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Gavazzo

Sporting - Presidência, SAD e Análises Financeiras

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Citação de EasyGoing, há 1 minuto:

É um termo económico, basta pesquisar

Foi uma tentativa de piadola, don't worry :mrgreen: 

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Citação de Carlos Gouveia, há 20 horas:

Sim, mas o Wendel, o Vietto e o Acuña saíram. Portanto o plantel como um todo desvalorizou. Estou a perder o teu ponto e provavelmente a culpa é minha 😁

então por partes:

1- o valor contabilistico de um jogador não tem nada a ver com a valorização desportiva tipo transfermaket. por exemplo o valor contabilistico de um jogador comprado por 10M e que ganha 2M brutos por ano num contrato de 5 anos, ao fim de 2 anos é composto pela:

i) vertente passe: 10M/5anos = 2M por ano de depreciação, como passaram 2 anos só vale 6

ii) vertente salários: ganha 2M por ano, faltam 3 anos, daqui vale mais 6

portanto o valor contabilistico é 12, se for vendido por 11 causa um impacto directo nos resultados de -1M, apesar de ser vendido por mais do que foi comprado

2- se demos prejuizo, e o passivo baixou, significa que o activo baixou ainda mais. prejuizo de 7 e baixamos o passivo em outros 7, o activo teve que baixar 14M. a menos que a noticia esteja a misturar passivo acumulado (transitado) com o prejuizo do exercicio (do ano)

3- o valor de caixa não interessa nada para os resultados, é um sintoma da saude do clube, só isso. por exemplo, se uma empresa comprar um carro por 10 e vender por 15, ganha 5. se pagou ou se recebeu é indiferente para o resultado de 5.

Citação de EasyGoing, há 9 horas:

Os salários são gasto, não são capitalizados.

tens a certeza que no futebol é assim? absoluta? 😎

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Citação de Cabeça de giz, há 22 minutos:

tens a certeza que no futebol é assim? absoluta? 😎

Epá, se não é, devia ser.

Primeiro, porque é essa a norma contabilística - podes capitalizar os custos de aquisição (neste caso, valor acordado de compra) e de colocar o bem pronto para uso (neste caso, valor pago a agentes e outros). Os montantes destas componentes devem ser fiavelmente mensuráveis.

Depois, porque o próprio R&C do Sporting diz isso:

"As aquisições acima identificadas não incluem valores variáveis de compra contingentes ao cumprimento de determinadas condições referentes à performance desportiva, individual e colectiva, dos jogadores e do Sporting e/ou % de mais-valias de transferências futuras – ver Nota 30.

Os "Outros encargos" referem-se a gastos relacionados com as aquisições de direitos económicos de jogadores, nomeadamente encargos com serviços de intermediação, prémios de assinatura de contratos, mecanismo de solidariedade, taxas federativas e outros encargos."

Por último, se existe uma rubrica de gastos com pessoal, e estão lá os gastos com remunerações da equipa de futebol, é impossível estarem capitalizados (ou são gasto, ou são activo).

 

Como exemplo, fui ver o detalhe de uma aquisição do ano (Sporar):

No R&C indica-se a aquisição de direitos desportivos no montante de 6M Euros + "outros encargos" de 500k Euros.

A comunicação à CMVMC foi "A Sporting Clube de Portugal - Futebol SAD informa, nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º-A do Código dos Valores Mobiliários, que chegou a acordo com o Športový Klub Slovan Bratislava para a transferência, a título definitivo, dos direitos do jogador Andraz Sporar, pelo montante fixo de € 6.000.000,00 (seis milhões de euros), tendo celebrado com o jogador um contrato de trabalho desportivo, válido por cinco épocas desportivas, no qual foi fixada uma cláusula de rescisão no valor de € 60.000.000,00 (sessenta milhões de euros)".

