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[FM21] Magna Ignis - ???

Publicações recomendadas

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Boa tarde a todos! É verdade, estou de volta ao nosso cantinho do EMEM, após tanto tempo de ausência. Mas deixemos as tretas de lado e vamos lá fazer um mini-resumo do que se vai passar aqui.

Vai ser mais um save com ficção - não consigo fazer isto de outra forma. Uns gostam, outros nem tanto - mas é a única maneira que tenho de vir cá e partilhar. Hesitei mesmo muito em terminar o Lion Blood, o There Is Only A Cloud In The Sky ou fazer mesmo uma história nova - optei pela história nova. Creio que é o melhor para voltar aqui ao activo e, como tal, espero o feedback, positivo e negativo, da comunidade.

Em termos de jogo falado, escolhi as principais ligas europeias apenas, com as divisões secundárias desses mesmos países. Quanto ao clube... É lerem os capítulos que vou pondo. O primeiro, conto eu, sairá logo à noite!

Capítulos:



Historial de Clubes:

2020/2021 - AC Monza 1912 (Serie B):

  • 1º Lugar na Serie B
  • Oitavos de Final da Taça de Itália

2021/2022 - AC Monza 1912 (Serie A)

  • 2º Lugar na Serie A
  • Vencedor da Taça de Itália

2022/2023 - AC Monza 1912 (Serie A)

  • 1º Lugar na Serie A
  • Vencedor da Supertaça Italiana
  • Vencedor da Taça de Itália
  • Oitavos de Final da Champions League

2023/2024 - AC Monza 1912 (Serie A)

  • 1º Lugar na Serie A
  • Vencido na Supertaça Italiana
  • Meias Finais da Taça de Itália
  • Vencedor da Champions League

2024/2025 - ???

Editado por Unclouded

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Bom mês, cumps 👍

Spoiler

Agora a sério, finalmente regressas! Estou ansioso por ler essas tuas narrativas que tanto gosto me davam back in the days!

 

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Vamos em frente! Boa sorte, estou aqui para corrigir qualquer erro ortográfico ou gramatical 😎

Estou a brincar, adoro ficção e adoro ler. 

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Capítulo 1: Riku

 

 

Swansea, 28 de Maio de 1997

Uma pequena mancha no meio da multidão. Correndo desenfreado, com os trapos que tinha vestidos rasgados, ninguém ligava ao pequeno mendigo que por eles passava, ensanguentado. O cabelo, branco e comprido, estava sujo de terra e sangue seco, mas nem assim isso parecia importar. O mundo, para o bem e para o mal, é um ponto de desencontros marcados pela indiferença - e isso estava presente na vida do rapaz que, sem se importar com o seu aspecto, corria.

Os cafés e os pubs estavam completamente cheios ao longo de St Helen's Road, não fosse a hora da final da maior competição de clubes do mundo. A azáfama para tentarem ver o jogo, que já havia começado, impedia as pessoas de reparar, uma vez mais, naquela criança - descalça, imunda, ensanguentada. Mas nem assim o menino parava - corria, e corria, directo a um dos seus muitos refúgios.

Quando finalmente chegou à frente da loja de eletrodomésticos, encostou-se ao vidro da montra olhando para o televisor da Samsung que estava sintonizado com o jogo. Os olhos, azuis vivos, brilharam - não havia mais nada que ele amasse neste mundo a não ser o futebol. Mister Smith, o dono da loja, reparou nele e, apoiando-se na sua bengala, encostou-se à porta da rua. Tirou um cigarro e começou a fumar.

"Riku, perdeste dois golos lindos."

"Mister, mister, quem marcou?"

Rindo-se, o velho respondeu que tinha sido um bis de Riedle, em menos de 5 minutos. Como que abanando a cabeça, acabou de fumar o cigarro e voltou para dentro, voltando depois com uma sandes de atum que entregou ao rapaz.

"Toma, come enquanto acaba o jogo, e depois põe-te a mexer. Já sabes que à noite as crianças não podem andar por aí sozinhas. E, também, o jogo já acabou, eles não recuperam disto."

