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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Devo aproveitar para trocar os meus Euros por Libras agora, visto que em Setembro vou até lá.

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Se estás fora, não fazes reset algum. Limitas-te a estar fora.

 

Faz reset de forma indirecta, pq isto vai abanar significativamente a estrutura da UE.

 

Nesses oito pontos não consegui compreender nenhuma razão objectiva que demonstrasse de que forma é que a inclusão do RU na UE é prejudicial para o país.

Eu vivi muito anos no Algarve e tive várias conversas com casais de ingleses reformados a viver cá e muitos deles falavam-me sempre na burocracia da UE, na red tape e da forma como a UE atrapalha os negócios ingleses, mas sinceramente nunca consegui perceber que entraves são esses que a UE lhes coloca, o RU é a quinta economia mundial apesar da UE, é isso?

 

Dizer que a UE está podre e que precisa de um abanão é não estar a dizer nada. E claro que não tens consciência dos riscos, nem tu nem ninguém.

Ninguém sabe o que vai acontecer nos próximos anos com um mínimo de fiabilidade e quem o disser está a mentir.

 

Obvio q n sei, tou a falar da prespectiva do cidadao comum q n percebe nada disto e q eu claramente assumo q o sou. A razao objectiva e' simple: mudanca. Para q e para onde, n sei. Quando ouco argumentos de ambos os lados, e dos poucos factos q se sabem, tenho tendencia a concordar com as razoes do Brexit.

 

N e' preciso ser um expert sobre aerodinamica para perceber para q lado sopra o vento, e os "ventos" q veem da UE sao uma desgraca, financeiramente e democraticamente falando. E' preciso mudar de ares e espero q isto seja benefico a medio/longo prazo.

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Por outro lado, a quem te referes relativamente ao segundo resgate? É que se for relativamente à última crise financeira, oficialmente, Portugal só foi alvo de um resgate. Além disso, não deixa de me espantar a forma "natural" com que dizes que teríamos de aceitar entrar na bancarrota de imediato. Dito dessa forma até parece que estamos a falar de uma coisa naturalíssima, banal até, mas não o é. Há várias implicações a considerar, não só na envolvente externa, mas também na envolvente interna.

 

Tens razão no resgate o que houve foi um ampliamento do valor do bail. Nos na firma consideramos um segundo resgate.

 

Para mim é banal o meu trabalho é exatamente prever o mercado se ficarmos surprêendidos é porque estamos a fazer mal o nosso trabalho. É por isso que fiquei chocado com os meu colegas de profissão que falavam do Brexit como quase impossivel nas televisões durante o dia. Alias ainda bem é o dinheiro deles que esta no meu bolso hoje.

 

O bancos Portugueses é que são o motor da economia. O resgate a Portugal foi principalmente para os capitalizar nada mais. Por meios indirectos ou directos(eu queria alongar mais).

 

Sem o BCE só o IMF poderá ajudar Portugal. E o IMF é muito mas restritivo que o BCE nas suas intervenções. O que iria dificultar o acesso das empresas Portuguesas ao crédito. O crecimento fica morto ou minimo. Portanto sim Portugal está basicamente morto fora da Europa.

 

A unica alternativa ao IMF seria Portugal resolver o seu defice estrutural( que pelo vistos não há interesse). Portugal assim passava a ser o financiador das empresas ( bancos de fumento, alivios fiscais e so on).

Editado por Deepstair

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Faz reset de forma indirecta, pq isto vai abanar significativamente a estrutura da UE.

 

Não sabes se vai fazer ou não, qualquer cenário que se trace nesta altura pode ser verdade ou mentira. É uma questão de crença.

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Obvio q n sei, tou a falar da prespectiva do cidadao comum q n percebe nada disto e q eu claramente assumo q o sou. A razao objectiva e' simple: mudanca. Para q e para onde, n sei. Quando ouco argumentos de ambos os lados, e dos poucos factos q se sabem, tenho tendencia a concordar com as razoes do Brexit.

 

N e' preciso ser um expert sobre aerodinamica para perceber para q lado sopra o vento, e os "ventos" q veem da UE sao uma desgraca, financeiramente e democraticamente falando. E' preciso mudar de ares e espero q isto seja benefico a medio/longo prazo.

