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Serpa Pinto

Kiribati: um país à espera de ser engolido pelo mar

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Há especialistas que concordam, outros que discordam da mudança climática provocada, em certa medida, pelo aumento de emissões de gases de efeito de estufa para a atmosfera, mas a maior parte julgo que acredita nessa contribuição, em que valores é outra questão em debate. O efeito de estufa é um processo natural, indispensável à vida, mas temos de admitir que com o aumento da população e caso não sejam aplicadas medidas para procurar diminuir as emissões de GEEs, tais emissões contribuirão para a degradação do meio ambiente e serão altamente prejudiciais à nossa saúde. Mesmo que o aquecimento global não ocorra à escala alarmista defendida por alguns, isso não invalida o aumento de ozono na atmosfera próxima ao solo, prejudicial à saúde, e um aumento de um 1 ºC ou até menos da temperatura média à superfície pode parecer pouco, mas com certeza que aumentaria os números de mortes e hospitalizações relacionadas com os picos de calor (idosos, crianças, pessoas com problemas cardíacos ou respiratórios a serem as mais suscetíveis).

 

Ainda há (sublinhe-se o Ainda) especialistas que continuam a defender o aquecimento antropogénico, mas a verdade é que esta facção tem somado desastres atrás de desastres. O caso dos emails de há uns anos deixou bem patente a postura de adulteração de dados por parte dessa comunidade, vários elementos que trabalharam para os relatórios do IPCC demitiram-se por terem constatado que o próprio apenas aceitava incluir dados que promovessem e sustentassem o aquecimento antropogénico. E também sublinho a palavra antropogénico, pois a questão não se está a aquecer ou a arrefecer porque isto sempre ocorreu.

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@MichaelAndrews, eu não me meto em grandes considerações sobre o assunto, até porque sou totalmente leigo na matéria. No entanto estás a partir de pressupostos errados ou, pelo menos, atinges conclusões de forma falaciosa para provar o teu ponto de vista. Por exemplo, a certa altura referes que o facto de ter havido períodos com maior concentração de CO2 do que actualmente faz morrer o argumento de o homem ter influência no clima. Isso não é verdade, uma situação não invalida a outra. Pode demonstrar certamente que a concentração de CO2 pode atingir valores elevados sem a influência do Homem, mas não prova que o Homem seja incapaz de ter influência no processo.

 

Outra situação em que não posso aceitar uma das tuas argumentações é quando referes que o facto de este ano haver um Inverno rigoroso contradiz o aquecimento global. Tal não pode ser utilizado como prova disso. Uma correcta análise tem sempre de partir da temperatura média registada, englobando todo o ano. É perfeitamente possível ter um Inverno rigoroso e no entanto a temperatura média anual ser superior e registar um aumento em relação a anos anteriores. Não tem lógica utilizar apenas um Inverno para contradizer uma sequência bastante alargada de anos nos quais se registou uma subida considerável da temperatura média da atmosfera terrestre.

 

São só dois pequenos exemplos. Lá está, não faço ideia se tens ou não razão, mas a tua argumentação está a partir de pressupostos incorrectos. Num debate "a sério" serias rapidamente desarmado pela falibilidade dos teus argumentos, mesmo que as tuas ideias sejam correctas.

 

Viva

Se tiveste a pachorra de ler tudo (e confesso que será precisa muita) facilmente constatas que eu não afirmei isso, o que disse foi que a influência humana pode (infelizmente) ocorrer a uma escala local. Depois, a questão passa pelo argumento de maiores níveis de CO2 provocar o aumento das temperaturas, o que também não é verdade pois como já foi referido 1) já houve muitos períodos em que esses níveis eram superiores e a temperatura mais baixa 2) a própria NASA reconhece, num estudo deste ano (ver link já aqui deixado) que o CO2 teria um efeito de arrefecimento e não de aquecimento 3) se é a acção humana que provoca mais emissões de CO2 e o CO2 faz aumentar a temperatura, faz sentido pensar que mais acção humana conduz a mais emissões de CO2 e temperaturas cada vez mais altas. Então não faz sentido que com menos acção humana tenha havido emissões de CO2 mais altas que as actuais.

