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Carson Wentz

NBA: Where amazing (re)happens!

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Fdx, o MIkan só com uma equipa quase de sonho é que vai ganhar isso outra vez. :lol:

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Eish, a comeback até a mim me deu esperança. :(

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NBA: Where amazing (re)happens!

 

Época 1954/55 – Sangue Novo

 

Preview:

 

Felizmente a época de 54/55 não trouxe o fim de linha para nenhum franchise da NBA, podendo assim o foco estar no draft e na free agency. E bem que o mereciam. Os Rochester Royals tinham a primeira escolha e não pensaram em nada que não fosse escolher com ela Bob Pettit, um muito promissor Power Forward da Universidade de Louisiana State.

 

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Bob Pettit, “The Iron Giant” como era apelidado, foi sem surpresa a primeira escolha do draft

 

A free agency também tinha nomes interessantes, em especial Paul Arizin, Ed Macauley e Bill Sharman. Por incrível que pareça, destes apenas Sharman arranjou colocação, em Milwaukee junto a Mikan. Arizin e Macauley pediam demasiado para os riscos que os franchises, sempre com medo de serem os próximos a não resistir financeiramente, podiam assumir. Acabaram, no entanto, já com a época em andamento por ingressar nos Fort Wayne Pistons e nos Philadelphia Warriors, respectivamente.

 

Este: Baltimore Bullets (NBA Champions), Boston Celtics, New York Knicks, Philadelphia Warriors, Syracuse Nationals

Oeste: Fort Wayne Pistons, Milwaukee Hawks, Minneapolis Lakers, Rochester Royals

 

Fase regular:

 

A adição do ex-Syracuse Nationals Bill Sharman ao roster de Milwaukee não deu, certamente, os resultados que Mikan e os adeptos esperariam, com os Hawks a virar o ano na terceira posição do Oeste, com um fraco registo de 9-14. Minneapolis é que não facilitavam e continuava a assumir-se como força dominadora do Oeste, alicerçada em Dolph Schayes e Neil Johnston. No Este, Warriors na frente e Nationals muito mal, com as três outras equipas muito juntas, na luta pelos playoffs, panorama que se manteve até à pausa para o All-Star Game.

 

O primeiro evento do fim de semana viu os Rookies a vencer os Sophomores com Bob Pettit a ser absolutamente demolidor: 45 pontos (com 18/22 da linha de lance livre) e 18 ressaltos que lhe deram o prémio de MVP apesar dos 7 turnovers. Nos afundanços foi um regular destas andanças a vencer: Carl Braun, agora ao serviço dos Rochester Royals, tal como Pettit. Por fim, no jogo grande, vitória do Oeste por 124-113, com Dolph Schayes a mostrar o porquê de os seus Lakers estarem na frente, fazendo uma boa exibição e vencendo o MVP do encontro.

 

Até ao final da época, os Warriors perderam bastante gás, acabando por cair até ao terceiro posto do Este, conseguindo, ainda assim, manter a série de idas aos playoffs intacta. Foram os Knicks quem venceram o Este, seguidos dos Celtics, num facto curioso que juntou as três equipas fundadoras da liga na postseason. Os Baltimore Bullets, campeões em título, ficavam de fora da fase decisiva.

 

No Oeste os Lakers venceram mesmo, com uma enormíssima margem para toda a concorrência. Milwaukee de Mikan foi segundo com os Pistons em terceiro e os Royals em último, apesar da boa época do rookie Bob Pettit.

 

Bob Pettit esse que, no seu ano de estreia, foi mesmo o melhor marcador da liga, com média de 35,4 pontos por jogo, o que lhe valeu o prémio de rookie do ano. Connie Simmons voltou a ser o 6th Man of the Year, com Mel Hutchins dos líderes do Este Knicks a vencer o MIP. Num facto inédito até agora na história da liga, nem Joe Fulks nem Mikan venceram o MVP. Foi Dolph Schayes dos Minneapolis Lakers que, com 28 pontos e 13 ressaltos por jogo, teve essa honra, vencendo ainda o troféu de melhor defensor.

 

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Com o MVP Dolph Schayes assume-se definitivamente como uma das estrelas da liga

 

Este:

 

New York Knicks 40-32 (.556)

Boston Celtics 38-34 (.528)

Philadelphia Warriors 38-34 (.528)

Baltimore Bullets 36-36 (.500)

Syracuse Nationals 23-49 (.319)

 

Oeste:

 

Minneapolis Lakers 58-14 (.806)

Milwaukee Hawks 34-38 (.472)

Fort Wayne Pistons 33-39 (.458)

Rochester Royals 24-48 (.333)

 

Playoffs:

 

Primeira Ronda (à melhor de 5):

 

Este – (2º) Boston Celtics vs. Philadelphia Warriors (3º)

 

Os Warriors vinham de uma época claramente abaixo do que podem e sabem fazer mas, nem por isso, deixavam de ser favoritos nesta eliminatória contra os Celtics. Ainda assim, com vantagem casa, Boston prometia não facilitar a vida de Fulks e companhia, vencendo os dois primeiros jogos, ainda que precisando de recorrer a OT no primeiro e vencendo o segundo por apenas dois pontos. Philadelphia começava a sentir a pressão mas respondeu bem, vencendo os jogos 3 e 4 com uma margem relativamente robusta. No jogo 5, muita disputa, muita defesa e um prolongamento depois, foram os Warriors a avançar depois de vencerem por 83-77.

