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Tópico da Política e Economia

Publicações recomendadas

Risco de pobreza subiu para o valor mais alto desde 2005

 

A taxa de pobreza subiu para 18,7% em 2012, o que compara com 17,9% no ano anterior em que havia descido ligeiramente. Subida do risco de pobreza concentra-se nos desempregados e nas famílias com filhos, sendo os jovens até 18 anos os que vivem as situações mais precárias. Já entre os reformados, o risco de pobreza continua a cair e é de 12,8%, bem abaixo da média da população portuguesa.

A taxa de pobreza subiu para 18,7% em 2012, o valor mais elevado desde 2005, o que compara com 17,9% no ano anterior em que havia descido ligeiramente, revelam os resultados do inquérito às condições de vida e rendimento realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

Por grupos etários, o crescimento do risco de pobreza concentrou-se entre os menores de 18 anos: 24,4% dos jovens, mais 2,6 pontos percentuais do que em 2011, corriam o risco de pobreza em 2012, definido como o acesso a um rendimento mensal inferior a 409 euros.

 

Ao contrário, refere o INE, a taxa de risco de pobreza para a população idosa (com mais de 65 anos) desceu para 14,7%, mantendo a “tendência decrescente observada na série para este indicador desde 2003 (menos 14,2 pontos percentuais desde o início da série), expectável face ao crescimento médio das despesas com pensões de velhice per capita que tem vindo a verificar-se desde o início do século (7%), e em parte devido à melhoria relativa em 2012 das pessoas com rendimentos por adulto equivalente ligeiramente inferiores ao limiar de pobreza no ano anterior”.

 

Olhando para a população portuguesa tendo em conta a sua situação laboral, o risco de pobreza aumentou sobretudo entre os que estão desempregados (subida de 1,9 pontos percentuais para 40,2% em 2012, o que compara com 36,4% em 2009), tendo igualmente aumentado entre os que têm emprego (mais 0,6 pontos para 10,5%, o que compara com 9,7% em 2009). Já entre os reformados, o risco de pobreza voltou a cair, e de forma acentuada: menos 3,3 pontos percentuais para 12,8% em 2012 (era de 18,5% em 2009).

 

Na perspectiva da composição do agregado familiar, o risco de pobreza entre as famílias sem crianças dependentes até diminuiu em 2012 (de 15,2% para 15%), o mesmo tendo sucedido com os agregados constituídos por três ou mais adultos mas sem crianças, que apresentam a taxa de pobreza mais baixa, 12%.

 

Já a taxa de risco de pobreza das famílias com crianças dependentes registou um aumento de 1,7 pontos percentuais, para 22,2%, sendo especialmente elevada nas famílias com três ou mais crianças (40,4%).

 

O INE refere ainda que, entre 2011 e 2012, o impacto das transferências sociais na redução do risco de pobreza esbateu-se "ligeiramente". Considerando apenas os rendimentos do trabalho, de capital e transferências privadas, 46,9% da população residente em Portugal estaria em risco de pobreza em 2012, o que compara com 45,4% em 2011 e 42,5% no ano anterior. Após pensões e transferências sociais, esse risco passou para 18,7% (era de 17,9% em 2011 e de 18% em 2010).

 

Todas estas conclusões assentam num limiar ou linha de pobreza relativa(que corresponde a 60% da mediana da distribuição dos rendimentos monetários líquidos equivalentes) também mais baixo, de 409 euros mensais, contra 416 euros em 2011.

 

Calculando a linha de pobreza ancorada aos valores de 2009 (5.207 euros anuais, em vez 4.904 euros), concluir-se-ia que quase um quarto da população portuguesa (24,7%) estaria em risco da pobreza, após 17,9% em 2009, 19,6% em 2010 e 21,3% em 2011.

 

(Notícia actualizada pela segunda vez às 13h00)

 

@JornaldeNegocios.pt

 

Diferença entre muito ricos e muito pobres continuou a subir em Portugal

 

Índice de Gini baixou em 2012, mas diferencial de rendimentos entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres aumentou. O indicador de risco de pobreza subiu para o valor mais alto desde 2005.

