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Mayday

Covid-19 (Coronavírus) - Tópico de discussão

Publicações recomendadas

Citação de Rōnin, há 19 minutos:

Só li a descrição do vídeo e não sei como é que se executa a ideia de quarentenar os mais idosos e débeis e deixar os mais novos e saudáveis no meio do vírus para criar imunidade de grupo. 

A partir de Maio vais ter isso em Portugal. 

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Citação de Vaart10, há 17 minutos:

Eu acho normal haver dias sem recuperados. Basta pensar que são precisos dois testes negativos consecutivos para alguém ser considerado recuperado. 

E não é assim tão linear conseguir fazer comunicações a toda a hora. Podem haver recuperados que não foram reportados ontem e serão reportados hoje, daí o número ser zero. O mesmo se pode dizer dos novos infetados e do número de mortes. O que importa é olhar para o grande plano, e o grande plano para já diz-nos que o número de recuperados está a dias de ultrapassar o número de mortes.

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descobri um novo ódio de estimação, pessoas que dizem ipedemia

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@Red Prince @lucho^ ou alguém informado, podem aconselhar-me as máscaras mais seguras e apropriadas - e que não façam sentir que estou a prejudicar o SNS - para eu comprar para a malta do escritório? Ou outra de garantir que, quando voltarmos, todos se sintam confortáveis. ja li demasiada informação contraditória. 

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Bom, há gente que precisa mesmo de ouvir umas histórias de malta que viveu no tempo da Ditadura. 

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Citação de Rain Dog, há 36 minutos:

descobri um novo ódio de estimação, pessoas que dizem ipedemia

É o tema de uma festa académica do Instituto Politécnico de Évora? :mrgreen:

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Hoje fiquei mesmo surpreendido com o número de novos indivíduos testados. Deve ter sido feito um acerto qualquer. Quase 25.000 a mais só num dia é demasiado. Basta ver que o recorde era pouco mais de 10.000 em 9 de abril.

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Citação de pedritsh, há 1 hora:
Spoiler
 
entrevista

António Costa Primeiro-ministro

“Reanimar sem descontrolar. O vírus não hiberna no verão”

Texto David Dinis e Liliana Valente Foto Tiago Miranda

António Costa quer anunciar o seu plano de desconfinamento a 30 de abril, mas já tem uma ideia de como o fazer, faseadamente, ao longo dos próximos meses. Em entrevista ao Expresso, o primeiro-ministro detalha as medidas, uma a uma, mas avisa que ainda é preciso um esforço e que, se houver novo surto, tudo pode ser revertido. Para já, a economia reabrirá contando apenas com o mercado interno.

Ao contrário de vários países, escolheu começar as aulas presenciais pelos alunos mais velhos. Esta quinta-feira, na Assembleia da República, fez uma listagem do tipo de desconfinamento que vamos ter. Isto não pode criar mensagens contraditórias?

A mensagem fundamental é que abril é o esforço final que temos de fazer para conseguir consolidar o controlo da pandemia e termos margem para que em maio possamos começar a ir retomando as atividades, sabendo que durante ano, ano e meio, vamos ter de conviver com o vírus sem vacina. É um processo de aprendizagem, e como todos os processos de aprendizagem deve ser gradual, deve ser progressivo, deve ser controlado, para que não se perca em maio aquilo que ganhámos nestes dois meses.

O roteiro da Comissão Europeia diz que entre cada medida de desconfinamento deve ocorrer um mês — para se medir efeitos. Como é que o Governo português está a pensar este desbloqueamento? Em maio conseguimos cumprir todo o calendário?

Em abril temos de conseguir fazer com que a curva que está a planar possa começar a decrescer e temos de fazer duas coisas fundamentais para dar confiança à sociedade: dispormos em abundância de material de proteção individual, desde máscaras, gel, etc., e de medidas de higienização dos locais de trabalho, dos espaços públicos, dos transportes públicos — que é uma operação mais complexa.

Estes 15 dias vão ser para preparar isso?

