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Concorrência aprova fusão entre Zon e Optimus

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Isabel dos Santos também já transferiu a sua participação da Zon para o veículo que vai controlar as duas empresas em processo de fusão

 

Sonaecom já transferiu 81,8% da Optimus para a empresa que vai controlar a Zon/Optimus

 

A Sonaecom já transferiu 81,8% da Optimus para a Zopt, que irá controlar a nova empresa que resultar da fusão Zon/Optimus.

A empresa do grupo Sonae manteve os restantes 18,2% da Optimus. Também Isabel dos Santos transferiu para o veículo a participação de 28,8% que detinha na Zon através de um aumento de capital na Zopt, noticiou o Jornal de Negócios.

A transferência para o veículo financeiro, que vai controlar com 50,1% a Zon/Optimus, foi feito sob a condição de a operação de fusão que aguarda uma decisão final da Autoridade da Concorrência se concretize. A Concorrência já deu um parecer de não oposição, aguardando-se apenas a audição dos contrainteressados ao processo de deliberação. As respostas deverão ser entregues para a semana.

A transferência das participações detidas pela Sonaecom na Optimus e por Isabel dos Santos na Zon estava prevista no processo de fusão anunciado em dezembro.

 

http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/Artigo/CIECO242208.html

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Concorrência aprova fusão entre Zon e Optimus

 

A Autoridade da Concorrência (AdC) aprovou hoje, em decisão final, a fusão entre a Zon e a Optimus, sabe o Económico.

 

Segundo apurou o Económico, os remédios impostos na decisão final são os mesmos do projecto de decisão.

 

A Optimus terá de vender a sua rede de fibra óptica, tendo a Vodafone direito de preferência, no âmbito de uma parceria de investimento conjunto firmada em 2010. Além disso, a operadora da Sonaecom terá de terminar com a fidelização nos contratos de ‘triple play' na rede de fibra e abrir a sua infraestrutura a outros operadores.

A decisão já era esperada, uma vez que o sentido prévio de decisão já tinha sido favorável. Ainda hoje o regulador vai formalizar publicamente a decisão e o processo de incorporação da Optimus na Zon pode assim concretizar-se.

 

A fusão criará um gigante com 1,6 mil milhões de receitas consolidadas e uma quota de mercado de cerca de 28%.

Nos próximos dias a empresária angolana Isabel dos Santos vai investir cerca de 120 milhões de euros na ZOPT para equilibrar a sua participação com a da Sonaecom na empresa-veículo que ficará com mais de 50% do capital da Zon/Optimus, como noticia o Económico na edição de hoje. Seguir-se-ão os contactos para a escolha da equipa de gestão e definição de outros temas, nomeadamente do modelo de governance.

Editado por Luís Silvares
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Sem fusão Optimus não seria concorrente relevante na fibra

 

 

Regulador publicou hoje as razões de aprovação da fusão entre Zon e Optimus. Operação será hoje registada.

A Autoridade da Concorrência formalizou a decisão final de não oposição à fusao entre a Zon e a Optimus. Em comunicado divulgado no site do regulador, a AdC refere as razões para a aprovação do negócio, nomeadamente que a Optimus não seria um concorrente potencial na televisão paga, garantindo ainda que, com os remédios impostos, a Vodafone pode continuar a fornecer televisão paga e que outros operadores, como a Cabovisão, também poderão usar a rede da Optimus. A AdC frisa ainda que, no mercado dos conteúdos, não existiriam mais restrições do que as já presentes.

"Não obstante a quota de mercado reduzida da Optimus na maioria dos mercados de comunicações electrónicas, a AdC concluiu que a operação seria passível de resultar em entraves à concorrência efectiva nas áreas onde a Optimus tem acesso a uma rede de fibra óptica", defendeu o regulador.

A AdC sustenta esta visão referindo que "a Optimus tem desempenhado uma concorrência efectiva sobre a Zon e os restantes operadores de mercado, nas áreas em que dispõe de oferta de serviços em fibra óptica", acrescentando ainda que "a operação seria susceptível de diminuir os incentivos da Optimus para manter o acesso da Vodafone à sua rede de fibra óptica e, por essa via, resultaria na diminuição da capacidade concorrencial da Vodafone, designadamente nas áreas geográficas onde a oferta de serviços desta empresa se baseia na rede de fibra da Optimus".

Assim sendo, a Concorrência definiu alguns remédios, entre os quais a obrigatoriedade de venda da rede de fibra óptica à Vodafone e o acesso grossista à infraestrutura.

O regulador concluiu ainda que "a Optimus não dispõe de planos de expansão significativos da sua rede de fibra ótica - na qual não investia deste o ano de 2010 -, o que, na ausência da operação de concentração, limitaria a susceptibilidade de a Optimus poder vir a ser um concorrente potencial relevante nas áreas geográficas onde não dispõe, actualmente, de uma infraestrutura de fibra".

Por outro lado, também a Zon passa a teru uma operação móvel, "passível de reforçar a capacidade da nova entidade para contestar a posição de mercado de outros operadores, nomeadamente num cenário em que as ofertas 'quadruple-play' ganhem relevância no mercado".

A Concorrência refere ainda a questão dos conteúdos, que levantou dúvidas junto dos contra-interessados, PT, Vodafone e Cabovisão.

"Sendo o acesso a conteúdos, em condições económicas adequadas, um factor determinante da capacidade concorrencial dos operadores de comunicações electrónicas, não apenas a nível dos serviços de televisão por subscrição, mas também, fruto da penetração cada vez mais elevada das ofertas 'triple-play', a nível dos restantes serviços de comunicações electrónicas, a AdC não deixou de analisar a temática dos conteúdos e, em que medida, poderia resultar da operação uma dificuldade acrescida no acesso aos mesmos por parte de operadores concorrentes da Zon e da Optimus. Da análise efetuada pela AdC,

Assim sendo, a AdC concluiu que as restrições que os operadores poderão eventualmente sentir serão restrições resultantes da integração vertical "que já hoje existe, ao nível da Zon, entre as actividades relativas aos mercados de conteúdos - em particular, no que respeita a conteúdos desportivos e cinematográficos premium - e as actividades, a jusante, de televisão por subscrição e de serviços de comunicações eletrónicas".

Além disso, garante o regulador, a base de clientes da Optimus na televisão paga "é insignificante em comparação com a base de clientes da Zon, pelo que, dificilmente, poderia resultar daqui uma qualquer alteração de incentivos da Zon, no que se refere à disponibilização de conteúdos aos seus concorrentes", concluindo que da fusão não resulta um reforço de eventuais restrições de acesso a conteúdos.

Os remédios acordados permitem, segundo o regulador, que a Vodafone "possa manter a sua oferta de serviços baseados em fibra nas áreas onde actua com recurso à rede da Optimus; e por outro, reforçam as condições de contestabilidade do mercado, não só por via da eliminação de entraves à mobilidade dos clientes e eliminação das cláusulas de fidelização, mas sobretudo porque permitem que outros operadores, incluindo a Cabovisão, possam recorrer à rede de fibra da Optimus para passar a oferecer serviços em fibra nas áreas geográficas em causa".

A operação será registada hoje e, até ao final da semana, Isabel dos Santos investirá cerca de 120 milhões de euros na ZOPT para equilibrar a sua participação com a Sonaecom.

 

http://economico.sapo.pt/noticias/sem-fusao-optimus-nao-seria-concorrente-relevante-na-fibra_176000.html

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