 

Oeste – (2º) Milwaukee Hawks vs. Fort Wayne Pistons (3º)

 

Depois do falhanço inesperado nas Finals da época passada, George Mikan apostava aqui tudo em vencer o seu segundo anel. Os Pistons tinham a tarefa bem difícil e mais difícil se tornou ao verem-se a perder por 2-0. Ainda com a ténue esperança que o seu pavilhão lhes permitisse entrar de novo na disputa da série, os Pistons entraram bem no jogo 3, chegando ao intervalo com uma dezena de pontos de vantagem. Mas foi em vão, já que uma segunda parte assombrosa de Milwaukee lhes permitiu vencer por 100-88 e passar de forma limpa às finais do Oeste, onde se repetiria o confronto da época anterior.

 

Finais de Conferência (à melhor de 7)

 

Este – (1º) New York Knicks vs. Philadelphia Warriors (3º)

 

Os Knicks foram os responsáveis pela eliminação dos Warriors na temporada anterior e certamente que a turma de Philadelphia queria corrigir esse facto. A vitória em Boston logo no jogo inicial era mais que prova disso. No entanto, New York parece ter encontrado o antídoto para os Warriors e conseguiu empatar a série no jogo seguinte e ir roubar não um mas os dois jogos em Philadelphia. Os Warriors deram o tudo por tudo no jogo 5, novamente no Madison Square Garden, mas não foi suficiente para evitar novo desaire às mãos dos Knicks, esta época por 4-1. Será que a era de Joe Fulks como dínamo de um contender está a chegar ao fim, agora que já está bem para lá do lado errado dos 30?

 

Este – (1º) Minneapolis Lakers vs. Milwaukee Hawks (2º)

 

Se uma estrela parecia estar prestes a apagar-se em Joe Fulks, outra parecia emergir em Dolph Schayes, center dos Lakers que vencera o MVP na fase regular, a primeira vez que alguém não chamado Fulks ou Mikan o fazia em nove épocas de existência da liga. Jogando na mesma posição, o confronto entre os dois monstros das tabelas era o grande atractivo da postseason, com grande parte da comunicação social especializada a não se coibir de chamar a esta eliminatória uma final antecipada.

Tal não parecia ser o caso já que Mikan dominou por completo os dois primeiros jogos, colocando Milwaukee na frente por 2-0, antes sequer do primeiro jogo em casa. Os Hawks tinham tudo para regressar às finais, mas os Lakers recusaram-se a entregar antecipadamente a série, indo vencer ambos os jogos a Milwaukee e com requintes de malvadez: o primeiro jogo apenas por um ponto, o segundo após três estenuantes overtimes que resultaram num 138-133. O momentum da eliminatória mudou e Minneapolis consumou a reviravolta no jogo 5. Novo jogo potencialmente decisivo em Milwaukee e nova batalha aparentemente interminável. Mais dois OT's mas, desta feita a sorrirem aos da casa, por 127-122. O jogo 7 chamou atenção de toda a gente apaixonada por basquetebol e mesmo de alguns que nem seguiam tanto o desporto. Schayes vs. Mikan era já apelidada como a maior rivalidade de sempre, engolindo um Joe Fulks longe dos holofotes. Mas caramba, se havia motivos para tal: Schayes e Mikan pareceram levar o jogo da esfera colectiva para o embate individual, acabando ambos o jogo 7 com exibições memoráveis – 35 pontos e 15 ressaltos para Schayes, 21 pontos, 17 ressaltos e 8 blocks para Mikan. Mas um dos dois corajosos teria que sair derrotado e, em algo que já vem sendo demasiado permanente na sua carreira, foi mesmo Mikan a sair por baixo, com a derrota dos seus Hawks em Minneapolis por 108-101.

 

NBA Finals

 

(1º) Minneapolis Lakers vs. New York Knicks (1º)

 

Depois de tão intensa série para decidir o Oeste, os Knicks foram tratados como mera formalidade na caminhada triunfante dos Lakers. A equipa de New York, mais descansada e com o orgulho algo ferido, fez questão de não se deixar derrotar antes de entrar em campo, disputando de forma muito acesa os três primeiros jogos, mas com escassos resultados práticos, já que perdera, ainda que por margens reduzidas, os dois jogos fora, acabando por vencer em casa, mas estando ainda atrás na eliminatória. E então, quando nada o fazia prever, tudo descambou para o lado dos Knicks no jogo 4, com uma derrota embaraçosa, num jogo onde marcaram apenas 53 pontos e onde perderam por uma margem gigantesca, 91-53. Os Lakers apenas precisavam de vencer um dos três jogos restantes e não quiseram esperar para fazer a festa, vencendo imediatamente o jogo 5 e juntando-se ao clube dos franchises campeões. A estrela da companhia, Dolph Schayes, teve honras de Finals MVP, juntando esse troféu ao MVP da fase regular, ao MIP, ao All-Star MVP e ao anel, naquela que foi uma temporada perfeita.

 

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Com uma época absolutamente arrasadora de Dolph Schayes os Minneapolis Lakers conquistam o seu primeiro título.

