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andriy pereplyotkin

Ensino Superior - A Entrada, a Estadia, o Adeus

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Estás a pegar noutra declaração para chegares a essa conclusão? Não parece estar relacionado com esta última frase.Anyway, vamos por partes: a praxis não é nada mais nada menos que o uso dos costumes e tradições. Diz-se que é "da praxe" aquilo que é feito por sistema, uma tradição ou um costume que se prolonga no tempo e se mantém. Eu não tenho nada contra tradições em geral. Em específico, acho que algumas tradições não fazem sentido/delas não se tira proveito. Pensa que algures numa tribo da América do Sul é tradição beberes a tua própria urina, pois isso fortalece-te o corpo, faz com que os espíritos te augurem boas coisas. Apesar de não me opor a essa tradição, acho que não cumpre o propósito que a sustenta (poderíamos discutir, como é óbvio, sobre se é benéfica ou não, se não acaba por ser um placebo, ou até significa muito para a moral da tribo, mas isso são outros quinhentos).

 

A praxe é a praxe, não é uma tradição. Se a praxe fosse tradição, era igual em todo o lado e não o é, porque basta ler as opiniões daqueles que são praxados agora e que já o foram, para perceber que há más praxes e boas praxes. Apesar de, lá está, fazendo uso da memória seletiva muitas pessoas que por aqui têm postado se esquecerem disso e diabolizarem a praxe, fazendo generalizações sem qualquer sentido. Das duas uma, ou fazem essas generalizações de propósito, o que faz com que estejam a agir de má fé, ou então ignoram as opiniões alheias, talvez porque se acham superiores ou porque não conseguem aceitar que possam haver boas experiências num meio tão vasto como o académico.

Passando um pouco à frente: a praxe académica em Portugal, contextualizada e trazida para a discussão, trata-se de uma espécie de rito de passagem - ou para que não me citem a falta de precisão, uma tradição - que nasceu em Coimbra (cerca de 150 anos, se formos contar com outras Histórias mais) e foi trazido para outras universidades (umas com 30, como a minha), onde se desenrolam atividades que assentam em três pressupostos (nenhum cumprido, como te terei o prazer de mostrar se quiseres): integração, tradição e igualdade. A praxe académica conimbricense de onde possivelmente a tua universidade (és da UAlg como eu, certo?) extraiu a sua raison d'etre tem raízes fascistas, de subserviência, de indivíduos que se julgavam superiores e por isso subjugavam os caloiros nas repúblicas praxistas e dos meninos que eram as jóias das famílias porque pela primeira vez inscreveram o nome delas no ensino superior e por isso aproveitavam a oportunidade praxe para libertar algumas frustrações. Há, claro está, no meio disto, reprodução social, conformismo, espinhas fracas.

 

Os objetivos das praxes da tua universidade podem não ser cumpridos, mas quem te garante que não o são noutros lados? No meu ano de caloiro, durante as praxes, conheci a cidade, fiquei a saber onde podia estudar, comprar livros baratos, onde eram as bibliotecas, foram-me passadas sebentas e outras variadíssimas coisas. A mensagem que estás a tentar passar é desonesta, porque basta haver X indivíduos com uma experiência diferente da tua para os teus argumentos serem refutados. Todavia, não deixo de achar interessante o teu esforço de fazer um paralelismo entre o fascismo e as praxes, porque não fazer entre o fascismo e o futebol, e mais objetivamente, entre o Benfica, teu clube, e o fascismo? É preciso não esquecer que muitos apontam o Benfica como o clube do regime. Qual é o teu posicionamento em relação a isso? Essa mensagem de que tudo o que está relacionado com a praxe é negativo é, volto a repetir, desonesto. Podes tentar repeti-lo quantas vezes quiseres, não será sempre verdade. Lamento.

 

Pegando no que me perguntaste, parece-me que demonstras uma certa confusão entre praxe e tradição. Mas descansa, não será culpa tua. O que tu reconheces como praxe é aquilo que sempre se viu: a praxe académica é imutável, tem moldes a seguir, segue uma lógica seguidista (passo a redundância) e aspetos que a conservam, como a certa aura de intimação que se gera com o estilo militar/mil e umas reprimendas ou os privilégios que se perdem pela não participação. Na origem da tua confusão pode residir um grande esclarecimento: é que embora a praxe académica cá do burgo seja sempre a mesma m*rda, tu podes ser alvo/cumprir praxes de âmbito académico que não peguem no que já se conhece e criar raízes para uma tradição. Em vez de andares a berrar aos teus amigos só porque gostas deles, que tal orientares os novatos para fazerem voluntariado? Ou e se se decidir passar a(s) semana(s) habitual(ais) de praxe numa IPSS? Que tal mostrar-lhes não só a cidade que para alguns será nova (e não me lixem porque esta parte da praxe costuma ter a importância de umas horas) como as instituições que a compõem, as bibliotecas, os hospitais, as esquadras, os clubes? Porra, eu até nem fico lixado que se aproveitem da publicidade de irem fazer serviço público nas praxes para as tv's mostrarem que afinal a praxe não é só brincadeira... (que é uma bela de uma hipocrisia) mas façam algo diferente, algo noutros moldes.

