isto de viver num país em que se diz sim à Igreja por tudo e por nada é engraçado. Gostava de saber porque motivo eu, ateu, ou qualquer outra pessoa que não tenha afiliação pela Igreja Católica deve gozar de um dia sem trabalho relativamente a algo em que não acredito?

 

Eu acredito na República, no 25 de Abril, em outras datas históricas do país, pois sei que são datas que comemoram eventos históricos. Que mudaram a história do nosso país, o que me dá o 1 de Novembro todos os anos? Falo no 1 de Novembro como podia falar do Natal, mas aí já é outra história. Estas justificações das raízes culturais dos países é uma idiotice.

 

A separação do Estado e da Igreja devia respeitar-se também a este nível, se há liberdade religiosa então não pode haver celebração de apenas datas de uma religião apesar desta representar, é verdade, 90% da população que tem uma devoção religiosa.

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Pegando no post acima, seria bem mais interessante dar a escolher ao trabalhador quais os feriados que pretendia celebrar, com um X numero máximo. Assim ficavam todos felizes!

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Isto de viver num país em que se diz sim à Igreja por tudo e por nada é engraçado. Gostava de saber porque motivo eu, ateu, ou qualquer outra pessoa que não tenha afiliação pela Igreja Católica deve gozar de um dia sem trabalho relativamente a algo em que não acredito?

 

Eu acredito na República, no 25 de Abril, em outras datas históricas do país, pois sei que são datas que comemoram eventos históricos. Que mudaram a história do nosso país, o que me dá o 1 de Novembro todos os anos? Falo no 1 de Novembro como podia falar do Natal, mas aí já é outra história. Estas justificações das raízes culturais dos países é uma idiotice.

 

A separação do Estado e da Igreja devia respeitar-se também a este nível, se há liberdade religiosa então não pode haver celebração de apenas datas de uma religião apesar desta representar, é verdade, 90% da população que tem uma devoção religiosa.

 

Mas alguém te obriga a comemorar o que quer que seja nos feriados? Tens toda a liberdade para fazeres o que te apetecer nesses dias. Até podes ir trabalhar se quiseres.

 

Tu acreditas na República e no 25 de Abril e achas mal que existam feriados religiosos porque és ateu. Serás capaz de explicar, sendo assim, porque é que um monárquico tem que gozar o feriado da implantação da república? Ou porque raio um imigrante fica dispensado de trabalhar no dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas? Ou porque é que os patrões e empresários em geral descansam no Dia do Trabalhador?

 

E quanto ao menosprezo em relação às raízes culturais dos povos é apenas triste...

 

Pegando no post acima, seria bem mais interessante dar a escolher ao trabalhador quais os feriados que pretendia celebrar, com um X numero máximo. Assim ficavam todos felizes!

 

13, os feriados não se limitam a representar dias em que os trabalhadores podem ficar em casa a descansar. É muito mais do que isso. Por mais desvirtuados que eles estejam, significam muito mais do que isso. É a celebração de um povo e da sua história. Não são apenas dias para ficar a coçá-los em casa...

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Mas alguém te obriga a comemorar o que quer que seja nos feriados? Tens toda a liberdade para fazeres o que te apetecer nesses dias. Até podes ir trabalhar se quiseres.

 

Tu acreditas na República e no 25 de Abril e achas mal que existam feriados religiosos porque és ateu. Serás capaz de explicar, sendo assim, porque é que um monárquico tem que gozar o feriado da implantação da república? Ou porque raio um imigrante fica dispensado de trabalhar no dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas? Ou porque é que os patrões e empresários em geral descansam no Dia do Trabalhador?

 

E quanto ao menosprezo em relação às raízes culturais dos povos é apenas triste...

Desculpa se as raízes culturais de um país se entre-cruzam com uma religião isso sim é triste. O país vale mais do que isso.