Editado por Mesquita

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Que épica final do Oeste! :prayer:

 

Oh Mesquita, o Bill Russell já não devia estar para aí?

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Exactamente. Falta mais um ano ainda. E depois de ele entrar, mais dois anos e entra um tal de Elgin Baylor. E pouco depois, um tal Wilt Chamberlain. Isto entretanto vai aquecer a sério. Se calham dois deles na mesma equipa é que está tudo f*dido. :lol:

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Hum ok ok.. se já estou a adorar isto, vai ser lindo na década de 60 :heart:

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NBA: Where amazing (re)happens!

 

Época 1955/56 – Baralhar e Voltar a Dar

 

Preview:

 

O começo da época trouxe mais uma notícia má para a NBA: novo franchise a abandonar a prova. A vítima desta vez foi a equipa de Baltimore. Felizmente, e recorrendo aos dados que nos chegaram de um viajante no tempo desde o ano 2000, esta foi a última vez que um franchise desistiu da NBA. Também George Mikan andou mais uma vez com a casa às costas, desta vez não mudando de equipa mas mudando de cidade, com a realocação dos Hawks para St. Louis.

 

Este: Boston Celtics, New York Knicks, Philadelphia Warriors, Syracuse Nationals

Oeste: Fort Wayne Pistons, St. Louis Hawks (ex-Milwaukee Hawks), Minneapolis Lakers (NBA Champions), Rochester Royals

 

Mas as mudanças nos franchises não foram só de localização mas também de rostos. O grande destaque vai para a controversa decisão dos Warriors de não renovarem com a sua estrela, Joe Fulks, que acabou por assinar pelos Rochester Royals. Os Warriors decidiram prevenir uma eventual quebra de rendimento do já veterano SF, preferindo usar o orçamento para salários noutros jogadores como Charlie Share, Ed Macauley ou Henry Gallatin. Más línguas houveram que disseram que os responsáveis de Philadelphia estavam “apaixonados” pelo jovem Bill Russel, o qual se previa a presença no draft da próxima época e que não puham de lado a hipótese de deitar fora uma época para conseguirem o jovem prodígio. Outros dois nomes grandes da free agency foram Paul Arizin e Connie Simmons, mas esses mantiveram o vínculo com os respectivos clubes, a saber, Fort Wayne Pistons e Boston Celtics.

 

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Depois de 9 épocas a representar os Warriors, onde ganhou 2 anéis e 4 MVP's, Fulks despede-se de Philadelphia.

 

No draft, o grande “prémio” era Maurice Stokes e foram os Nationals que o agarraram, com as escolhas seguintes a serem Jack Twyman para Rochester onde se juntaria a Fulks e Walter Dukes para os Pistons.

 

As casas de apostas davam, esta época, favoritismo a Syracuse no Este que poderiam assim passar de últimos na época transacta a primeiros. No Oeste as previsões apontavam para todas as direcções, numa conferência onde estavam quase todas as estrelas: Mikan em St. Louis, Schayes em Minneapolis, Fulks em Rochester e Arizin em Fort Wayne. O patinho feio parecia, ainda assim, ser Rochester, com os media a terem dúvidas sobre se os Warriors não teriam mesmo razão sobre o aparente declínio de Fulks.

 

Fase regular:

 

Como era de esperar, os Warriors estavam mesmo um patamar abaixo sem Joe Fulks, terminando Dezembro no último posto do Este. Fulks, contudo, já não parecia ter a mesma capacidade de carregar uma equipa às costas, estando os Rochester Royals com um recorde negativo (10-11) e com Bob Pettit e não Fulks a ser o seu melhor jogador. O líder do Oeste era Minneapolis, numa tendência já das últimas temporadas.

 

O fim de semana do All-Star começou com um jogo bem interessante entre Rookies e Sophomores, com estes últimos a saírem vitoriosos por 112-110 e com Frank Ramsey de Fort Wayne a ser a estrela. Nos afundanços vitória para Larry Foust de Syracuse e, por fim, no All-Star, o Oeste bateu, como se previa, o Este pela quarta vez consecutiva. Dolph Schayes repetiu o êxito da época passada e foi o MVP. Um sinal do que aí virá?

 

Numa recuperação impressionante os Warriors, agora sem Joe Fulks, acabaram por conseguir mesmo ir vencer o Este, sendo os Knicks a saírem a perder. No Oeste, sem surpresas, os Lakers dominaram, com Joe Fulks a ficar, pela primeira vez na história, de fora dos playoffs, na sua época de estreia pelos Rochester Royals. Tudo tem um lado positivo e esse lado é a possibilidade de juntarem Bill Russel a Joe Fulks e Bob Pettit para a próxima temporada.

 

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Teríamos Bob Pettit e Bill Russell juntos em Rochester?

 

Este:

 

Philadelphia Warriors 40-32 (.556)

Boston Celtics 36-36 (.500)

Syracuse Nationals 32-40 (.444)

New York Knicks 30-42 (.417)

 

Oeste:

 

Minneapolis Lakers 50-22 (.694)

St. Louis Hawks 42-30 (.583)

Fort Wayne Pistons 32-40 (.444)

Rochester Royals 26-46 (.361)

 

Dolph Schayes afirma-se cada vez mais como novo dominador da Liga, vencendo o seu segundo prémio de MVP, com o seu colega de equipa Neil Johnston a ser o MIP. Joe Fulks teve um ano menos exuberante no ataque mas acabou por conseguir ser considerado o melhor defensor do ano, enquanto que Ken Sears de Boston e Larry Foust de Syracuse foram considerados, por esta ordem, melhor rookie e melhor 6th Man do ano.