Sim. Está marcado para dia 28 a próxima reunião conjunta que fazemos com o Presidente da República, o presidente da Assembleia da República, líderes partidários, conselheiros de Estado e a equipa de cientistas que trabalha para a Direção-Geral da Saúde, para podermos fazer a avaliação da situação. O que gostaríamos era de no Conselho de Ministros de 30 de abril poder anunciar o calendário e o programa de desconfinamento progressivo de um conjunto de atividades, que têm a ver com o sistema de ensino, com as atividades comerciais e de restauração e com as atividades culturais.

Vamos reorganizar os horários do 11º e 12º anos: a escola deve começar mais tarde, para não congestionar transportes públicos”

Quanto tempo é que acha que vai demorar a fazer todo este processo?

Depende muito de como as coisas vão correr passo a passo. O que gostaríamos é que não houvesse sobreposição de universos abrangidos. Por exemplo: o universo do 11º, 12º e o universo das creches são universos que não se cruzam.

Podem abrir ao mesmo tempo. E o pré-escolar também?

Gostaria, no que diz respeito ao pré-escolar, que pelo menos no período praia/campo, que se inicia em junho, pudéssemos já ter atividade. Outra forma de desfasamento é conseguirmos ter horários desencontrados. Como só vamos ter 22 disciplinas presencialmente, estamos a reorganizar os horários de forma a que a escola possa começar mais tarde do que o horário normal de trabalho. A intenção é que estudantes e professores e os trabalhadores não se cruzem nos transportes públicos. Gostaríamos também de ir mantendo o maior número de pessoas em teletrabalho durante o mês de maio, para evitar essa concentração, e que a saída do teletrabalho se possa fazer também de uma forma faseada.

A partir de junho, portanto?

Uns trabalhando de manhã, outros à tarde. Uns numa semana presencialmente, outros noutra. Se é em junho ou se ainda pode ser em maio, depende muito. Temos de ir medindo dia a dia o que vai acontecendo.

Está a falar de um plano de dois meses de abertura aos poucos? E os serviços e comércio?

O comércio, a nossa ideia é que evolua gradualmente. Primeira prioridade vai ser o comércio local, que é o que concentra menos pessoas, onde é possível ter uma menor distância de deslocação e onde é mais fácil organizar as entradas e evitar aglomerações. Uma segunda fase serão as lojas maiores que têm porta aberta para a rua. O terceiro nível serão as grandes superfícies. Vamos ouvir os autarcas, porque admitimos que em algumas cidades se possa começar por distinguir zonas residenciais de zonas mais comerciais e de maior concentração. Dando o exemplo de Lisboa, não é a mesma coisa abrir as lojas em Alvalade ou em Benfica ou abrir na Baixa-Chiado.

Nas escolas e nos transportes públicos vai ser obrigatório o uso de máscara comunitária”

E os eventos culturais e desportivos? De quanto tempo é que tem a expectativa que isto tudo volte a uma nova normalidade?

Não vamos ter normalidade até haver vacina. Temos todos de nos compenetrar que durante o próximo ano, ano e meio, não vamos viver como vivíamos antes do mês de fevereiro. Isso significa que temos de ir dando passos sem ansiedade e com prudência. O risco que não podemos correr é termos novamente uma situação em que a pandemia não está sob controlo. A pandemia vai andar por aí, quando libertarmos o confinamento, aumenta o risco imediatamente de haver maior contaminação.

Para conseguir medir, vai precisar de dar algum tempo a cada bloco de medidas...

Por isso, não pode ser tudo em simultâneo, temos de ir avançando. Quando eu digo maio é porque não quero estar a antecipar expectativas quanto ao que possa acontecer ainda em abril.

Admite que possa acontecer alguma coisa em abril?

Assim que seja possível, tomaremos as primeiras medidas. Não vamos estar a atrasar medidas.

E quanto tempo entre medidas? 15 dias? Um mês?

Há medidas que podem ser tomadas em simultâneo, as que não se cruzam ou que têm o menor risco de cruzamento. Manter o teletrabalho serve para termos uma rede de segurança bastante significativa para podermos adotar o conjunto destas medidas. E dá-nos tempo para começar a ver em junho se podemos aumentar o trabalho presencial. É esta combinação que temos de ir fazendo. Sempre medindo, de forma a nunca deixar a situação sair de controlo.

Num cinema, os lugares passam a ser todos marcados, só podem vender bilhetes de duas em duas filas, de três em três cadeiras”

Admite que, tal como em França e na Bélgica, os grandes festivais e os grandes aglomerados possam ser só para depois de setembro?

