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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Solero, há 4 minutos:

Eu concordo com isso, mas o que fazemos então? Deixamos o SMN como está para não estragar a métrica? O meu ponto é que tem que se olhar para isto como um sintoma de algo muito maior, a tal economia de cabeleireiros. Estarmos a debater se é boa ideia ou não aumentar o SMN é uma discussão completem te inócua.

Isto 'e como tudo, ha que ter prioridades e se a prioridade tem sido como alguem ja mencionou, a visao a um periodo de 4 anos...enquanto assim for, nao vamos passar da cepa torta.

Alias o nivel elevado de vida dos paises da europa central e do norte nao foi conquistado sem dores.

Eu dou sempre este exemplo. Em Espanha nos anos 90 existiam 200 bancos, todos eles relativamente pequenos e normalmente regionais. O que 'e que o PSOE e o PP fizeram? Um estrategia de concentracao bancaria que faz com que hoje em dia um pais que nao 'e das 10 maiores economias do mundo, tenha um dos maiores bancos mundias e um outro no Top 40.

Na Escandinavia, todas empresas que se especializaram em algo, seja isso insulina, transportes ou cerveja, tiveram alem de visao privada um apoio do estado em varias areas.

O que se faz em Portugal? 

E a culpa nao 'e apenas dos governantes 'e das pessoas regra geral compartilham desta visao curta em tudo o que sao vertentes importantes da vida.

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Citação de smashing_pumpkin , há 28 minutos:

Gostava de saber em que é que os impostos sufocam. Seja o trabalhador, seja a empresa.

Perguntar em que é que os impostos sufocam em Portugal, um dos países da OCDE onde o Estado mais penaliza o trabalho e o crescimento das empresas, é viver numa realidade paralela à de qualquer português que tente pagar salários ou viver do seu próprio trabalho.

Citação de Solero, há 16 minutos:

Eu também não sou economista nem político e tenho ideia que os impostos que referes estão mais ou menos alinhados com a média de UE. Por isso, se isto acontece por cá e noutros países nem tanto, diria que haverá fatores que contribuem mais para isto.

Concordo em muitas coisas que dizes, sobretudo o teu último parágrafo mas ainda não consegui perceber o que sugeres para resolver o problema, chegados a esta situação. O SMN deve manter-se estagnado para permitir que o salário médio se distancie, ainda que o aumento do custo de vida brutal a que se tem assistido esmague completamente o orçamento de quem recebe o primeiro? Por que motivo isso daria um melhor resultado? Isso levaria os patrões a pagar mais ou menos? Eu consigo entender que é problemático alguém que invista na formação durante anos e acabe por receber poucos dividendos em relação a quem não o fez, mas não sei se percebo que se sugere para resolver isto.
 

 

Compreendo perfeitamente a tua dúvida. Respondendo diretamente: não, a solução não é congelar o SMN e deixar as pessoas passar fome enquanto o custo de vida sobe. Isso seria só desumano e contraproducente.

O cerne da questão é que o salário minimo devia ser uma rede de segurança de última hora, mas em Portugal passou a ser a única política salarial do país. O governo usa o SMN por decreto porque é fácil, dá votos e finge que está a resolver o problema, enquanto ignora as verdadeiras reformas que fariam os outros salários subir. Para resolver isto chegados ao ponto onde estamos, a estratégia teria de passar por várias frentes em paralelo para recriar a economia do país de raiz, algo que provavelmente só uma ou duas gerações no futuro seriam capazes de colher os frutos. Exemplos: Diferenciação fiscal urgente, atração de empresas de produção de high tech (exemplo da ASML ou NXP na Holanda) e que não dependem de mão de obra barata, reestruturar imposto para resolver o esmagamento fiscal face ao rendimento.

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Publicado (editado)
Citação de Tio Hans, há 13 minutos:

Medicamentos desenvolvidos, com novas moléculas. Só há uma. As outras são empresas de genéricos.

Tens mais de 1. Tens a Bial e a Edol. A própria tecnimed, apesar de ter forte presença nos genéricos, tem outras áreas. E os genéricos não são nada de desprezar, são um mercado gigantesco.

E inovação farmacêutica não é apenas no desenvolvimento de novas moléculas.

É um mercado que até está bastante desenvolvido em portugal (para o que era antes), o modo como leva tudo o que é profissional qualificado é algo que não se via há 10-15 anos atrás.