 

Um estudo publicado este mês pelo FMI, que defendia que Portugal tinha sido um dos países em que a austeridade mais tinha poupado os de menores rendimentos, relançou o debate: estaria a desigualdade de rendimento em Portugal a aumentar ou a diminuir desde a chegada da troika ao país?

 

Os números oficiais do Instituto Nacional de Estatística (INE) para 2012 publicados nesta segunda-feira não dão apenas uma resposta a esta questão. Se, por um lado, o índice de Gini – o indicador mais usado para medir a desigualdade dos rendimentos – diminui em 2012 face a 2011, outros indicadores, como a diferença de rendimentos entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres, voltam a alargar-se.

Estes dados, à primeira vista contraditórios, o que mostram é que, no Portugal atingido pelas medidas de austeridade, os rendimentos tornaram-se cada vez mais iguais nos escalões intermédios, mas ficaram mais distantes uns dos outros nas extremidades, ou seja, entre os muito ricos e os muito pobres. Este cenário é ainda reforçado pelo aumento do número de pessoas em risco de pobreza em 2012 e pelo acréscimo do indicador de privação material em 2013, dados também revelados agora pelo INE.

 

Carlos Farinha Rodrigues, economista que se tem dedicado às questões da pobreza e desigualdade, dá uma explicação para a diferença na evolução entre o índice de Gini e os outros indicadores de desigualdade. “Observou-se em 2012 uma igualização dos rendimentos na parte central da distribuição. Mas nas classes de rendimento menos dependentes dos salários e das pensões – os mais ricos e os mais pobres – as disparidades aumentaram”, afirma.

 

O índice de Gini, que leva em consideração todos os escalões de rendimento, tinha subido de 34,2% para 34,5% em 2011, mas regressou em 2012, ano de aplicação de fortes medidas de austeridade, para 34,2% (uma diminuição representa uma redução da desigualdade). No entanto, os 10% mais ricos ganham agora mais 10,7 vezes que os 10% mais pobres, quando esse diferencial era, em 2011, de dez vezes.

 

Segundo este especialista, este alargamento do fosso entre os mais ricos e os mais pobres “deve-se às reduções registadas em prestações como o Rendimento Social de Inserção (RSI) ou o Complemento de Solidariedade para Idosos”, a par da subida do desemprego provocada pela recessão económica.

 

O facto de, entre os escalões intermédios de rendimento, se ter registado um recuo da desigualdade encontra explicação naquilo que foi dito pelo FMI no seu recente relatório sobre este tema. As medidas de austeridade aplicadas em Portugal – nomeadamente nos salários da função pública e nas pensões – tiveram uma característica de progressividade. Isto é, a percentagem de corte aplicada foi mais alta quanto maior era o rendimento sobre o qual incidia. Foi assim que se operou uma igualização dos rendimentos na classe média. O FMI também assinalava no seu relatório que os cortes nas prestações sociais não tiveram a mesma característica de progressividade, afectando particularmente os mais pobres.

 

Agravamento da pobreza

Onde parece não haver duas leituras possíveis é na evolução da pobreza. A taxa de risco de pobreza em Portugal – que mede o número de pessoas que vivem com menos de 60% do rendimento mediano em Portugal – aumentou em 2012 para 18,7%, ou seja, afectava quase dois milhões de portugueses, segundo os dados recolhidos pelo INE. Esta é a taxa mais elevada desde 2005 e representa uma subida face aos 17,9% de 2011.

 

Esta evolução é ainda mais preocupante se se levar em conta que o limiar do risco de pobreza agora considerado se tornou ainda menos exigente do que em 2011, uma vez que se registou, em termos globais, uma redução dos rendimentos em Portugal. Para entrar nesta contabilidade, uma pessoa tinha de receber menos 4904 euros anuais, ou seja, pouco mais de 400 euros por mês. Estes valores representam uma quebra relativamente aos valores de 2011: 4994 e 416, respectivamente.

 

No relatório do INE, calcula-se quanto é que seria a taxa de risco de pobreza, caso se considerassem os rendimentos medianos de 2009 (apenas actualizados com a inflação). Nesse caso, o indicador teria subido de 20,1% em 2011 para 22,4% em 2012.

