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Covid-19 (Coronavírus) - Tópico de discussão

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Li Padel no nickname 😂

Eu jogava num outdoor. Ainda não pratiquei desporto dentro de 4 paredes desde Fevereiro.

Editado por Shai

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Citação de noikeee, há 1 hora:

E o que é que se ganha em proibir as pessoas de fazer actividades de baixíssimo risco que só as fazem conseguir suportar um pouco melhor esta situação toda, e até podem indirectamente ter alguns pequenos benefícios para combater a pandemia? É uma lógica de "eu tou a passar mal com isto portanto os outros também têm de tar"? 

Já agora quem é que acham que contribuiu mais para combater a pandemia - quem passou o ano todo a levar isto a sério e se isolou o ano todo tirando o passeiozinho/corridinha/volta de bike da praxe para manter a cabeça no sítio, e que quer continuar a fazê-lo; ou o pessoal que passou o Verão e Outono todo a socializar, tomar cafezinhos aqui e ali, jantares de família, ir ao shopping, espalhar o vírus exponencialmente, e que agora que já tá tudo f*dido quer se trancar em casa? 

De certeza que tu não és o único a ter a ideia para ir andar de bicicleta para um determinado sítio.

Acho que nesse teu pensamento que ajudou mais o país a combater o virus, também existe um meio termo. Não precisas de elevar aos dois extremos 

Só acho que em altura de confinamento, repito, confinamento, em que o governo pede responsabilidade para isto durar um mês se esteja sempre a tentar criar excessoes. São passeios higiénicos em família, é um passeio de bike não sei onde. Saiam apenas para o necessário, ajudem nesta fase para sairmos disto o mais rapidamente possível.

Eu não condeno que vás andar de bike quando tivemos ir estado de contingência. Mas agora estamos em confinamento! 

Citação de Shai, há 8 minutos:

Não sabia essa do padel. É um desporto engraçado que só conheci este ano, fiz ali uns jogos por volta de Setembro e gostei muito. Infelizmente não deu para continuar.

Não faz sentido nenhum de facto, é que nem refere uma obrigatoriedade em trazer raquetes e bolas de casa,algo que a existir devia ser um requisito obrigatório.

Eu também não sabia, só soube porque tive uns conhecidos que estavam a combinar um jogo para terça.

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Ontem falei sobre duas situações que me tinham chamado a atenção como elucidativas da estupidez humana que passaram nas reportagens das TV's.

Cá ficam mais duas de hoje:

CONTEXTO 1

Praia de Carcavelos, meados de janeiro, o país atravessa a maior vaga de frio dos últimos anos. Além da multidão de surfistas (que não sei se é habitual), vê-se, a certa altura, uma jovem sereia, em fato de banho, a entrar na água para dar uns mergulhos como se estivéssemos em pleno agosto. Não consigo encontrar o mínimo de sentido nisto. Nem que me esforce imenso tentando encontrar uma linha de pensamento do mais estúpido que me consiga lembrar...

 

CONTEXTO 2

Reportagem junto de uma Operação STOP. A jornalista vai ao encontro de um casal que foi mandado parar, perguntando-lhes que motivo os fez sair de casa.

Condutor: Vamos dar um passeio ao ar livre.

Senhora no lugar do pendura: É que eu tenho obesidade e esse é um fator de risco caso apanhe COVID, por isso devo fazer exercício físico.

Lógica subjacente: A obesidade potencia a gravidade da COVID. A melhor forma para evitar o contágio da COVID é ficar em casa. Este casal decidiu que era boa ideia combater agora a obesidade da senhora para que ela não fique sujeita a efeitos mais graves se tiver o azar de contrair COVID.

 

Estou cada vez mais convencido que a estupidez é muito mais contagiosa do que a COVID. E não há esperanças de que se possa desenvolver uma vacina para a combater.