Também não disse que é um inverno rigoroso que contradiz o aquecimento global. O que contradiz é o facto da temperatura ter ficado estacionária no final dos anos 90 e entrado em regressão a partir daí (entretanto, os níveis de CO2 continuam a aumentar) e afirmei, dando como mero exemplo deste ano, que a tendência futura será para invernos mais rigorosos e verões mais curtos e mais amenos.

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Eu acho que esta discussão já ultrapassou largamente a mera falta de rigor, a NASA não reconheceu coisa nenhuma, não sei se tens um problema com a verdade, ou se achas que isto é conversa de café onde se fala em 'notícias' de blogs com termos científicos e o pessoal abana com a cabeça porque não sabe mais.

 

O que devias ter feito, ao invés de anunciar que a NASA reconheceu que o CO2 tem um efeito de arrefecimento (é que a frase nem sentido faz, por amor de deus) era meter cá a notícia da NASA em que esse site se baseia, que é esta: http://science.nasa.gov/science-news/science-at-nasa/2012/22mar_saber/

 

Notícia essa com o título: Solar Storm Dumps Gigawatts into Earth's Upper Atmosphere e que a referência que faz ao CO2 e ao NO é esta: SABER monitors infrared emissions from Earth’s upper atmosphere, in particular from carbon dioxide (CO2) and nitric oxide (NO), two substances that play a key role in the energy balance of air hundreds of km above our planet’s surface.

“Carbon dioxide and nitric oxide are natural thermostats,” explains James Russell of Hampton University, SABER’s principal investigator. “When the upper atmosphere (or ‘thermosphere’) heats up, these molecules try as hard as they can to shed that heat back into space.”

 

Deixo à consideração de cada um ler a dita notícia da NASA e concluir por si o que aqui está escrito.

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Viva

Se tiveste a pachorra de ler tudo (e confesso que será precisa muita) facilmente constatas que eu não afirmei isso, o que disse foi que a influência humana pode (infelizmente) ocorrer a uma escala local. Depois, a questão passa pelo argumento de maiores níveis de CO2 provocar o aumento das temperaturas, o que também não é verdade pois como já foi referido 1) já houve muitos períodos em que esses níveis eram superiores e a temperatura mais baixa 2) a própria NASA reconhece, num estudo deste ano (ver link já aqui deixado) que o CO2 teria um efeito de arrefecimento e não de aquecimento 3) se é a acção humana que provoca mais emissões de CO2 e o CO2 faz aumentar a temperatura, faz sentido pensar que mais acção humana conduz a mais emissões de CO2 e temperaturas cada vez mais altas. Então não faz sentido que com menos acção humana tenha havido emissões de CO2 mais altas que as actuais.

Também não disse que é um inverno rigoroso que contradiz o aquecimento global. O que contradiz é o facto da temperatura ter ficado estacionária no final dos anos 90 e entrado em regressão a partir daí (entretanto, os níveis de CO2 continuam a aumentar) e afirmei, dando como mero exemplo deste ano, que a tendência futura será para invernos mais rigorosos e verões mais curtos e mais amenos.

 

Dizes sim. Palavra por palavra.

 

Logo à partida a questão não é nenhuma teoria, é um facto científico

 

O Homem não tem capacidade para manipulações em larga escala ou à escala global. Como disse antes, já houve períodos muito mais quentes e muitos mais frios, com níveis muito mais altos de CO2 ainda nem o Homem andava na Terra e o mesmo ocorreu já existindo civilização humana, portanto, logo aqui morre o argumento que o Homem tem influência. Tem sim influência meramente local através, por exemplo, do despejo de detritos em rios que afectam obviamente a fauna local.

 

Também os ursos polares estão cá há mais tempo do que nós e já passaram por alterações climáticas mais severas... curiosamente continuam cá e, surpresa surpresa, vão continuar a estar.

As flutuações de gelo quer no Ártico quer no Antárctico (giro como nunca se fala do Antártico) não têm nada de recente, sempre existiram e vão sempre existir

 

Ai são???? Bom se fores ler a imprensa nos anos 70 do século XX ficas logo a saber que o pânico na altura era a vinda de uma Idade do Gelo, é facilmente pesquisável, jornais como o New Yor Times, revistas como a Time faziam capas com a futura Idade do Gelo que estava a chegar. Curiosae e abruptamente passaram a fazer propaganda do oposto.