 

A taxa de risco de pobreza para as famílias com crianças dependentes subiu para 22,2%, contra os 20,5% de 2011. A maior incidência revelou-se nas famílias monoparentais com um filho a cargo (33,6%) e nas famílias constituídas por dois adultos e três ou mais crianças (40,4%) e por três ou mais adultos com menores (23,7%).

 

Depois dos menores e das famílias com filhos, os desempregados estão entre os que mais arriscavam em 2012 uma situação de pobreza, como uma taxa de 40,2%, que compara com os 38,3% do ano anterior.

 

Outro indicador de pobreza (que tem a vantagem de não depender do rendimento médio da população) é o que mede a privação material das pessoas. O INE faz um inquérito em que avalia de que modo é que as pessoas conseguem satisfazer necessidades que vão da compra de roupa nova até às condições da habitação, passando pela possibilidade de ter momentos de lazer. Neste caso, já há dados para 2013.

 

No ano passado, 25,5% dos residentes em Portugal viviam em privação material, mais 3,7 pontos percentuais do que em 2012 (21,8%), enquanto 10,9% da população estavam em privação material severa, ou seja, existiam famílias sem acesso a pelo menos quatro dos itens considerados pelo INE.

 

Para Carlos Farinha Rodrigues, os dados agora publicados são “a fotografia mais completa e consistente do impacto da austeridade na pobreza e na desigualdade” e os números registados “são extremamente preocupantes”, nomeadamente no que diz respeito ao aumento da pobreza entre as crianças e os jovens. Para este economista, o que se está a assistir é “uma completa inversão do ciclo de redução da pobreza que se tinha verificado até 2009”.

 

@Publico.pt

 

Quase 2 milhões de pessoas estavam em risco de pobreza em 2012

 

O número de portugueses em risco de pobreza aumentou entre 2011 e 2012, atingindo 18,7% da população, ou seja, quase dois milhões de pessoas, um valor que poderia aumentar para quase 50% se não existissem transferências sociais.

 

Os dados constam do mais recente Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC) do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados hoje e que mostram que em 2012 18,7% da população portuguesa estava em risco de pobreza, mais oito pontos percentuais do que em 2011.

 

Um valor percentual que corresponde na realidade a 1.961.122 portugueses e que faz o INE apontar que se trata do "mais elevado desde 2005".

 

Segundo o INE, a taxa de risco de pobreza corresponde à proporção da população cujo rendimento equivalente se encontra abaixo da linha da pobreza, definida como 60% do rendimento mediano por adulto equivalente, que passou de 416 euros em 2011 para 409 euros em 2012.

 

No entanto, se fossem tidos em conta apenas os rendimentos do trabalho, de capital e transferências privadas, a percentagem de portugueses em risco de pobreza passaria dos 18,7% para 46,9%, ou seja, cerca de 4,9 milhões de pessoas.

 

"Os rendimentos provenientes de pensões de reforma e sobrevivência contribuíram em 2012 para um decréscimo de 21,3 pontos percentuais (contra 20,2 pontos percentuais em 2011), resultando uma taxa de risco de pobreza após pensões e antes de transferências sociais de 25,6%", aponta o INE.

 

Em relação aos menores de 18 anos, o risco de pobreza também aumentou, tendo crescido 2,6 pontos percentuais em relação ao valor registado em 2011 e estando em 2012 nos 24,4%.

 

Ao mesmo tempo, o risco de pobreza para a população em idade ativa foi de 18,4%, mais 1,5 pontos percentuais do quem em 2011, quando o valor foi de 16,9%.

 

"Ao contrário, a taxa de risco de pobreza para a população idosa, 14,7%, manteve a tendência decrescente (...), expectável face ao crescimento médio das despesas com pensões de velhice `per capita` que tem vindo a verificar-se desde o início do século (7%) ", refere o INE.

 

O risco de pobreza entre as pessoas desempregadas aumentou 1,9 pontos percentuais entre 2011 e 2012, chegando agora aos 40,2%, um aumento também sentido entre os que têm emprego, havendo 10,5% de pessoas que trabalham, mas ainda assim estão em risco de pobreza.