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Citação de Lebohang, há 10 horas:

Aqui na minha zona já é a 2ª vez que vejo um café com as cortinas todas corridas mas com barulho de gajos a beber e a jogar pool lá dentro, isto da parte da tarde.

Tenho um café na praceta do lado que é assim todo o santo dia literalmente. Mas até à meia noite, 1 da manhã. Têm umas mantas ou o que raio é aquilo penduradas e estendidas nas janelas para não se ver a luz e pronto. Tá tudo bem. 

Editado por NIkeL

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Citação de Descartes, há 17 minutos:

Ontem falei sobre duas situações que me tinham chamado a atenção como elucidativas da estupidez humana que passaram nas reportagens das TV's.

Cá ficam mais duas de hoje:

CONTEXTO 1

Praia de Carcavelos, meados de janeiro, o país atravessa a maior vaga de frio dos últimos anos. Além da multidão de surfistas (que não sei se é habitual), vê-se, a certa altura, uma jovem sereia, em fato de banho, a entrar na água para dar uns mergulhos como se estivéssemos em pleno agosto. Não consigo encontrar o mínimo de sentido nisto. Nem que me esforce imenso tentando encontrar uma linha de pensamento do mais estúpido que me consiga lembrar...

 

CONTEXTO 2

Reportagem junto de uma Operação STOP. A jornalista vai ao encontro de um casal que foi mandado parar, perguntando-lhes que motivo os fez sair de casa.

Condutor: Vamos dar um passeio ao ar livre.

Senhora no lugar do pendura: É que eu tenho obesidade e esse é um fator de risco caso apanhe COVID, por isso devo fazer exercício físico.

Lógica subjacente: A obesidade potencia a gravidade da COVID. A melhor forma para evitar o contágio da COVID é ficar em casa. Este casal decidiu que era boa ideia combater agora a obesidade da senhora para que ela não fique sujeita a efeitos mais graves se tiver o azar de contrair COVID.

 

Estou cada vez mais convencido que a estupidez é muito mais contagiosa do que a COVID. E não há esperanças de que se possa desenvolver uma vacina para a combater.

E se calhar quem deu o mergulho não se cruzou com ninguém e a senhora obesa também não. Claro que isso cheira a desculpas esparrafadas de pessoal que se tá a cagar para o Covid e que isso é um problema generalizado grave e óbvio, mas o acto em si não me choca absolutamente nada. Choca-me mais ver uma mesa de 3 pessoas dentro dum restaurante. 

O que me irrita é esta discrepância moralista absolutamente ilógica de agora se condenar tudo o que seja meter o cu fora de casa, enquanto há meia dúzia de semanas atrás era quase o oposto e "tínhamos de seguir com as nossas vidas", "manter a economia a funcionar", "fazer a vida normal todo o possível dentro das restrições". Os casos e mortes que estamos a ver agora são o resultado das acções *naquela altura*. Vocês que agora tão chocados com pessoas a fazer atividades ao ar livre são os mesmos que há 3 semanas achavam natural e normal ir a um restaurante ou a um ginásio ou praticar desporto de contacto colectivo. 

Editado por noikeee

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Citação de Descartes, há 46 minutos:

Estive aqui a pensar na questão das exceções. Toda a gente está a dizer que existem demasiadas exceções e que esse facto está a implicar que isto de confinamento tenha muito pouco.

Como eu já tive a oportunidade de dizer por aqui, o problema não está nas exceções. Está no facto das pessoas andarem à procura nas exceções, ansiosamente, a ver aquilo que lhes é permitido fazer. Mesmo que nunca ou raramente o tenham feito. Como o outro que disse que vai passar agora a ir à missa, apenas porque se pode.

Tendo isto presente, eu acho que as exceções até são poucas. Devia haver mais uma. Uma exceção que dissesse algo como isto: Qualquer cidadão apenas pode sair à rua se tiver juízo.

Dada a ânsia que temos para nos enquadrar nas exceções, esta poderia ter um belo efeito positivo.

