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The Bad Blood

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  1. Se bem me lembro, não foram temos muito pacíficos. 🙂 Um abraço! O que escrevi foi um pouco mais do que um bitaite. Quando falo em sabotagem, não me refiro a erros individuais, como a omissão de falta do Djaló contra o Vitória. Antes de ambos os jogos que citei o plantel foi sujeito a medidas disciplinares internas com as quais muitos dos elementos mais influentes discordaram, gerando uma situação generalizada de quiet quitting em campo.
  2. - Num contexto financeiro desastroso, um plantel que ficou a 18 pontos do 1º lugar perde Taremi, Pepe, Evanilson e Francisco Conceição e ganha Mora, Samu e Moura. O investimento fundamental para estabilizar a defesa (Pérez) flopa. Mais importante: vários jogadores nucleares têm simpatia pela facção derrotada nas eleições (Diogo Costa), consideram-se em final de ciclo e querem sair (Diogo Costa, Pepê, Galeno) ou entendem-se injustiçados pelas suas condições salariais (Varela). Estas posições são amplamente ventiladas no balneário. Em Janeiro o plantel perde o seu melhor jogador (Nico). Os objetivos desportivos da temporada são secundarizados, em linha com uma estratégia de sustentabilidade a médio/longo prazo que subscrevo. - Pelo menos em duas ocasiões ao longo da temporada, os treinadores (Vítor Bruno e Anselmi) foram ativamente sabotados em campo por vários elementos da equipa (Nacional, Estrela). Ao pisar o relvado do Dragão no jogo contra o Santa Clara, depois de ter apunhalado o anterior treinador, o plantel estava convencido de que seria campeão. A realidade desmentiu os delírios de grandeza dos jogadores. Acrescem casos irredimíveis de indisciplina (Otávio, Djaló) ou de orgulho resultante de desfasamento de expectativas (Fábio). - AVB é um indivíduo tolerante. As atitudes autoritárias e aparentemente drásticas que foi tomando ao longo da temporada devem ser percebidas à luz da grosseira indisciplina e falta de profissionalismo que se foi verificando. Da mesma forma, a excessiva ambição com que AVB foi gerindo objetivos e expectativas - com a qual tendo a discordar - está também relacionada com a necessidade de responsabilizar o plantel perante obrigações que vários elementos estavam pouco interessados em cumprir. Por tudo isto, considero que não foram reunidas condições mínimas para que qualquer treinador tivesse sucesso nesta temporada. O objetivo sumaríssimo deste defeso é desmantelar completamente o grupo de trabalho mais disfuncional que este Clube já teve. Alienados os ativos, a minha expectativa é que AVB trate os sócios como adultos e ofereça explicações suficientemente esclarecedoras para que a maior quota de culpa não seja imputada ao treinador, especialmente se este permanecer no cargo. No que diz respeito à qualidade do Anselmi, julgo que está no fio da navalha e confio no julgamento técnico que será feito. As atenuantes são enormes, mas o facto é que, ao dia de hoje, a equipa não parece ser capaz de interpretar melhor aquilo que lhes é pedido do que era há 6 meses.
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