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  1. Houve um ano onde ganhámos isso, que por acaso até foi a última edição.
  2. Não há pessoas inquestionáveis, nem mesmo Cristiano Ronaldo Ronaldo esteve na berlinda nesta crónica apenas para dar suporte à ideia central a sublinhar: não há pessoas inquestionáveis, muito menos quando se trabalha em equipa. Se é saudável aplaudir méritos e reconhecer conquistas, tal não deve turvar a objetividade na apreciação do desempenho presente Em junho de 2017, um mês depois de vencer o eurofestival, o músico Salvador Sobral participou no concerto de solidariedade para com as vitimas do incêndio de Pedrogão Grande. O “festival da canção” tornara-o conhecido de todos os portugueses e transformara-o numa quase estrela pop, o que chocava com as suas aspirações a músico erudito. Salvador Sobral atingira então o estatuto de “famoso”, qualificativo vago que o deixava desconfortável. Foi certamente este desconforto que levou-o a admitir que, naquela noite, o público aplaudiria qualquer coisa que fizesse: “vou mandar um peido a ver o que acontece”, afirmou. A tirada, de gosto duvidoso, caiu mal mas não deixou de transportar uma constatação verdadeira. Tendemos coletivamente a desvalorizar revezes e a desculpabilizar erros a quem está em estado de graça. O mesmo, acrescento, para o oposto: quando alguém cai em desgraça, terá muito trabalho para conseguir demonstrar as suas qualidades. Atingido um determinado estatuto, independentemente do esforço e mérito para o alcançar, o rótulo torna-se mais relevante que o conteúdo. Talvez por também escrever ficção, tenho queda para divagar sobre o comportamento humano. Este muda consoante modas e mentalidades mas encerra características intemporais. Uma destas é a tendência, muito humana, para a simplificação e a abordagem tribal. Na sociedade contemporânea, o futebol é um dos melhores pretextos para o fenómeno. No caso da seleção portuguesa e da sua participação em grandes competições internacionais, há mais de 15 anos que quase tudo gira em torno de Cristiano Ronaldo: se a sua família já chegou ao local e em que hotel ficou alojada; a que restaurante foi jantar; se treinou com ar alegre ou semblante carregado; quais os recordes individuais que persegue na competição; o que os outros jogadores pensam da sua última entrevista; e por aí fora, num mimetismo cansativo... “É natural”, pensará o amigo leitor, “Ronaldo é uma estrela”. É uma “estrela” com mérito, acrescento eu, um exemplo de entrega, confiança e talento. Mas isso não invalida que o ache falível ou que considere Messi mais completo, pois faz jogar a equipa e não está tão dependente da capacidade do coletivo jogar para ele. Também, não acho que o facto de ter ganho cinco bolas de ouro o converta no eterno “melhor do mundo”, como por cá se diz, nem que enquanto queira, deva ter lugar cativo no ataque da equipa portuguesa. A condescendência da maioria dos comentadores deve ser constrangedora para o próprio Ronaldo. Sobre a sua participação no jogo com o Uruguai, ouvi que tinha encarado a sua substituição de forma abnegada e, o que me deixou ainda mais perplexo, que aceitou humildemente que o primeiro golo de Portugal tivesse sido atribuído a Bruno Fernandes. O que achavam que alguém do seus estatuto deveria ter feito? Insistido que tinha tocado na bola com um fio de cabelo quando a tecnologia disponível revelou o contrário? Parece que a autoria deste golo adiou a possibilidade de Ronaldo igualar Eusébio como o português com mais golos em mundiais... O facciosismo é tal que poucos referiram o pormenor que aqui faz a diferença: Eusébio marcou 9 golos num único mundial, enquanto, até agora, Ronaldo precisou de cinco mundiais para marcar 8 golos. Não deixa de ser uma façanha mas, neste particular, incomparável à de Eusébio. Talvez esteja a pensar, amigo leitor, que esta crónica, para além de inoportuna, revela ingratidão. Reafirmo pois: Ronaldo é um exemplo de superação e, ao contrário de muitos outros, atingiu o estatuto de “estrela” com todo o mérito. Mas isto não o torna intocável. Observar que, aos 37 anos, ele não tem as mesmas características de outros tempos, que existem alternativas válidas para a titularidade no ataque, ou que o protagonismo que lhe é dado ofusca de forma injusta a qualidade e o trabalho dos outros jogadores, não deve ser entendido como ingratidão. As pessoas de quem gostamos também cometem erros, não o encarar torna-se prejudicial até para as próprias. Ronaldo esteve na berlinda nesta crónica apenas como suporte à ideia central a sublinhar: não há pessoas inquestionáveis, muito menos quando se trabalha em equipa. Se é saudável aplaudir méritos e reconhecer conquistas, tal não deve turvar a objetividade na apreciação do desempenho presente. O mesmo para o reverso. Escrito isto, vou continuar a acompanhar o mundial de cachecol de Portugal ao pescoço e a torcer para que Ronaldo e toda a equipa façam uma competição memorável. Com emoção, mas sem facciosismos.
  3. "Aquando da realização da vistoria às instalações, na fase pré-jogo, cerca de 2 horas antes da hora de jogo, por parte do Delegado FPF, este, identificou que existiam fotografias coladas, no interior do balneário da equipa visitante (Varzim SC, Futebol SDUQ LDA), na parede contígua à porta de acesso ao balneário da mesma equipa, e no banco de suplentes desta, com mensagens escritas ("até ao cu lhes vamos") e imagens suscetíveis de serem consideradas grosseiras ou impróprias, tal como consta nos anexos ao presente relatório. Face ao exposto, o Delegado FPF, questionou o dirigente da equipa visitada (CF Canelas 2010), Sr. Isaac Santos, que acompanhava o processo de vistoria à instalação, sobre o propósito das referidas fotografias, porque se encontravam ali coladas, com que propósito e se iriam retirar as mesmas, ao que o mesmo referiu "desconhecer quem as lá tinha colado, e com que propósito", e retirou-as de imediato na presença do Delegado FPF"
  4. ahahahaha a pub do Beirão na capa do Record.
  5. Não sei o nome dele mas um individuo que trabalhou na FPF durante esses anos fez há uns meses uma série de posts no Facebook sobre o Mundial 2002 e escreveu que havia um acordo tácito entre Coreia e Portugal para empatar (porque dava o apuramento a ambas as seleções caso a Polónia vencesse - e a Polónia aos 5' já ganhava os EUA 2-0) mas o Oliveira recusou e o staff coreano abandonou as ideias de fazer um jogo parado para tentar a vitória.
  6. Suíça é muito fraca, vale pela defesa e pouco mais. A partir do momento em que fizermos o primeiro vai ser sempre a aviar. Há o Azar Ulf Pringle no ataque que tem sempre o condão de nunca se saber se faz um jogo onde marca um ou dois golos ou falha golos de baliza aberta mas eles estão muitos furos abaixo de nós. Sérvia é uma questão muito mais bicuda, o poder de fogo deles do meio-campo para a frente é soberbo. Mas como de costume parece que quando os Mundiais ou Europeus aparecem aquela malta desaprende e esta competição não parece ser a exceção.
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