O sol efectivamente funciona em picos, mais ou menos como uma função matemática, são ciclos solares de alta e baixa actividade solar. O que se pensava, segundo a própria NASA, é que o sol dveria ter atingido o seu máximo durante o 1º trimestre deste ano, depois tiveram que fazer a revisão do que achavam porque o máximo solar afinal foi muito baixo.... tão baixo como o que ocorreu no início do século XX. E perguntas tu: "porque é que o início do século XX é importante?" Se fores ver fotografias da época podes observar as cataratas do Niagara completamente geladas no mês de Maio. De qualquer modo, mesmo após o máximo solar já atingido, o sol entra (e é também cíclico) num ciclo de mínimo de solar, ou se quiseres, de hibernação solar. Os próximos ciclos serão de hibernação.

Já recentemente e quanto a dizeres que as temperaturas têm sido tão altas, não me parece que pela Europa fora concordem contigo, nem na Europa nem nos EUA, onde tivemos um dos Invernos mais rigorosos que há memória. Aliás, a notícia foi mesmo o Inverno fora da época quer na continente europeu, quer nas ilhas britânicas. Mesmo na Sibéria quebraram-se recordes de temperatura negativa...70º.

 

Não estejas agora a contradizer-te. Já agora, em relação ao ponto 3, continuo a dizer que não podes chegar a essa conclusão a partir dessa análise. Lá porque noutros períodos houve mais CO2 do que agora sem acção humana não impede que a acção humana leve a um aumento da concentração de CO2 actualmente. Nem sequer faz qualquer sentido pensar isso.

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Acrescentar que muitos dos argumentos reproduzidos pelas pessoas têm origem no que viram no documentário do Al Gore. Felizmente, nos anos seguintes foi ridicularizado. Mas não deixa de ser importante desmistificar algumas ideias (erradas) que foram dali bebidas: 1) O CO2, ao contrário que se quer fazer acreditar, não é um poluente 2) O CO2, em termos de concentração na atmosfera, é insignificante, muito mais importante é, por exemplo, o vapor de água 3) alterações climáticas sempre ocorreram na Terra com ou sem presença humana 4) O tempo de resposta das camadas de gelo e glaciares às alterações climáticas não é imediata ou a curto prazo, pelo contrário os efeitos fazem-se sentir entre 100 a 10,000 anos 5) alterações no nível do mar não têm nada a ver com emissões de CO2 por parte do Homem, o nível do mar tem subido a um ritmo de 1,8mm por ano durante os ultimos 8,000 anos (fim da última glaciação, início do actual período inter-glaciar) 5) Os glaciares não estão a recuar: não há uma tendência definida porque efectivamente alguns estão a recuar (Alpes), enquanto outros estão a avançar (Escandinávia, Cáucaso), o Journal Progress in Physical Geography publicou um estudo sobre o assunto. 6) A Terra era mais quente entre o ano 800 e 1300 (acho que naquela época não havia emissões de CO2 por parte do Homem para aquecer o planeta), período durante o qual a Gronelândia foi colonizada e onde era possível fazer agricultura... e poder-se-ia continuar por aqui a fora.

 

Dizes sim. Palavra por palavra.

 

 

 

Não estejas agora a contradizer-te. Já agora, em relação ao ponto 3, continuo a dizer que não podes chegar a essa conclusão a partir dessa análise. Lá porque noutros períodos houve mais CO2 do que agora sem acção humana não impede que a acção humana leve a um aumento da concentração de CO2 actualmente. Nem sequer faz qualquer sentido pensar isso.

 

Ou seja, na tua lógica sem acção humana houve mais concentração de CO2 do que com acção humana, mas devemos concluir que é a acção humana que provoca mais CO2... certoooooooooo :-)

Editado por rodma

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A questão aqui é a irrelevância da questão semântica, mas também não estava à espera que quisesses compreender.

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Ainda há (sublinhe-se o Ainda) especialistas que continuam a defender o aquecimento antropogénico, mas a verdade é que esta facção tem somado desastres atrás de desastres. O caso dos emails de há uns anos deixou bem patente a postura de adulteração de dados por parte dessa comunidade, vários elementos que trabalharam para os relatórios do IPCC demitiram-se por terem constatado que o próprio apenas aceitava incluir dados que promovessem e sustentassem o aquecimento antropogénico. E também sublinho a palavra antropogénico, pois a questão não se está a aquecer ou a arrefecer porque isto sempre ocorreu.

