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johan

Educação Física nas escolas, o elo mais fraco

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Os professores de Educação Física estão indignados com o que consideram ser o desinvestimento do Governo nesta disciplina. E perguntam: se em todo o lado ouvimos falar da importância de praticar actividade física e combater o sedentarismo, porque é que nas escolas assistimos exactamente ao oposto?

 

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Revistas, jornais, livros, programas de televisão, em todo o lado a mesma mensagem: combater o sedentarismo é fundamental para a saúde, é importante deixar o sofá e praticar actividade física, fazer ginástica, jogar futebol, correr, ou, pelo menos, andar. Então, interrogam-se os professores de Educação Física (EF), se é uma opinião aparentemente tão consensual, porque é que assistimos a um desinvestimento cada vez maior nesta disciplina nas escolas?

 

Um desinvestimento que, diz Nuno Ferro, presidente da Sociedade Portuguesa de Educação Física (SPEF), “começou claramente na actual legislatura”. O “primeiro sinal”, explica, surgiu com o decreto-lei 139 de 2012, que reduz a carga horária da EF no 3.º ciclo (do 7.º ao 9.º anos, em que passou a fazer parte de uma área de Expressões e Tecnologias) e no secundário (do 9.º ao 12.º, em que passou de 180 minutos semanais para 150).

 

O “segundo sinal” foi o facto de, de acordo com o mesmo decreto-lei, a EF deixar de contar para a nota final do aluno e para a média de acesso ao ensino superior. “Os alunos que estão numa aula que conta para a avaliação têm uma postura completamente diferente da que têm se souberem que não vai contar para nada”, sublinha Nuno Ferro. “E não nos foi dado um único argumento que sustente esta medida. A única coisa que nos foi dita foi que se pretendia tirar de cima dos professores de EF essa responsabilidade. Mas o nosso trabalho como professores, seja de EF, de Português ou de Matemática, é assumir o que representamos na vida dos alunos e agirmos em conformidade com o que eles fazem nas nossas aulas.”

 

O responsável da SPEF acredita que por trás da medida está a ideia de que uma má nota a EF poderia baixar a média de um aluno excelente a todas as outras disciplinas e pôr em causa o seu acesso à universidade. Mas, afirma, trata-se de um argumento que “não é fundamentado”. E explica porquê: “Pedimos a várias escolas para fazerem o levantamento daquilo que eram os efeitos da nota de EF e verificámos que a percentagem de alunos prejudicados na sua média final por causa dela é de 2 a 2,5%. Sendo que a nota de EF beneficiava os alunos em cerca de 46% dos casos. Trata-se de um estudo feito em 2012 em escolas da região de Lisboa, às quais pedimos esses dados, que o Ministério da Educação não tem.”

 

Além disso, Nuno Ferro argumenta que “não é possível a um aluno de 19 e 20 noutras disciplinas ser fraco a EF se a tiver, como está previsto pela lei, desde o 1.º ao 12.º ano”. Isto porque “a exigência classificativa da EF não tem nada a ver com criar talentos desportivos”, explica. “O que nós queremos é criar nos alunos o desenvolvimento de uma capacidade de desempenho motora que lhes permita, de forma ecléctica, abarcar várias áreas, da desportiva às actividades de exploração da natureza, passando pelas rítmicas e expressivas.”

 

E o que é, afinal, valorizado por um professor de EF? “As mesmas características que fazem um bom aluno em qualquer disciplina: tem que ser um aluno que cumpra, que seja aplicado e que procure o seu desenvolvimento. Um aluno que só lá vai mostrar aquilo que já sabe não satisfaz as exigências da EF.” Ou seja, “aquela ideia de que um aluno que é muito bom no futebol no clube da terra só por isso vai ter boa nota não é verdade, porque ele tem que ser bom também a dançar, por exemplo.”

 

Trabalho de equipa

A EF pretende também desenvolver o trabalho em equipa. “O aluno que pensa que é tão bom que pode pegar na bola e fintar todos, está a ter um comportamento que não é valorizado. A finta é tão importante como a capacidade de cooperar com os outros, o ter espírito de equipa, ajudar o outro, e a até a capacidade de demonstrar dificuldades perante os outros.”

 

Um problema que começa a aparecer com mais frequência, continua Nuno Ferro, é os alunos chegarem ao 3.º ciclo ou ao secundário sem a tal formação básica que deviam ter tido desde o 1.º ano. “Um dos grandes males de que padece a nossa área prende-se com a forma como é dada a EF no 1.º ciclo, que ainda funciona muito na lógica de ser apenas um professor que lecciona tudo. As áreas de expressão podiam ser dadas por um professor coadjuvante, mas em muitos casos nunca surgiram condições para que houvesse esses professores. É claramente uma área em défice, o que faz com que, por hipótese, possa haver miúdos entre os 6 e os 10 anos que não têm acesso a qualquer tipo de actividade física organizada, o que é um elemento muito negativo para todo o percurso deles.”

