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andriy pereplyotkin

Fim das praxes não acabaria com festas académicas

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Fim das praxes não acabaria com festas académicas

 

Estudantes de universidades e politécnicos organizam queimas das fitas e semanas académicas que atraem grandes marcas e geram lucros milionários.

As festas académicas estão incluídas nas tradições dos estudantes universitários e, apesar de custarem milhões de euros, também geram lucros igualmente atrativos e são cada vez mais apetecíveis para as marcas. Em Coimbra, por exemplo, a última Queima das Fitas tinha um orçamento de cerca de um milhão de euros e acabou com um lucro de 510 mil euros.

As semanas académicas realizam-se nas universidades e politécnicos de todo o País no mês de maio. Em alguns locais estas festas são consideradas praxistas, embora não se caracterizem pelo tradicional gozo dos caloiros e existam para lá da praxe. Aliás, se esta fosse proibida como se debateu nas últimas semanas nas reuniões entre o ministro da Educação, associações de estudantes e reitores na sequência da morte de seis estudantes na praia do Meco, as festas académicas iriam resistir. "A queima das fitas não ia acabar se acabasse a praxe", garante ao DN o presidente da Federação Académica do Porto (FAP) Ruben Alves. Um sentimento partilhado pelas academias de Lisboa, Coimbra e Minho.

 

Já ontem deixei o apelo no Frio, se alguém tiver assinatura digital do DN curtia ver este artigo, por motivos "profissionais" interessa-me mas não só. Vou conhecendo boa parte do que se passa e parece-me um tema muito pouco discutido.

 

E acho que é um tema à parte do que tem sido discutido com a praxe, apesar do título estabelecer a relação.

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O gajo da FAP tem toda a razão, mal fosse eles perderem a fonte de tachos que é a Queima do Porto.

Verdade. No ano passado perderam um

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Alguém levou a mal quando toquei no assunto do dinheiro que anda em redor das "tradições académicas" no outro tópico. Pode ser que agora percebam melhor.

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Aquele bimbo de 40 e tal anos de Coimbra ia estar lá tanto tempo porque carga de água? Foi preciso haver este burburinho à pala dos outros do meco para "descobrirem" coisas

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mas as festas académicas não tipo "festivais de verão" da malta universitária?

que raio tem isso a ver com o fim/proibição/redução da praxe?

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Aquele bimbo de 40 e tal anos de Coimbra ia estar lá tanto tempo porque carga de água? Foi preciso haver este burburinho à pala dos outros do meco para "descobrirem" coisas

 

Tiro ao lado. As FA não são compostas na sua exclusividade por elementos de praxe. E se é para sacar dinheiro nem é preciso fazer parte de uma FA e esperar pela queima. Um antigo dux da FLUP tinha uma loja de artigos de praxe.

 

Maioria dos que aguentam esses anos todos é por terem dinheiro já de si.

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Mas era sequer suposto que uma coisa pudesse terminar com a outra?

 

Próximo artigo de fundo sobre este assunto deverá ter como título: "Fim das praxes não acabaria com exames"!

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Mas era sequer suposto que uma coisa pudesse terminar com a outra?

 

Em algumas universidades e politécnicos sim porque, vá-se lá saber porquê, quem não é praxado não pode assistir nem ir às festas académicas.

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Em algumas universidades e politécnicos sim porque, vá-se lá saber porquê, quem não é praxado não pode assistir nem ir às festas académicas.

Havia de ser comigo. :lol:

 

Nem faz sentido falar numa coisa destas. O facto de haver bilhetes para "não-estudantes" é suficiente para esclarecer a ligação que estas festas actualmente (não) têm à praxe.

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Em algumas universidades e politécnicos sim porque, vá-se lá saber porquê, quem não é praxado não pode assistir nem ir às festas académicas.

Ai sim? Onde?

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Infelizmente a Queima, pelo menos em Coimbra, deixou de ser uma festa para ser um negócio ... E isso nota-se bastante na qualidade !

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Ai sim? Onde?