É cedo neste momento para tomar decisões sobre essa matéria. O primeiro passo que temos de dar nos equipamentos culturais são aqueles que têm lugar marcado. Porque são aqueles em que é mais fácil nós fixarmos e serem respeitadas as normas de distanciamento. Num cinema, a lotação é restrita, os lugares passam a ser todos marcados, só podem vender bilhetes de duas em duas filas, de três em três cadeiras...

Há grandes festivais marcados para julho, agosto... Era prudente cancelar ou adiar esses festivais?

Não sou futurólogo. Acho que o desejo que todos tínhamos era que a grande manchete do Expresso desta semana fosse: “Está descoberta a vacina”, e se calhar tudo isto poderia ter um calendário completamente diferente. Tudo o que seja possível deve ser feito, desde que não ponha em causa o que é fundamental — aquilo que conseguimos coletivamente, que foi sair do crescimento exponencial e manter a pandemia num nível controlado. Esta semana, tivemos os cuidados intensivos com uma taxa de ocupação entre 55% e 60%. Isso significa que temos mantido a capacidade de resposta. Temos entre 87% e 88% dos doentes em casa. Temos pouco mais de 1% dos doentes nos cuidados intensivos. Agora, nada nos garante que, com o aligeiramento das medidas, com a fadiga que as pessoas têm e com a necessidade que têm, devido à perda de rendimentos, de começarem a flexibilizar a sua própria autocontenção, de repente não possamos ter uma nova situação. Não podemos correr o risco de ter de reverter os passos que dermos.

Está preparado para essa situação de ter de voltar atrás?

Se for necessário. Mas não basta o primeiro-ministro estar preparado e consciente disso. É fundamental que todos os cidadãos estejam preparados e conscientes disso. Não tivemos de pôr as Forças Armadas na rua, as forças de segurança tiveram uma missão essencialmente pedagógica. O [sucesso] assentou na disciplina e na vontade das pessoas. Para que essa vontade não esmoreça é preciso que tenham confiança no caminho a seguir. Ora, qualquer retrocesso pode pôr em crise essa confiança, por isso temos de ser prudentes nos passos que damos para não termos crise na confiança e podermos ir normalizando a nossa vida, convivendo com o vírus durante ano e meio.

A aglomeração nas praias não vai poder existir. As autarquias e as capitanias vão ter de tomar as medidas necessárias”

O Norte do país tem dados mais preocupantes. Admite que o Norte possa ficar para mais tarde no processo de desconfinamento?

Não gostaríamos de fazer diferenciações regionais. Provavelmente, só os estudos epidemiológicos o poderão demonstrar, mas um dos motivos dessa prevalência do vírus na região Norte pode ter a ver com o facto de haver uma maior prevalência de um conjunto de atividades que nunca estiveram encerradas, nomeadamente da atividade industrial.

Quando abrir, abre de igual modo em todo o país?

À partida, não gostaríamos de fazer discriminações regionais.

Já discutiu com os técnicos se vão ser necessárias medidas de restrição nas praias em agosto?

Vão ser, seguramente. Há praias de grande extensão onde a aglomeração é facilmente evitável, há outras em que todos sabemos que a aglomeração é grande. A aglomeração não vai poder existir. As autarquias e as capitanias vão ter de tomar as medidas necessárias para que possamos ir à praia sem que se verifique uma aglomeração. O desconfinamento não vai significar que não tenhamos de praticar as regras de higiene de lavagem regular das mãos ou que não tenhamos de adotar mais medidas de proteção social, designadamente de uso de máscaras. Vamos ter de manter as medidas de afastamento social, a etiqueta respiratória. O que os cientistas nos dizem é que este vírus não hiberna no verão. O verão não vai ser um momento de interrupção.

O futebol também só pode voltar com distanciamento nos estádios?

Para o público, há várias soluções, pode ser totalmente à porta fechada ou só com os lugares cativos distribuídos pelo estádio. A proposta que a Liga apresentou era para em junho e julho poder completar a época desportiva. Ainda temos tempo para preparar isso.

Já aconselhou os portugueses a programarem as férias em Portugal. E para turistas de fora é aconselhável ou possível que Portugal abra algumas portas em agosto?