 

Ninguém me obriga a comemorar, isso é óbvio. Mas nem foi isso que eu disse. A celebração nacional de um dia de uma determinada religião com direito a pausa na maioria dos serviços é um insulto para quem não é dessa religião. Um muçulmano terá também direito aos seus feriados religiosos? Ou são cidadãos de segunda?

 

O Monárquico não é obrigado a celebrar a Implatação da República tal como eu não sou obrigado a comemorar os feriados religiosos. Feriados que se referem à religião são distintos dos feriados históricos ou de natureza política. Há diversas religiões no nosso país, como também como há quem não acredite em nenhuma delas. Eu vivo neste país e tenho de respeitar a Constituição, e aí é dito que Portugal é uma República, é um estado de direito democrático. Como também há o respeito à liberdade religiosa. O que não é observado se toda a população é obrigada a respeitar um dia de pausa no trabalho (na grande maioria dos casos) porque uma religião tem uma data importante. E que segundo os governantes merece ser comemorada. E o principal problema é mesmo o "merecer". Porque a grande maioria das pessoas é seguidora de uma religião então datas de importância para essa religião merecem destaque nacional? Eu não acredito que assim seja, há que respeitar quem acredita ou não em outras possibilidades.

 

Mas isso do Cristianismo é engraçado, porque se formos ver bem não haverá um Cristão em Portugal, e contam-se às centenas os que haverão no mundo. É mais uma mentira contada uma vez atrás da outra, basta veres o número de pessoas que ficaram felizes com a morte do Osama Bin Laden quando Jesus Cristo dizia que deve-se amar o inimigo. O mesmo se aplica ao Khadaffi, etc.

 

Tal como eu não quero saber minimamente no 1 de Novembro também não quero saber de todos os feriados religiosos. Porque para mim não me significam nada. E tenho o direito de não me importar com eles mas respeitar a liberdade religiosa dos outros, mas se me sinto afectado pelo que os outros acreditam ou deixam de acreditar aí sim não há liberdade religiosa. Ou se permitem feriados para todas as religiões, e isto enquadrado dentro da Lei da Liberdade Religiosa, ou então não há feriados para nenhum credo.

Editado por George Carlin

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Mas alguém te obriga a comemorar o que quer que seja nos feriados? Tens toda a liberdade para fazeres o que te apetecer nesses dias. Até podes ir trabalhar se quiseres.

 

Tu acreditas na República e no 25 de Abril e achas mal que existam feriados religiosos porque és ateu. Serás capaz de explicar, sendo assim, porque é que um monárquico tem que gozar o feriado da implantação da república? Ou porque raio um imigrante fica dispensado de trabalhar no dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas? Ou porque é que os patrões e empresários em geral descansam no Dia do Trabalhador?

 

E quanto ao menosprezo em relação às raízes culturais dos povos é apenas triste...

 

 

 

13, os feriados não se limitam a representar dias em que os trabalhadores podem ficar em casa a descansar. É muito mais do que isso. Por mais desvirtuados que eles estejam, significam muito mais do que isso. É a celebração de um povo e da sua história. Não são apenas dias para ficar a coçá-los em casa...

Pois é. Por isso é que disse "celebrar". A não ser que aches que só se for o Estado e a Igreja a mandarem é que a coisa tem significado... Que resposta mais nonsense! :rolleyes:

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Um muçulmano tem direito a dispensa do trabalho nos seus dias Santos, sim

Sim. Não foi isso que eu disse. O que eu digo é que essas datas tais como as Cristãs ou são comemoradas nacionalmente ou não.

 

"Ah mas eles são 5 mil e nós 9 milhões." Não interessa. A liberdade religiosa deveria equiparar religiões com igual credibilidade. (o que no fundo, no fundo, tende para o zero)

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São comemoradas nacionalmente, claro. Mas como eles são uma porção ínfima da nosso população, nem se nota

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São comemoradas nacionalmente, claro. Mas como eles são uma porção ínfima da nosso população, nem se nota

Volto a repetir, devo estar a expressar-me erradamente, eles comemoram nacionalmente, isso é claro. O que eu me refiro é que seja comemorado pelos órgãos nacionais ou com feriado ou com a presença de órgãos de poder nessas celebrações. O que eu defendo é a inexistência de feriados religiosos porque acho um atentado à liberdade religiosa pois apenas existem para uma religião. Agora se existem tem de existir também celebrações que respeitem outras religiões.