Dando dentadas esfomeadas na sandes, o rapaz respondeu, meio que a custo:

"Mister, eles ainda têm o Zidane. O jogo está longe de terminar."

Encolhendo os ombros, Smith voltou a entrar na loja, abrindo o jornal e começando a preencher as palavras cruzadas. Cá fora, Riku acabou a sandes, lambendo os beiços sem tirar os olhos do pequeno monitor. A bola rolava intensamente, com a Juventus a tentar recuperar a desvantagem de dois golos. E eis que Bokšić se isola no lado esquerdo da área do Dortmund. Em esforço, cruza a bola para Del Piero, que com um excelente toque de letra finaliza e acende de novo a esperança do conjunto italiano.

"Isso!"

"NÃO!!!"

O grito assustou Riku, que se virou para trás e viu um homem alto, de cabelo loiro longo e olhos esverdeados, olhar para o mesmo monitor onde decorria o jogo. Depreendendo que se tratava de um fã dos alemães, o rapaz deu por si a rir-se baixinho, voltando a atenção para o jogo.

No entanto, logo a seguir, mais um momento de génio - Ricken vê Peruzzi adiantado e, do meio da rua, faz um chapéu magistral ao guardião, voltando a colocar o Dortmund com dois tentos de vantagem. Gritando de alegria, o homem começou aos saltos no meio da rua, facto que estava a enervar Riku. Amuado, acenou a Mister Smith e saiu dali para fora. Estava a ficar tarde e ele não queria ser apanhado nas ruas da cidade pelos polícias, pelo que tinha de sair antes de o jogo terminar pois o mundo estava, literalmente, preso à final da Champions League.

Correu, e correu, até chegar, já quase sem fôlego, a Three Cliffs Bay - era uma distância enorme, mas a final do jogo tinha compensado. Tinha, além disso, conseguido uma refeição, pelo que o dia nem tinha corrido assim tão mal. Foi pena a Juventus ter perdido, mas nada que o fosse fazer esmorecer.

Pensar no jogo depressa o fez lembrar do homem a festejar efusivamente os golos do Dortmund, e sentiu alguma irritação. Deitando-se na areia fria, olhou para o céu estrelado enquanto ouvia o rugir do mar bater nas rochas. Até que, ao seu lado, ouviu barulho, saltando imediatamente e pegando num pau que guardava junto a si para se defender de qualquer presença que o pudesse atacar. Os olhos azuis abriram-se muito quando viu, sentado na areia junto a si, o homem que tinha encontrado junto à loja do Mister Smith. Este sorriu-lhe, e muito educadamente perguntou-lhe o nome.

"R-Riku..."

"Riku... Nome oriental... Engraçado..."

Esticando-lhe a mão, o homem apresentou-se:

"Bernard Braveheart, pequeno Riku."

Editado por Unclouded

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Veremos o que esse Bernard Braveheart trará a este pequeno jovem com uma vida tão dura. O Riku não viu a Juventus vencer a final perante o Dortmund, mas parece que coisas boas estão a caminho 🙂 E espero mesmo que assim seja!

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vida dura a do pequenote. lembro-me de ver esse jogo, mas estava quente e confortável no meu sofá.

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Citação de Martini Branco, há 11 horas:

Veremos o que esse Bernard Braveheart trará a este pequeno jovem com uma vida tão dura. O Riku não viu a Juventus vencer a final perante o Dortmund, mas parece que coisas boas estão a caminho 🙂 E espero mesmo que assim seja!

 

Citação de cadete, há 11 horas:

vida dura a do pequenote. lembro-me de ver esse jogo, mas estava quente e confortável no meu sofá.

 

Citação de LUIZ CESAR, há 10 horas:

Como gosto muito de save ficcional...Claro que estarei acompanhando.

Obrigado a todos!

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Capítulo 2: Conversas no Areal

 

 

Dando um passo atrás, Riku recusou o aperto de mão. Sentia a irritação aumentar a cada segundo que passava  cada inspiração que fazia queimava-o no peito, e o nervosismo aumentava a cada instante. 