Fosse tudo como essa área em portugal.

Curiosamente mais abaixo, na venda de medicamentos à população, o cenário é completamente diferente, para pior, do que era há 15-20 anos atrás, principalmente porque continua-se a ir na onda do que as medidas do Sócrates e depois a troika tiveram no sector.

Citação de Abraxas, há 7 minutos:

Perguntar em que é que os impostos sufocam em Portugal, um dos países da OCDE onde o Estado mais penaliza o trabalho e o crescimento das empresas, é viver numa realidade paralela à de qualquer português que tente pagar salários ou viver do seu próprio trabalho.

Compreendo perfeitamente a tua dúvida. Respondendo diretamente: não, a solução não é congelar o SMN e deixar as pessoas passar fome enquanto o custo de vida sobe. Isso seria só desumano e contraproducente.

O cerne da questão é que o salário minimo devia ser uma rede de segurança de última hora, mas em Portugal passou a ser a única política salarial do país. O governo usa o SMN por decreto porque é fácil, dá votos e finge que está a resolver o problema, enquanto ignora as verdadeiras reformas que fariam os outros salários subir. Para resolver isto chegados ao ponto onde estamos, a estratégia teria de passar por várias frentes em paralelo para recriar a economia do país de raiz, algo que provavelmente só uma ou duas gerações no futuro seriam capazes de colher os frutos. Exemplos: Diferenciação fiscal urgente, atração de empresas de produção de high tech (exemplo da ASML ou NXP na Holanda) e que não dependem de mão de obra barata, reestruturar imposto para resolver o esmagamento fiscal face ao rendimento.

Sim, pergunto em que é que os impostos sufocam em portugal. Qual é o imposto sufocante para quem ganha mal em Portugal? E qual é o imposto assim tão diferente para quem ganha bem em portugal?

E depois vem a parte das empresas. Qual é mesmo a parte sufocante? Pagar impostos sobre mais valias? O lucro ser taxado? É que não percebo. Só é sufocante se eu achar que não tenho que contribuir para o país e para a sociedade.

E eu vivo do meu trabalho e pago salários. Em mais do que uma realidade empresarial.

Quanto ao SMN ser a política do país... isso também decorre do próprio tecido empresarial. Se é um tecido que paga sempre o mínimo possível, o estado tem que fazer o que pode para proteger os mais expostos a isto. Porque esta é a realidade e basta ver o que os atrasados que representam o nosso sector empresarial pretendem. Mesmo sendo algo altamente contraproducente para as suas empresas.

Editado por smashing_pumpkin

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Citação de smashing_pumpkin , há 4 minutos:

Tens mais de 1. Tens a Bial e a Edol. A própria tecnimed, apesar de ter forte presença nos genéricos, tem outras áreas. E os genéricos não são nada de desprezar, são um mercado gigantesco.

E inovação farmacêutica não é apenas no desenvolvimento de novas moléculas.

É um mercado que até está bastante desenvolvido em portugal (para o que era antes), o modo como leva tudo o que é profissional qualificado é algo que não se via há 10-15 anos atrás.

Fosse tudo como essa área em portugal.

Curiosamente mais abaixo, na venda de medicamentos à população, o cenário é completamente diferente, para pior, do que era há 15-20 anos atrás, principalmente porque continua-se a ir na onda do que as medidas do Sócrates e depois a troika tiveram no sector.

Medicamentos, só uma empresa portuguesa é que conseguiu lançar novos produtos no mercado, mas ser uma ou duas não faz grande diferença. E eu sei que o mercado de genéricos é enorme. É-o, mas o ouro está nos novos medicamentos, é aí que estão as grandes margens, a grande geração de riqueza.

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tl dr: quando os ricaços deixarem de usar os lucros, os fundos e os apoios a belo prazer, para proveito próprio e dos amigos e passarem usá-los para dar melhores condições de trabalho aos trabalhadores a economia cresce 

juro joca o problema são os impostos não é o modelo económico cantemos todos o kumbaya

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Citação de Tio Hans, há 43 minutos:

Por isso é que eu disse para juntares as reformas. Mas continuas sem me responder. Se basta aumentar os rendimentos das pessoas, porque é que nenhum governante ou político da oposição propõe um aumento muito expressivo desses rendimentos? Isto vale para SMN, salários da FP, reformas, subsídios, etc. São todos burros, das esquerda à direita? Não há um com um neurónio a funcionar? Seja hoje, ou nas últimas décadas, em Portugal ou no mundo?

