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Dar de comer aos patos pode prejudicar o ecossistema

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Dar de comer aos patos pode prejudicar o ecossistema

Segundo um estudo recente, a prática pode parecer inofensiva, mas alimentar patos com migalhas de pão não só prejudica a saúde destas aves, como pode também colocar em risco todo o ecossistema onde vivem.

 

Atirar migalhas de pão aos patos de uma lagoa ou de um rio é um ritual muito antigo, que remonta ao século 19.

 

Mas de acordo com investigadores britânicos, uma dieta rica em pão – especialmente se for feito de farinha branca, como o pão francês – pode deixar as aves doentes e, em alguns casos, deformá-las – motivo pelo qual os ambientalistas estão agora a alertar para os perigos desta tradição.

 

Segundo os cientistas, o alimento atirado aos patos pode estimular a proliferação de bactérias e algas nos rios, que, por sua vez, podem envenenar outras espécies e atrair animais invasores.

 

O pão facilita a formação das chamadas algas de superfície. Esses organismos produzem nitratos e fosfatos, liberando toxinas que prejudicam os peixes e exalam mau cheiro.

 

As algas impedem também que a luz do sol chegue às plantas subaquáticas.

 

Além disso, o pão comido pelas aves faz com que produzam mais fezes, aumentando estes mesmos efeitos.

Cuidados

 

Os nutrientes do pão também estimulam a proliferação de outro tipo de alga, a alga filamentosa, que cresce de baixo para cima nas correntes ou riachos, desacelerando o curso dos rios e prejudicando ainda mais o meio ambiente.

 

“É claro que o pão não é a única coisa que causa problemas”, diz Richard Bennett, director da organização britânica Canal and River Trust, à BBC.

 

“Isso não seria um problema se as pessoas alimentassem os patos na natureza, mas costumam recorrer à prática em ambientes urbanos, no centro das vilas e cidades”, acrescenta Bennet.

 

O pão em decomposição produz bactérias e atrai animais invasores, como ratos, cuja urina transmite leptospirose, doença que pode ser fatal em humanos.

 

Molhada, a massa do pão pode também tornar-se um ambiente propício à proliferação do fungo aspergillus, que invade os pulmões dos patos, causando a sua morte.

 

Mas ninguém parece estar inclinado a desistir de uma prática tão popular, especialmente entre as crianças.

 

Para impedir a acumulação de pão numa determinada área ou curso de água, Bennett recomenda que as pessoas atirem a comida num dado local, e se desloquem uns 50 metros antes de a atirar novamente.

 

Segundo o cientista, esta acção possibilita que mais do que uma família de patos seja alimentada, e reduz concentrações desnecessárias de algas, bactérias e fezes.

 

“Alimentar os pássaros é algo que as pessoas têm feito durante gerações, definitivamente não queremos desencorajá-las”, diz Bennett. “Mas temos de reflectir sobre como o fazemos”.

 

ZAP / BBC

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No Zoo de Lisboa são alimentados a McDonalds

Editado por Domiffon

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Btw para quem não percebeu a referência, isto é épico:

 

Manuel José acusado de desrespeitar médicos do Benfica

JULGAMENTO QUE OPÕE O CLUBE DA LUZ AO TREINADOR COMEÇA SEGUNDA-FEIRA, EM GAIA

sábado, 5 fevereiro de 2000 | 01:00

 

 

 

O BENFICA acusou Manuel José de ter tentado ministrar um complexo vitamínico de acção rápida, o Bê-Supra Fortíssimo, "a sete ou oito jogadores" do plantel encarnado, "sem prescrição e à revelia de qualquer médico do clube", dois dias antes da recepção à Fiorentina, em desafio a contar para os quartos-de-final da Taça das Taças, na temporada 96/97.

 

De acordo com fonte benfiquista bem colocada no processo, esta é uma das questões levantadas pelo Tribunal de Trabalho de Vila Nova de Gaia e que será esclarecida a partir de segunda-feira, dia em que se inicia o julgamento que opõe o actual treinador da União de Leiria ao clube da Luz.

 

A acusação foi feita no processo disciplinar que o Benfica instaurou a Manuel José e que conduziu ao despedimento deste, há duas épocas. Esta foi, também, uma das peças processuais apresentadas pelos encarnados e uma questão levantada pelo Tribunal de Trabalho. Isto apesar de Manuel José ter dito que esta e outras questões foram retiradas do rol de acusações.

 

No total, são 158 quesitos que constam do questionário, segundo o documento em posse da defesa, ao qual tivemos acesso. No fundo, são questões formuladas com base nas acusações feitas pelas duas partes e que serão provadas durante o julgamento.

 

"Dois dias antes do jogo Benfica-Fiorentina, o adjunto Minervino Pietra, a mando do treinador Manuel José, tentou obter do enfermeiro Araújo, do Departamento Médico do Futebol, a aplicação a 7 ou 8 jogadores, cujos nomes trazia escrito numa lista, do medicamento Bê-Supra Fortíssimo, sem prescrição e à revelia de qualquer médico do clube?", lê-se no documento.

 

O Tribunal de Trabalho quer, ainda, apurar se Manuel José revelou um comportamento pouco ético no estágio realizado na Holanda - "Após as refeições a equipa técnica divertia-se, dando pão embebido em 'tabasco' aos patos e cisnes que nadavam no lago fronteiriço do hotel?" - ou se quebrou as regras alimentares na mesma ocasião - "No último jantar de pré-época na Holanda (...), serviu-se de leitão que havia encomendado e de vinho português, degustando a refeição com os seus convidados, indiferente aos restantes presentes?"

 

Além disso, o julgamento irá avaliar se o argumento de incompetência utilizado pelo Benfica é ou não válido. "Antes do jogo com o Rio Ave o sr. Manuel José apresentou aos jogadores um esquema táctico que nunca fora previamente tentado ou treinado, confundindo-os tacticamente, circunstância que em muito terá contribuído para o mau resultado obtido?"

 

Além disso, ficar-se-á a saber se a equipa técnica liderada por Manuel José "adoptou metodologia de treino desajustada" ou se "o arguido seguiu uma metodologia de treino imprópria e inadequada". Por outro lado, será esclarecido se o clube da Luz "satisfez todas as exigências técnicas e humanas expressas" pelo treinador, nomeadamente na contratação de jogadores. Entre esses casos, estão os de Paulo Madeira, Amaral e um defesa-direito.

 

Estas são algumas questões que o Tribunal quer esclarecer. Porque, na especificação, constam os factos já provados. Entre os quais os resultados desportivos obtidos pela equipa no consulado de Manuel José. Resta, contudo, saber, Manuel José foi "contratado para atingir os objectivos inerentes ao direito de o SLB ser campeão nacional?"

 

 

LUÍS PEDRO SOUSA, NUNO MARTINS, NUNO POMBO e SANDRA SIMÕES

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