Ou seja, ou estás a dizer que nos 6M Euros estão lá já os ordenados de 5 anos + custo de aquisição; ou os custos de ordenados de 5 anos + empresário estão nos 500k Euros.

 

Não sei se estás a falar de prémios de renovação - esses sim, penso que podem ser capitalizados.

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Citação de EasyGoing, há 47 minutos:

Epá, se não é, devia ser.

Primeiro, porque é essa a norma contabilística

a norma contabilistica no futebol tem algumas nuances. por exemplo, tu podes ter uma reavaliação de um imobilizado, porque o mercado mudou, tiveste n propostas, ou contrataste uma consultora que fez um estudo de mercado. no futebol isso é expressamente proibido, no matter what. o exemplo mais usado: João Felix estava avaliado em 2M. Com base em quê, se não foi comprado? quando recusaram 60M foi reavaliado? não porque não é permitido. só aqui tens 2 realidades que não se aplicam na norma "normal" passe a redundância.

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Citação de EasyGoing, há 1 hora:

válido por cinco épocas desportivas

porque é que isso é comunicado? 😎

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Citação de Cabeça de giz, há 19 minutos:

a norma contabilistica no futebol tem algumas nuances. por exemplo, tu podes ter uma reavaliação de um imobilizado, porque o mercado mudou, tiveste n propostas, ou contrataste uma consultora que fez um estudo de mercado. no futebol isso é expressamente proibido, no matter what. o exemplo mais usado: João Felix estava avaliado em 2M. Com base em quê, se não foi comprado? quando recusaram 60M foi reavaliado? não porque não é permitido. só aqui tens 2 realidades que não se aplicam na norma "normal" passe a redundância.

Bold: acredito, confesso que não conheço profundamente este negócio.

Em empresas "normais", para reavaliares um bem, tens de reavaliar todos os bens dessa classe. Não raras vezes, as empresas optam por não o fazer porque o benefício não iria compensar os custos, deixando o bem como está. No futebol acredito que possa ser diferente - ou seja, ser proibido, como dizes. Ou então não estão para se chatear como nessas empresas.

O João Félix é um caso diferente, porque é jogador de formação. Os jogadores de formação são valorizados como um "trabalho para a própria empresa" ou um produto acabado: soma de vários inputs (horas-homem, gastos gerais de fabrico, matérias-primas, etc.) porque normalmente não têm custo de aquisição associado.

Mas então fiquei curioso: no exemplo do Sporar, onde estão capitalizados esses salários assumidos? E qual foi a contrapartida? E quais são os lançamentos futuros aquando processamento salarial?

 

Citação de Cabeça de giz, há 8 minutos:

porque é que isso é comunicado? 😎

Epá, sim. Comunicado à CMVMC e no R&C. Estás a dizer que o Sporting mente ao regulador e restantes stakeholders? Grave, no mínimo.

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Citação de EasyGoing, há 1 minuto:

Mas então fiquei curioso: no exemplo do Sporar, onde estão capitalizados esses salários assumidos? E qual foi a contrapartida? E quais são os lançamentos futuros aquando processamento salarial?

O que eu sei:

- não há nenhuma norma especifica para o futebol, aliás isso é uma reclamação há muito unanime em PT (desde o tempo dos POC) e na europa toda

- a regra é que podes aplicar qualquer norma desde que seja reconhecida no país em causa e (esta parte é das coisas que não percebo mas enfim) que não seja a excepção no teu ramo de actividade

- a grande maioria das SAD usam a IAS 38

- os salários, prémios de assinatura e comissões são considerados como custos de aquisição. por exemplo o porto no 1º ano do conceição não contratou ninguém e continuou a apresentar custos de aquisição. e que eram mais que as prestações de jogadores contratados em anos anteriores

 

Citação de EasyGoing, há 1 minuto:

Epá, sim. Comunicado à CMVMC e no R&C. Estás a dizer que o Sporting mente ao regulador e restantes stakeholders? Grave, no mínimo.