Não antecipo que as fronteiras externas da União Europeia sejam abertas de uma forma generalizada tão cedo. Quanto às fronteiras internas, ainda não há nenhum objetivo fixado para a sua reabertura, embora haja o desejo de que assim que possível possamos começar a abrir fronteiras internas. A nossa fronteira terrestre com Espanha está fechada até 15 de maio, e até agora temos gerido isso sempre de acordo entre o Governo português e espanhol.

No comércio será gradualmente e vamos ouvir os autarcas. Não é a mesma coisa abrir as lojas em Alvalade ou abrir na Baixa-Chiado”

A situação em Espanha ainda é bastante grave. O nosso turismo vai ter de preparar o verão pensando que o turismo será interno?

Temos de desejar sempre o melhor, estando preparados para o pior. Aquilo que podemos desejar é que o turismo possa retomar a sua atividade. Este é um ano em que temos de olhar muito para o mercado interno. Se tivermos oportunidade que o mercado externo venha até nós, excelente. Quando fechámos fronteiras, fechámos também progressivamente em função do grau de risco dos locais de origem. Provavelmente, a reabertura será também pelo critério inverso. Começar por abrir pelas zonas de menor risco.

Há pouco dizia que não queria gerar expectativas. Olhando para o decreto que agora vai enquadrar os últimos 15 dias de abril e para o seu discurso no Parlamento, não passa a mensagem errada, dado que quer as pessoas em casa nestes últimos 15 dias? Não há uma dessintonia entre o que quer que as pessoas façam e a mensagem que está a passar?

Não sei se é errada. O que temos dito tem sido bastante claro: é em abril que ganhamos a nossa liberdade futura. O esforço que temos de fazer agora é a condição essencial para que em maio possamos começar a implementar estas medidas. Tenho procurado sempre transmitir o mais antecipadamente possível as medidas que vamos tomar para que as pessoas não sejam apanhadas de surpresa e se possam ir organizando. Se não sinalizo agora ao comércio local, provavelmente os comerciantes não se preparariam para ter as suas lojas abertas em maio. O mesmo para as escolas: temos de adquirir mais de 22 milhões de máscaras. Não se reabrem as escolas de um dia para o outro. O maior esforço logístico que este processo de reabertura exige é o que diz respeito aos transportes públicos.

Como vai aumentar a oferta?

Temos de descomprimir a procura, com a diferenciação de horários. E temos de assegurar que as pessoas têm acesso em abundância nos supermercados a máscaras de proteção comunitária e gel para se poderem proteger. Além disso, temos de ter uma oferta que permita ter uma menor compressão de número de pessoas dentro de uma carruagem ou dentro de um autocarro.

O uso da máscara vai ser obrigatório?

Nas escolas e nos transportes públicos vai ser obrigatório o uso de máscara comunitária. Relativamente ao comércio, para as pessoas que estão a atender, vamos ter os acrílicos ou vamos ter de ter máscaras. Além disso, a Administração Pública tem de dar o exemplo, e numa primeira linha de abertura estarão seguramente os serviços de atendimento ao público.

Todos?

Vamos começar pelos desconcentrados e só no fim pelas Lojas de Cidadão. O critério é sempre o mesmo: começar pelo local, porque é aquele onde há menor risco de concentração de pessoas.

O que falta ao Serviço Nacional de Saúde para cumprir os requisitos para o país reabrir?

Há uma bateria de critérios que ainda não estamos a cumprir, desde a redução do número de óbitos, a redução do número de novos casos, a taxa de transmissão R0, que os técnicos discutem que está nos 0,97, outros nos 0,7... é preciso ver como estará no dia 28 de abril. Temos praticamente montada uma ponte aérea logística entre Lisboa e Pequim para abastecimento permanente de um conjunto de materiais e temos conseguido desenvolver a capacidade de produção desses equipamentos. O conjunto destas atividades é fundamental quer para fornecer o Serviço Nacional de Saúde quer para que os cidadãos tenham confiança, porque uma coisa é termos de andar de farmácia em farmácia para descobrir uma máscara, outra é quando as máscaras estiverem em abundância nas prateleiras dos supermercados e percebermos que não temos de açambarcar.