Apercebendo-se disso, o homem chamado Bernard levantou-se num ápice, e sem que o pequeno rapaz conseguisse reagir, colocou-se ao seu lado. Riku tremeu ao sentir a mão dele no seu ombro. 

“Calma. É normal.” 

Dizendo isto, Riku sentiu a cabeça a andar à roda, caindo de joelhos no vasto areal. Tentou olhar o homem nos olhos. O verde transmitia-lhe uma certa tranquilidade, acalmando-o um pouco, mas ainda assim a consciência escapou. 

 

Quando abriu os olhos, ofegante, reparou que ainda estava deitado na areia. O sol começava a raiar e ele estava coberto com um casaco. Levantou-se devagar e viu Bernard na berma da água a fazer uns gestos que, a ele, lhe pareciam esquisitos  com os braços esticados, parecia estar a dançar. Esta visão pacificou a mente do pequeno Riku, que reparou que  não sentia irritação alguma ao olhar para o homem. Este, ao reparar que o pequeno tinha acordado, parou os seus movimentos e correu para junto dele. 

Estás melhor? Aquela irritação toda deve ter desaparecido por agora.” 

Sem saber bem como, nem porquê, Riku acenou positivamente. Bernard sentou-se ao seu lado e pousou-lhe uma mão na testa, como se estivesse a medir a sua temperatura. 

“Quero que relaxes. Eu explico tudo o que está a acontecer, mas preciso que relaxes e confies em mim.” 

Inspirando fundo, Riku tentou relaxar o corpo. Acima de tudo estava curioso com o que se estava a passar, mas não disse nada. Nisto, Bernard abriu os olhos, franzindo-os um pouco. 

“Um selo? Hum...” 

Levantou-se e começou a andar em círculos, levando a mão esquerda ao queixo e permanecendo absorto nos seus pensamentos. 

“Mister...?” 

Olhando de volta para Riku, o homem pediu desculpa, voltando a sentar-se, desta feita em frente a ele. Mirou-o nos olhos. 

“Riku, que idade tens? Como é que um pequeno rapaz como tu é sem-abrigo?” 

Engasgando-se um pouco, Riku desviou o olhar. Sentiu os olhos lacrimejar um pouco, mas respondeu a custo. Não sabia que idade tinha, pois não sabia contar para além do 5. 

“Mas como vieste aqui parar? Do que é que te lembras?” 

Pensando um pouco, Riku respondeu. 

Lembro-me de uma mulher, que deve ser a minha mãe. Andávamos no areal e ela pousou-me naquelas pedras ali ao fundo.” 

A memória desse evento fez Riku dar um salto, apontando para o adulto à sua frente. 

“Ela fez o mesmo que você estava a fazer ali junto ao mar! Aqueles gestos!” 

Sorrindo, Bernard fez-lhe sinal para se sentar. Obedecendo, mas sem desviar o olhar, o pequeno esperou. 

Provavelmente era a tua mãe. O que ela fez chama-se um selo. É um feitiço básico, mas muito forte e, acima de tudo, muito raro de se conseguir fazer.” 

Feitiço? 

Bernard encarou-o e Riku viu uma luz brilhar no seu olhar. 

“Sim, Riku, é isso mesmo.” 

Levantou-se, andou um pouco e, em jeito de introdução, começou a falar. 

“Riku, este mundo tem magia. As pessoas podem usar magia.” 

Ajoelhou-se junto dele e apertou-lhe a mão nas dele: 

“Tu podes usar magia.” 

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Magia? Queres ver que o Bernard é o pai do pequeno Riku? Ainda bem que não é um selo nas calças 😂

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Estou muito curioso com o que sairá daqui, e como é que o futebol vai moldar a vida do pequeno Riku.

Eu nessa altura devia ter +/- a mesma idade do Riku, e dessa edição da Champions o que mais me recordo é dos golos do Jardel em San Siro, da final recordo me recordo-me do favoritismo claro da Juventus e da chapelada do Ricken ao Peruzzi. Boas memórias...