Estás preparado para o endurecimento das medidas? É que as pessoas que se queixam que há demasiadas excepções vão ser as mesma que vão começar logo a ganir pela mudança de ideias do governo... Eu até era capaz de pensar que o governo subtilmente pôs nas mãos dos portugueses a decisão...

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Citação de noikeee, há 1 minuto:

E se calhar quem deu o mergulho não se cruzou com ninguém e a senhora obesa também não. Claro que isso cheira a desculpas esparrafadas de pessoal que se tá a cagar para o Covid, mas o acto em si não me choca absolutamente nada. Choca-me mais ver uma mesa de 3 pessoas dentro dum restaurante. 

O que me irrita é esta discrepância moralista absolutamente ilógica de agora se condenar tudo o que seja meter o cu fora de casa, enquanto há meia dúzia de semanas atrás era quase o oposto e "tínhamos de seguir com as nossas vidas", "manter a economia a funcionar", "fazer a vida normal todo o possível dentro das restrições". Os casos e mortes que estamos a ver agora são o resultado das acções *naquela altura*. Vocês que agora tão chocados com pessoas a fazer atividades ao ar livre são os mesmos que há 3 semanas achavam natural e normal ir a um restaurante ou a um ginásio ou praticar desporto de contacto colectivo. 

Sabes porquê? Estamos em CONFINAMENTO!!!!

Isso quer dizer: FIQUEM EM CASA!!!!

Estás a começar a entender a lógica?

É errado pensar: "Vou sair de casa porque não me vou encontrar com ninguém". Porque é errado pensar: "Vou sair de casa". Porque estamos em CONFINAMENTO!!! e devemos FICAR EM CASA!!!!

É claro que se ficarmos em casa 24 horas por dia, 7 dias por semana, acabamos por morrer porque não temos o que comer ou nos faltam os medicamentos. E é claro que há pessoas que têm mesmo que sair de casa para evitar que morramos todos. Por isso há exceções. Que só podem ser utilizadas em caso de NECESSIDADE!!!!

Como é lógico, falta-me a capacidade para entender a necessidade que alguém tem em dar mergulhos na praia de Carcavelos em janeiro. Tal como me falta a capacidade para perceber a necessidade que alguém tem de se meter num carro para ir dar um passeio quando o podia dar perfeitamente ao pé de casa, conforme é recomendado.

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Citação de noikeee, há 10 minutos:

E se calhar quem deu o mergulho não se cruzou com ninguém e a senhora obesa também não. Claro que isso cheira a desculpas esparrafadas de pessoal que se tá a cagar para o Covid e que isso é um problema generalizado grave e óbvio, mas o acto em si não me choca absolutamente nada. Choca-me mais ver uma mesa de 3 pessoas dentro dum restaurante. 

O que me irrita é esta discrepância moralista absolutamente ilógica de agora se condenar tudo o que seja meter o cu fora de casa, enquanto há meia dúzia de semanas atrás era quase o oposto e "tínhamos de seguir com as nossas vidas", "manter a economia a funcionar", "fazer a vida normal todo o possível dentro das restrições". Os casos e mortes que estamos a ver agora são o resultado das acções *naquela altura*. Vocês que agora tão chocados com pessoas a fazer atividades ao ar livre são os mesmos que há 3 semanas achavam natural e normal ir a um restaurante ou a um ginásio ou praticar desporto de contacto colectivo. 

Isso é um achismo e não pode ser encarado como facto. É a mesma coisa que o Descartes te dizer que as pessoas que vão correr e andar de bicicleta são as mesmas que acham normal ir a um restaurante.
Uma opinião não é um facto...

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O que me irrita mais é as pessoas reclamarem que o governo tem normas pouco apertadas, criticarem o governo, mas depois aproveitarem toda e qualquer coisa para quebrar o confinamento. Só conseguem cumprir se forem presos mal metam um pé fora de casa.