 

Playoffs:

 

Primeira Ronda (à melhor de 5):

 

Este – (2º) Boston Celtics vs. Syracuse Nationals (3º)

 

Boston, que liderara quase toda a fase regular no Este, via-se agora envolvido na luta pela presença nas finais do Este frente aos Nationals. Os Celtics acabaram por se redimir da má fase final de campeonato vencendo a série com relativa facilidade por 3-1, avançando para o confronto com Philadelphia.

 

Oeste – (2º) St. Louis Hawks vs. Fort Wayne Pistons (3º)

 

Mikan voltou a ficar atás de Schayes no Oeste mas, ainda assim, continuava a ser uma força dominadora na liga. Os Pistons foram a prova viva disso, sendo corridos por 3-0, com Mikan a ultrapassar a barreira dos 30 pontos em todos os três jogos.

 

Finais de Conferência (à melhor de 7)

 

Este – (1º) Philadelphia Warriors vs. Boston Celtics (2º)

 

Os Warriors estavam aqui numa já habitual final do Este, mas numa situação inédita para a turma de Philadelphia, sem aquela que foi a sua estrela durante nove anos Joe Fulks. Philadelphia começou bem, vencendo os seus dois jogos em casa mas Boston respondeu, conseguindo empatar a 2 a série. De regresso a Philadelphia, nova vitória dos Warriors para, mais uma vez, os Celtics igualarem tudo, levando a série à negra. No jogo final, Philadelphia mostrou mais que nunca que o colectivo é tão ou mais forte que as estrelas e, mesmo sem Fulks, com muito esforço, por 82-79, voltou a vencer e, por conseguinte, a conquistar o Este, avançando para mais umas NBA Finals.

 

Este – (1º) Minneapolis Lakers vs. St. Louis Hawks (2º)

 

Se as finais do Este da época passada foram um confronto de titãs que apenas terminou no jogo 7, as deste ano não eram menos aguardadas. No entanto, e ao contrário do que se passara um ano antes, Minneapolis demonstrou o pedigree de campeão, arrasando os Hawks e Mikan por 4-0, confirmando-se como grandes candidatos a tornarem-se a primeira equipa da história da NBA a vencer dois títulos consecutivos.

 

NBA Finals

 

(1º) Minneapolis Lakers vs. Philadelphia Warriors (1º)

 

Minneapolis era a equipa claramente favorita nestas finais, mas desde logo foram postos em sentido, com a derrota para os Warriors no jogo um, da qual recuperaram, mas não sem perder a vantagem casa. Em Philadelphia os Warriors voltaram a colocar-se na frente das finais, mas os Lakers conseguiram novo empate, reconquistado o factor casa que haviam perdido. No jogo 5 Minneapolis foi demolidor, vencendo por uma margem de 30 pontos, mas os Warriors mostraram que ainda estavam vivos, vencendo, ainda que a muito custo, o jogo 6, por 96-95. Tudo se iria então decidir no jogo 7 onde ambas as equipas procuravam fazer história: os Lakers querendo ser a primeira equipa a conquistar back-to-back championships, os Warriors ao quererem isolar-se na liderança dos franchises com mais títulos. Minneapolis começou bem, conquistando uma vantagem de 10 pontos no primeiro período, mas que foi muito reduzida até ao intervalo. A recuperação continuou no terceiro período e, à entrada para o período final o jogo estava empatado a 75. Nos derradeiros doze minutos Minneapolis alimentou-se do seu público e fez mesmo história, vencendo por 105-92 e sendo a primeira equipa da história a vencer dois campeonatos consecutivos. O Finals MVP foi, desta vez, não Dolph Schayes mas sim Neil Johnston.

 

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Neil Johnston, juntamente com Dolph Schayes, catapultou os Lakers para o segundo triunfo consecutivo, feito inédito na NBA.

 

O final da época marca também o final da carreira para Hank Biasatti, all-time leader em roubos de bola. O SG alinhou durante nove temporadas na NBA, grande parte do tempo nos extintos Washington Capitols, mas também com passagens por Toronto Huskies, Baltimore Bullets, Boston Celtics e, no último ano, nos New York Knicks.

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Esperemos que o Russell agite as águas, que sem os dois monstros dos primeiros anos, isto começa a ficar mauzito. :mrgreen:

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Começa a ficar aborrecido para os Lakers :mrgreen:

 

E o auge do Mikan também já passou, infelizmente.

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NBA: Where amazing (re)happens!