Estarei a seguir naturalmente. 😄

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Citação de Martini Branco, há 8 horas:

Muita magia vivida na triste vida do pobre Riku. Pode ser que este homem venha dar uma lufada de ar fresco 😊

Pode ser quem sim, bem precisa 😉

Citação de cadete, há 8 horas:

Magia? Queres ver que o Bernard é o pai do pequeno Riku? Ainda bem que não é um selo nas calças 😂

Olha, nem era mal pensado xD

Citação de c0rreia10, há 2 horas:

Estou muito curioso com o que sairá daqui, e como é que o futebol vai moldar a vida do pequeno Riku.

Eu nessa altura devia ter +/- a mesma idade do Riku, e dessa edição da Champions o que mais me recordo é dos golos do Jardel em San Siro, da final recordo me recordo-me do favoritismo claro da Juventus e da chapelada do Ricken ao Peruzzi. Boas memórias...

Estarei a seguir naturalmente. 😄

Eu sei que tinha a mesma idade, e lembro-me bem do chapéu, mas o golo do Del Piero ficou sempre marcado.

Obrigado a todos pelo apoio!

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Capítulo 3: Magia e Felicidade

 

 

Os olhos azuis de Riku fixaram-se no verde profundo do olhar de Bernard – sentiu que ele estava a contar-lhe toda a verdade. O homem sorriu e começou a explicar: 

“Ora bem. Magia. Todos os humanos têm um pequeno local no corpo onde passa uma corrente energética. Umas culturas chamam-lhe Chi. Outras Chakra.  quem tente dizer que são poderes divinos. Mas não.” 

Levantou-se e voltou a andar em círculos, o que fez o rapaz sorrir  parecia absorto na explicação e aparentava irradiar felicidade. 

“É como se de uma torradeira se tratasse. Ligas à luz, e ela trabalha. A magia é isso mesmo. Sabes utilizar a corrente, e podes usar magia. No entanto, essa é a parte difícil - apenas uns 5% da população mundial consegue fazê-lo. E tu, Riku, também estás nesse grupo.” 

Fungando, Riku levantou-se. O sol da manhã começava a aquecer, mas a onda de calor que sentia dentro de si nada tinha a ver com esse facto. 

“Mas como é que soube, Mister? Eu nunca usei magia nenhuma.” 

Rindo-se, Bernard explicou-lhe detalhadamente que os tais locais onde passa a corrente energética - a Fonte -  são activados pela presença de magia junto à pessoa que tem potencial para fazer magia. Confuso, Riku, não entendeu. 

“Riku, ontem durante o jogo eu expeli magia, propositadamente. É algo que nós, magos, temos de fazer regularmente ao  de crianças para determinar se elas têm o potencial para aprenderem a usar magia. E tem de ser relativamente cedo, pois se o centro não for activo antes dos 10 anos de idade, o mesmo fecha completamente e é impossível de o potencializar.” 

Olhando para ele, e vendo a expressão confusa do rapaz, simplificou: 

Ontem não ficaste irritado, do nada? Vês? Essa irritação é uma das sensações que o potencializar de uma Fonte pode despertar, e tem a ver com o potencial mágico da pessoa em si.” 

Baixou-se e começou a desenhar na areia. Riku olhou para o desenho e viu quatro círculos ligados com setas entre si. Bernard continuou a explicação. 

 quatro tipos principais de magia, e todos diferem de pessoa para pessoa. Cada um  pode ter aptidão para um tipo de magia. Isto na maior parte dos casos.  pessoas que têm acesso a dois tipos de energia, mas  é conhecido um ser humano que tenha aptidão para mais do que isso – e consegue usar os quatro elementos.” 

Quem é? Conhece esse mago?” 

Sorrindo ao de leve, Bernard assentiu. 

“Essa pessoa sou eu. Sou considerado, por muitos, como o mago mais poderoso do mundo. Mas isso não interessa agora.” - apressou-se a esclarecer, pois viu que Riku ia começar com mais perguntas. 