Ainda bem que há, eu também acredito que o Homem pode ter influência na mudança climatérica, para melhor ou para pior, com mais ou menor gravidade. Tal como tem tido influência em tantos outros aspetos do meio ambiente. Eu acredito que a verdadeira preocupação, a maior prioridade, deveria ser em diminuir as emissões -- pois os perigos destas não se limitam ao potencial aquecimento global -- do que estar a discutir as minúcias do CO2 (ignorando os restantes GEEs, como os CFCs que tiveram o impacto que tiveram na camada de ozono), quando sabemos o seu papel no equilíbrio ambiental da nossa atmosfera (sendo que não é um salto de lógica concluir que um aumento indiscriminado destes gases acarreta consequências negativas), através do malabarismo de factos, ou em casos extremos da distorção dos mesmos; usados de forma subjetiva de acordo com os interesses, políticos ou económicos, de ambas as partes.

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A questão aqui é a irrelevância da questão semântica, mas também não estava à espera que quisesses compreender.

 

Só tu é que falaste em ser uma questão semântica. Ok, para ti não ser um poluente é uma questão semântica, mas tudo bem, até podemos admitir que é e que o CO2 é então um poluente. Sendo assim estamos perante um CO2 mau e um CO2 bom, um polui e outro não. Quer dizer que também deve haver um oxigénio mau e outro bom, a não ser que a flora tenha um macanismo de identificação do CO2 e uma fábrica de transformação para alterar o CO2 mau para CO2 bom e produzir O2 bom para tu poderes viver. Pois sim, já a percebi a tua lógica da batata frita.

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Nesta altura isto já é só hilariante, mas ouviste-me dizer que o CO2 era um poluente ou deixava de ser? Isso para mim nem é questão, qualquer criança com a primária feita sabe que o CO2 é um dos constituintes naturais, por exemplo, da atmosfera.

O que é triste nisto tudo é que o tempo que passas nessa cruzada de blogs, a apelidar o que não compreendes de patranhas e a fugir a questões directas ou a sustentar factos era tempo que podias usar a ler artigos que até podem ir no sentido do que acreditas, isto apesar de que fazer desta discussão uma questão de fé e crença...

 

http://www.nature.com/nclimate/journal/vaop/ncurrent/full/nclimate1903.html

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Ainda bem que há, eu também acredito que o Homem pode ter influência na mudança climatérica, para melhor ou para pior, com mais ou menor gravidade. Tal como tem tido influência em tantos outros aspetos do meio ambiente. Eu acredito que a verdadeira preocupação, a maior prioridade, deveria ser em diminuir as emissões -- pois os perigos destas não se limitam ao potencial aquecimento global -- do que estar a discutir as minúcias do CO2 (ignorando os restantes GEEs, como os CFCs que tiveram o impacto que tiveram na camada de ozono), quando sabemos o seu papel no equilíbrio ambiental da nossa atmosfera (sendo que não é um salto de lógica concluir que um aumento indiscriminado destes gases acarreta consequências negativas), através do malabarismo de factos, ou em casos extremos da distorção dos mesmos; usados de forma subjetiva de acordo com os interesses, políticos ou económicos, de ambas as partes.

 

O debate mesmo mesmo útil seria no enquadramento e aproveitamento de energia limpa, isso sim, inclusive o aproveitamento das potencialidades do electromagnetismo tão bem estudado que foi pelo Tesla.

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Acrescentar que muitos dos argumentos reproduzidos pelas pessoas têm origem no que viram no documentário do Al Gore. Felizmente, nos anos seguintes foi ridicularizado. Mas não deixa de ser importante desmistificar algumas ideias (erradas) que foram dali bebidas: 1) O CO2, ao contrário que se quer fazer acreditar, não é um poluente 2) O CO2, em termos de concentração na atmosfera, é insignificante, muito mais importante é, por exemplo, o vapor de água 3) alterações climáticas sempre ocorreram na Terra com ou sem presença humana 4) O tempo de resposta das camadas de gelo e glaciares às alterações climáticas não é imediata ou a curto prazo, pelo contrário os efeitos fazem-se sentir entre 100 a 10,000 anos 5) alterações no nível do mar não têm nada a ver com emissões de CO2 por parte do Homem, o nível do mar tem subido a um ritmo de 1,8mm por ano durante os ultimos 8,000 anos (fim da última glaciação, início do actual período inter-glaciar) 5) Os glaciares não estão a recuar: não há uma tendência definida porque efectivamente alguns estão a recuar (Alpes), enquanto outros estão a avançar (Escandinávia, Cáucaso), o Journal Progress in Physical Geography publicou um estudo sobre o assunto. 6) A Terra era mais quente entre o ano 800 e 1300 (acho que naquela época não havia emissões de CO2 por parte do Homem para aquecer o planeta), período durante o qual a Gronelândia foi colonizada e onde era possível fazer agricultura... e poder-se-ia continuar por aqui a fora.