Mas se calhar é bom perceber-se de aerodinâmica para saber para onde é que nos vai levar esse vento. Isso não pode ser forma de tomar uma decisão desta natureza para o futuro de um país, mudar por mudar, literalmente ao calhas porque ninguém sabe o que vai acontecer.

 

Os tais ventos de desgraça da UE são os que permitem a países como Portugal não serem ainda mais pobres do que já são, isto a não ser que alguém acredite que Portugal estaria melhor se não tivesse entrado na UE...

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Pena é no Reino Unido não haver um forte movimento social ou sinais de que ele possa surgir e fazer com que este momento seja um de oportunidade para uma mudança positiva na sociedade. Da maneira que está isto é apenas uma enorme vitoria para a extrema direita cujas divagações nacionalistas ganham e de que maneira face a qualquer proposta progressista junto das classes trabalhadoras.

 

Ainda assim e por estes dias uma mudança radical é sempre uma oportunidade para algo novo e quanto mais não seja prova afinal que não estamos assim tanto no fim da história.

O problema é se aquilo que surge de novo é pior que o "velho".

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Tens razão no resgate o que houve foi um ampliamento do valor do bail. Nos na firma consideramos um segundo resgate.

 

Para mim é banal o meu trabalho é exatamente prever o mercado se ficarmos surprêendidos é porque estamos a fazer mal o nosso trabalho. É por isso que fiquei chocado com os meu colegas de profissão que falavam do Brexit como quase impossivel nas televisões durante o dia. Alias ainda bem é o dinheiro deles que esta no meu bolso hoje.

 

O bancos Portugueses é que são o motor da economia. O resgate a Portugal foi principalmente para os capitalizar nada mais. Por meios indirectos ou directos(eu queria alongar mais).

 

Sem os BCE só o IMF poderá ajudar Portugal. E o IMF é muito mas restritivo que os BCE nas suas intervenções. O que iria dificultar a o acesso das empresas Portuguesas ao crédito. O crecimento está morto. Portanto sim Portugal está basicamente morto fora da Europa.

 

A unica alternativa ao IMF de seria Portugal resolver o seu defice estrutural( que pelo vistos não há interesse). Portugal assim passar a ser o financiador das empresas ( bancos de fumento, alivios fiscais e so on).

 

Por no teu contexto de trabalho ser banal, não quer dizer que no contexto real o seja. O problema deve estar aí, as pessoas não são números, nem são variáveis dependentes ou independentes. Há algo mais para lá disso. E eu falo com algum conhecimento de causa, porque realizei, em colaboração com outros países , uma extensa investigação sobre o impacto psicológico da última crise financeira. Mesmo falando em situações que não se referiam diretamente a cenários de bancarrota declarada, os resultados não foram nada animadores (a incidência de problemas de saúde mental cresceu de forma significativa e registou-se um aumento das tentativas de suicídio, por exemplo). Imaginemos se estivéssemos perante um cenário de bancarrota real.

 

Se os bancos portugueses são o motor da economia, como tu dizes e eu não duvido, aí está a justificação para o nosso fraco desempenho económico, o motor está gripado e em alguns casos até houve perda total.

 

Tu falas de Portugal fora de Europa numa questão económico-financeira, mas há coisas que se sobrepõem a esses aspetos, a política, por exemplo. A UE, neste momento, não se pode dar ao luxo de deixar cair, direta ou indiretamente, mais ninguém sob pena do projeto europeu, seja lá o que isso for, se desmoronar totalmente.

 

Já que falas em resolução do défice estrutural, fala-me dos custos disso, mas não só em termos económicos, coloca alguma tónica social.

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Guest Alonso.

É um bocado injusto comparar Portugal antes e durante a UE.

 

É que antes da entrada na UE só conhecemos um período de democracia muito curto de sensivelmente 10 anos. E nós já pertencemos à UE há 30 anos. Se estenderes o Portugal antes da União Europeia por 30 anos vais encontrar também um país subjugado a uma ditadura e isso não é muito honesto.