Mas é o governo que manda nos salários dos privados?

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É preciso ver que esses dados da diferença entre salário mínimo e salário médio ou mediano são feitos com os dados oficiais. Na realidade tendo em conta o que é declarado e o que é efectivamente pago e que os sectores que tem estado mais alta são a construção e o turismo/restauração que tem algum histórico de declararem ordenados baixos e depois pagarem boas quantias por baixo da mesa, acredito que os dados reais sejam um bocado diferentes.

Não quer dizer que o problema não exista, mas se calhar tem uma extensão um pouco mais curta. Era preciso era que ACT, AT e Seg Social andassem muito mais em cima a inspeccionar.

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Esses pobres ganham já quase o mesmo que eu!!?!?!!

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Publicado (editado)

Seria interessante que, uma vez que seja, se discutisse um assunto de forma razoável, sem entrar em memes nem em reduções absurdas e fantasiosas do que é dito.

Citação de Solero, há 2 horas:

Não sei se percebo bem qual é de facto o problema dessa notícia. É o facto de expor que as empresas pagam mal? Ou que o salário mínimo está alto demais ou a subir demasiado rápido? O aumento do custo de vida e a inflação afinal então são provocadas pelo aumento do salário mínimo e não pela guerra? Eu compreendo que ninguém está a sugerir que o SMN é baixo para o custo de vida, mas ainda não consegui perceber o que se deve fazer então para resolver o problema. Não me parece que deixar de aumentar o SMN para acompanhar o custo de vida e tentar garantir alguma dignidade as às pessoas só para os patrões não parecerem mal seja uma boa ideia.

Tanto se fala em literacia financeira e que não devemos nivelar por baixo mas depois ai ui salário médio. Se não conseguem suportar aumentos anuais, nem deviam estar a empregar ninguém. 

A notícia não tem nenhum problema. O que ela representa, é problemático, e não é pelo facto do SMN estar a subir.

De resto, este é um problema com várias partes, e as tuas perguntas representam (e bem) algumas.

Quanto a soluções, honestamente não as tenho, deixo isso para quem é da área. Mas até eu, que não sou da área, consigo entender que ter o SMN tão perto do salário médio (ou, se preferires, o salário médio tão baixo e tão perto do SMN) é um problema sério.

E, mais uma vez, ninguém disse que devia deixar de se aumentar o SMN. O que se disse, e é factual, é que aumentar o SMN por si só não vai resolver grande coisa - talvez tenha até um efeito pernicioso, que é o de aumentar os preços além da inflação.

Citação de Hammerfall, há 2 horas:

Não é uma medida popular.

Eu acho que é. Populista é de certeza, porque é feita para deixar pessoas felizes sem realmente resolver os problemas estruturais associados. E isso até o Chega faz.

Citação de smashing_pumpkin , há 2 horas:

Gostava de saber em que é que os impostos sufocam. Seja o trabalhador, seja a empresa.

Os impostos em Portugal (Continental, pelo menos) são bastante altos, em geral. É óbvio que muito disso é choro dos empresários, mas os números não mentem. Vai lá ver quantos países europeus têm um IVA mais alto que o nosso, e depois compara com o SMN, ou o salário médio.

Editado por Ghelthon
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Citação de kareca, há 30 minutos:

Esses pobres ganham já quase o mesmo que eu!!?!?!!

Ou

Eu sou pobre !?!? 

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A malta de direita do forum daqui a ppuco ta a defender uma politica industrial igual à china ou à coreia do sul e acho bonito

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Citação de Ghelthon, há 30 minutos:

Seria interessante que, uma vez que seja, se discutisse um assunto de forma razoável, sem entrar em memes nem em reduções absurdas e fantasiosas do que é dito.

A notícia não tem nenhum problema. O que ela representa, é problemático, e não é pelo facto do SMN estar a subir.

De resto, este é um problema com várias partes, e as tuas perguntas representam (e bem) algumas.

Quanto a soluções, honestamente não as tenho, deixo isso para quem é da área. Mas até eu, que não sou da área, consigo entender que ter o SMN tão perto do salário médio (ou, se preferires, o salário médio tão baixo e tão perto do SMN) é um problema sério.