 

Em relação à Gronelândia, e só porque já referiste esse assunto várias vezes, é necessário ter noção de uma situação: a Gronelândia foi chamada "terra verde" devido ao facto de haver árvores nela quando foi descoberta pelos exploradores escandinavos, é verdade; no entanto nunca houve explorações para o interior do continente, pelo que a "terra verde" que eles viam era na zona costeira. Hoje em dia a zona costeira de boa parte da Gronelândia, incluindo aquela por onde esses exploradores andaram, continua a ser zona livre de gelo. Não estou, portanto, a entender o teu argumento, principalmente quando a temperatura média na Gronelândia andar a registar recordes e o manto de gelo ter derretido quase todo em 2012.

 

Ou seja, na tua lógica sem acção humana houve mais concentração de CO2 do que com acção humana, mas devemos concluir que é a acção humana que provoca mais CO2... certoooooooooo :-)

 

Talvez me tenha explicado mal - embora duvide que o tenha feito. Mas vou reformular.

 

Tu referiste que se houve períodos de maior concentração de CO2 no passado, sem influência humana, então não é possível que o Homem tenha influência no actual aumento de CO2. Essa conclusão não faz sentido. Carece de qualquer lógica. Quanto muito mostra que a Terra passou por processos naturais em que esse CO2 atingiu níveis anormalmente elevados e até superiores ao actual, e sem a influência humana; no entanto não pode provar que o Homem não pode ter um papel no aumento do CO2. Seria o mesmo que tentar provar que o Homem não pode provocar avalanches porque há avalanches de maior dimensão não provocadas pelo Homem. A sério que achas isto um pensamento lógico?!?

 

Eu não cheguei à conclusão que referiste. Nem tal conclusão faz sentido. Tu estás é certamente confuso com o assunto. Repara, ninguém no seu perfeito juízo dirá que o Homem ou tem total influência no processo, ou não a tem de todo - e no entanto é o que tu andas a apregoar. Imagino que muito jeito te daria que eu o referisse, para que pudesses cobrir as falhas argumentativas apresentadas e que tenho apontado. Mas não o fiz. Lamento.

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O debate mesmo mesmo útil seria no enquadramento e aproveitamento de energia limpa, isso sim, inclusive o aproveitamento das potencialidades do electromagnetismo tão bem estudado que foi pelo Tesla.

Então estamos de acordo. Não tenho dúvidas que a diminuição das emissões de GEEs passará, invariavelmente, por aí.

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Nesta altura isto já é só hilariante, mas ouviste-me dizer que o CO2 era um poluente ou deixava de ser? Isso para mim nem é questão, qualquer criança com a primária feita sabe que o CO2 é um dos constituintes naturais, por exemplo, da atmosfera.

O que é triste nisto tudo é que o tempo que passas nessa cruzada de blogs, a apelidar o que não compreendes de patranhas e a fugir a questões directas ou a sustentar factos era tempo que podias usar a ler artigos que até podem ir no sentido do que acreditas, isto apesar de que fazer desta discussão uma questão de fé e crença...

 

http://www.nature.com/nclimate/journal/vaop/ncurrent/full/nclimate1903.html

 

Sobre o IPCC, favor consultar

 

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Em relação à Gronelândia, e só porque já referiste esse assunto várias vezes, é necessário ter noção de uma situação: a Gronelândia foi chamada "terra verde" devido ao facto de haver árvores nela quando foi descoberta pelos exploradores escandinavos, é verdade; no entanto nunca houve explorações para o interior do continente, pelo que a "terra verde" que eles viam era na zona costeira. Hoje em dia a zona costeira de boa parte da Gronelândia, incluindo aquela por onde esses exploradores andaram, continua a ser zona livre de gelo. Não estou, portanto, a entender o teu argumento, principalmente quando a temperatura média na Gronelândia andar a registar recordes e o manto de gelo ter derretido quase todo em 2012.