Angela Merkel disse que no caso da Alemanha há taxas específicas de retransmissão. Com 1,1, o sistema nacional de saúde alemão entraria em colapso em outubro, se fosse 1,3 em junho. Em Portugal, quando é que o SNS pode entrar em colapso?

O risco de colapso foi ultrapassado quando nos afastámos da linha de crescimento exponencial. Até agora não há um caso em que tenhamos tido qualquer tipo de rutura do SNS. Agora, o que temos é de garantir que com as medidas de desconfinamento que vamos adotar o desenvolvimento da pandemia não provoca essa tensão no SNS. Todos pudemos ver na televisão como é que países mais ricos que Portugal, com serviços de saúde muito modernos, robustos e desenvolvidos, tiveram situações de rutura absolutamente dramáticas. Nós, felizmente, nunca chegámos a essa situação, e sobretudo temos de garantir que não chegamos a essa situação. A melhor homenagem que podemos prestar ao extraordinário trabalho que médicos, enfermeiros e todos os profissionais de saúde estão a fazer é mantermos com as portas abertas a disciplina que temos de porta fechada.

Temos um milhão de pessoas em lay-off, mais desempregados, pessoas sem saber o que é o futuro... Até quando se pode manter a pressão na mola? Até quando as pessoas aguentam?

A primeira prioridade foi conter a pandemia sem matar a economia. A nova prioridade que temos agora é a de reanimar a economia sem deixar descontrolar a pandemia. Há uma coisa que sabemos: não podemos morrer da cura. Todos temos consciência de que esta paralisação da economia à escala mundial criou a maior crise económica que nunca ninguém tinha descrito e é uma enorme ameaça às empresas, ao emprego, ao rendimento das famílias... Nós temos de começar a fazer de forma ordenada, gradual e progressiva e com segurança essa descompressão. O problema é que não basta fazê-la em Portugal. Temos de fazê-la à escala europeia e à escala mundial. Há poucos meses discutia-se se não tínhamos um excesso de turistas, receio que agora vamos chorar muito a falta de turistas. Para não desistirmos deste verão, temos de o planear com base no mercado interno. Se as coisas correrem bem, em Portugal e no resto da Europa, pode ser que as fronteiras vão abrindo e os fluxos possam ser retomados. Quando foi a crise do 11 de Setembro, a aviação levou dois a três anos a recuperar completamente. Muita gente terá certamente receio de voltar a viajar. A reabituação àquilo que era corrente vai levar algum tempo e exige um esforço acrescido da nossa parte, e desse ponto de vista o conseguirmos manter uma posição diferenciada no contexto global é uma mais-valia que não podemos correr o risco de perder.

A Comissão, naquele roadmap, recomendou também um app europeia, voluntária, para vigilância dos contactos, anónima, para que possa ser feito um tracking. Em moldes voluntários, o Governo admite que isto possa ser usado em Portugal?

Há ene aplicações que estão a ser desenvolvidas em toda a Europa, umas mais intrusivas, outras menos. Em Portugal, a comunidade científica tem vindo a desenvolver uma muito interessante, que basicamente nos informa quais são os locais de grande aglomeração de pessoas e não mais do que isto. Aquilo que tem sido a base de trabalho da Comissão Europeia é uma aplicação muito semelhante à “Friends”, que muitos telemóveis têm. A CE é muito clara: tem de respeitar o regulamento europeu de proteção de dados, ter carácter absolutamente voluntário, respeitar os direitos de personalidade e as liberdades. As apps não carecem de regulamentação, e cada um de nós é livre de descarregar as que quiser.

Ou seja, admite, mas não para uso das autoridades de saúde, apenas para uso pessoal.

Sim. Aquilo que acho pacífico e que não coloca problemas nem de constitucionalidade, nem de desrespeito pela proteção de dados, nem pelos direitos de privacidade são aplicações que sejam descarregadas voluntariamente e que no fundo sejam de partilha de avisos entre os próprios e sem intervenção de autoridades. A CE até recomenda que se use o bluetooth e não a geolocalização. Se a pergunta é se tencionamos andar a fazer vigilância das pessoas por métodos eletrónicos, não, não tencionamos.

 

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Citação de Descartes, há 30 minutos:

Hoje fiquei mesmo surpreendido com o número de novos indivíduos testados. Deve ter sido feito um acerto qualquer. Quase 25.000 a mais só num dia é demasiado. Basta ver que o recorde era pouco mais de 10.000 em 9 de abril.