E, mais uma vez, ninguém disse que devia deixar de se aumentar o SMN. O que se disse, e é factual, é que aumentar o SMN por si só não vai resolver grande coisa - talvez tenha até um efeito pernicioso, que é o de aumentar os preços além da inflação.

Eu acho que é. Populista é de certeza, porque é feita para deixar pessoas felizes sem realmente resolver os problemas estruturais associados. E isso até o Chega faz.

Os impostos em Portugal (Continental, pelo menos) são bastante altos, em geral. É óbvio que muito disso é choro dos empresários, mas os números não mentem. Vai lá ver quantos países europeus têm um IVA mais alto que o nosso, e depois compara com o SMN, ou o salário médio.

Em espanha é 21, 10 e 4. É essa diferença que mata o trabalhador? 

De qualquer modo se é pelo iva, onde é que isso sufoca as empresas?

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Citação de smashing_pumpkin , há 1 minuto:

Em espanha é 21, 10 e 4. É essa diferença que mata o trabalhador? 

De qualquer modo se é pelo iva, onde é que isso sufoca as empresas?

Não devia ser preciso dizer que foi só um exemplo.

Mas caso queiras coisas mais concretas: vai ver o IRS e facilmente percebes que as taxas são altas, até acima da média da OCDE (fonte) e à frente de países como Noruega, Países Baixos, Dinamarca, Japão, Irlanda, Reino Unido, e muitos outros.

Em termos de IRC, somos o terceiro pior da OCDE, só atrás de Colômbia e França (fonte).

Nenhum destes factos é impeditivo da realidade: os patrões portugueses são maus e, genericamente, pagam o menos que conseguirem. Sem SMN, muitos pagariam uma sandes de torresmos.

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Citação de Burkina2008, há 3 horas:

Na Escandinavia, todas empresas que se especializaram em algo, seja isso insulina, transportes ou cerveja, tiveram alem de visao privada um apoio do estado em varias areas.

 

Citação de Plagio o Original, há 1 hora:

A malta de direita do forum daqui a ppuco ta a defender uma politica industrial igual à china ou à coreia do sul e acho bonito

Pois, aqui está. Os liberais ainda vão descobrir em 2026 que afinal querem mais estado

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Citação de Ghelthon, há 1 hora:

(...)

Quanto a soluções, honestamente não as tenho, deixo isso para quem é da área.

(...)

aumentar os preços além da inflação.

Já tinhas avisado que não eras da área, escusavas de o demonstrar de forma tão clara e evidente.

 

Citação de Ghelthon, há 1 hora:

Não devia ser preciso dizer que foi só um exemplo.

Mas caso queiras coisas mais concretas: vai ver o IRS e facilmente percebes que as taxas são altas, até acima da média da OCDE (fonte) e à frente de países como Noruega, Países Baixos, Dinamarca, Japão, Irlanda, Reino Unido, e muitos outros.

Em termos de IRC, somos o terceiro pior da OCDE, só atrás de Colômbia e França (fonte).

Nenhum destes factos é impeditivo da realidade: os patrões portugueses são maus e, genericamente, pagam o menos que conseguirem. Sem SMN, muitos pagariam uma sandes de torresmos.

Lá vem a conversa dos impostos e das comparações das taxas. Os impostos não são altos nem baixos, o que é baixo é o rendimento disponível das famílias e das empresas. É preferível pagar 20% de IRS ganhando 2.000 € do que pagar 10% de IRS ganhando 1.000 €.

 

No meio destas conversas todas suportadas em soundbytes ainda houve quem colocasse o dedo na ferida. Sim, o problema é o modelo económico que temos. Com uma estrutura empresarial constituída essencialmente por micro, pequenas e médias empresas. Focada em setores de fraco valor acrescentado. Que resulta numa produtividade miserável quando comparada com os países mais desenvolvidos.

No entanto alguns dispararam ao lado. Não estamos assim em termos económicos porque os Governos governam por ciclos eleitorais (embora isso seja verdade). Estamos assim por (más) decisões estratégicas tomadas por quem, em tempos, governou com perspetivas de longo prazo.

Foram os governos do Cavaco, no pós-adesão à CEE, que iniciaram este processo de degradação económica do país. Motivado pelas diretrizes europeias, claro, porque o foco era sermos o "bom aluno". O melhor aluno. Foi aí que se iniciou o processo de desmantelamento da atividade industrial do país, a degradação da indústria transformadora e a opção económica por assumirmos o papel da Florida europeia. Com a "pequena" diferença de não termos, por cá, um Governo Federal.