 

É muito importante começar cedo, insiste. “No fim do pré-escolar e início do 1.º ciclo os miúdos estão em idades críticas para alguns dos padrões motores fundamentais, que são a base para que possam ser pessoas fisicamente bem educadas. Começarmos esse processo de educação motora no 2.º ciclo é tarde. Apanhamos miúdos que já perderam muito do que eram as suas possibilidades, e vão estar sempre com algum atraso em relação aos que começaram no 1.º ciclo.”

 

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/educacao-fisica-nas-escolas-o-elo-mais-fraco-1681012

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Eu até acho que devia haver muito mais aulas de educação física no horário.

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Eu até acho que devia haver muito mais aulas de educação física no horário.

 

Que sentido faz só teres 90 minutos de educação física e muitas vezes a segunda-feira ?

Ou então 45 minutos como alguns do 5º e do 6º ano ?

Devia ser pelo menos 2/3 vezes por semana.

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1:26

Editado por Helder

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Eu sempre tive 180 minutos por semana de Educação Física.

 

Pensava que era assim em todo o lado.

Editado por lolitos

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Sou da opinião que durante todo o percurso de estudos(incluindo universidade) devia ser obrigatório a pratica de actividade física. E que talvez a dado momento se devesse passar de desporto em geral(várias actividades) para apenas uma actividade mais especifica. Algo como uma especialização num determinado desporto.

E defendo também que deveria contar para média, senão o que se passa é que muitos dos alunos não vai fazer o mínimo de esforço para a mesma. Isto teria na minha opinião enormes benefícios em termos de qualidade de saúde dos jovens e aumento da qualidade das várias modalidades desportivas.

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Eu sempre tive 180 minutos por semana de Educação Física.

 

Pensava que era assim em todo o lado.

 

Mas não é, no Porto tinha 180 por semana como tu mas aqui em Almada só tinha 90 minutos por semana e era a segunda de manhã as 10h.

O meu irmão no ano passado no 2º e 3º período só tinha 45 minutos de educação fisica por semana e andava no 5º ano.

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Que sentido faz só teres 90 minutos de educação física e muitas vezes a segunda-feira ?

Ou então 45 minutos como alguns do 5º e do 6º ano ?

Devia ser pelo menos 2/3 vezes por semana.

Do 5ª até ao secundário tive e tenho sempre 3 tempos de EF por semana.

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Devia é sair das disciplinas obrigatorias a EF como a conhecemos e ser criado um sistema em que obrigatoriamente o aluno necessita de praticar uma actividade fisica ou artistica.

 

Assim seria mais facil canalizar os jovens para os talentos que realmente têm. EF é importante mas a nivel curricular (a nao ser que o objectivo da pessoa seja ir para algo ligado com o desporto) é absurdo

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No meu tempo eram 4h por semana, duas vezes por semana em aulas de duas horas. Ou seriam 3h, 2h+1h?

 

Bem, 90' de EdF é algo de ridículo. 45' é vergonhoso.

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Essas aulas de 45 minutos um gajo perde mais tempo a equipar-se e a tomar banho que na aula.

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Tinha uma aula de 90 prática e uma de 45 teórica até ao nono. No secundário eram 190 minutos semanais.

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No secundário tinha duas aulas por semana (1 de 2h e outra de 1h). No básico já não me recordo bem, mas julgo que era igual.

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Devia é sair das disciplinas obrigatorias a EF como a conhecemos e ser criado um sistema em que obrigatoriamente o aluno necessita de praticar uma actividade fisica ou artistica.

 

Assim seria mais facil canalizar os jovens para os talentos que realmente têm. EF é importante mas a nivel curricular (a nao ser que o objectivo da pessoa seja ir para algo ligado com o desporto) é absurdo

Uma disciplina obrigatória que não conta para nada, só tens que marcar presença.

Mas depois venham com as acções contra a obesidade, verdadeira palhaçada.

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Para começar, o terem retirado a disciplina de EF de contagem para a média, foi uma autentica estupidez e explico já o porque.

 

Em 1º lugar, a minha irmã anda no secundário e desde essa decisão que não tem aulas de EF de jeito. Os professores que lhe calham na disciplina basicamente não fazem aulas nenhumas. Mandam os miúdos fazerem o que quiserem e se quiserem. Segundo ela, basicamente só os rapazes fazem aula e é para jogarem futebol. Nem os alunos se esforçam nem os professores puxam pelos mesmos.