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Não sei como é que querem chegar aos 3/4 mil casos por dia com este "confinamento". Estou em lisboa e não vi diferença nenhuma, aliás, acho que até estou a ver mais gente na rua que antigamente, parece que algum pessoal entrou de "férias". Só faltava estar mais calor para irem todos à praia.

Os hospitais estão cada vez piores, e os casos não vão descer nem pouco mais ou menos desta forma, espero que apertem mais isto na próxima revisão. Eles bem tentaram não apertar, mas assim não vai lá.

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Citação de Bashir, há 16 minutos:

Estás preparado para o endurecimento das medidas? É que as pessoas que se queixam que há demasiadas excepções vão ser as mesma que vão começar logo a ganir pela mudança de ideias do governo... Eu até era capaz de pensar que o governo subtilmente pôs nas mãos dos portugueses a decisão...

Hoje o Ricardo Costa, irmão do PM, quando questionado sobre o porquê do Conselho de Ministros Extraordinário e eventual alteração das medidas, começou logo por dizer que era o reconhecimento do Governo que tinha errado. Que foram os números que se mantiveram altos. Que foi o 1º lugar na lista do John Hopkins. Eu acho que não. Acho que o Governo ficou sinceramente surpreendido com a falta de adesão dos portugueses ao confinamento. As imagens de sexta-feira e do fim de semana, a que acrescem as filas de ambulâncias às portas das urgências do Santa Maria e do Hospital de Torres Vedras, fez com que eles se sentissem obrigados a agir. Não me surpreenderia nada que as medidas a tomar amanhã sejam bem mais duras. Como castigo. Os analistas e comentadores de pacotilha vão achar mal, claro. Uns porque se devia ir ainda mais longe; outros porque se devia endurecer noutros setores e aliviar os que forem mais afetados; e todos porque já se deviam ter tomado medidas há mais tempo e o Governo está à toa.

Dizem que a evolução da COVID é previsível. Depois dos números saírem, todos já sabiam que ia haver segunda vaga, terceira vaga, isto e aquilo. Mas mais previsível ainda são os comentários e análises dessa malta.

Editado por Descartes
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Citação de Descartes, há 2 minutos:

Sabes porquê? Estamos em CONFINAMENTO!!!!

Isso quer dizer: FIQUEM EM CASA!!!!

Estás a começar a entender a lógica?

É errado pensar: "Vou sair de casa porque não me vou encontrar com ninguém". Porque é errado pensar: "Vou sair de casa". Porque estamos em CONFINAMENTO!!! e devemos FICAR EM CASA!!!!

Perigo de sair de casa sem se cruzar com outras pessoas a 15 de Dezembro: 0. Opinião do CMPT: vai e faz toda a tua vida normal incluindo um monte de actividades com perigo desde que uses máscara (como se a máscara fosse 100% eficaz). Apesar dos hospitais naquela altura já estarem a um pequeno passinho de estoirarem. 

Perigo de sair de casa sem se cruzar com outras pessoas a 17 de Janeiro: continua a ser 0. Opinião do CMPT: bandido! Ilegal! Tamos em estado de sítio! És louco! É por causa de gente que sai de casa que tamos assim! Vergonha! 

Eu sei que tamos em confinamento (por acaso eu não tou, tou em recolher obrigatório). Mas isso não me altera a análise de risco pessoal que faço em cada actividade. É simplesmente um moralismo estúpido e um exercício de tentar largar em alguém, "naqueles", a culpa dum fenómeno/desastre natural do qual no fundo ninguém tem culpa - embora muita gente possa ter feito muito mais para evitar. Muito antes do confinamento. 

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Citação de noikeee, há 9 minutos:

Perigo de sair de casa sem se cruzar com outras pessoas a 15 de Dezembro: 0. Opinião do CMPT: vai e faz toda a tua vida normal incluindo um monte de actividades com perigo desde que uses máscara (como se a máscara fosse 100% eficaz). Apesar dos hospitais naquela altura já estarem a um pequeno passinho de estoirarem. 