 

Também é um bocado injusto fazer um referendo sobre a europa numa altura de crise europeia. Se vamos por ai.

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Sem duvida foi damagogismo puro de campanha. Alias isto só poderia ser prometido por alguém do Governo so ele pode alocar o dinheiro.

Agora o que não é mentira é que agora tem mais 350M Pounds por semana para distribuir. Que podem muito bem parar no NHS por ironia.

Editado por Deepstair

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Normal country.

 

Que raio é suposto ele querer dizer com isto?

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Também é um bocado injusto fazer um referendo sobre a europa numa altura de crise europeia. Se vamos por ai.

Não percebi o sentido dessa comparação...

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Sobre uma das questões do UnReal, duvido que alguém se atreva a recuar na decisão que saiu do referendo. Além de anti-democrático, provavelmente seria equivalente a morte política.

 

Aquilo que na prática eu estou a perguntar é se é possível haver um partido e um candidato (um eventual sucessor do Cameron, por exemplo) que, nas eleições que se avizinham, diga que não vai acionar o artigo 50.º do Tratado de Lisboa. Anti-democrático não me parece que seja, só vota quem quer.

 

Porque a alternativa é isto:

 

Editado por UnReal

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Sem duvida foi damagogismo puro de campanha. Alias isto só poderia ser prometido por alguém do Governo so ele pode alocar o dinheiro.

Agora o que não é mentira é que agora tem mais 350M Pounds por semana para distribuir. Que podem muito bem parar no NHS por ironia.

 

quando contas o dinheiro que o UK recebia de volta o valor descia apra cerca de 180 ou 190 se não me engano. A previsão é que fora do mercado único o UK tenha que gastar mais que isso só para aceder aos mercados...

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Tu falas de Portugal fora de Europa numa questão económico-financeira, mas há coisas que se sobrepõem a esses aspetos, a política, por exemplo. A UE, neste momento, não se pode dar ao luxo de deixar cair, direta ou indiretamente, mais ninguém sob pena do projeto europeu, seja lá o que isso for, se desmoronar totalmente.

 

Já que falas em resolução do défice estrutural, fala-me dos custos disso, mas não só em termos económicos, coloca alguma tónica social.

 

A falta de interesse na resolução do défice estrutural advem do desespero da UE em manter-se unida.

 

A UE funciona como um Pai que tem um filho toxicodependente, que com o medo de o perder e dá o que tem para ele poder comprar a droga. Agora um dos contibuidores de dinheiro do Pai vai desaparecer. O que acontece quando UE não tiver mais nada para dar ou desaparecer? Qual é o futuro para o filho depois daqueles anos todos de dependencia?

 

Por isso a minha pergunta original.

 

Ou a UE se torna um Estado Federal em que controla os filhos directamente e manda-los para reabilitação se for preciso ou não tem futuro.

A UE já começou a dar os passos necessarios para se tornar um Estado Federal para tomar controlo directo sobre os estados membros.

 

Por isso é que o Brexit sequer existe IMHO. A intenção do Brexit é mesmo sair antes que isso que aconteça.

 

Agora a UE tem um problema grave o seu projecto para se salvar esta posto em causa. A Holanda(um contribuinte de fundos) deve ser o próximo a sair. A própria Suiça retirou os pedido de entrada. Politicamente a UE já esta a desmoronar.

 

Quanto ao factor humano é sempre dificil de prever. Talvez tenha uma resposta para ti mais tarde.

Editado por Deepstair

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Eu não me opunha a um estado Federal se todos os Estado-Membros fossem iguais.

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Mas que raio de analogias são estas? Filhos? Droga? Portugal agora, mesmo que metaforicamente falando, é um país toxicodependente?

 

O projecto europeu sempre foi federalista, nunca foi feito nenhum mistério sobre isso, quem lê esse post parece que vem aí uma garra sombria dos alemães que querem tomar conta disto tudo pela calada. A ideia sempre foi essa, uma união sem fronteiras, com moeda única e com uma regulação financeira centralizada. Acho bem que quem não concorde saia e siga os desígnios populares, agora não faz sentido colocar-se o cenário como se estivéssemos perante uma ameaça silenciosa.