 

Outro ponto incorreto, as praxes mudam, pois, tal como tudo na vida, tudo é passível de mudança. Basta ver que as praxes outrora eram bastante violentas (com utilização de violência física até) e hoje a violência não existe, e se existe deve ser punida nas instâncias apropriadas. Isso é uma evolução e, diga-se de passagem, positiva. E se tu te sentes intimidado com uma praxe creio que isso não é problema da praxe, porque não vejo o que pode haver de intimidador num conjunto de indivíduos vestidos de negro e que, na prática, não são ninguém assim de tão importante. Mas, não deixa de ser interessante essa diabolização. E em relação ao que tu apontas como bons exemplos, eu passei por essas situações como menciono acima. Tu tiveste uma má experiência de praxe, não quer dizer que isso é igual em todo o lado. As generalizações que fazes, portanto, são incorretas. O que podes dizer é que no(s) estabelecimento(s) X a praxe é mal feita. Ponto. Agora dizer cobras e lagartos sobre a praxe, numa perspetiva global, não é certo.

 

Portanto, meu caro, em minha opinião, a tradição da praxe académica como existe para mim é uma m*rda (e sempre será porque até cair ela mantém-se estável nos seus preceitos). Se, no entanto, se pensarem em praxes que eduquem, que concretizem propósitos, que realmente incutam espírito de grupo de uma forma positiva e com todos a receberem tratamento igual (o que na praxe atual seria impossível devido aos títulos a que se prestam, pai nosso que estais no céu) eu alinho. Com sorte ainda se comem umas miúdas. Até lá, enquanto se der relevo a esta tradição de praxe académica, façam o circo mas não me convidem para ser o palhaço. Porque como diz o outro, bonito bonito não é ter orgulho no curso. Bonito bonito é ser-se bem sucedido no curso, enriquecendo-nos ao máximo e tirando proveito do investimento que estamos a fazer.Não digas isso pá. Eu não me iludo na perspetiva de mudar o ponto de vista do outro, mas de certeza que todos temos algo para contribuir. Estou certo que também terás, até porque não me lembro de ver a tua opinião por aqui.

 

Lá está nessa primeira frase, mais uma vez, uma generalização. A tua má experiência não é mais do que isso, uma má experiência que demonstra que há praxes más, mais nada. Todavia, não deixa de ser interessante como, indiretamente, defines aqueles que vão à praxe, fazendo exatamente o que acusas os praxantes de fazer, insultar os outros.

 

Será assim tão difícil de entender aos entendidos dos dois campos, pró-praxe vs. anti-praxe, que bons exemplos e maus há em todo o lado, e que as generalizações de que só há praxes boas ou praxes más são inúteis? Cada pessoa praxa da maneira que sabe e pela experiência que foi adquirindo ao longo dos anos. Há pessoas que sabem praxar e outras utilizam a praxe para aliviar as frustrações. Há das duas coisas em todo o lado. Eu bem sei que muitos queriam que a praxe fosse o bicho-papão que eles defendem e que outros gostavam que a praxe fosse sempre pacífica como a experiência que têm passado. Mas, não é assim. O bom e o mau estão em todo o lado, até nas praxes.

Editado por Vaart

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Isto é mesmo impressionante, estou desde 6ª a ir constantemente ao meu email porque estou dependente de uma nota para me matricular, o prof disse que no máximo 2ª teria a nota e já vamos a meio da semana e nada

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Não digas isso pá. Eu não me iludo na perspetiva de mudar o ponto de vista do outro, mas de certeza que todos temos algo para contribuir. Estou certo que também terás, até porque não me lembro de ver a tua opinião por aqui.

Por acaso era questão de fazeres backread e vias.

 

Matis, sou praxista, mas tenho que admitir que tens uma opinião concisa e não tás só a mandar postas para o ar e respeito imenso isso.

 

No entanto, pelo menos para mim, a praxe tem como objectivo a própria revolta "contra" a praxe. Dá-nos vontade de mudar as coisas quando formos nós a controlar, de melhorar as actividades, de não haver abusos de poder e etc

 

Mas é aí que, para mim, o teu argumento perde. É que o que tu dizes aqui: "Em vez de andares a berrar aos teus amigos só porque gostas deles, que tal orientares os novatos para fazerem voluntariado? Ou e se se decidir passar a(s) semana(s) habitual(ais) de praxe numa IPSS? " (desculpa não tar a fazer o quote da forma certa), tira o "desafio" à praxe. Tira as desavenças, o estar na mó de baixo. E acredita que quanto mais te esforças para ter uma coisa, mas gosto tens em tê-la.