 

Entre as famílias com crianças a cargo, a taxa de risco de pobreza também aumentou, passando de 20,5% em 2011 para 22,2% em 2012.

 

Segundo o INE, as taxas de risco de pobreza mais elevadas foram estimadas para os agregados constituídos por um adulto com pelo menos uma criança dependente (33,6%), pode dois adultos com três ou mais crianças (40,4%) e por três ou mais adultos com crianças (23,7%), que enfrentam pela primeira vez um risco de pobreza superior aos das pessoas que vivem sós (21,7%).

 

Também a intensidade da pobreza aumentou entre 2011 e 2012, sendo nesse ano de 27,3%, o que significa um agravamento de 3,3 pontos percentuais relativamente a 2011.

 

A taxa de intensidade da pobreza mede, em termos percentuais, a insuficiência de recursos da população em risco de pobreza.

 

O INE regista ainda que se mantém uma "forte desigualdade" nas distribuições dos rendimentos e aponta que o rendimento monetário líquido dos 10% da população com maiores recursos era quase 11 vezes superior ao dos 10% da população com menores recursos.

 

@RTP.pt

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Na minha opinião deveriam ser aceites qualquer nome, cabe aos pais terem bom gosto.

 

Entretanto, vi 4 apelidos engraçados na letra P, principalmente um deles não é muito raro, até conheço pessoas que tenham, porém não deixa de ser engraçado:

 

 

kcYiOE7.png

 

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entretanto no Brasil:

Standard & Poor's reduz “rating” do Brasil

24 Março 2014, 23:44 por Lusa

 

A agência de notação financeira Standard and Poor's reduziu em um nível a nota de solvabilidade atribuída ao Brasil, de BBB para BBB-, argumentando com a combinação de um crescimento económico frágil e uma "derrapagem orçamental".

 

"Conjugados, estes factores reduzem a margem de manobra do Governo perante choques externos", justificou a agência, em comunicado divulgado esta segunda-feira, relegando a nota atribuída à dívida pública brasileira para um nível da categoria especulativa, que designa investimentos arriscados.

 

O Brasil foi atingido recentemente por um movimento de saídas de capitais, que desvalorizou a moeda e colocou as suas reservas de divisas sob pressão. O país tem sido palco de movimentos de protesto contra a dimensão dos investimentos requeridos para a realização do campeonato do mundo de futebol, que começa em Junho de 2013.

 

No seu comunicado, a agência prevê que o crescimento da economia brasileira permaneça "fraco" nos próximos anos, quantificando-o em 1,8% este ano e em 2% em 2015, um recuo em relação aos 2,3% verificados em 2013.

 

O défice deve aumentar, do equivalente a 3,2% do Produto Interno Buto em 2013 para 3,9% em 2014, acrescentou a agência.

 

http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/taxas_de_juro___credito/detalhe/standard__poors_reduz_rating_do_brasil.html

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A Transnístria (faz parte da Moldávia e faz fronteira com a Ucrânia) também pediu para se juntar à Rússia.

Está um barril de pólvora jeitoso para aqueles lados...

Editado por Ego Sum

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A Transnístria se não me engano é uma província que já se declarou independente há algum tempo da Moldávia e muitos (para não dizer todos) os que governam são de origem russa.

 

Apesar de não ter a certeza atualmente deve estar naquele pote juntamente com aquelas províncias da Geórgia que se declararam independentes e só são reconhecidas pela Rússia.

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Muitos dos portugueses emigrantes em França mais velhos e que lá estão há mais tempo pensa que quando os fascizóides falam em emigrantes só se referem aos "pretos e monhés", não são eles. Santa estupidez.

 

Já agora, do Daniel Oliveira:

 

Passos Coelho, o calcinhas português

 

Em mais uma reação ao "Manifesto dos 70", que tão nervoso deixou o governo, Passos Coelho disse que ele revela "uma concepção infantil, nem sequer é política, da Europa". Infantil porquê? "Estão a falar de uma Europa que não existe, nem existirá e ainda bem, porque ninguém aceitaria uma Europa em que uns poupam para que outros possam gastar". Repare-se que Passos não apela a um suposto realismo. Ele diz que ainda bem que a tal Europa não existe. E explica que essa Europa que felizmente não existe é aquela em que uns poupam e outros gastam. A dicotomia não é entre credores e devedores, centro e periferia, economias mais e menos desenvolvidas. Nada disso. Ele remete-nos para distinções éticas. Uns são poupados, outros gastadores. Eles vítimas pacientes, nós abusadores infantilizados.