estás a ler o que queres e não o que está escrito. era uma pergunta "retórica" para perceberes o motivo de lá estar a duração, como estás focado nas normas "habituais" a piada passou-te ao lado. o clube comunica sempre o que tem impacto na valorização contabilistica do activo, apesar de no caso ser intangível. a duração é relevante por 3 motivos:

- a compra pode ser parcelada por contrato (e normalmente é) e em vez de uma factura de 6M, paga 2M a pronto, 2M a 12 meses e os restantes a 24M, o contrato indica que são 3 facturas com essas datas. isso vai impactar a DR de cada ano

- está já declarar-se a depreciação a 5 anos. confesso que não sei se a depreciação é 6M a 5 anos se é 2M a 5 anos + 2M a 4 anos + 2M a 3 anos

- os salários contratualizados que falta pagar vão ser tidos em conta na hora de calcular mais valias, e aí a duração do contrato é muito relevante

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A vossa conversa faz-me doer a cabeça... Mas afinal como é, há ou não há carcanhol? Como estamos?

Editado por Hammerfall
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Citação de Hammerfall, há 4 minutos:

A vossa conversa faz-me doer a cabeça... Mas afinal como é, há ou não há carcanhol? Como estamos?

f*didos. mas menos que antes. para tirar as dúvidas só chamando o Tio que é quem eu acho que domina mais estes assuntos aqui no forum, mas não o queria fazer antes de ler o relatório, mas o tempo tem sido curto...

 

a conversa começou porque eu acho que se anda a martelar as contas com antecipação de receita. daí a minha expressão inicial de "brunada", porque vi o mesmo há uns anos...

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Citação de Cabeça de giz, há 1 minuto:

f*didos. mas menos que antes. para tirar as dúvidas só chamando o Tio que é quem eu acho que domina mais estes assuntos aqui no forum, mas não o queria fazer antes de ler o relatório, mas o tempo tem sido curto...

 

a conversa começou porque eu acho que se anda a martelar as contas com antecipação de receita. daí a minha expressão inicial de "brunada", porque vi o mesmo há uns anos...

E isso já nos correu mal... Essa antecipação...

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Citação de Hammerfall, há 1 minuto:

E isso já nos correu mal... Essa antecipação...

além de ser o que eu aprendi como sendo "engenharia financeira", acarreta custos imediatos relevantes.

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@Cabeça de giz mas é possível saber mesmo se estamos a antecipar receita recorrentemente ? Esse tipo de operação não tem de ficar registada ? Se sim, está registada ?

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Citação de Pickle Rick, há 4 minutos:

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@Cabeça de giz mas é possível saber mesmo se estamos a antecipar receita recorrentemente ? Esse tipo de operação não tem de ficar registada ? Se sim, está registada ?

pelo que diz o Easy, sim. e ele parece saber do que fala, proventura até mais que eu. vê a análise que ele fez ao relatório, estão lá umas linhas sobre isso.

 

o normal em situações destas (se é que as há) é ir buscar dinheiro (cash) aos sitios mais fáceis: deixas de pagar aos fornecedores, e tentas receber mais depressa dos clientes, e melhoras o fundo de maneio. mas isso não tem grande impacto no resultado a menos que gastes logo o guito. agora transformares activos futuros em dinheiro já (chama-se capitalização) além de mexer com os resultados, tem custos associados que podem passar os 5%...

Citação de EasyGoing, há 12 horas:

- O passivo diminui em 7M Euros essencialmente devido à rubrica "outros passivos correntes e não correntes", que diminui 11M Euros. O que contrabalança esta diminuição é o aumento em fornecedores em 4M Euros.

- Então, o que são os "outros passivos"? No não corrente, essencialmente rendimentos a reconhecer (antecipação de recebimento de receita futura ou facturação antecipada de receitas futuras) e contas a pagar a fornecedores a mais de 1 ano. A variação no não corrente aumenta em 4M Euros, essencialmente pelo aumento da dívida a pagar a fornecedores a mais de 1 ano (aumento de 2,5M Euros)

cá está. bem explicadinho.

