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“Império” mediático de dono da Mediapro em dificuldades .

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“Império” mediático de dono da Mediapro em dificuldades .

 

A quebra de receitas e o fim da era Zapatero na política espanhola estão a afectar o “império” mediático do catalão Jaume Roures, que inclui a Mediapro, apontada como parceira de Pais do Amaral na compra dos jogos de

 

futebol do Benfica e na criação de um canal especializado em desporto em Portugal.

 

Nasceu em 1994 como grupo de comunicação, em Barcelona, mas foi a partir de 2006 que apostou em fazer sombra ao grupo Prisa, criando em Espanha uma nova televisão, a La Sexta, e um novo jornal, o Público.

 

A cereja no topo do bolo foi alcançada em 2007, quando ficou com os direitos de transmissão dos jogos de futebol da Liga Espanhola.

 

Agora, o império mediático criado por Jaume Roures atravessa dificuldades e parece que foi construído com pés de barro, como afirma o site PRNotícias.

 

O grupo Mediapro ganhou influência com a chegada de José Luis Rodríguez Zapatero ao poder. Uma corrente do PSOE considerou que era essencial quebrar a hegemonia que o grupo Prisa, principalmente o jornal El País,

 

detinha entre as hostes socialistas. A atribuição de novas licenças de televisão levou o grupo de Jaume a ser accionista do canal La Sexta. Depois, foi o lançamento do jornal Público que, com uma linha editorial

 

pró-Zapatero, foi influente na vitória dos socialistas nas eleições de 2008.

 

Mas a crise económica, a perda de receitas e o fim da era Zapatero – as eleições gerais em Espanha estão marcadas para Novembro e o líder socialista já disse que não se recandidata – criaram dificuldades ao grupo de

 

Jaume. Já no Verão de 2010 a Mediapro solicitou protecção contra credores para não ter que pagar à Sogecable cerca de 104 milhões de euros por direitos desportivos.

 

Com a vitória do PP nas eleições regionais espanholas deste ano muitas das comunidades autónomas passaram a ser governadas pelos populares, que cancelaram alguns contratos que tinham com a produtora da Mediapro,

 

que também perdeu diversos contratos de produção de programas para a televisão espanhola. Outras empresas do grupo, como a Molinare, especializada em pós-produção, e o Público requereram a adesão a um

 

programa especial de redução de trabalhadores. Na televisão, a quebra de receitas publicitárias afecta a La Sexta e considera-se que a fusão com a Antena 3 é inevitável.

 

Em Portugal, o grupo Mediapro detinha o Porto Canal que foi vendido, no início do ano, ao FC Porto. Têm sido apontados como parceiros de Miguel Pais do Amaral nas operações anunciadas com os direitos da

 

Liga Espanhola e do Benfica e na criação de um canal especializado em desporto, o que terá impacto nos negócios da SportTV e de Joaquim Oliveira.

 

Numa notícia publicada em Agosto deste ano, o Expresso noticiava que, a partir de 2013, o Benfica iria vender os seus jogos de futebol por 40 milhões de euros à Balloonsphere, uma empresa detida maioritariamente por

 

Miguel Pais do Amaral.

 

“Com este acordo iminente, o Benfica consegue, aparentemente, os seus dois principais objetivos: vender os jogos por um valor elevadíssimo e romper o 'monopólio' de direitos televisivos do empresário Joaquim Oliveira

 

e da Sport TV”, escrevia o semanário.

 

 

 

Fonte: PRNotícias e Briefing

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