 

Da mesma forma nunca ninguém com responsabilidade terá tido a ilusão que a UE seria eterna, em algum ponto deixaria de fazer sentido para determinados países, se a Holanda também quiser sair isso não significa que em Bruxelas e Estrasburgo o pessoal arruma todo as pastas e fica cada um a viver por si, talvez um dia deixe de existir de todo, mas não me parece sensato antever essa situação como algo ao virar da esquina.

Editado por whatever

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Mas que raio de analogias são estas? Filhos? Droga? Portugal agora, mesmo que metaforicamente falando, é um país toxicodependente?

 

O projecto europeu sempre foi federalista, nunca foi feito nenhum mistério sobre isso, quem lê esse post parece que vem aí uma garra sombria dos alemães que querem tomar conta disto tudo pela calada. A ideia sempre foi essa, uma união sem fronteiras, com moeda única e com uma regulação financeira centralizada. Acho bem que quem não concorde saia e siga os desígnios populares, agora não faz sentido colocar-se o cenário como se estivéssemos perante uma ameaça silenciosa.

 

Da mesma forma nunca ninguém com responsabilidade terá tido a ilusão que a UE seria eterna, em algum ponto deixaria de fazer sentido para determinados países, se a Holanda também quiser sair isso não significa que em Bruxelas e Estrasburgo o pessoal arruma todo as pastas e fica cada um a viver por si, talvez um dia deixe de existir de todo, mas não me parece sensato antever essa situação como algo ao virar da esquina.

 

Não é mistério dizes tu mas sabes bem que só agora as pessoas começaram a perceber o que se esta a passar. E pelos vistos não estão quão interessadas nisso como tu. Ou vais negar o direito da sua opinião.

 

E sabes bem o que foi dito a pessoa comum aquando da união foi que era apenas uma aliança económica.

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Não há fronteiras e há uma moeda única há 20 anos, acho que é tempo mais do que suficiente para as pessoas perceberem onde vivem.

Eu, apesar de achar uma ideia absurda colocar um tema destas a referendo, aceito perfeitamente a vontade dos desígnios populares, seja por um ou um milhão de votos. Agora não é por isso que acredito que a esmagadora maioria das pessoas sabia no que estava a votar.

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Mas que raio de analogias são estas? Filhos? Droga? Portugal agora, mesmo que metaforicamente falando, é um país toxicodependente?

 

O projecto europeu sempre foi federalista, nunca foi feito nenhum mistério sobre isso, quem lê esse post parece que vem aí uma garra sombria dos alemães que querem tomar conta disto tudo pela calada. A ideia sempre foi essa, uma união sem fronteiras, com moeda única e com uma regulação financeira centralizada. Acho bem que quem não concorde saia e siga os desígnios populares, agora não faz sentido colocar-se o cenário como se estivéssemos perante uma ameaça silenciosa.

 

Da mesma forma nunca ninguém com responsabilidade terá tido a ilusão que a UE seria eterna, em algum ponto deixaria de fazer sentido para determinados países, se a Holanda também quiser sair isso não significa que em Bruxelas e Estrasburgo o pessoal arruma todo as pastas e fica cada um a viver por si, talvez um dia deixe de existir de todo, mas não me parece sensato antever essa situação como algo ao virar da esquina.

 

On point. Btw, eu até me considero mais um cidadão Europeu que cidadão Português.

 

E não deixa de ter a sua piada ver o RU sair da UE quando tinha um regime de contribuição especial para o orçamento Europeu, curiosamente mais baixo que quase todos os outros países. Se não era o "país" mais beneficiado com a presença na Europa, pouco faltava. Foi uma decisão quase estritamente demográfica e com contornos de xenofobia com o não aos emigrantes a fazer-se ouvir bem alto.

E é preocupante ver que os partidos radicais tanto de extrema direita como esquerda, continuam a crescer e a ganhar adeptos. Numa altura em que deviamos estar a caminhar para um mundo globalizado, caminhamos na direção completamente oposta.

Agora é esperar por Novembro e ver o que se passará nos EUA porque uma possível vitória do Trump pode contribuir, e muito, para o crescimento (ainda maior) da popularidade de partidos de extrema-direita.

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