 

Podia discutir a infantilidade (devolve-se o epíteto) deste ponto de vista. Mas isso obrigar-me-ia a descer o nível intelectual do debate até à imbecilidade. Não consigo. Poderia mostrar, através de quase todos os dados fundamentais, como este preconceito racista (estou a medir as palavras) é contrariado por quase todos os factos. Mas isso só faria sentido se estivesse a discutir com alguém que não conhece a realidade do País. O preconceito perdoa-se ao ignorante. Podia indignar-me com a utilização de estereótipos como arma política. Mas isso só faria sentido se estivesse a debater com um qualquer político estrangeiro e me visse obrigado a defender o bom nome de Portugal. Na realidade, tal como disse Constança Cunha e Sá, apenas um líder de um partido de extrema-direita do norte da Europa teria o desplante de fazer este tipo de simplificação das relações entre Estados membros da União Europeia e lançar este anátema sobre os países periféricos. Acontece que esta frase é do primeiro-ministro de Portugal. É ele, e não Angela Merkel ou mesmo Marine Le Pen, que se encarrega de alimentar o preconceito contra os portugueses.

 

Indigna-me a insensibilidade social de Passos Coelho, que muitas vezes se evidencia na frieza com que fala do "ajustamento interno" (que, traduzido para a vida prática, corresponde ao engrossar do exército novos pobres vindos da classe média, que deixaram de poder comer peixe e carne ou de aquecer a casa). Mas poucas coisas me deixam mais perplexo do que o seu deslumbramento provinciano. Um sentimento comum em muitos portugueses, que se traduz nos elogios ao que se faz "lá fora" e à autoflagelação por coisas que "só neste País" acontecem. Um complexo de inferioridade que é responsável por muitos dos erros que cometemos no passado recente, a começar pela falta de sentido critico que mantivemos em todo o processo da nossa integração europeia. Mas como Passos Coelho a coisa chega a um ponto que roça o racismo contra nós próprios. Se isso seria incómodo em qualquer cidadão, num primeiro-ministro de um país em crise, deprimido e intervencionado por instituições externas, é assustador. Como pode o governo negociar com outros Estados e instituições externas se o homem que o dirige é o primeiro a produzir o argumentário e a reproduzir os preconceitos que são usados contra o seu próprio povo?

 

No passado, quando Portugal ainda tinha um Império, usava-se um termo para os mestiços assimilados, que supostamente queriam ser considerados "civilizados". Eram os "calcinhas". Apesar da ter várias leituras, conforme quem a usava, a expressão era geralmente pejorativa e carregada de preconceito. O africano podia fazer o esforço para se vestir como o branco, falar como o branco e até pensar como o branco. Podia também ser mais instruído que o colono vindo das berças. Aos olhos do branco, nunca seria um deles. Um "preto de calcinhas", mas um "preto". É uma coisa que o nosso "calcinhas" um dia perceberá sobre si próprio e o papel que decidiu desempenhar nesta Europa em crise: que se pode esforçar para repetir o que os líderes das Nações que ele considera "civilizadas" pensam sobre esta "piolheira" e a excelente opinião que têm - e ainda bem para eles - sobre os seus próprio Países. Pode até dizer o que apenas o alemão mais preconceituoso pensa de nós. Será sempre apenas e só "the nice guy", como lhe chamou Angela Merkel quando o conheceu. Um "tuga" que gostaria de não o ser e que vive deslumbrado pelo seu próprio "colono".

 

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/passos-coelho-o-calcinhas-portugues=f862599#ixzz2xCUE7NhJ

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Red Prince, ficas como fiel depositário da rep que concedi ao texto do Daniel.