 

Depende do que considerares festas académicas.. Na minha, em festas, eventos e jantares organizados pela comissão de praxe só podia ir quem tivesse na praxe ou já tivesse diploma assinado pelo dux, se não tivesse era lhe barrada a entrada. E já que estamos a falar de dinheiro neste tópico, essas festas eram pagas, estavam sempre cheias e os lucros iam obviamente para quem organizava o evento, não admira que o dux andasse lá há anos, fosse de carrão para a fac e ninguém soubesse o que ele fazia da vida. ;)

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Ai sim? Onde?

 

Tal como o pl2mp disse em alguns códigos da praxe diz lá que "quem fizer a praxe ganha o direito de poder participar em todas as atividades do âmbito académico que decorrerão da sua vida académica". Varia de universidade para universidade e de politécnico para politécnico.

 

Muitas vezes consideram-se as festas académicas como "atividades do âmbito académico" e dizem que quem não é praxado não pode ir a essas festas.

 

E como é óbvio isso é mentira. Nunca na vida existem pessoas a controlar a venda de bilhetes a pessoas que não foram praxadas e duvido muito que a Comissão de Praxes das Universidades e Politécnicos ande a fazer base de dados de pessoas que não meteram os pés nas praxes. Apenas disse isso por curiosidade, visto que o Unreal perguntou a relação entre festas académicas e praxes.

Editado por Lebohang

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Depende do que considerares festas académicas.. Na minha, em festas, eventos e jantares organizados pela comissão de praxe só podia ir quem tivesse na praxe ou já tivesse diploma assinado pelo dux, se não tivesse era lhe barrada a entrada.

E alguma vez viste isso a acontecer ? Desculpa lá, mas custa-me um bocado a acreditar que isso acontecia mesmo ..

 

E como é óbvio isso é mentira. Nunca na vida existem pessoas a controlar a venda de bilhetes a pessoas que não foram praxadas e duvido muito que a Comissão de Praxes das Universidades e Politécnicos ande a fazer base de dados de pessoas que não meteram os pés nas praxes. Apenas disse isso por curiosidade, visto que o Unreal perguntou a relação entre festas académicas e praxes.

Exacto, era aqui que eu queria chegar ;) isso pode estar nos códigos de praxe etc e tal, mas é óbvio que nunca se cumpre. Quem organiza essas festas quer é dinheiro, não querem saber se são anti-praxe ou se são praxados.

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E de repente parece que a comunicação social acorda para os temas relacionados com o Ensino Superior. Mas alguém tinha dúvidas do dinheiro que gera tudo o que envolve a vida Académica, e também a Praxe, mesmo sendo coisas distintas? É ver que consegue lucrar mais.

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E de repente parece que a comunicação social acorda para os temas relacionados com o Ensino Superior.

E ainda bem.

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E de repente parece que a comunicação social acorda para os temas relacionados com o Ensino Superior.

 

 

Mas não para o que interessa

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E alguma vez viste isso a acontecer ? Desculpa lá, mas custa-me um bocado a acreditar que isso acontecia mesmo ..

 

Em duas ocasiões sim, no cortejo e na imposição de insígnias, os membros da comissão foram inspeccionar os diplomas um a um para entrarmos no carro e no pavilhão (na parte dos estudantes). Em festas não sei se era sempre controlado, só fui a uma, entrava-se com pulseira que precisávamos de ir comprar à comissão, e eles tinham uma lista com os nomes das pessoas a quem podiam vender.

 

Sei que na maioria dos sítios não é assim, eu estive inclusive num antes em que se cagava para isso, mas ali como os anti-praxe eram uma minoria e por norma eram postos de parte à mesma e não iam a essas cenas, eles faziam questão que isso fosse mesmo controlado.

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E ainda bem.

Mas não para o que interessa

 

Completamente de acordo. Para os cortes nas bolsas de estudo, por exemplo,não se vê o mesmo empenho nem a mesma necessidade de informar e alertar. E falo disso porque é algo que me afecta directamente. Mas até compreendo, vende muito mais polémicas sobre praxes e restantes temas.

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