 

O valor académico disto, o "ser bem sucedido no curso", é algo à parte. A praxe está associada à vida de estudante, mas não é lá que aprendes a fazer integrais. Lá aprendes a gerir o tempo, porque tens pouco para ti. Aprendes a inventar soluções na hora, porque tem que ser. Aprendes a pedir ajuda aos do teu ano, porque às vezes não podes fazer tudo sozinho. Isto foram cenas que eu ganhei, os meus doutores ganharam e vou fazer tudo por tudo que para os miúdos deste ano ganhem também.E depois ainda consegues rir-te com e dos teus novos amigos. Mas lá está , isto sou eu, são os meus, e é a minha praxe. Há outras que não percebem os valores e só se obcecam pelo poder e por ter autoridade sobre outra pessoa. Mas isso é como as claques. Há umas que percebem que a sua função é apoiar o clube, outras que só querem f*der tudo e todos. E elas vão sempre existir, porque as primeiras sabem o que fazem. Achas mesmo que o melhor era abolir toda a praxe?

Subscrevo em muita coisa. Apesar disso do voluntariado ser algo praticável. Ocorre no Dia da Beneficiência por exemplo, já participei em actividades de "free hugs", etc. Apenas creio que não deverá ser prática comum. A Praxe é uma instituição, não uma associação de solidariedade.

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Fdx venho aqui para saber cenas da Mega Festa e do Arraial e só vejo m*rda de fezes de cocó de pensamento generalista e aparvalhado sobre transtornos com praxes vs boas experiências nestas. Já paravam com isto. No entanto acho engraçado que sejam (pelo fórum) tão anti-generalizar mas aqui o que se vê mais é isso. Mais, acho piada também que sejam tão anti conversas Ronaldo v Messi mas este tópico parece que só serve para discutir praxe v anti-praxe. Este fórum anda tão 'engraçado' que não me admira a falta de paciência que tenho para cá vir. Enfim.

 

Quanto ao assunto que aqui me trouxe, alguém vai à Mega Festa? É que já me estão a convidar para isso mas também sei que vai estar apinhado de gente e não sei se vale a pena a confusão. Já agora, esse alargamento da CP também é pra linha de cascais? É que não encontro nada no site deles..

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Eu vou à megafesta amanhã...

 

ah e reprovei, vou ter de ficar a fazer as cadeiras q tenho em atraso

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Também vou amanhã mas não devo ficar lá muito tempo que aquilo é sempre uma treta.

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Fds, ando com o coração aos pulos há uma carrada de tempo. Não me pude candidatar na 1ª fase a nenhuma engenharia porque só tirei positiva (13.0) a Matemática na 2ª fase.

 

Candidatei-me então a engenharia mecânica (1ª opção) e engenharia eletrotécnica e de computadores (2ª opção) na FEUP e no ISEP. Para a FEUP candidato-me com 14.0 de média e para o ISEP com 14.6, sendo que os últimos colocados na FEUP entraram com 16.5 e 14.7 e no ISEP com 11.9 e 11.6, respectivamente.

 

Mecânica na FEUP é para esquecer, pois a diferença é muito, mas tenho andado à mais de duas semanas a torcer para entrar em eletro na FEUP, pois já "só" é uma diferença de 7 décimas. Há 28 vagas.

 

[-o<

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Fds, ando com o coração aos pulos há uma carrada de tempo. Não me pude candidatar na 1ª fase a nenhuma engenharia porque só tirei positiva (13.0) a Matemática na 2ª fase.

 

Candidatei-me então a engenharia mecânica (1ª opção) e engenharia eletrotécnica e de computadores (2ª opção) na FEUP e no ISEP. Para a FEUP candidato-me com 14.0 de média e para o ISEP com 14.6, sendo que os últimos colocados na FEUP entraram com 16.5 e 14.7 e no ISEP com 11.9 e 11.6, respectivamente.

 

Mecânica na FEUP é para esquecer, pois a diferença é muito, mas tenho andado à mais de duas semanas a torcer para entrar em eletro na FEUP, pois já "só" é uma diferença de 7 décimas. Há 28 vagas.

 

[-o<

 

Boa sorte. Duas áreas que me agradaram na altura de escolher mas optei por Electro.

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Fdx venho aqui para saber cenas da Mega Festa e do Arraial e só vejo m*rda de fezes de cocó

Qual é a diferença?

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Alguém que esteja ligado à praxe, pode dizer-me quais são as regras para se dar os nós no grelo? Grazie :)

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Graças a Deus que existem livros em pdf gratuitos poupei 140€ :mrgreen:

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Boa sorte ao pessoal que está à espera dos resultados da 2ª fase.

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Guest trz

Ter aulas à noite <3 not

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Tou nervoso pra crl :lol:

Nunca mais mandam a porra do mail.

A que te candidataste?

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Nunca vai acontecer :lol:

Isso foi candidatar-me porque pronto, pode acontecer um milagre.

Só praticamente contam as candidaturas da Nova para baixo.

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Ah pois, estava-me a esquecer que bioengenharia é quase 18 ou é mesmo 18 :mrgreen:

 

A minha primeira é engenharia mecânica na FEUP, mas estou a 2 valores de distância, por isso também foi só naquela :lol:

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