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Citação de Cabeça de giz, há 19 minutos:

O que eu sei:

- não há nenhuma norma especifica para o futebol, aliás isso é uma reclamação há muito unanime em PT (desde o tempo dos POC) e na europa toda

- a regra é que podes aplicar qualquer norma desde que seja reconhecida no país em causa e (esta parte é das coisas que não percebo mas enfim) que não seja a excepção no teu ramo de actividade

- a grande maioria das SAD usam a IAS 38

- os salários, prémios de assinatura e comissões são considerados como custos de aquisição. por exemplo o porto no 1º ano do conceição não contratou ninguém e continuou a apresentar custos de aquisição. e que eram mais que as prestações de jogadores contratados em anos anteriores

 

estás a ler o que queres e não o que está escrito. era uma pergunta "retórica" para perceberes o motivo de lá estar a duração, como estás focado nas normas "habituais" a piada passou-te ao lado. o clube comunica sempre o que tem impacto na valorização contabilistica do activo, apesar de no caso ser intangível. a duração é relevante por 3 motivos:

- a compra pode ser parcelada por contrato (e normalmente é) e em vez de uma factura de 6M, paga 2M a pronto, 2M a 12 meses e os restantes a 24M, o contrato indica que são 3 facturas com essas datas. isso vai impactar a DR de cada ano

- está já declarar-se a depreciação a 5 anos. confesso que não sei se a depreciação é 6M a 5 anos se é 2M a 5 anos + 2M a 4 anos + 2M a 3 anos

- os salários contratualizados que falta pagar vão ser tidos em conta na hora de calcular mais valias, e aí a duração do contrato é muito relevante

Lá está: posso estar a ser ingénuo mas "compromissos futuros com salários" serem capitalizados não me faz qualquer sentido. E muito menos entrarem como gasto no futuro. Até porque contabilisticamente não faz qualquer sentido, é estares a duplicar o gasto (via gasto com pessoal e via amortização). 

 

A vida útil é obrigatória ser divulgada (as empresas normalmente fazem-no é por intervalos de tempo e por tipos de classes). Percebo o impacto que isso tem ao longo da vida do bem.

 

Mas adiante, isto já me fez perder demasiado tempo com o Sporting lol

 

Citação de Pickle Rick, há 10 minutos:

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@Cabeça de giz mas é possível saber mesmo se estamos a antecipar receita recorrentemente ? Esse tipo de operação não tem de ficar registada ? Se sim, está registada ?

Fica registado no passivo (rendimentos a reconhecer) e na entrada de cash (demonstração dos fluxos de caixa). Mais os efeitos dos gastos associados por essa antecipação (diria que registado nos gastos financeiros).

Pela evolução dessas rubricas, diria que não anteciparam dinheiro neste semestre ou então muito pouco. Mas não li o R&C a fundo.

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Citação de Cabeça de giz, há 2 horas:

então por partes:

1- o valor contabilistico de um jogador não tem nada a ver com a valorização desportiva tipo transfermaket. por exemplo o valor contabilistico de um jogador comprado por 10M e que ganha 2M brutos por ano num contrato de 5 anos, ao fim de 2 anos é composto pela:

i) vertente passe: 10M/5anos = 2M por ano de depreciação, como passaram 2 anos só vale 6

ii) vertente salários: ganha 2M por ano, faltam 3 anos, daqui vale mais 6

portanto o valor contabilistico é 12, se for vendido por 11 causa um impacto directo nos resultados de -1M, apesar de ser vendido por mais do que foi comprado

2- se demos prejuizo, e o passivo baixou, significa que o activo baixou ainda mais. prejuizo de 7 e baixamos o passivo em outros 7, o activo teve que baixar 14M. a menos que a noticia esteja a misturar passivo acumulado (transitado) com o prejuizo do exercicio (do ano)