E quanto à produtividade e necessidade imperiosa de a aumentar? Fácil: é apenas um problema de qualificação da população ativa.Nessa altura, como agora, há a ideia de que se a produtividade é baixa a responsabilidade está nos incompetentes e mandriões dos trabalhadores. Solução? Fomentar a qualificação da população. Aumentar a escolaridade obrigatória e as oportunidades para se tirar um canudo. Como não se mexeu na estrutura empresarial, qual foi o resultado? Emigração da mão-de-obra qualificada, claro. E a produtividade? Como disse em tempos o Zé Mário Branco:

A produtividade, ora aí está, quer dizer
Há tanto nesta terra que ainda está por fazer

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Citação de Descartes, há 24 minutos:

Já tinhas avisado que não eras da área, escusavas de o demonstrar de forma tão clara e evidente.

Ok, Descartes PhD. Discordas portanto que uma subida do SMN represente uma subida de preços? Imagina, tens uma empresa que fabrica X. Tens a maioria dos teus funcionários a ganhar o SMN. De Dezembro para Janeiro, os teus custos com RH aumentam por decreto. E portanto tu não vais aumentar os preços do produto X, claro. Vais absorver tu a diferença. Claro.

Citação de Descartes, há 27 minutos:

Lá vem a conversa dos impostos e das comparações das taxas. Os impostos não são altos nem baixos, o que é baixo é o rendimento disponível das famílias e das empresas. É preferível pagar 20% de IRS ganhando 2.000 € do que pagar 10% de IRS ganhando 1.000 €.

Não é conversa, é a realidade matemática. Um imposto de 30% é mais alto que um imposto de 20%.

Não ajuda à discussão tu achares que os assuntos apenas podem ser discutidos de forma unidimensional.

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Citação de Ghelthon, há 4 minutos:

Ok, Descartes PhD. Discordas portanto que uma subida do SMN represente uma subida de preços? Imagina, tens uma empresa que fabrica X. Tens a maioria dos teus funcionários a ganhar o SMN. De Dezembro para Janeiro, os teus custos com RH aumentam por decreto. E portanto tu não vais aumentar os preços do produto X, claro. Vais absorver tu a diferença. Claro.

Não é conversa, é a realidade matemática. Um imposto de 30% é mais alto que um imposto de 20%.

Não ajuda à discussão tu achares que os assuntos apenas podem ser discutidos de forma unidimensional.

Não, meu caro. Do que eu discordo é que os preços aumentem para lá da inflação, que foi o que tu escreveste.

Não, meu caro. Um imposto de 30% só é mais alto que um imposto de 20% se estivermos a falar da mesma base de tributação. O que não é o caso quando comparas Portugal com esses países que referiste.

Eu não acho que os assuntos só podem ser discutidos de forma unidimensional. A não ser que estejamos no plano dimensional da verdade ou da falsidade; da factualidade ou do ouvi dizer; do rigor ou do parece-me...

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Citação de Ghelthon, há 7 minutos:

Ok, Descartes PhD. Discordas portanto que uma subida do SMN represente uma subida de preços? Imagina, tens uma empresa que fabrica X. Tens a maioria dos teus funcionários a ganhar o SMN. De Dezembro para Janeiro, os teus custos com RH aumentam por decreto. E portanto tu não vais aumentar os preços do produto X, claro. Vais absorver tu a diferença. Claro.

Não é conversa, é a realidade matemática. Um imposto de 30% é mais alto que um imposto de 20%.

Não ajuda à discussão tu achares que os assuntos apenas podem ser discutidos de forma unidimensional.

Se ganhas 1000€, 20% vai fazer uma diferença maior ao final do mês do que se ganhares 2000€ com 30% de impostos.

Relativamente ao aumento do SMN é algo imprescindível, porque os preços, na realidade, aumentam aumentando ou não o SMN.
O problema está sim, no sistema económico, dou o meu exemplo, trabalho numa empresa que ano para ano tem faturado/lucrado mais dinheiro, mas ao mesmo tempo, ano para ano faz mais cortes nas despesas e no pessoal, e mesmo em salários, prometeram aumentar o salário conforme o aumento do salário mínimo, vamos em Junho e ainda não aconteceu, ou seja, faço parte dos trabalhadores que ficaram com o salário mais próximo do salário mínimo, neste caso, 50€ mais próximo. 

