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Avião da Air France que ligava Rio a Paris despenhou-se após um desvio brusco da rota

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O avião que em 2009 se despenhou entre o Rio de Janeiro e Paris caiu após um desvio súbito da rota, afirmou hoje a revista alemã Der Spiegel, citando um especialista que analisou as caixas negras do aparelho.

 

Face à pressão e à especulação acerca das causas do acidente, investigadores do Gabinete de Investigações e Análises (BEA) francês decidiram tornar público no próximo fim-de-semana "elementos factuais sobre o desenrolar do voo, que determinarão as circunstâncias do acidente", que durou apenas quatro minutos no total.

 

De acordo com uma fonte, que falou sob anonimato pela Der Spiegel, a análise das caixas negras sugere que os sensores de velocidade do avião congelaram, evitando a transmissão de dados precisos sobre a velocidade do aparelho.

 

 

O gravador de dados técnicos mostra "um movimento brusco da aeronave logo após uma falha do velocímetro", que causou um desvio súbito da rota do avião e a sua queda, revelou este perito.

 

 

 

Segundo a Spiegel, não está claro se esta sequência resultou de um erro do piloto ou se os computadores de voo procuraram compensar o que parecia ser uma perda de energia devido à falha dos indicadores de velocidade.

 

 

 

O gravador de voz da cabine do piloto permite apurar que o comandante de bordo, Marc Dubois, não estava na cabine quando soou o primeiro alarme, mas regressou rapidamente ao cockpit a "gritar instruções aos seus dois copilotos", revelou a fonte da Spiegel.

 

 

 

As "caixas negras" do avião foram encontradas no início deste mês.

 

 

 

O voo AF 447 da Air France, que fazia o trajeto Rio de Janeiro - Paris, desapareceu dos radares na noite de 31 de maio de 2009 com 228 pessoas a bordo.

 

 

Fonte: Destak

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Cá para mim eles estão é todos numa ilha, como em Lost... :basofe:

 

Previsível :mrgreen:

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até me assustei com o titulo do tópico, pensei que outro se tinha despenhado :|

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até me assustei com o titulo do tópico, pensei que outro se tinha despenhado :|

 

Previsível :mrgreen:

Editado por jmgv

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Citação do jornal "Correio da Manhã" online

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Voo 447: Manobra dos pilotos intriga analistas

Pilotos levantaram o nariz do avião, em vez de baixarem, que seria o correcto

A divulgação na sexta-feira pelo BEA, o orgão francês que investiga acidentes aéreos, de dados parciais da análise das caixas-negras do voo 447 adensaram ainda mais o mistério em volta da tragédia com o Airbus A-330 da Air France, que caiu no mar entre o Brasil e a África em 31 de Maio de 2009 matando os 228 ocupantes. Principalmente porque esses dados revelam, além de uma alucinante sucessão de informações contraditórias fornecidas pelos sensores aos pilotos, que estes reagiram também de forma estranha.

Uma das acções para as quais não se consegue explicação, e que pode ter contribuído para desestabilizar ainda mais a aeronave, foi a decisão dos pilotos de levantarem o nariz do avião quando este súbitamente perdeu altitude. De acordo com pilotos e analistas de aviação, esse procedimento num caso de perda de sustentação é exactamente o oposto ao que deveria ter sido adoptado.

"Quando um avião perde subitamente altitude por falta de sustentação, o procedimento ensinado em qualquer escola de pilotagem é baixar o nariz da aeronave, para ganhar mais velocidade e sustentação, para depois voltar a subir. Isso não foi feito nesse caso, e nós ainda não sabemos o motivo", afirmou Jean-Paul Troadec, director do BEA, em entrevista ao jornal brasileiro 'O Globo'.

Para ele e pilotos ouvidos pela imprensa desde sexta-feira, esse procedimento, baixar o bico do avião, é padrão, coisa que toda a gente sabe, nenhum piloto, ainda menos os experientes pilotos daquele voo, faria o contrário. Com a decisão de subir o bico, o aparelho, que já tinha problemas de se sustentar no ar porque tinha perdido muita velocidade, perdeu ainda mais sustentação. Dados das caixas-negras confirmaram que caiu no mar, a 200 km por hora, exactamente nessa posição, como se estivesse a levantar voo.

Outra coisa que as caixas-negras revelaram é que, ao contrário do que sempre foi divulgado, a aeronave não passava por uma tempestade violenta quando se despenhou. Pelo menos não há registos disso nos dados técnicos, ou porque realmente não havia tempestade alguma, ou porque novamente os sensores falharam.

"É verdade que houve uma ligeira turbulência, porque os pilotos reduziram a velocidade, mas os dados registados pelo aparelho mostram que as alterações de velocidade e altitude não foram muito acentuadas. Por isso podemos dizer que o avião não se encontrava no meio de uma tempestade violenta. Estava no meio das núvens, havia uma ligeira turbulência mas nada muito violento", acrescentou Troadec, referindo-se aos momentos que antecederam a sucessão de informações contraditórias dadas pelos equipamentos de navegação aos pilotos e a que se se seguiram acções igualmente contraditórias destes.

Para quem tenta encontrar uma explicação para a tragédia, os pilotos foram levados a erro pelas falhas nos sensores. Quando a fase crítica começou, os sensores de velocidade, por exemplo, mostravam velocidades diferentes para as turbinas do lado esquerdo e do lado direito, depois perda de altitude, em seguida tudo voltou ao normal, para, logo após, começarem de novo a surgir informações completamente anormais e desencontradas no painel. As gravações das conversas dos pilotos mostram essa desorientação e que eles não tinham a mínima noção do que era ou não real nas informações que recebiam, o que pode tê-los levado a tentar manobras diferentes, pois não sabiam qual teria a melhor resposta.

Editado por GS34

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