Continuo a bater na tecla de que os "não confirmados" não são atualizados convenientemente, resultando nestes carregamentos em massa de informação uma vez ou outra.

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Citação de Descartes, há 33 minutos:

Hoje fiquei mesmo surpreendido com o número de novos indivíduos testados. Deve ter sido feito um acerto qualquer. Quase 25.000 a mais só num dia é demasiado. Basta ver que o recorde era pouco mais de 10.000 em 9 de abril.

Muito estranho. Terão dado entrada todos os 2os testes para a confirmação do mesmo indivíduo? É que estamos a falar de testes ou de testados? Nunca percebi... 

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Visitante
Publicado (editado)
Citação de Vaart10, há 4 horas:

Porque não aumentas o corte em 1€ e adicionas outro 1€ à lavagem do cabelo? A percepção, enquanto cliente, é diferente.

Se pagar mais 2€/3€ por corte acho caro, por consequência penso em procurar outro local, ainda que isto dependa da fidelidade dos teus clientes. Tens mais ou menos a ideia de quem regressa após o primeiro corte para cortar novamente?

Mas, se for 1€ pelo corte e outro 1€ pela lavagem a percepção é diferente. E podes colocar mais 0.50€ se a pessoa quiser aplicar outro produto (por exemplo, gel ou algo do género).

Percebo perfeitamente o que dizes mas o nosso modelo foca-se na experiência. Nós não fazemos lavagens e já colocamos os produtos top de mercado em todos os clientes, não é discriminado, já ia aumentar os preços de qualquer maneira em Maio, na verdade só estou é a perder essa margem extra.

Os meus clientes têm poder de compra, trabalho muito no segmento dos 30-45 de classe média alta e como estava no primeiro ano comecei com preços mais baixos para cativar a malta mas com esta despesa extra se mantiver os preços estou essencialmente a trabalhar de borla. O meu corte custa 8€ (9€ se for degradê) o que com os produtos que meto já me dá uma margem curta, os meus concorrentes trabalham ligeiramente mais caro (o que cobra mais cobra 12€).

A verdade é que a desinfecção devia ser uma obrigação de qualquer profissional mas em boa verdade é impossível numa barbearia como a conhecemos e ser percebermos minimamente do assunto teres tudo desinfectado, demora demasiado tempo. Eu sou dos que tem mais cuidado com isso mas mesmo assim tenho noção que há momentos que não dá.

Estimo que desinfectar pentes manuais, lavar os pentes da máquina, desinfectar a máquina, desinfectar a tesoura, trocar luvas e máscara, desinfectar a cadeira e ir novamente lavar as mãos e colocar novas luvas e máscara me vá levar 5 a 10 minutos, isso ao final do dia são 3 ou 4 cortes dependente do barbeiro mais o custo de todo os produtos que mencionei... se eu perder clientes por aumentar os preços agora não me rala muito porque são clientes que ia perder de qualquer das maneiras se aumentasse o preço por qualquer outro motivo portanto são clientes que não me interessam (isto dito assim soa mal). Tenho de pensar no longo prazo, podia manter tudo igual mas parece-me que quem o fizer nem vai ter para comer daqui a uns meses até porque as fiscalizações vão apertar e há muita gente ai a trabalhar que nem um extintor tem na loja e tem funcionários que tão lá há anos sem passar uma fatura.

Como disseram, já vi ai máscaras de 50 a 25€+IVA, se tomarmos esse valor como referência só ai tens ~0,6€ de custos directos associados... Epá não sei, acho que neste momento estamos todos profissionais a pensar o que fazer...

Editado por Visitante

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Citação de Thierry Henry, há 10 minutos:

Continuo a bater na tecla de que os "não confirmados" não são atualizados convenientemente, resultando nestes carregamentos em massa de informação uma vez ou outra.

Alguma justificação tem que haver. Eu estive à procura e não encontrei nada, mas como não assisti à conferencia de imprensa fiquei com esperança que algum de vocês tivesse ouvido alguma coisa. Só encontrei declarações da Ministra a dizer que na quarta-feira passada foi batido o recorde de testes realizados com 13.300. E hoje surgem mais 25.000 indivíduos testados assim de repente...