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Citação de Descartes, há 35 minutos:

Não, meu caro. Do que eu discordo é que os preços aumentem para lá da inflação, que foi o que tu escreveste.

Isso já me parece mais falta de vontade de entender, honestamente. A inflação vai acontecer e fazer subir os preços independentemente do aumento do SMN. Se aumentares o SMN, os empresários vão reflectir esse custo adicional nos preços, parece-me bastante óbvio.

Podemos fazer um paralelo com o que acontece na Bélgica: do que sei, é lei que os salários são actualizados anualmente pelo menos no valor da inflação. É um custo (este mais esperado) anual e vindo por decreto, que provavelmente os empresários lá reflectirão também nos preços. Parece-me bastante lógico.

Citação de Descartes, há 38 minutos:

Não, meu caro. Um imposto de 30% só é mais alto que um imposto de 20% se estivermos a falar da mesma base de tributação. O que não é o caso quando comparas Portugal com esses países que referiste.

A matemática do que dizes é clara e explica-se sozinha. Mas vivemos num país onde quase metade dos trabalhadores nem ganha o suficiente para pagar IRS. E os impostos são também mal aplicados e os contribuintes "recebem" cada vez menos em troca.

É óbvio que os impostos em Portugal são altos. Mas é ainda mais óbvio que não é só o valor nominal que interessa. Eu preferia pagar 50% e ter saúde e educação gratuita para todos, mais segurança, etc. Acho que quase todos alinhamos por isto. Mas, para a realidade do país, os impostos são altos, independentemente de tudo o resto. Não sei como se resolve. Acho sinceramente que não há grande solução - pelo menos não conto ver uma na minha vida.

Citação de Ricardo Pinto, há 43 minutos:

Se ganhas 1000€, 20% vai fazer uma diferença maior ao final do mês do que se ganhares 2000€ com 30% de impostos.

Obviamente. Eu conheço a matemática. Mas não deixam de ser altos por isso. A não ser que achemos que os salários se sobem com aumentos de impostos.

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Citação de Ghelthon, há 41 minutos:

Isso já me parece mais falta de vontade de entender, honestamente. A inflação vai acontecer e fazer subir os preços independentemente do aumento do SMN. Se aumentares o SMN, os empresários vão reflectir esse custo adicional nos preços, parece-me bastante óbvio.

Podemos fazer um paralelo com o que acontece na Bélgica: do que sei, é lei que os salários são actualizados anualmente pelo menos no valor da inflação. É um custo (este mais esperado) anual e vindo por decreto, que provavelmente os empresários lá reflectirão também nos preços. Parece-me bastante lógico.

No teu caso acho que não se trata de falta de vontade. É mesmo falta de conhecimento. Aconselho-te uma simples pesquisa ao conceito de inflação para resolveres essa questão.

"A inflação vai fazer subir os preços"... Oh, Ghelthon, sinceramente...

 

Citação de Ghelthon, há 41 minutos:

A matemática do que dizes é clara e explica-se sozinha. Mas vivemos num país onde quase metade dos trabalhadores nem ganha o suficiente para pagar IRS. E os impostos são também mal aplicados e os contribuintes "recebem" cada vez menos em troca.

É óbvio que os impostos em Portugal são altos. Mas é ainda mais óbvio que não é só o valor nominal que interessa. Eu preferia pagar 50% e ter saúde e educação gratuita para todos, mais segurança, etc. Acho que quase todos alinhamos por isto. Mas, para a realidade do país, os impostos são altos, independentemente de tudo o resto. Não sei como se resolve. Acho sinceramente que não há grande solução - pelo menos não conto ver uma na minha vida.

O que eu não sei é o que pretendes com esse argumento.

Agora entras no campo da relativização. Se os serviços públicos fossem mais do teu agrado e na tua opinião houvesse uma boa aplicação dos impostos, então não te importarias em pagar mais; como consideras que esses serviços são insuficientes, então já achas que estás a pagar demasiado.

Numa lógica simples devias tirar conclusões opostas. A não ser que estejas, na prática, a defender a redução do Estado a funções básicas, como certa ideologia política apregoa. Suportando essa defesa na ideia de que o Estado gere mal o dinheiro dos contribuintes e que, sendo assim, mais vale serem os privados a assegurar esses serviços.

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