 

E não digo qualquer religião, basta consultares a Lei da Liberdade Religiosa para saberes como funcionam os estatutos das religiões em Portugal.

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Desculpa se as raízes culturais de um país se entre-cruzam com uma religião isso sim é triste. O país vale mais do que isso.

 

Ninguém me obriga a comemorar, isso é óbvio. Mas nem foi isso que eu disse. A celebração nacional de um dia de uma determinada religião com direito a pausa na maioria dos serviços é um insulto para quem não é dessa religião. Um muçulmano terá também direito aos seus feriados religiosos? Ou são cidadãos de segunda?

 

O Monárquico não é obrigado a celebrar a Implatação da República tal como eu não sou obrigado a comemorar os feriados religiosos. Feriados que se referem à religião são distintos dos feriados históricos ou de natureza política. Há diversas religiões no nosso país, como também como há quem não acredite em nenhuma delas. Eu vivo neste país e tenho de respeitar a Constituição, e aí é dito que Portugal é uma República, é um estado de direito democrático. Como também há o respeito à liberdade religiosa. O que não é observado se toda a população é obrigada a respeitar um dia de pausa no trabalho (na grande maioria dos casos) porque uma religião tem uma data importante. E que segundo os governantes merece ser comemorada. E o principal problema é mesmo o "merecer". Porque a grande maioria das pessoas é seguidora de uma religião então datas de importância para essa religião merecem destaque nacional? Eu não acredito que assim seja, há que respeitar quem acredita ou não em outras possibilidades.

 

Mas isso do Cristianismo é engraçado, porque se formos ver bem não haverá um Cristão em Portugal, e contam-se às centenas os que haverão no mundo. É mais uma mentira contada uma vez atrás da outra, basta veres o número de pessoas que ficaram felizes com a morte do Osama Bin Laden quando Jesus Cristo dizia que deve-se amar o inimigo. O mesmo se aplica ao Khadaffi, etc.

 

Tal como eu não quero saber minimamente no 1 de Novembro também não quero saber de todos os feriados religiosos. Porque para mim não me significam nada. E tenho o direito de não me importar com eles mas respeitar a liberdade religiosa dos outros, mas se me sinto afectado pelo que os outros acreditam ou deixam de acreditar aí sim não há liberdade religiosa. Ou se permitem feriados para todas as religiões, e isto enquadrado dentro da Lei da Liberdade Religiosa, ou então não há feriados para nenhum credo.

 

1º parágrafo: a religião está presente na humanidade desde os primórdios da civilização. E há quem diga que até antes disso. Os países fundaram-se tendo a religião como pedra basilar. A cultura dos povos e as suas raízes são indissociáveis da religião. És livre para te sentires desiludido com esse facto, para te sentires desanimado com a História Universal da humanidade, para julgares que o mundo poderia e deveria ter evoluído de outra forma. Mas não aconteceu. Evoluiu assim. É um dado.

 

2º parágrafo: tu tens a certeza que não estás a fazer confusão com o conceito de liberdade religiosa? A existência de liberdade religiosa não implica que todas as religiões tenham, obrigatoriamente, de ser tratadas de forma igual. Implica que qualquer pessoa é livre de professar a religião que muito bem entender. E é livre de não professar qualquer religião. É um conceito completamente diferente. E por muito que te chateie, o facto da maioria das pessoas num determinado país professar uma religião é decisivo para a existência de direitos e regalias acrescidos como, por exemplo, a existência de feriados comemorativos das datas mais relevantes do calendário dessa religião. Não são esses, em boa verdade, os pressupostos de um regime democrático?

 

3º parágrafo: não te aventures por caminhos que desconheces. Corres o risco de dizer disparates. De onde te vem a habilitação para falar sobre os fundamentos do cristianismo?