 

Dados Históricos – Uma década de História

 

Anéis:

 

Chicago Stags – 2 (1947, 1950)

Philadelphia Warriors – 2 (1949, 1953)

Minneapolis Lakers – 2 (1955, 1956)

Washington Capitols – 1 (1948)

Syracuse Nationals – 1 (1951)

Indianapolis Olympians – 1 (1952)

Baltimore Bullets – 1 (1954)

 

Finais:

 

Philadelphia Warriors – 6

Chicago Stags – 3

Minneapolis Lakers – 3

Indianapolis Olympians – 2

 

Playoffs:

 

Philadelphia Warriors – 10

New York Knicks – 6

Boston Celtics – 5

Fort Wayne Pistons – 5

Minneapolis Lakers – 5

 

MVP's:

 

George Mikan – 4

Joe Fulks – 4

Dolph Schayes – 2

 

Defensive Player of the Year:

 

Bob Hubbard – 5

Connie Simmons – 2

Art Millhouse – 1

Dolph Schayes – 1

Joe Fulks – 1

 

Recordes de Jogo:

 

Pontos – Joe Fulks (Philadelphia Warriors) 88 em 14/12/1946

Ressaltos – Grady Lewis (Baltimore Bullets) 44 em 15/03/1948

Assistências – Dick McGuire (Rochester Royals) 16 em 24/03/1952

Roubos – Hank Biasatti (Washington Capitols) 12 em 27/01/1950

Blocos – Bob Hubbard (Syracuse Nationals) 18 em 23/12/1949

 

Recordes de Época:

 

Pontos – Joe Fulks (Philadelphia Warriors) 56,4 PPG (1946/47)

Ressaltos – Grady Lewis (Detroit Falcons) 24 RPG (1946/47)

Assistências – Bob Cousy (Minneapolis Lakers) 7,3 APG (1955/56)

Roubos – Hank Biasatti (Washington Capitols) 4,6 SPG (1951/52)

Blocos – Bob Hubbard (Syracuse Nationals) 5,2 BPG (1951/52)

Duplos Duplos – Bob Pettit (Rochester Royals) 60 (1954/55)

Triplos Duplos – Andy Phillip (Philadelphia Warriors) 2 (1949/50)

 

Líderes Históricos:

 

Pontos:

Joe Fulks 23169

George Mikan 15380

Max Zaslofsky 14796

 

Ressaltos:

Connie Simmons 6440

George Mikan 6360

Hal Crisler 6283

 

Assistências:

Dick McGuire 2761

Bob Cousy 2175

Erney Calverley 2014

 

Roubos:

Hank Biasatti 1806

Joe Fulks 1374

Max Zaslofsky 1092

 

Blocos:

Bob Hubbard 1775

Connie Simmons 1302

Joe Fulks 949

 

Recordes de Equipa:

 

Série de Vitórias – Chicago Stags 26

Melhor Época – Chicago Stags 60-8 (.882)

Pontos num Jogo – St. Louis Bombers 156

Menos Pontos num Jogo – Milwaukee Hawks 44

Ressaltos num Jogo – Toronto Huskies 112

Assistências num Jogo – Milwaukee Hawks 36

Roubos num Jogo – Indianapolis Olympians 26

Blocos num Jogo – Syracuse Nationals 22

Editado por Mesquita

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NBA: Where amazing (re)happens!

 

Época 1956/57 – New Kid on the Block

 

Preview:

 

Toda e qualquer conversa na offseason de 1956 ia dar a apenas um nome: Bill Russell. Não tanto na antecipação de saber onde iria parar, todos reconheciam que ninguém seria louco ao ponto de deixar passar no draft um jogador como Bill Russell. Todos o comparavam com George Mikan ou Dolph Schayes, dizendo que o jovem prodígio iria, desde o seu primeiro jogo, ombrear com os gigantes. E, no futuro, quem sabe tornar-se ainda melhor que eles. Foi, assim, sem supresa que os Rochester Royals usaram a primeira pick do draft para escolher o big man da Universidade de San Francisco que iria combinar no frontcourt com Bob Pettit e Joe Fulks, naquela que se previa desde logo ser a grande ameaça aos bicampeões em título Minneapolis Lakers.

 

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Bill Russell, da Universidade de San Francisco para os Rochester Royals.

 

Este: Boston Celtics, New York Knicks, Philadelphia Warriors, Syracuse Nationals

Oeste: Fort Wayne Pistons, St. Louis Hawks, Minneapolis Lakers (NBA Champions), Rochester Royals

 

Fase regular:

 

O entusiasmo com Russell era muito e parecia não ser despropositado: logo no seu terceiro jogo como profissional Russell conseguiu um duplo-duplo com 18 pontos e 31 ressaltos e, ainda no primeiro mês de competição, frente aos Pistons, um raro triplo-duplo com 12 pontos, 22 ressaltos e 12 blocos.

 

O impacto de Russell, no entanto, ainda não se ia reflectindo na classificação da equipa que, no início do ano de 1957, tinha um recorde negativo de 11-13, suficiente ainda assim para colocar os Royals em posição de playoff. O duo Pettit-Russell combinava em média para 45 pontos e 20 ressaltos por jogo, mas o resto da equipa ficava algo aquém das expectativas, em especial Joe Fulks, com uma média de apenas 8 pontos por jogo, a denotar a sua clara descida de forma na fase final da sua carreira. Quem ia controlando o Oeste, mais uma vez, eram os campeões Minneapolis Lakers, enquanto que o Este via na frente os New York Knicks, mas seguidos de muito perto pelos Philadelphia Warriors. Syracuse no Este e St. Louis no Oeste (muito devido à lesão que impedira Mikan de alinhar no primeiro mês e meio da época) iam estando fora dos lugares de acesso aos playoffs.