Citação de Mahai, há 5 minutos:

Muito estranho. Terão dado entrada todos os 2os testes para a confirmação do mesmo indivíduo? É que estamos a falar de testes ou de testados? Nunca percebi... 

Este indicador é o número de testados. De "suspeitos" como se designam no boletim oficial da DGS. O número de testes é o que designam como "Amostras" que hoje tem o valor acumulado de mais de 235.000 (os suspeitos são 187.000).

O gráfico é para incluir no meu post diário, mas só para se perceber visualmente o impacto desta questão, aqui fica:

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Citação de Puto Perdiz, há 4 horas:

bem, ele é conselheiro do governo sueco e a curto prazo a coisa não está a correr bem... A cena é que possivelmente, apesar de agora andarmos a fazer comparações, só poderemos ver qual foi a medida mais acertada quando sair a vacina ou um tratamento eficaz. Também devemos ter em conta que a ideia em achatar a curva era não colapsar os serviços médicos porque mortos e infectados vai sempre haver.

E comparar países com SNS de capacidades totalmente diferentes também é praticamente impossível.

Citação de Puto Perdiz, há 2 horas:

engraçado o Daniel Oliveira andar a partilhar estes vídeos. Há uns dias  andava disparar slectivamente contra quem não tinha feito lockdown

Debater e analisar pontos de vista diferentes não é mau.

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Citação de Ghelthon, há 1 hora:

Debater e analisar pontos de vista diferentes não é mau.

coisa que só agora começou ou começaram a fazer. Até há pouco tempo não houve debate e só referia 3 exemplos de países que não fizeram lockdown.

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Citação de Pablo Escobar, há 31 minutos:

Tou bué preocupado a minha mãe desde ontem que tem tossido com frequência a mais... 

 

 

Mais vale ligar para a linha SNS24 é para isso que serve.

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Citação de Puto Perdiz, há 1 hora:

coisa que só agora começou ou começaram a fazer. Até há pouco tempo não houve debate e só referia 3 exemplos de países que não fizeram lockdown.

Certo, mas o facto de ter falado nisso não significa obrigatoriamente que mudou de ideias.

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Publicado (editado)
Citação de antifa, há 19 minutos:

Mais vale ligar para a linha SNS24 é para isso que serve.

Acho melhor ligar eu

Se eu insistir para ela ligar para lá vai dizer que a tosse não é nada de especial...

Ainda por cima ela faz parte do grupo de risco tal como o meu pai(ela tem hipertensão,o meu pai diabetes) mas o meu pai para já não tem tossido só ela...

Editado por Pablo Escobar

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DIÁRIO DA COVID-19

Dados de 19 de Abril

 

Dia marcado pela ultrapassagem da barreira simbólica dos 20 mil infetados. E por um número inusitado de novos indivíduos testados...

 

Dados do Dia - Entre () diferença para o dia anterior:

  • Casos Confirmados - 20206 (+ 521)
  • Casos Recuperados - 610 (0)
  • Óbitos - 714 (+ 27)
  • Casos Ativos - 18882 (+ 494)
  • Internados - 1243 (- 10)
  • Internados em UCI - 224 (- 4)
  • Indivíduos Testados - 187604 (+ 24893)

 

  • Taxa de Crescimento de Novos Casos - 2,6% (- 0,9 pp)
  • Taxa de Crescimento Médio desde 11/03 - 17,6% (- 0,4 pp)
  • Taxa de Crescimento Médio nos Últimos 5 Dias - 3,0% (- 0,1 pp)
  • Taxa de Letalidade - 3,53% (+ 0,04 pp)
  • Taxa de Recuperados - 3,02% (- 0,08 pp)
  • Peso dos Óbitos nos Casos Fechados - 53,9% (+ 0,9 pp)
  • Taxa de Internamento - 6,6% (- 0,2 pp)
  • Taxa de Internamento nas UCI - 18,0% (- 0,2 pp)
  • Taxa de Crescimento Novos Testados - 15,3% (+ 12,9 pp)
  • Peso dos Confirmados no Total de Testados de há 5 Dias - 14,2% (+ 0,1 pp)

 

Principais dados negativos do dia:

  • Ausência de recuperados, o que não acontecia há 6 dias;
  • A taxa de letalidade subiu 4 centésimas mantendo-se nos 3,5%.