 

Em 2º lugar, devia haver no minimo, 180min de EF por semana os quais divididos em 3 aulas de 60min (segundas, quartas e sextas). Para além de ser mais saudavel facilita depois também quem quer ingressar em licenciaturas de desporto. Sim porque na licenciatura praticas desporto todos os dias sem descanso. E sendo eu aluno de tal licenciatura tenho de dizer que, quem acha que tirar desporto é só andar aos saltinhos e as voltinhas a correr de um lado para o outro, podem repensar duas e três vezes. Na licenciatura tens, no minimo 450min (7h e meia) de aulas práticas por semana, nas quais não paras um segundo que seja se apanharem professores como eu. Se tiverem tanta sorte como eu tive no 2º semestre do 1º ano, apanham com 90min de futebol as 8h30 da matina e às 10h30 levam mais 90min de basket e ao inicio da tarde levam com uma teórica da treta tipo inglês ou IGD e ao fim da tarde com 2h e meia de anatomia. Na manhã seguinte levam 90min de BTT e para descontrair um pouco as pernas, 90min de canoagem. O problema é que, para além das aulas práticas, tens ainda as teóricas nas quais apanhas anatomias, biomecanicas, entre muitas outras e aviso já que não sao nada fáceis e precisam de muito estudo. Ora, quem não estiver habituado a praticar desporto, ou não se vai aguentar na licenciatura, ou vai andar de rastos. Levar com tantas horas semanais de esforço físico e ainda ter de estudar para as teóricas não é facil. Basicamente chegam a casa ao fim do dia e querem mais é dormir devido ao cansaço muscular. Para quem não está habituado a praticar desporto ainda se torna mais dificil.

 

Isto tudo para dizer que, para quem tem intenções de ingressar em licenciaturas de desporto, as aulas de EF do secundário estão uma bela merd@. Em cima falei em 180min por semana e afirmo que é mesmo no mínimo porque para quem tem intenções de seguir desporto, é muito pouco.

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Isto tudo para dizer que, para quem tem intenções de ingressar em licenciaturas de desporto, as aulas de EF do secundário estão uma bela merd@. Em cima falei em 180min por semana e afirmo que é mesmo no mínimo porque para quem tem intenções de seguir desporto, é muito pouco.

 

Quem tem intenções disso muito provavelmente faz desporto extra-curricular. E em EF no Secundári pelo menos não fazia nada de jeito, não seja por isso.

 

Na notícia fala de descer de 180 para 150 minutos, mas acho que não faz grande diferença, é preciso é mudar a mentalidade dos estudantes.

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Saudades do 7º ano!!! Para além de ter 90min + 45min por semana ainda tinha-mos mais 90min de uma disciplina que havia na minha escola que era Programa ou Projeto Pessoa ou lá que era aquilo. Praticamente era mais Educação Física.

2h na sexta à tarde a jogar futebol :heart:

Agora só tenho 90min por semana...

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Quem tem intenções disso muito provavelmente faz desporto extra-curricular. E em EF no Secundári pelo menos não fazia nada de jeito, não seja por isso.

 

Na notícia fala de descer de 180 para 150 minutos, mas acho que não faz grande diferença, é preciso é mudar a mentalidade dos estudantes.

Estão no caminho certo, os alunos que melhores médias tinham mesmo que fossem uns nabos a educação física tinham boas notas para não prejudicarem as médias brilhantes, como isso não chegava ainda retiraram a educação física da média..não são os alunos que precisam de mudar a mentalidade, é o ministério.

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Saudades do 7º ano!!! Para além de ter 90min + 45min por semana ainda tinha-mos mais 90min de uma disciplina que havia na minha escola que era Programa ou Projeto Pessoa ou lá que era aquilo. Praticamente era mais Educação Física.

2h na sexta à tarde a jogar futebol :heart:

Agora só tenho 90min por semana...

Foi o ano passado :tongue:

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Quem tem intenções disso muito provavelmente faz desporto extra-curricular. E em EF no Secundári pelo menos não fazia nada de jeito, não seja por isso.

 

Na notícia fala de descer de 180 para 150 minutos, mas acho que não faz grande diferença, é preciso é mudar a mentalidade dos estudantes.

 

1º bold:

 

Depende. Quem estiver num meio onde não haja grande ou praticamente escolha nenhuma, e a sua intenção seja seguir desporto (foi o meu caso) está bem fod*do! Hoje em dia já há mais escolha e em quase todo o lado, é uma verdade, mas mesmo assim há sempre lugares onde não tens escolha nenhuma.

 

2º bold:

 

Não faz grande diferença!? Quem quiser seguir deporto faz toda a diferença! Se eu já acho que 180min é demasiado pouco, 150 ainda é pior! Como disse, quem quiser seguir desporto, leva no minimo 450min semanais onde não paras um segundo como o podes fazer no secundário. São só mais 300min daquilo a que estão habituados nas escolas. E sim, estou apenas a referir-me a quem não faz nada extra-curricular porque quer queiras ou não, há muita gente que não faz desporto extra-curricular e o que mais quer é seguir desporto no futuro. :compinchas:

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