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Prémios Nobel 2018

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James P. Allison e Tasuku Honjo galardoados com o Prémio Nobel da Medicina

Os investigadores norte-americano e japonês são responsáveis pela criação de uma nova abordagem no tratamento dirigido a doentes com cancro.

Os investigadores James P. Allison e Tasuku Honjo conquistaram esta segunda-feira o Prémio Nobel da Medicina 2018.

“A Assembleia Nobel decidiu hoje atribuir o Nobel da Fisiologia ou da Medicina 2018 conjuntamente a James P. Allison e Tasuku Honjo pela sua descoberta da terapia do cancro por inibição da regulação imune negativa”, anunciou o secretário-geral do Comité Nobel, Thomas Perlmann.

A Academia Sueca realça o trabalho notável dos dois investigadores, nomeadamente “a descoberta da imunoterapia”. Graças à investigação de James P. Allison e Tasuku Honjo foi possível compreender a “capacidade do nosso sistema imunitário para atacar as células cancerígenas através do lançamento de células imunitárias, que funcionam como travão da doença.”

A descoberta destes dois investigadores permitiu uma nova abordagem do tratamento dirigido a doentes com cancro. “Allison e Honjo mostraram como diferentes estratégias para inibir o travão do sistema imunológico podem ser usadas no tratamento do cancro”, afirmou em comunicado o comité do Nobel no Instituto Karolinska, em Estocolmo.

As terapias recomendadas por James Allison, investigador do Centro de Cancro MD Anderson de Houston, nos EUA, e Tasuku Honjo, investigador da Universidade de Quioto, no Japão, demonstraram ser “surpreendentemente eficazes na luta contra o cancro”, acrescentou a Academia.

Os dois investigadores vão receber um prémio no valor de 9 milhões de coroas suecas (871 mil euros).

No ano passado, foram os norte-americanos Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young que venceram o prémio Nobel da Medicina, devido à investigação relacionada com “mecanismos moleculares que controlam o ritmo circadiano” no âmbito do ciclo biológico.

Expresso

 

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Nobel da Física premeia invenções no campo do laser

Academia Sueca distinguiu Arthur Ashkin e a dupla Gerard Mourou e Donna Strickland

O prémio Nobel da Física 2018 foi esta terça-feira atribuído ao norte-americano Arthur Ashkin e a segunda metade, em conjunto, ao francês a Gérard Mourou e à canadiana Donna Strickland, pelas suas invenções no campo da física do laser.

“O prémio deste ano é sobre ferramentas feitas de luz”, começou por anunciar o responsável da Real Academia Sueca das Ciências, antes de identificar os galardoados.

No caso de Arthur Ashkin, é distinguido o trabalho ligado ao desenvolvimento de "pinças ópticas e a sua aplicação aos sistemas biológicos". Trata-se, na prática, de um instrumento científico que utiliza um feixe de laser e que é capaz de capturar e mover partículas, átomos, vírus e outras células usando feixes de luz.

Em 1987, esta ferramenta demonstrou ter grande potencial, ao capturar bactérias vivas sem as danificar. Foi então que Ashkin se dedicou à investigação de sistemas biológicos.

Quanto a Mourou e Strickland, criaram um “método para gerar pulsos óticos ultra-curtos de alta intensidade”, uma técnica com aplicações na indústria e na medicina. O seu artigo revolucionário foi publicado em 1985 e foi a base da tese de doutoramento de Donna Strickland.

Com o reconhecimento esta terça-feira anunciado, a investigadora torna-se uma das três únicas mulheres a receber o Nobel da Física.

Segundo o comunicado da academia sueca, as invenções distinguidas “revolucionaram a física do laser”.

“Objetos extremamente pequenos e processos incrivelmente rápidos são hoje vistos com uma nova luz. Instrumentos de alta precisão abrem áreas de investigação ainda não exploradas e uma imensidão de aplicações industriais e médicas”, pode ler-se no mesmo comunicado.

O prémio Nobel da Física, com um valor pecuniário de nove milhões de coroas (870 mil euros), é o segundo destes galardões a ser anunciado, seguindo-se, nos próximos dias, os da Química, da Paz e da Economia.

Na segunda-feira, o Nobel da Medicina foi atribuído ao norte-americano James P. Allison e ao japonês Tasuku Honjo pelas suas descobertas sobre o papel do sistema imunitário no tratamento do cancro.

Expresso

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