 

4º parágrafo: tive muita dificuldade em compreender o teu raciocínio. Tu estás a dizer que se te sentires afectado por aquilo em que os outros acreditam não há liberdade religiosa? Sou obrigado a dar-te razão. Porque estás, então, a definir-te como intolerante. Se te incomodam os credos religiosos és tu que não estás a aplicar a liberdade religiosa que os outros têm tal como estipula a Constituição do país em que resides. E volto a dizer que essa conversa de "ou há para todos ou não há para nenhum" é um tiro ao lado. Havia de ser bonito ver isso aplicado em outras organizações. Imagina o PCTP/MRPP a alegar que "ou se permitem deputados para todos os partidos ou não há para nenhum"! E já para não falar do Governo. Se calhar devia ser instituído um método que faria rodar o Governo por todos os partidos registados em Portugal. Algo como um ano a cada. Seria engraçado, sem dúvida...:lol:

 

Volto a repetir, devo estar a expressar-me erradamente, eles comemoram nacionalmente, isso é claro. O que eu me refiro é que seja comemorado pelos órgãos nacionais ou com feriado ou com a presença de órgãos de poder nessas celebrações. O que eu defendo é a inexistência de feriados religiosos porque acho um atentado à liberdade religiosa pois apenas existem para uma religião. Agora se existem tem de existir também celebrações que respeitem outras religiões.

 

E não digo qualquer religião, basta consultares a Lei da Liberdade Religiosa para saberes como funcionam os estatutos das religiões em Portugal.

 

Tu estás a fazer uma confusão tremenda entre Liberdade Religiosa e Equidade Religiosa.

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Pois é. Por isso é que disse "celebrar". A não ser que aches que só se for o Estado e a Igreja a mandarem é que a coisa tem significado... Que resposta mais nonsense! :rolleyes:

 

Provavelmente fui eu que não percebi à primeira o sentido do teu post.

 

Tu estás, então, a dizer que se deveria manter a totalidade dos feriados mas limitar o número daqueles a que os trabalhadores teriam direito para descanso (e celebração, naturalmente), ficando estes à escolha do próprio trabalhador? É uma ideia com piada. Tem potencial... O problema é que os trabalhadores na sua esmagadora maioria iriam escolher para não serem gozados como feriado o Domingo de Páscoa e os 3 ou 4 que todos os anos calham aos fins de semana...:D

Editado por Descartes

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Provavelmente fui eu que não percebi à primeira o sentido do teu post.

 

Tu estás, então, a dizer que se deveria manter a totalidade dos feriados mas limitar o número daqueles a que os trabalhadores teriam direito para descanso (e celebração, naturalmente), ficando estes à escolha do próprio trabalhador? É uma ideia com piada. Tem potencial... O problema é que os trabalhadores na sua esmagadora maioria iriam escolher para não serem gozados como feriado o Domingo de Páscoa e os 3 ou 4 que todos os anos calham aos fins de semana...:D

Sim, isso. E nem toda a gente folga ao fim-de-semana. Há milhares de pessoas a trabalhar com folgas rotativas e que nem sabem o que é ficar um domingo em casa com a família. E nesse exemplo poder-se-ia colocar um limite mínimo, igualmente.

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1º parágrafo: a religião está presente na humanidade desde os primórdios da civilização. E há quem diga que até antes disso. Os países fundaram-se tendo a religião como pedra basilar. A cultura dos povos e as suas raízes são indissociáveis da religião. És livre para te sentires desiludido com esse facto, para te sentires desanimado com a História Universal da humanidade, para julgares que o mundo poderia e deveria ter evoluído de outra forma. Mas não aconteceu. Evoluiu assim. É um dado.