3- o valor de caixa não interessa nada para os resultados, é um sintoma da saude do clube, só isso. por exemplo, se uma empresa comprar um carro por 10 e vender por 15, ganha 5. se pagou ou se recebeu é indiferente para o resultado de 5.

tens a certeza que no futebol é assim? absoluta? 😎

So what? Não estou para fazer análises detalhadas, mas achei piada ao teu be-a-bá da contabilidade, não fosse eu economista... 😁

Não sei se estás a misturar conceitos, acho que não, mas claramente partiste da premissa de que eu não sei do que estou a falar e acabaste por não responder a nada.

De forma simples e que nem sequer sei se respeita o que está no R&C. Começando pela desvalorização do plantel: não faço ideia por quanto é que o Wendel, o Acuña e o Vietto estavam registados contabilisticamente (fácil de encontrar, em poucas palavras: sou preguiçoso, não me apetece) e não sei por quanto é que o Nuno Santos, o Pote, etc. foram registados (preguiçoso). Só aqui tens uma desvalorização do ativo se os que saíram têm valor contabilístico mais alto do que os que entraram.

Para além disso podes usar caixa para pagar fornecedores, portanto cai o ativo e cai o passivo. E a juntar a isto, ainda tiveste um resultado negativo (nem me lembro qual era a rubrica que mais contava, mas imagina que foi gastos com pessoal) e tens resultado negativo ao mesmo tempo que cai o teu ativo e o teu passivo.

É perfeitamente possível e nem sequer é muito difícil. Não podes desvalorizar o plantel? Podes... vendes ativos valiosos contabilisticamente e já os estás a desvalorizar o valor do plantel.

EDIT: Espera, estão a discutir se os salários dos jogadores entram nos ativos intangíveis - valor do plantel? Se sim, não entram.

 

Editado por Carlos Gouveia

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Citação de Cabeça de giz, há 4 minutos:

pelo que diz o Easy, sim. e ele parece saber do que fala, proventura até mais que eu. vê a análise que ele fez ao relatório, estão lá umas linhas sobre isso.

 

o normal em situações destas (se é que as há) é ir buscar dinheiro (cash) aos sitios mais fáceis: deixas de pagar aos fornecedores, e tentas receber mais depressa dos clientes, e melhoras o fundo de maneio. mas isso não tem grande impacto no resultado a menos que gastes logo o guito. agora transformares activos futuros em dinheiro já (chama-se capitalização) além de mexer com os resultados, tem custos associados que podem passar os 5%...

cá está. bem explicadinho.

Sim, mas eu queria saber ao certo que antecipação realizamos porque muitas das coisas também podem vir de anos anteriores. Entretanto o Easy respondeu.

Citação de EasyGoing, há 1 minuto:

Fica registado no passivo (rendimentos a reconhecer) e na entrada de cash (demonstração dos fluxos de caixa). Mais os efeitos dos gastos associados por essa antecipação (diria que registado nos gastos financeiros).

Pela evolução dessas rubricas, diria que não anteciparam dinheiro neste semestre ou então muito pouco. Mas não li o R&C a fundo.

Thanks. Poderá ser bom sinal nesse aspecto então, essa antecipação de receitas pode ter um período máximo de referência passada de quanto tempo.
Imaginando que eu peço dinheiro agora, é possível os rendimentos a reconhecer terem o efeito tempo daqui a 3 anos, por exemplo ?