Perigo de sair de casa sem se cruzar com outras pessoas a 17 de Janeiro: continua a ser 0. Opinião do CMPT: bandido! Ilegal! Tamos em estado de sítio! És louco! É por causa de gente que sai de casa que tamos assim! Vergonha! 

Eu sei que tamos em confinamento (por acaso eu não tou, tou em recolher obrigatório). Mas isso não me altera a análise de risco pessoal que faço em cada actividade. É simplesmente um moralismo estúpido e um exercício de tentar largar em alguém, "naqueles", a culpa dum fenómeno/desastre natural do qual no fundo ninguém tem culpa - embora muita gente possa ter feito muito mais para evitar. Muito antes do confinamento. 

Epah, por favor. Eu tenho-te na conta de uma pessoa minimamente inteligente.

Essa coisa da responsabilidade individual e do dever cívico era a norma até às zero horas do dia 15 de janeiro. A partir daí o dever de recolhimento obrigatório passou a ser Lei. Não cabe a cada um decidir se o seu comportamento fora de portas comporta mais ou menos riscos. Tem que ficar em casa. O que depende de cada um é a identificação do que é estritamente necessário que o obrigue a sair de casa para poder ficar em casa o resto do tempo.

A questão aqui não é de moralismos nem de atribuição de culpas sobre o quer que seja. Num post atrás eu já identifiquei aquele que, para mim, é o culpado da situação que vivemos: o vírus! Não é minha, nem tua, nem da senhora que quer dar um passeio, do outro que quer andar de bicicleta ou do que vai à missa. Nem sequer é do Governo. A questão é que todos estamos a ser chamados para lutar contra o vírus. E a forma que nos indicaram para o fazermos é ficando em casa. O mínimo que devemos fazer é cumprir.

Além disso, custa-me entender essa complacência dado que aqueles que estão a cumprir (eu, tu, e a maioria dos portugueses) estamos a ser objetivamente prejudicados pelos que não cumprem. Pelos idiotas que procuram escapatórias nas exceções da Lei para não cumprirem a Lei.

Vou relevar essa distinção que fizeste entre confinamento e recolhimento obrigatório. Repito que te tenho na conta de uma pessoa minimamente inteligente.

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A diferença entre a minha opinião e a tua é que eu acho o ir à rua ou dar um passeio de bicicleta estritamente necessário. Um dia que o teu bem estar psicológico dependa disso, mas dependa mesmo, pode ser que percebas. 

E já gastei demasiados cartuchos de responsabilidade cívica o ano todo para me importar com o estatuto legal específico sobre o qual estamos a viver num particular momento. 

Quanto ao que deve ser feito pelo governo neste momento? Não sei. As coisas tão a ser levadas ao limite da sociedade, em todos os sentidos. Talvez definir as excepções de forma mais estrita, talvez obrigar as pessoas a preencher papelada a justificar a sua saída de casa e por polícias a fiscaliza-lo, como chegou a ser feito em França. 

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no meio disto tudo, anda-se a perder tempo a apontar dedos

Editado por Rōnin

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Citação de Jamarcus, há 9 minutos:

Um abraço e força, @Carson Wentz

Obrigado pelo sentimento, mas não é de todo o objetivo do post. Há quem esteja bem pior que eu. Há quem tenha perdido mais do que emprego, objetivos, ou "bem-estar psicológico". Há quem tenho perdido o pai. A mãe. Ou o filho. Ou a irmã.

Há quem não saiba se tem comer para dar aos filhos daqui a uma semana. Há quem tenha negócios e não saiba se o raio dos Bollycaos que tem na montra vão passar de validade antes de ele poder sequer pensar em voltar a abrir as portas. E eu vejo casos desses e conheço casos desses e vejo essas pessoas (casos como do Mesut entre tantos outros), essas sim que não têm alternativa a não ser serem um nojo de pessoas como os casos que já aí falaram de cafés com cobertores a tapar a visão para o salão cheio de malta a mamar minis.