 

Concordo que primitivamente a religião tenha servido de pedra basilar. Agora sendo nós uma civilização evoluída acho que já ultrapassámos a barreira de credos e fé sem sentido e qualquer base cientifica para além de um livro de metáforas e fábulas. Afinal de contas grande parte da população mundial ainda acredita no homem visível que vive no céu quando há absolutamente prova nenhuma que ele existe. E agora tu dizes-me que também não há prova que ele não existe, ora, também não existem provas que não há cães castanhos com quadrados amarelos.

 

2º parágrafo: tu tens a certeza que não estás a fazer confusão com o conceito de liberdade religiosa? A existência de liberdade religiosa não implica que todas as religiões tenham, obrigatoriamente, de ser tratadas de forma igual. Implica que qualquer pessoa é livre de professar a religião que muito bem entender. E é livre de não professar qualquer religião. É um conceito completamente diferente. E por muito que te chateie, o facto da maioria das pessoas num determinado país professar uma religião é decisivo para a existência de direitos e regalias acrescidos como, por exemplo, a existência de feriados comemorativos das datas mais relevantes do calendário dessa religião. Não são esses, em boa verdade, os pressupostos de um regime democrático?

 

Não estou a fazer confusão. Sei perfeitamente que a liberdade religiosa implica que cada um possa praticar o seu credo. Os pressupostos de um regime democrático é a igualdade perante a lei, a possibilidade do recurso ao tribunal e com isso ser julgado de acordo com a lei e os seus principios, o principio da legalidade dos actos do Governo e dos restantes órgãos do poder. Se queres confundir o conceito de democracia estás à vontade. Recomendo-te a consultar o livro sobre a Religião no Estado Democrático. E em Portugal estamos num regime de cooperação com a Igreja Católica. E diz-me tu se isso é assim de tanta liberdade quando o Estado impõe a todos os novos cidadãos deste país que sejam comemorados datas de uma determinada religião....

 

3º parágrafo: não te aventures por caminhos que desconheces. Corres o risco de dizer disparates. De onde te vem a habilitação para falar sobre os fundamentos do cristianismo?

 

Não violo crianças mas ainda sei umas coisas porque efectivamente li sobre o que falo. É uma coisa que falta a tanta gente que atira-se aos outros sem saber minimamente ao que se refere.

 

4º parágrafo: tive muita dificuldade em compreender o teu raciocínio. Tu estás a dizer que se te sentires afectado por aquilo em que os outros acreditam não há liberdade religiosa? Sou obrigado a dar-te razão. Porque estás, então, a definir-te como intolerante. Se te incomodam os credos religiosos és tu que não estás a aplicar a liberdade religiosa que os outros têm tal como estipula a Constituição do país em que resides. E volto a dizer que essa conversa de "ou há para todos ou não há para nenhum" é um tiro ao lado. Havia de ser bonito ver isso aplicado em outras organizações. Imagina o PCTP/MRPP a alegar que "ou se permitem deputados para todos os partidos ou não há para nenhum"! E já para não falar do Governo. Se calhar devia ser instituído um método que faria rodar o Governo por todos os partidos registados em Portugal. Algo como um ano a cada. Seria engraçado, sem dúvida...:lol:

 

Não é uma questão de intolerância, Decartes. Eu não me sinto incomodado pelo islamismo, pelo cristianismo, pelo judaísmo, e seja qual for o credo das outras pessoas. Queres novamente misturar alhos com bugalhos? Eu sei que em Portugal é hábito a política e a religião andarem de braços dados mas não cometas o mesmo erro dos governantes. A rotatividade e igual oportunidade para os partidos políticos existe na Constituição da República Portuguesa mas existe igualmente eleições para determinar quem detém o poder. E agora dizes-me que a grande maioria da população também quer os feriados religiosos, certo, mas isso não faz deles correctos. Basta olhares para um tal Adolf que também chegou ao poder e era muito cristão.

 

Tu estás a fazer uma confusão tremenda entre Liberdade Religiosa e Equidade Religiosa.

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Há também uma questão que não sei se não poderá ser importante.

Alguns feriados religiosos acabam por ser importantes para as economias locais. Nesses dias, cidades, vilas e aldeias são "invadidas" por turistas e visitantes que acabam por gastar dinheiro e ajudar os comerciantes.