 

Esta situação manteve-se basicamente inalterada aquando da pausa para o All-Star Break, ainda que com todas as equipas, de ambas as conferências com muitas possibilidades de alcançarem a postseason, sendo certo que, no Este, New York e Philadelphia tinham uma margem relativamente confortável, mas não ainda definitiva.

 

Passando ao All-Star Weekend, no Rookies vs. Sophomores foi o show Bill Russell. O Center dos Royal levou os Rookies a uma fácil vitória por 128-106, ainda que muito bem acompanhado por Richie Guerin, PG dos Pistons e a terceira escolha do draft. Nos afundanços vitória para Neil Johnston dos campeões Minneapolis Lakers. Por fim, no jogo das estrelas, onde Russell também marcaria presença, ainda que com poucos minutos, foi o Oeste a ganhar, como vem já sendo hábito. Paul Arizin esteve em destaque, vencendo pela segunda vez na carreira o prémio de All-Star MVP, com 32 pontos, 8 ressaltos e 4 steals a contribuirem para a avassaladora vitória de 151-122.

 

Com o avançar da época, cedo se percebeu quem seriam as equipas de playoff, mas foi muita a emoção para perceber em que ordem elas estariam, excepção feita a Minneapolis, que liderou o Oeste sempre com segurança. Acabou por ficar assim ordenada a tabela:

 

Este:

 

New York Knicks 40-32 (.556)

Syracuse Nationals 37-35 (.514)

Philadelphia Warriors 37-35 (.514)

Boston Celtics 26-46 (.361)

 

Oeste:

 

Minneapolis Lakers 47-25 (.653)

Fort Wayne Pistons 36-36 (.500)

Rochester Royals 35-37 (.486)

St. Louis Hawks 30-42 (.417)

 

A grande notícia era, como já perceberam, a ausência de George Mikan e dos Hawks nos playoffs. Mas falemos de prémios: Dolph Schayes continua em grande ameaçando igualar Fulks e Mikan e conquista o seu terceiro MVP. O mais recente prodígio da NBA Bill Russell teve mesmo impacto imediato, vencendo não só o rookie do ano mas ainda, com médias de 18 ressaltos e 5,6 blocos por jogo o prémio de melhor defensor. O 6th Man of the Year foi para Larry Foust de Syracuse, enquanto Johnny Kerr dos Celtics venceu o MIP.

 

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Bill Russell impôs-se desde logo na NBA. Mas será suficiente para parar os Lakers?

 

Playoffs:

 

Primeira Ronda (à melhor de 5):

 

Este – (2º) Syracuse Nationals vs. Philadelphia Warriors (3º)

 

O último jogo da fase regular entre Syracuse e Philadelphia decidiu que, com a vitória dos Nationals, fossem mesmo eles a conseguir a vantagem de jogar o jogo decisivo em casa, na primeira ronda dos playoffs. Tal não foi preciso já que, depois de duas vitórias caseiras, os Nationals conseguiram ir ganhar um dos dois jogos a Philadelphia, vencendo a série por 3-1.

 

Oeste - (2º) Fort Wayne Pistons vs. Rochester Royals (3º)

 

Rochester estava aqui sem Bob Pettit (só recuperaria a tempo das Finais de Conferência, se os Royals lá chegassem) e teria aqui que confiar em Bill Russell para parar os Pistons. Esse não era, contudo, o grande problema dos Royals, o problema estava mesmo em quem seria a opção ofensiva. E foi aí que, qual fénix renascida, Joe Fulks apareceu, conseguindo 41 e 33 pontos para dar aos Royals a vitória logo nos primeiros dois jogos. Em Rochester os Pistons ainda conseguiram roubar o jogo 3, mas os Royals foram mais fortes e venceram o jogo 4, avançando para as finais do Oeste.

 

Finais de Conferência (à melhor de 7)

 

Este - (1º) New York Knicks vs. Syracuse Nationals (2º)

 

Na sua 11ª época de existência e na sua 7ª ida aos playoffs os Knicks procuravam ainda, mais do que o seu primeiro título, a sua segunda final apenas na história. Os Nationals desde logo disseram que ainda não era desta, vencendo o jogo 1. Os Knicks empataram a série no jogo 2, mas perderam os jogos em Syracuse, ficando à beira da eliminação. No MSG os Knicks ainda reduziram para 3-2, mas Syracuse foi demasiado forte e bateu a turma de New York no jogo 6, impedindo mais uma vez os Knicks de disputarem as Finals.

 

Este - (1º) Minneapolis Lakers vs. Rochester Royals (3º)

 

Já com Bob Pettit e Bill Russell a jogarem em conjunto, os Royals pareciam poder dar água pela barba aos bicampeões em título e, mais que isso, de alguma forma anular Dolph Schayes. Tal aconteceu, é certo, com Schayes a não conseguir os números dominadores que habitualmente soma, mas Neil Johnston compensou, dando a vitória aos Lakers nos dois primeiros jogos. Em Rochester os Royals dominaram, vencendo ambos os jogos e empatando a eliminatória. E depois Dolph Schayes aconteceu. O três vezes MVP não quis saber de Bill Russell e Bob Pettit e, com dois jogos consecutivos com 50 pontos e mais de uma dezena de ressaltos, deu a vitória aos Lakers não só no jogo 5 mas também no jogo 6, em Rochester, fechando a eliminatória e apurando os Lakers para a terceira final consecutiva e quarta nos últimos cinco anos e, quem sabe, para o terceiro título.