Discuta-se como apoiar a restauração. O pequeno comércio. As artes. Os prestadores de serviços. Discuta-se como melhor rentabilizar a mais que necessária colaboração do privado em tentar passar esta fase mais complicada. Discuta-se (já não se vai a tempo, mas enfim), como possibilitar a todos os que têm direito de o fazer, como garantir o voto em segurança, seja antecipado, por correspondência, nas instituições, ou nas urnas.

Não se perca é tempo a discutir sobre se ir fazer exercício ao ar livre é mais necessário que ir à missa ou que ir andar de bicicleta ou o diabo a quatro. É chico-espertice, é não querer saber dos outros, é achar que o mal só bate à porta do vizinho do lado, é, infelizmente, ser acima de tudo, irresponsável para consigo mesmo.

Editado por Carson Wentz
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Lamento, é uma combinação de situações tudo ao mesmo tempo mesmo super f*dida. Vão vir dias melhores.. 

Eu sei que as emoções tão exaltadas e por razões bastante legítimas. Temos pessoal aqui que perdeu rendimento, que está nos hospitais a testemunhar situação de caos, pessoal que teve a doença, pessoal com familiares que faleceram da doença, etc. É natural que se queira fazer tudo o que possamos para ajudar a situação, acho que todos concordamos nisso. 

Apenas acho que o objectivo do confinamento é impedir as pessoas de contactarem com quem não faz parte do agregado familiar. Ao fazer actividades nas quais não se contacta com ninguém, podemos tecnicamente não respeitar o confinamento, mas manter o objectivo do mesmo. 

O complicado aqui é arranjar forma das pessoas não se aproveitarem das excepções para contactarem com outras pessoas fora do agregado desnecessariamente. O que é obviamente um grande problema e aí estamos todos também de acordo. 

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Quanto ao exercicio fisico em outdoors, sabem se o governo pensa proibir essa atividade por determinado periodo de tempo?
Eu gosto de correr casualmente, ja nao corro ha 2 meses e meio, espero fazer umas corridinhas a partir de finais de Marco, inicios de Abril, estou a dar em maluco com tanta politica.
O emprego do meu pai e da minha mae esta a ficar cada vez mais uma miragem. Eu queria comecar a fazer um mestrado em ciencia politica para o ano que vem, o que nao sei se sera possivel (parece-me que nao, pelo andar da carroca que e o Covid). Uma decisao inteligente, penso eu, era transferir as ferias de Verao para o Inverno e colocar as aulas e muitos trabalhos a funcionar no Verao, mas sei que nao acontecera, era logico, porque a doenca abranda no Verao. Nao sei se todos concordam comigo.

Editado por Ticampos

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Citação de Ticampos, há 20 minutos:

Quanto ao exercicio fisico em outdoors, sabem se o governo pensa proibir essa atividade por determinado periodo de tempo?
Eu gosto de correr casualmente, ja nao corro ha 2 meses e meio, espero fazer umas corridinhas a partir de finais de Marco, inicios de Abril, estou a dar em maluco com tanta politica.
O emprego do meu pai e da minha mae esta a ficar cada vez mais uma miragem. Eu queria comecar a fazer um mestrado em ciencia politica para o ano que vem, o que nao sei se sera possivel (parece-me que nao, pelo andar da carroca que e o Covid). Uma decisao inteligente, penso eu, era transferir as ferias de Verao para o Inverno e colocar as aulas e muitos trabalhos a funcionar no Verao, mas sei que nao acontecera, era logico, porque a doenca abranda no Verao. Nao sei se todos concordam comigo.

que exagero

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Citação de noikeee, há 1 hora:

A diferença entre a minha opinião e a tua é que eu acho o ir à rua ou dar um passeio de bicicleta estritamente necessário. Um dia que o teu bem estar psicológico dependa disso, mas dependa mesmo, pode ser que percebas. 