 

Eu não tenho nada contra o fim de feriados religiosos mas alguns deles acabam por ultrapassar a sua religiosidade.

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Eu nem sou a favor dos feriados. Preferia ter um dia de Portugal, que para mim é a única coisa que deveria justificar um feriado. Onde se refeririam todos os grandes feitos de portugueses desde 1143 até à actualidade. Já existem datas para isso, mas para mim conjugavam tudo no mesmo dia.

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Ah, entao a verdadeira questão é que tu achas as pessoas religiosas uns patetas por acreditarem em algo que nao há provas de existência. Bem me pareceu logo desde início que o teu problema estava aí.

Editado por smashing_pumpkin

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Ah, entao a verdadeira questão é que tu achas as pessoas religiosas uns patetas por acreditarem em algo que nao há provas de existência. Bem me pareceu logo desde início que o teu problema estava aí.

Não. Eu acho que acreditam no que bem entenderem, tenho de o respeitar, mas não considero que seja verdade o que acreditam. A questão aqui é a igualdade e liberdade religiosa que não existe em Portugal.

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Então, mas não é isso o que significa liberdade religiosa ? O facto de seres livre de professares a fé que quiseres, sem que sejas coagido a acreditar naquilo que o Estado ou outra entidade considera como sendo verdade "teológica".

 

E não há igualdade de oportunidade para todas as religiões porque motivo? Claro que a Igreja Católica manterá o seu domínio em Portugal se continuarmos a celebrar apenas datas dessa religião. É óbvio. Não digas que isso é cultura porque impingir aos cidadãos crenças vai contra precisamente a liberdade religiosa.

 

Havendo feriados religiosos, eu diria que é mais por uma questão de tradição, cultural se preferirmos, do que propriamente um prestar de vassalagem do nosso estado a Igreja Católica, resultando assim num desprezo pelos outros credos religiosos ( não podemos é esquecer da concordata que o nosso querido D.Barroso assinou em 2004 com a Santa Sé, parece que esse documento tem dado algum poder negocial a Igreja nesta discussão toda sobre o fim de certos feriados). Em suma , não vejo em que medida um feriado desta natureza atenta contra a liberdade religiosa de um cidadão português :wink:

 

Afecta pois ao celebrares datas cristãs estás a colocar em destaque uma religião em detrimento de outras. Ou há por exemplo um feriado como seria o caso do Natal em que é de uma religião como a cristã e haveria outros feriados para as restantes religiões. Eu até sou a favor de não haver nenhum, mas se há, abre-se a porta para que haja mais...

 

Dizer que é uma questão de cultura os feriados religiosos também é mentira. Tal como a questão das touradas. Só porque se repete ao longo do tempo não quer dizer que essa prática seja a correcta ou não.

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Mas um Muçulmano pode celebrar livremente o seu feriado religioso, assim como o Judeu, o Budista e qualquer outra pessoa de qualquer outra religião. Como no nosso país existe uma maioria significativa de pessoas cristãs, claro que se vai sentir mais os feriados cristãos. E o Natal já ultrapassou em muito o seu significado religioso

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Mas um Muçulmano pode celebrar livremente o seu feriado religioso, assim como o Judeu, o Budista e qualquer outra pessoa de qualquer outra religião. Como no nosso país existe uma maioria significativa de pessoas cristãs, claro que se vai sentir mais os feriados cristãos. E o Natal já ultrapassou em muito o seu significado religioso

O que eu defendo é que não existam feriados religiosos pois estás a impor a novas gerações e às actuais uma fé que pode não ser a deles. Daí que a igualdade de oportunidades para as religiões seria a meu ver o mais correcto, eu não acredito em nenhuma, mas nunca senti ao longo da minha infância e adolescência a possibilidade de uma outra religião que não o Cristianismo em Portugal.

 

E isso não pode ser cultura. Tem que haver oportunidade para outras religiões que merecem igual respeito.

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