“O que interessa é que a tua Fonte se activou, e pela emoção que demonstraste pareces ter aptidão para o elemento do Fogo. Podias ter também ter aptidão para o Ar, a Terra ou a Água, mas a emoção que a tua Fonte emitiu aponta para o elemento do Fogo. 

Olhando para as suas mãos, Riku não disse nada. O homem loiro ergueu-se e colocou-lhe uma mão no ombro. 

“Sei que é difícil de assimilar isto tudo de uma vez, mas com o tempo vais perceber melhor.” 

Voltando costas, encarou o mar calmo. Passados uns momentos, perguntou ao rapaz: 

“Riku, queres vir comigo?” 

Sem perceber a pergunta, não respondeu. Ir com ele onde? Não se conheciam, excepto de  umas horas até ao presente. Que sentido fazia ele ir com aquele homem? E, no entanto... 

“Sei que estás confuso. Mas quero mesmo que venhas comigo. É responsabilidade dos magos que encontram alguém com potencial treinar esses novos magos. E assim sucessivamente.” 

Encarou Riku de frente e esticou-lhe a mão. 

“Vais poder viver uma vida decente.mVais poder dormir numa cama, vais poder aprender magia, vais poder ir à escola, vais pod...” 

“Vou poder ir à escola?” 

Caindo de joelhos na areia, Riku não aguentou as lágrimas. Sempre vira as crianças de Swansea e arredores nos recreios das escolas, brincando em conjunto. Sempre quisera aprender a ler e a escrever. 

Bernard sentiu os olhos lacrimejar, mas não cedeu. Ajoelhou-se junto a ele e deu-lhe um abraço. Apertando-o contra si, sentiu-o estremecer. Que vida teria aquela criança levado? Era um autêntico milagre ter-se mantido vivo tanto tempo. Estimava que tivesse entre 7 a 8 anos – era demasiado tempo para alguém aguentar, na rua, sem condições. Soltando-o, pegou no telemóvel que tinha no bolso. Marcou um número e esperou que atendessem do outro lado. 

“Levi? Sou eu, Bernard. Preciso que me arranjes um passaporte.” 

Riku limpou as lágrimas com as costas da mão e levantou-se. 

“Sim. Encontrei. Sim. Chama-se Riku. Aparenta ter ascendência asiática, mas encontrei-o aqui em Gales. Swansea. Sim. Apelido?” 

Sorrindo para Riku, Bernard disse calorosamente. 

“Braveheart.” 

Compreendendo finalmente que estava prestes a ser adoptado por aquele homem, Riku não aguentou e atirou-se para os braços dele. As lágrimas caiam sem parar, mas pela primeira vez desde que tinha memória, chorava de felicidade. 

Editado por Unclouded

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Bem, estou a ver que o Bernard é o Avatar deste universo! 

Como sempre, metes músicas idealmente escolhidas para acompanhar a leitura, e gosto particularmente da última por razões óbvias. Estou curioso para ver o treino que o jovem Riku vai receber

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Publicado (editado)

venha esse treino com magia e que seja espalhada pelos campos de futebol.

Editado por cadete

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Excelente escrita, primeiro de tudo tenho que louvar isso 😉 

O enredo continua muito forte e o nosso Riku terá agora a melhor experiência da sua (até agora) triste vida. O Bernard vai provavelmente fazer deste miúdo alguém muito importante. Estou curioso, meu amigo. 

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Citação de Fluke, há 6 horas:

Bem, estou a ver que o Bernard é o Avatar deste universo! 

Como sempre, metes músicas idealmente escolhidas para acompanhar a leitura, e gosto particularmente da última por razões óbvias. Estou curioso para ver o treino que o jovem Riku vai receber

Quando estava a escrever pensei nisso e pensei em adicionar mais elementos diferentes para diferenciar. Mas depois optei por ir assim, mais simples. 

Já sabes que as músicas são tradição - e são o que dá quase mais trabalho a escolher xD

Citação de cadete, há 4 horas:

venha esse treino com magia e que seja espalhada pelos campos de futebol.