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até eu já estou cansado. amanhã ou na 6a volto à carga se tiver tempo para ir buscar fontes. só para não ficarem a pensar que me lembrei de inventar isto (podia ter acontecido 😂)

Citação de Pickle Rick, há 6 minutos:

Imaginando que eu peço dinheiro agora, é possível os rendimentos a reconhecer terem o efeito tempo daqui a 3 anos, por exemplo ?

ficas com passivo acumulado do total do empréstimo em falta, e com activo agora no valor do depósito em conta. todos os anos registas os juros como custo financeiro e o capital vai-se anulando em activo e passivo. podes antecipar a reposição, antecipar receber mais acho que não dá 😶

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A última vez que teoricamente antecipamos receitas foi em 2019 com aquela história do fundo Americano Apollo. Na altura 65M, se desde essa altura não se mexeu em mais nada, estou tranquilo.

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Citação de Pickle Rick, há 5 minutos:

Imaginando que eu peço dinheiro agora, é possível os rendimentos a reconhecer terem o efeito tempo daqui a 3 anos, por exemplo ?

Sim. Até 1 ano fica registado em passivo corrente. Se mais que um ano, fica registado em passivo não corrente.

Na rubrica de financiamentos está o detalhe do factoring:

image.png.0809ec54469ddcaff6003b3ae3335cf3.png

 

E depois explica o que é esse factoring:

"O factoring decorre essencialmente da cedência de créditos futuros com recurso, relativo aos proveitos do contrato de exploração dos direitos televisivos e de publicidade celebrado com a NOS, no âmbito da operação de titularização efectuada em Março de 2019

image.png.28419fcbe76a2a8340ded9f970239242.png

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@EasyGoing Tranquilo então, achei que tínhamos voltado a antecipar receitas mas pelos vistos não. Na altura, 2019, fizemos uma antecipação no valor de 65M, tendo em conta os valores será correcto dizer que não me parece que tenhamos andado a brincar muito desde essa altura ?
O próprio valor total de factoring dos direitos televisivos baixa, podemos ver por aí ?
 

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@Pickle Rick

Sim. Visto de "fora" (não conheço o contrato nem tenho acompanhado a evolução do mesmo), reitero que me parece que não houve antecipação neste semestre ou, se houve, foi pouco.

 

Quero aproveitar para esclarecer uma coisa, que por ventura disse mal:

- nos rendimentos a reconhecer vão estar os recebimentos antecipados que estão contratualizados logo à partida;

- nos empréstimos (factoring) vão estar os recebimentos futuros que vendeste (e que te custa no curto prazo quando contratualizas esta antecipação + custa juros no futuro). São estes os mais preocupantes.

 

Exemplificando (números indicativos, não conheço os valores deste contrato):

- Contrato Sporting com NOS, por 10 anos, no valor total de 100M Euros

- Fica contratualizado que a NOS paga a cada 2 anos ao Sporting antecipadamente (ou seja, paga 20M Euros a cada 2 anos, referente ao período que se vai iniciar)

Ou seja, a cada 2 anos, é registado no passivo este rendimento a reconhecer, no montante do recebimento. É temporalmente reconhecido em resultados ao longo dos 2 anos.

 

- O Sporting precisa de dinheiro e decide vender 6 anos deste contrato, de forma a ter 60M Euros já.

Estes 60M Euros ficam registados em financiamento (factoring). É pago à medida que a NOS faz aquele pagamento a cada 2 anos (ou seja, vai directo para a prisão sem passar na casa partida). Entretanto, o Sporting não recebeu a totalidade dos 60M Euros (são descontados os custos de transacção) e ainda vai pagando juros enquanto o financiamento existir (como um financiamento normal). E deixa de poder contar com aquele cash-flow. É como gastares o teu ordenado nos primeiros 15 dias do mês e ficas a fazer contas na 2ª metade.

 

Nota: não faço a mínima do valor total do contrato, quanto já decorreu, o que falta decorrer ou se os cash-flows já foram totalmente antecipados ou não.

Editado por EasyGoing

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Citação de doom_master, há 17 horas:

15 Expressões portuguesas que os brasileiros poderiam adotar para ontem

Eu a ler os posts da última página e meia.

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Editado por Sandes.
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