 

Até se me revoltam as tripas quando leio ou ouço alguém a dizer isto ou parecido: "Estão a falar de uma Europa que não existe, nem existirá e ainda bem, porque ninguém aceitaria uma Europa em que uns poupam para que outros possam gastar"

 

É todo um pensamento que, além de tudo o que o Daniel escreveu e que subscrevo, determina toda a política de combate ao estado social e o ataque aos mais desfavorecidos com reformados e pensionistas à cabeça. É toda uma ideologia sobre a repartição da riqueza que lhe está subjacente. Para esta gente (que infelizmente tivemos a necessidade de eleger para nos governar, por esgotamento de alternativas credíveis no espectro político aceitável por parte de quem molda a opinião pública) é inaceitável utilizar recursos excedentários dos ricos para que os pobres possam gastar em bens de primeira necessidade.

Editado por Descartes

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Continuo a achar que o Coelho é demasiado burro para ser racista, é só mais um caso de síndrome de Estocolmo.

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Aquilo que não pensei ser possivel afinal pode mesmo acontecer. A Russia pode invadir a Ucrânia nos proximos dias.

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Aquilo que não pensei ser possivel afinal pode mesmo acontecer. A Russia pode invadir a Ucrânia nos proximos dias.

 

Li uma crónica no Açoriano Oriental muito interessante sobre o que pode vir a acontecer. Não tenho é forma de digitalizar. :\

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Red Prince, ficas como fiel depositário da rep que concedi ao texto do Daniel.

 

Até se me revoltam as tripas quando leio ou ouço alguém a dizer isto ou parecido: "Estão a falar de uma Europa que não existe, nem existirá e ainda bem, porque ninguém aceitaria uma Europa em que uns poupam para que outros possam gastar"

 

É todo um pensamento que, além de tudo o que o Daniel escreveu e que subscrevo, determina toda a política de combate ao estado social e o ataque aos mais desfavorecidos com reformados e pensionistas à cabeça. É toda uma ideologia sobre a repartição da riqueza que lhe está subjacente. Para esta gente (que infelizmente tivemos a necessidade de eleger para nos governar, por esgotamento de alternativas credíveis no espectro político aceitável por parte de quem molda a opinião pública) é inaceitável utilizar recursos excedentários dos ricos para que os pobres possam gastar em bens de primeira necessidade.

 

As famílias mais endividadas da UE

por RUDOLFO REBÊLO01 abril 2006Comentar

 

Em média, cada família portuguesa deve à banca, em empréstimos bancários à habitação e ao consumo, o equivalente a 118% do seu rendimento disponível - o salário anual, descontado de impostos e contribuições sociais.

O endividamento bancário dos portugueses é dos maiores da Europa, só ultrapassado pelo dos holandeses. E isto sem ter em conta as dívidas contraídas pelas famílias através de cheques pré-datados, prestações informais nas compras de electrodomésticos ou mesmo em operações do tipo ALD - Aluguer de Longa Duração e de leasing na compra de automóveis.

Mas se os holandeses possuem outro nível de vida, já os portugueses podem confrontar-se com dificuldades. O endividamento das famílias , medido pelo Banco de Portugal, foi contraído particularmente pela explosão do crédito à habitação nos últimos sete anos. No final dos anos 90, a expansão do crédito ao consumo - através de linhas de crédito específicas - levou os portugueses à euforia consumista, aproveitando a histórica baixa das taxas de juro.

No início da década, os cartões de crédito passaram a ser familiares. E também fonte de desequilíbrios dos orçamentos familiares, já que as taxas de juros para este tipo de crédito ao consumo é substancialmente mais alto.