Vamos ver 😉

Citação de Martini Branco, há 2 horas:

Excelente escrita, primeiro de tudo tenho que louvar isso 😉 

O enredo continua muito forte e o nosso Riku terá agora a melhor experiência da sua (até agora) triste vida. O Bernard vai provavelmente fazer deste miúdo alguém muito importante. Estou curioso, meu amigo. 

Obrigado, ainda bem que gostas!

 

Obrigado a todos pelo apoio!

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Capítulo 4: Vida Nova 

O sol irradiou através da janela do quarto de Riku. Bocejando, sentou-se na cama, coçando os olhos com as costas da mão. Espreguiçou-se e levantou-se, dirigindo-se à janela e abrindo-a. O ar fresco da manhã despertou-lhe os sentidos, e permanecia como uma das melhores sensações do dia. Sorrindo, foi lavar a cara para, mais uma vez, retomar aquilo que era agora o seu quotidiano.

Tinham passado cinco anos desde o fatídico dia em que havia sido resgatado por Bernard. Conseguiu, graças a ele, sair da vida de sem-abrigo que conhecera até então. Tinha arranjado documentos que o legalizavam, tinha encontrado um poder sobrenatural e, acima de tudo, tinha encontrado uma família.

Mal a documentação ficou pronta, tinham vindo para o Sul da Alemanha, para a enorme mansão dos Braveheart. Bastante envergonhado, conheceu Levi, o mordomo e amigo de Bernard - apesar de não possuir poder mágico, era o braço direito do mago e a pessoa, segundo o mesmo, em quem ele mais confiava neste mundo.

Descobriu, por intermédio da magia de Bernard, que não podia retirar o selo das suas memórias.

"Corremos o risco de o selo ter várias camadas e poder despoletar uma magia secundária. Vais ter de abdicar, por enquanto de saber o que te aconteceu." - dissera, carinhosamente, Bernard. No entanto, conseguiu descobrir que o rapaz tinha nascido em 1990, sendo que tinha apenas seis anos quando se encontraram. Mas, mais do que isso, era impossível de saber.

E aí começou um quotidiano completamente diferente daquilo a que estava habituado - o primeiro ano foi bastante exaustivo, mentalmente, pois o pequeno Riku teve de aprender a ler, aprender a escrever e além disso começou ainda os treinos básicos de magia e até treino corporal.

"O corpo de um mago é o instrumento que a magia usa para ser lançada!" - diria repetidamente o seu mentor, enquanto o incentivava a prosseguir.

Dia após dia, Riku foi adoptando aquele estilo de vida caótico mas que, apesar de tudo, irradiava felicidade na sua vida. Adorava aprender, e o facto de o colégio onde tinha aulas ser exclusivamente de pequenos aprendizes de mago como ele ajudava imenso a isso - crianças da sua idade e de diferentes origens, juntas no mesmo local, com histórias mirabolantes de treinos absurdos que os seus mentores inventavam - toda a gente se conhecia, toda a gente se ajudava. Era uma autêntica família sem qualquer tipo de laço sanguíneo, mas com laços mais fortes do que qualquer uma.

Aprendeu sobre a história da magia, aprendeu como canalizar o poder que lhe corria nas veias - e começou finalmente a exteriorizar fogo. Aprendeu também sobre a sociedade que os geria - Grande Sociedade Mágica Europeia - secreta do mundo em geral, eram responsáveis pela segurança do território europeu, protegendo as populações sem nunca sair das sombras.

Mas, como em todas as sociedades, existiam grupos que se recusavam a acatar as leis impostas - e criavam-se assim autênticos grupos terroristas que utilizavam, através da magia, o terror para tentar dominar a sociedade. 

Continuou os seus estudos sempre afincadamente, pois Bernard sempre lhe dissera que tinha, como ele e todos os magos, de ter o próprio emprego - a magia era uma obrigação mas, infelizmente, não dava para sustentar uma casa. Como tal, dedicou-se de corpo e alma, tanto ao estudo da magia como ao seu percurso académico.