 

Principais dados positivos do dia:

  • A taxa de novos casos caiu novamente para menos de 3%;
  • As taxas de crescimento médio voltaram ambas a baixar;
  • Os números associados aos internamentos baixaram, quer no que se refere às taxas quer aos valores absolutos.

 

A projeção para amanhã, se os indicadores de hoje se voltarem a verificar:

  • Taxa de crescimento de novos casos a 2,6% -> Novos casos: 525; Total Confirmados: 20731
  • Taxa de confirmados sobre os testados de há 5 dias em 14,2% -> Novos casos: 1208; Total Confirmados: 21414
  • Taxa média de crescimento nos últimos 5 dias de 3,0% -> Novos Casos: 616; Total confirmados: 20822

 

 

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Visitante

Entretanto estou a ver vários negócios a anunciar que reabrem dia 4 de Maio, acho que é precipitado estarem a anunciar sem ser oficial

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Citação de Lewa, há 2 minutos:

Entretanto estou a ver vários negócios a anunciar que reabrem dia 4 de Maio, acho que é precipitado estarem a anunciar sem ser oficial

É o desespero.

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GRAU DE DESCONTROLO - 18 de Abril

A fórmula utilizada consiste na taxa de crescimento do valor médio dos novos casos registados nos últimos 7 dias em relação ao valor médio de novos casos nos 7 dias anteriores. Crescimento positivo implica que a situação está pior que na semana passada. Crescimento negativo que a situação está a melhorar.

Países com 5000 ou mais casos confirmados:

  1. SINGAPURA - 233%
  2. RÚSSIA - 162%
  3. ARÁBIA SAUDITA - 129%
  4. UCRÂNIA - 102%
  5. CHINA - 78%
  6. QATAR - 63%
  7. ÍNDIA - 50%
  8. SÉRVIA - 48,9%
  9. BRASIL - 48,7%
  10. PERÚ - 48,4%

...

39. SUIÇA - (50%)

40. REP. CHECA (51%)

41. EQUADOR - (53%)

42. ÁUSTRIA - (57)

43. AUSTRÁLIA - (62%)

 

Outros países com evolução preocupante com menos de 5000 casos confirmados e mais de 500:

  • BANGLADESH - 303%
  • DJIBOUTI - 298%
  • OMAN - 136%
  • ÁFRICA DO SUL - 127%
  • CAZAQUISTÃO - 125%
  • NIGÉRIA - 115%
  • GHANA - 110%

 

Portugal está com -32%.

 

Agora a mesma análise comparativa das últimas 2 semanas, mas relativa ao número de mortes:

Países com 100 ou mais mortes confirmadas:

  1. CHINA - 12830%
  2. JAPÃO - 268%
  3. RÚSSIA - 229%
  4. CANADÁ - 94%
  5. MÉXICO - 81%
  6. BRASIL - 76%
  7. HUNGRIA - 64%
  8. PERÚ - 55%
  9. INDONÉSIA - 53%
  10. USA - 52%

...

42. ÁUSTRIA - (30%)

43. GRÉCIA - (32%)

44. ARGÉLIA - (37%)

45. COREIA DO SUL - (38%)

46. MARROCOS - (50%)

 

Outros países com mais de 500 casos confirmados e evolução preocupante no número de mortes, embora registem menos de 100:

  • CAMARÕES - 900%
  • ESLOVÁQUIA - 800%
  • NIGER - 167%
  • BANGLADESH - 145%
  • NOVA ZELÂNDIA - 133%
  • CROÁCIA - 100%
  • CHIPRE - 100%

 

Portugal regista, neste momento, 6%.

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Li no Observador. 

Dizem que a Suécia atinge a imunidade de grupo em Maio. 

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Citação de Genzo, há 3 minutos:

Li no Observador. 

Dizem que a Suécia atinge a imunidade de grupo em Maio. 

Tinha que ser no Observador.

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Citação de Genzo, há 4 minutos:

Li no Observador. 

Dizem que a Suécia atinge a imunidade de grupo em Maio. 

Quando ainda hoje a OMS alertou para que ainda não há imunidade provada ao vírus. 

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