Até agora, as baixas taxas de juro - principalmente com a compra de casa própria - permitem às famílias assegurar um reduzido "serviço de dívida", a factura dos juros com o empréstimo. Mas, com o aumento sistemático do preço do dinheiro, o serviço da dívida tenderá a aumentar, criando dificuldades financeiras acrescidas e mesmo sintomas de insolvência em alguns agregados familiares. O passo seguinte é o surgimento de um outro drama social: as " famílias sobre-endividadas"

 

Fonte: http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1039663&especial=Endividamento&seccao=ECONOMIA

 

 

A verdade é mesmo essa não foi apenas o estado a endividar-se, foram as famílias, os portugueses em media são desregrados e só não percebe isso quem não vai com frequência a essa Europa fora e verifica que o parque automóvel em países como a Dinamarca, a Suécia, Franca ou Áustria são bem piores do que o nosso e que não existem restaurantes cheios em cada rua (como se verificava pré-2008 em Portugal)

 

Alem disso que raio de conversa é essa de que os que poupam devem pagar pelos outros? Primeiro poupar mais não quer dizer que se ganha mais. Duas pessoas com o mesmo rendimento podem podem poupar diferentes percentagens do salário e por essa lógica quem não gastou ainda deve contribuir para aqueles que gastaram a mais? :handclap: amazing Segundo mesmo que eu ganhe mais, já não desconto 50% do meu ordenado? O que querem mais, outros 10% para ajudar gente em países longe do meu?

 

Eu gostava de ver o Zé Tuga a dizer que agora devemos todos descontar outros 5% do nosso salário para os desagradadinhos da Republica Centro-Africana...coitadinhos eles necessitam

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Aquilo que não pensei ser possivel afinal pode mesmo acontecer. A Russia pode invadir a Ucrânia nos proximos dias.

 

Já agora completanto este post, eu digo isso seguindo a linha de pensamento de alguns analistas que tenho lido nos ultimos 2 dias, uma vez que a Russia tem neste momento concentrado nas suas fronteiras com a Ucrânia um contingente militar impressionante. Fala-se de à volta de 100 mil unidades. Para além de que tem conduzido uma série de treinos e testes intercomplementares que testam várias valências do seu exército ao mesmo tempo.

Mas o mais significativo talvez são as noticias que saíram ontem de que aparentemente as melhores unidades do exército russo, as unidades mecanizadas e aerotransportadas da guarnição de Moscovo estão agora tambem às portas da Ucrânia, não são então apenas as unidades das guarniçoes do sul e oeste como até agora acontecia.

 

Para mim o amontoar de tropas na fronteira parecia ser até agora uma forma de pressionar a Ucrânia e talvez uma estratégia de provocar que o exército ucrâniano tome uma posição face ao governo saído do golpe em Kiev. Mas agora, o numero de tropas e material é tal que parece estranho como a Russia está disposta a gastar tanto dinheiro para manter uma força assim fora das suas bases em prontidão de combate apenas para os usar como mais uma cartada estratégica.

Ainda assim, e principalmente atendendo a esses custos, o que se vai lendo, saíndo de fontes e analistas essencialmente ligadas ao exército Americano é que uma invasão a acontecer terá de ser nos proximos dias, caso contrário o que veremos é as forças a serem retiradas. Há ainda quem diga que esse ataque será feito já hoje! Depois dos mercados na Russia fecharem... Não sei até que ponto isto é realista. Mas quem o diz é este gajo https://twitter.com/Galrahn Raymond Pritchett, que supostamente é um analista respeitado.

 

Enfim, espero que nada se passe. Mas é curioso como as coisas mudam, eu certamente que nunca pensei nestes anos vir a assistir a uma guerra de grandes proporções em território Europeu.

Editado por antifa

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João Oliveira, durante um debate na Assembleia da República, apelidou Paulo Portas, Vice-Primeiro Ministro, de gestor das forças ocupantes.

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Li uma crónica no Açoriano Oriental muito interessante sobre o que pode vir a acontecer. Não tenho é forma de digitalizar. :\

 

Já que o Antifa completa as suas coisas, também vou completar as minhas :

 

 

O Fenómeno Putin

 

Um dia após a assinatura do Tratado que consagrou a anexação da Crimeia pela Rússia, a Bielorrússia manifestou o seu desagrado com as recentes ações de Moscovo. Os Bielorussos temem que o precedente da Crimeia seja invocado pela Rússia para justificar outras incursões noutros territórios, como o seu, por exemplo. Putin diz que pretende apenas a Crimeia mas a mobilização de tropas russas na fronteira com a Ucrânia sugere o oposto. As contradições que separam o dito do feito não são inocentes ou fortuitas. São propositadas. A ambiguidade que delas emana confunde o nefasto inimigo imaginado por Moscovo, a aliança ocidente-Kiev. Putin camufla astutamente as suas verdadeiras intenções numa opaca neblina de sinais contraditórios. Ontem, por exemplo, o Kremlin aceitou a presença de monitores internacionais na Ucrânia enquanto forças paramilitares russas tomavam de assalto uma base aérea ucraniana na Crimeia.