Ao longo desse tempo, foi tendo choques contínuos com a realidade que o mundo atravessava - inúmeros ataques terroristas, à escala global, com uso de magia. Eram descritos apenas como ataques terroristas mas, para um mago treinado, dava para perceber a utilização da magia.

Chocou-o imenso quando viu Bernard partir uma mesa em raiva, aquando dos ataques ao World Trade Center em Nova Iorque. Levi explicou-lhe, nesse dia, que mesmo os magos negros não têm interesse em mostrar a magia ao mundo - por isso utilizaram os aviões para criar o "violento espetáculo" e usaram poderes mágicos para consumar o resto do ataque. Sem perceber, Riku, com 11 anos na altura, encarou Bernard. Os olhos verdes deste estavam encobertos por uma fúria silenciosa, mas mesmo assim respondeu-lhe.

"Os pilares centrais daquelas torres só podiam ser derretidos com o poder de um mago de Fogo. E um mago bem forte, por sinal."

Depois disso, os ataques em Madrid e em Londres, onde perdera, inclusive, dois colegas de escola. Cerrando os punhos, jurou a si mesmo - nunca, jamais, iria perdoar quem cometesse tais vis actos.

E assim se passaram os anos, com o pequeno Riku a deixar de ser um rapaz - passou pela adolescência de forma célere e ganhando fama na comunidade mágica escolar - era um prodígio no uso da magia ("O segundo génio seguido dos Braveheart!" - gracejava Bernard) e, além disso, a bondade e simpatia que emanavam de si tinham-lhe já garantido o respeito e admiração de todos.

Concluiu com distinção o ensino secundário, entrando depois na Universidade de Munique. Tinha seguido Desporto. Mesmo após todos estes anos, o futebol fazia parte do seu dia a dia - era dos poucos momentos de pausa na sua vida quando ele, Bernard e Levi se sentavam no sofá e assistiam a todo o tipo de jogos de futebol, criando as mais diversas zaragatas entre ele e o seu mentor.

"Porque não vais para treinador, Riku? Tens jeito." - dissera Levi, após mais uma das discussões futebolísticas entre Riku e Bernard.

E a ideia ficou. Cresceu. E fez com que o jovem optasse por esse caminho, sem nunca descurar o estudo e aperfeiçoamento da sua magia. 

Bernard olhava para ele, dia após dia, com um orgulho desmesurado. Não tinha família viva, mas amava Riku - era o seu filho. Amava-o como se fosse.

Por seu lado, Riku amava Bernard do fundo do coração. Um pai que nunca tivera, a luz que o salvara da escuridão que era a sua vida. Para ele, nada mais importava do que se tornar forte para proteger o que Bernard queria proteger - o mundo.

 

5 de Agosto de 2015, Frankfurt

Riku estava junto ao metro de Frankfurt, tremendo um pouco com o nervosismo. Tinha concluído o Mestrado em Desporto e o Curso de Nível III de Treinador de Futebol Profissional nessa primavera, e ia começar a trabalhar nas camadas jovens de um clube dos arredores quando se iniciasse a nova época. Bernard, ao seu lado, sorriu para ele e fez-lhe sinal. Um grupo de cerca de cinco pessoas havia-se juntado junto a uma das carruagens e entrado no metro, espalhando-se por entre os inúmeros passageiros. Estalando os dedos, Riku avançou - estava na hora de aplicar tudo que tinha aprendido sobre magia e sobre o seu poder.

Editado por Unclouded

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Citação de six_strings, há 1 hora:

Que seja um grande regresso ao EMEM. Força

PEACE

Obrigadão six! Abraço

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Aprendizagem feita, é hora de meter mãos à obra! Se não te importas vou começar a tratar o Bernard por All Might 😆

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Citação de Fluke, há 2 horas:

Aprendizagem feita, é hora de meter mãos à obra! Se não te importas vou começar a tratar o Bernard por All Might 😆

Porra, zero a ver. Este usa magia, o All Might era à porrada. Mas percebo a referência 🤣

Obrigado 😉

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