 

 

 

Talvez me tenha explicado mal - embora duvide que o tenha feito. Mas vou reformular.

 

Tu referiste que se houve períodos de maior concentração de CO2 no passado, sem influência humana, então não é possível que o Homem tenha influência no actual aumento de CO2. Essa conclusão não faz sentido. Carece de qualquer lógica. Quanto muito mostra que a Terra passou por processos naturais em que esse CO2 atingiu níveis anormalmente elevados e até superiores ao actual, e sem a influência humana; no entanto não pode provar que o Homem não pode ter um papel no aumento do CO2. Seria o mesmo que tentar provar que o Homem não pode provocar avalanches porque há avalanches de maior dimensão não provocadas pelo Homem. A sério que achas isto um pensamento lógico?!?

 

Eu não cheguei à conclusão que referiste. Nem tal conclusão faz sentido. Tu estás é certamente confuso com o assunto. Repara, ninguém no seu perfeito juízo dirá que o Homem ou tem total influência no processo, ou não a tem de todo - e no entanto é o que tu andas a apregoar. Imagino que muito jeito te daria que eu o referisse, para que pudesses cobrir as falhas argumentativas apresentadas e que tenho apontado. Mas não o fiz. Lamento.

 

O que se tem tentado transmitir é que ao olharmos para o argumento que as emissões de CO2 hoje em dia são mais altas que no passado devido à acção do Homem verifica-se (e já deixei dados sufiencientes a sustentá-lo) que é uma falsidade. Tão simples quanto isto.

 

Então estamos de acordo. Não tenho dúvidas que a diminuição das emissões de GEEs passará, invariavelmente, por aí.

 

Estamos sim senhor :-)

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Notícia que saiu em Maio na Visão:

 

Níveis de CO2 na atmosfera atinge níveis sem precedentes

 

"O passar deste marco é um alerta significativo para o rápido aumento da concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera", corrobora Rajendra Pachaur, presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC)". "No incício da industrialização, a concentração de CO2 era de apenas 280 ppm (partes por milhão)", recorda.

Editado por Lip Mickey

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Notícia que saiu em Maio na Visão:

 

Níveis de CO2 na atmosfera atinge níveis sem precedentes

 

"O passar deste marco é um alerta significativo para o rápido aumento da concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera", corrobora Rajendra Pachaur, presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC)". "No incício da industrialização, a concentração de CO2 era de apenas 280 ppm (partes por milhão)", recorda.

 

A Visão limita-se a repetir o chorrilho de enganos, já foram deixados aqui várias ligações que ilustram que em várias épocas os níveis de CO2 eram mais altos que os actuais e não havia industrialização.

 

Voltando ao IPCC: IPCC Railroad engineer Pachauri acknowledges ‘No warming for 17 years’

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Portanto estás a dizer que o próprio IPCC diz coisas diferentes consoante a estação do ano?! É preciso meter o crl do quote a negrito?

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O que se tem tentado transmitir é que ao olharmos para o argumento que as emissões de CO2 hoje em dia são mais altas que no passado devido à acção do Homem verifica-se (e já deixei dados sufiencientes a sustentá-lo) que é uma falsidade. Tão simples quanto isto.

 

Não deixaste qualquer dado que o comprove. Limitaste-te a fazer uma dedução que de lógica tem zero, na qual concluis que é impossível o Homem ter influência neste processo só porque no passado o processo ocorreu sem acção humana. Se esse argumento representa para ti uma prova irrefutável talvez queiras rever o teu conceito de "irrefutável".

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Não deixaste qualquer dado que o comprove. Limitaste-te a fazer uma dedução que de lógica tem zero, na qual concluis que é impossível o Homem ter influência neste processo só porque no passado o processo ocorreu sem acção humana. Se esse argumento representa para ti uma prova irrefutável talvez queiras rever o teu conceito de "irrefutável".

 

Quando não querem, não querem mesmo :lolada: há umas coisas mais trás que se chamam links ou ligações, tens que clicar e ler. Deixa-te estar e continua a achar o que achas, logo vês a surpresa que vais ter. Haja pachorra.

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