 

Os níveis de popularidade de Putin atingiram níveis meteóricos logo após a anexação da Crimeia. Os Russos vivem um momento de delírio nacionalista. A grandeza imperial de outrora foi sagazmente recuperada por Putin na Crimeia. De facto, a anexação aveludada da Crimeia está a ser interpretada por muitos russos como uma vitória decisiva contra um sórdido ocidente que pretende cercar, dominar e explorar a Mãe-Rússia. Esta ficção absurda e anacrónica é tida como realidade inquestionável. Os outros inimigos, os dissidentes russos, estão a ser politicamente sufocados pelo fervor nacionalista da maioria. Recordemos que Putin não foi forçado a agir na Crimeia por forças nacionalistas ou imperialistas que exigiram a adoção de uma postura bélica para com Kiev. A verdade é que os nacionalistas russos só saíram para as ruas depois da anexação da Crimeia. É precisamente este nacionalismo, imperial e fervoroso, que legitima e reforça o poder do Czar, ofusca a crise económica latente e nulifica democraticamente e eficazmente a oposição. Pouco interessa se estas consequências são intencionais ou não. O que interessa, verdadeiramente, é que Putin percebeu que o expansionismo territorial, desde que devidamente coreografado e “justificado”, pode ser um instrumento decisivo na legitimação política do regime vigente. As ações da Rússia na Crimeia isolaram-na internacionalmente mas os problemas internos de Putin (crise económica e crise de legitimidade democrática) foram temporariamente ocultados pelo júbilo imenso da “reunificação” da Rússia com a Crimeia, uma benesse que o Czar certamente não desperdiçará. Será que a legitimidade democrática será doravante interpretada á luz do critério da expansão territorial “justificada”? Poderá o expansionismo politicamente correto de Putin transformar-se numa exigência eleitoral? A lição que a história nos ensina é simples: o nacionalismo imperialista pode depressa transformar-se num monstro rebelde e insaciável. O que fará Putin quando os nacionalistas exigirem algo que ele não lhes pode dar? O que fará Putin com a vontade própria do nacionalismo que acirrou?

 

fonte: Açoriano Oriental

 

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O telexfree e o Wings já chegaram a Portugal Continental? Aqui na Madeira não se fala, nem se faz outra coisa. Há dias soube que as finanças começaram a investigar os divulgadores da Telexfree.

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Enfim, espero que nada se passe. Mas é curioso como as coisas mudam, eu certamente que nunca pensei nestes anos vir a assistir a uma guerra de grandes proporções em território Europeu.

eu duvido mesmo que não aconteça nada...

 

http://www.news.com.au/world/a-rapid-russian-buildup-of-tanks-and-troops-with-tough-talk-from-president-vladimir-putin-raises-fears-war-with-ukraine-could-be-imminent/story-fndir2ev-1226867240935#ooid=NidGFmbDqwR9Pva-teR3p6lWhJACp8uq

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Penso que a SIC ou a TVI já fez umas quantas reportagens sobre a Telexfree.

Já vi uma ou duas na RTP Madeira. Foram reportagens péssimas, a primeira serviu de publicidade.

Na Madeira estima-se que 1 em 4 está metido nisso, o que dá acima de 60 mil. Já vi um padre antes, durante a missa e depois no adro da igreja a tentar angariar.

Mais viciante que a heroína.

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Já vi uma ou duas na RTP Madeira. Foram reportagens péssimas, a primeira serviu de publicidade.

Na Madeira estima-se que 1 em 4 está metido nisso, o que dá acima de 60 mil. Já vi um padre antes, durante a missa e depois no adro da igreja a tentar angariar.

Mais viciante que a heroína.

Afinal foi na RTP que vi, no Sexta às Nove.

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