E já gastei demasiados cartuchos de responsabilidade cívica o ano todo para me importar com o estatuto legal específico sobre o qual estamos a viver num particular momento. 

Quanto ao que deve ser feito pelo governo neste momento? Não sei. As coisas tão a ser levadas ao limite da sociedade, em todos os sentidos. Talvez definir as excepções de forma mais estrita, talvez obrigar as pessoas a preencher papelada a justificar a sua saída de casa e por polícias a fiscaliza-lo, como chegou a ser feito em França. 

Aí é que tu te enganas. A diferença entre as nossas opiniões não é essa. Eu não me arrogo o direito de definir o que é que é estritamente necessário para cada um. Cada um define o que é estritamente necessário para si. Mas custa-me tolerar abusos e desculpas. A diferença estará, talvez, na forma como eu aceito que as pessoas exerçam as exceções que lhes foram permitidas para satisfazer as suas necessidades.

Acho que é consensual para toda a gente que a ida às compras é algo estritamente necessário. Eu pratico-a indo ao supermercado que costumo frequentar, encho o carrinho com produtos para 2 semanas ou um mês para evitar idas desnecessárias. Outros acham que, lá porque a Lei permite a ida às compras, podem ir ao supermercado todos os dias, ou a vários no mesmo dia para aproveitar promoções ou porque gostam mais dos iogurtes do Lidl e da massa folhada do Pingo Doce, ou, aproveitando a hipérbole que alguém aqui trouxe há dias, morando no Algarve podem ir às compras a Braga. Afinal, é permitido na Lei.

O passeio na rua é estritamente necessário? Muito bem. Peguem nas perninhas e vão dar uma volta durante meia hora ou uma hora pelas redondezas. Não precisam de pegar no carro com a família para dar um passeio na Marginal a ver o mar e apanhar ar puro.

Outra coisa que me irrita é a crítica generalizada às exceções serem demasiadas. Eu não acho. Acho até que devíamos agradecer por haver tantas exceções. Porque elas permitem que nós possamos satisfazer as nossas necessidades. Criticar a abertura de floristas, de tabacarias, de oculistas ou das Igrejas para quê? Vontade de embirrar ou necessidade de criticar. São estabelecimentos que não respondem às necessidades de quem critica? Egoísmo puro. Tal como as comparações, muitas delas injustas e que demonstram, lá está, egoísmo ou, pelo menos, desconhecimento. Comparar os consumos culturais com os serviços religiosos em termos das necessidades que satisfazem demonstra enorme falta de conhecimento ou até desprezo sobre a condição humana em geral e do povo português em particular.

Finalmente, acho incompreensível a incoerência de muitos, que em março estavam em pânico a querer tudo fechado mas agora, mais calmos, continuam a querer tudo fechado menos aquilo que lhes falta e de que gostam. Exemplo: conheço casos (mais do que um) que em março resolveram, antes da decisão de confinamento, não levar os filhos à escola. Chegaram a meter dias de férias para ficar com eles em casa. Cheios de medo do que viam acontecer em Itália e dos posts partilhados sobre o que disse o amigo do filho da empregada do médico do Centro de Saúde. Hoje criticam violentamente o Governo porque fechou os ATL e não têm onde deixar os filhos depois da Escola (não estou a falar de ti @Casual 1904). É este tipo de incoerências que me chateia.

 

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Também passo mal sem ginásio e não gosto de todo de fazer exercício na rua, dado que é mais cardio e menos musculação. Se nos mantivermos em confinamento durante muito tempo é a alternativa que tenho, mas ao final do dia acaba por não ser uma prioridade

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Citação de noikeee, há 6 horas:

A diferença entre a minha opinião e a tua é que eu acho o ir à rua ou dar um passeio de bicicleta estritamente necessário. Um dia que o teu bem estar psicológico dependa disso, mas dependa mesmo, pode ser que percebas.

Calma aí meu, que o teu bem estar psicológico também funciona com uma zwift ou uma treadmill

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