 

NBA Finals

 

(1º) Minneapolis Lakers vs. Syracuse Nationals (2º)

 

Os Lakers eram, aqui, claramente favoritos, depois de ultrapassarem em 6 jogos os Royals, apontados como muitos como os seus mais ferozes adversários. Tal pareceu ser mesmo verdade, apesar de Dolph Schayes aparecer aqui ligeiramente menos poderoso, dando as despesas do jogo a Neil Johnston, que já tivera boas prestações nas Finais do Oeste. Ainda assim, a diferença de valor entre as equipas (o que revelava também a diferença de valores entre as conferências) era grande e Minneapolis conseguiu vencer os três primeiros jogos, quase sentenciando os Nationals. Em Syracuse, no jogo 4, os da casa ainda conseguiram uma vitória de honra mas, sem dificuldade, de volta a Minny para o jogo 5, os Lakers venceram por 101-77, conquistando o título e tornando-se no primeiro franchise com três troféus de campeão. O Finals MVP esse foi Neil Johnston.

 

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Os Lakers continuam imparáveis, vencendo o seu terceiro título consecutivo.

 

Como último dado, dizer que Hal Crisler que passou grande parte da sua carreira nos Philadelphia Warriors terminou a carreira, ele que foi bicampeão da NBA e 6th Man of the Year em 1952/53.

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Jazus, ca monstro o Russell... E o Fulks a reaparecer com dois jogões foi engraçado. Pena é que os Lakers levam mais um. :mrgreen:

 

PS: E 1959 tá quase aí :medinho:

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Esse miúdo vai ser bom :mrgreen:

 

E grande surpresa o Fulks ainda ter dado sinal de vida, mas já não chegava.

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NBA: Where amazing (re)happens!

 

Época 1957/58 – Quebra-Lakers procuram-se.

 

Preview:

 

No Verão de 57, a dupla que se prevê poder dominar a NBA no futuro mudou-se para Cincinnati mas manteve-se junta, já que se tratava apenas da recolocação dos Royals, saindo de Rochester. Outra mudança foi a ida dos Pistons de Fort Wayne para Detroit.

 

Este: Boston Celtics, New York Knicks, Philadelphia Warriors, Syracuse Nationals

Oeste: Detroit Pistons (ex-Fort Wayne Pistons), St. Louis Hawks, Minneapolis Lakers (NBA Champions), Cincinnati Royals (ex-Rochester Royals)

 

No draft havia dois nomes que se falavam poder sair com a primeira pick: o PG de North Carolina Central Sam Jones e o PF de Louisville Charlie Tyra. Jones acabou por ser escolhido com a primeira pick pelos Celtics enquanto que Tyra faria então parte dos St. Louis Hawks onde estaria com George Mikan no frontcourt.

 

Na free agency, alguns nomes interessantes como Ray Felix (ex-primeira pick em 1953), Clyde Lovellette (que pode sair dos Hawks já que estes escolheram no draft Tyra, que actua na mesma posição) ou George Yardley (campeão e Finals MVP no seu ano de rookie em Baltimore) estavam disponíveis. Clyde Lovellette foi para Detroit onde se juntou aos Pistons, já Ray Felix e George Yardley mantiveram-se nos seus respectivos clubes (Pistons e Nationals, respectivamente).

 

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Clyde Lovellette juntava-se a Paul Arizin nos Pistons, agora em Detroit.

 

Fase regular:

 

Logo o primeiro mês da temporada reflectiu perfeitamente a diferença entre o Este e o Oeste: se no Este apenas uma equipa se destacava pela positiva (New York Knicks), com todas as outras a serem de medíocre para baixo, no Oeste apenas uma equipa era horrível (os Hawks de Mikan e só dele, literalmente) e as outras três tinham um excelente nível, com destaque para os agora Cincinnati Royals que, com Bill Russell e Bob Pettit a entenderem-se cada vez melhor, não haviam ainda conhecido o sabor da derrota nos 13 jogos já disputados, eles que eram primeiro e segundo na lista dos melhores ressaltadores da Liga.

 

O duo de Cincinnati acabaria, no entanto, por ser desfeito em Dezembro e Janeiro já que, no último mês de 57 Bill Russel esteve três semanas de fora por lesão num pé enquanto que, em Janeiro de 58, foi Bob Pettit a perder tempo, com um estiramento na coxa. Com estes contratempos Cincinnati chegava ao All-Star Break apenas no terceiro posto do Oeste. No Este destaque para a melhoria dos Philadelphia Warriors que prometiam agora dar luta a New York pela liderança da conferência.

 

No All-Star Weekend, os Sophomores venceram facilmente com Bill Russell a ser o MVP, com um triplo-duplo de 12 pontos, 19 ressaltos e 13 blocos, Ed Macauley dos Warriors venceu o concurso de afundanços e, no All-Star Game, o Oeste como é já tradição saiu vencedor, desta vez por 142-127, com Paul Arizin dos Detroit Pistons a conquistar o MVP pelo segundo ano consecutivo, terceiro na sua carreira.

 

Até ao final da época, os Cincinnati Royals continuaram a desiludir e Bill Russell voltou a perder tempo por lesão, o que o levaria mesmo a falhar a primeira ronda dos playoffs que os Royals acabaram, ainda assim, por conseguir atingir. Destaque ainda para, contra todas as previsões, as boas temporadas de duas equipas do Este, New York e Philadelphia. George Mikan esse voltava a ficar de fora dos playoffs e, paulatinamente, a perder a relevância que já tivera na liga.

 

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Cincinnati tinha tudo para ser uma força dominante com o duo Pettit-Russell. O problema é que esse duo tinha estado junto poucas vezes nos últimos meses...

 

Este:

 

Philadelphia Warriors 48-24 (.667)

New York Knicks 47-25 (.653)

Syracuse Nationals 27-45 (.375)

Boston Celtics 18-54 (.250)

 

Oeste:

 

Minneapolis Lakers 49-23 (.681)

Detroit Pistons 45-27 (.625)

Cincinnati Royals 29-43 (.403)

St. Louis Hawks 25-47 (.347)

 

Nos prémios o MVP voltou a ir para Minneapolis mas, desta feita, não para Dolph Schayes. Foi antes Neil Johnston quem se estreou nestas distinções, com médias de 25 pontos e 14 ressaltos por jogo. Bill Russell, mesmo falhando tempo, conquistou o seu segundo DPOY, graças às suas absurdas médias de 19,4 ressaltos e 7,7 blocos. O melhor rookie foi Sam Jones de Boston, o MIP Cliff Hagan, SG de New York e, por fim, o 6th Man of the Year foi para Larry Foust de Syracuse.

 

Playoffs:

 

Primeira Ronda (à melhor de 5):

 

Este – (2º) New York Knicks vs. Syracuse Nationals (3º)

 

Os Knicks dominaram o Este durante grande parte da temporada mas acabaram por se encontrar numa posição que os obrigava a disputar a primeira ronda dos playoffs. Frente aos Nationals New York começou bem vencendo os seus dois jogos caseiros. Em Syracuse, os Nationals reagiram e conseguiram igualar a série. De volta a New York para o jogo decisivo, os Knicks acabaram mesmo por se superiorizar, avançando para as Finais do Este onde enfrentarão os Warriors.

 

Oeste – (2º) Detroit Pistons vs. Cincinnati Royals (3º)

 

Os Royals estavam aqui numa posição muito complicada, sendo obrigados a enfrentar os Pistons sem Bill Russell. Bob Pettit assumia assim todas as despesas dos jogos, o que não correu muito bem para Cincinnati, ultrapassados de forma relativamente fácil nos dois jogos em Detroit. No jogo 3 os Royals conseguiram, a muito custa, reduzir a desvantagem e, no jogo 4, assistiu-se à aparição de um herói improvável: o já velhinho Joe Fulks pareceu ter andado no tempo uns 5 ou 6 anos e marcou 44 pontos que catapulataram os Royals para a negra. Em Detroit, ainda sem Bill Russell mas com um Bob Pettit em grande, os Royals conseguiram mesmo completar a reviravolta e vencer por 84-81, avançando assim para o confronto frente aos tricampeões Lakers, já com Bill Russell disponível.

 

Finais de Conferência (à melhor de 7)

 

Este – (1º) Philadelphia Warriors vs. New York Knicks (2º)

 

Se na fase regular os Knicks estiveram na luta ombro a ombro com os Warriors, nos playoffs a competitividade foi inexistente. Philadelphia venceu a série com enorme facilidade, por 4-0, avançando para as Finais, procurando o seu terceiro título.

 

Este – (1º) Minneapolis Lakers vs. Cincinnati Royals (3º)

 

Os primeiros quatro jogos da série não foram, nem de perto nem de longe, tão equilibrados como se anteviam. Ainda assim, a série continuava equilibrada, com 2 vitórias para cada lado. No jogo 5 a história foi, contudo, bem diferente. Os Royals estiveram muito bem, obrigando o jogo a ir a OT. Os Lakers sofreram mas acabaram por conseguir vencer, mas não sem muito sofrimento. Sofrimento esse que os Royals também tiveram que suportar no jogo 6, em Cincinnati, vencendo em tempo regulamentar, mas apenas por um ponto. E a série chegava, nesta nota de muito equilíbrio, a jogo 7. Aí, os Lakers que procuravam o seu quarto título consecutivo, tiveram todo o azar do mundo. Dolph Schayes acumulou 4 faltas em pouco mais de um período, o que o limitou muito tanto em tempo de jogo como em agressividade. Mas a estocada final foi a lesão do MVP da fase regular Neil Johnston, que partiu a perna, estando mesmo de fora dos primeiros jogos da fase regular da próxima época. Sem as duas estrelas da equipa os Lakers foram presa fácil para os Royals, que venceram a série por 4-3, avançando para as Finals.

 

NBA Finals

 

(1º) Philadelphia Warriors vs. Cincinnati Royals (1º)

 

Depois de eliminarem os dominadores das últimas três temporadas, os Cincinnati Royals eram os grandes favoritos nestas finais, apesar da maior frescura física da equipa de Philadelphia, que vencera a sua série com os Knicks em apenas quatro jogos.

 

Esta série marcava ainda o reencontro de Joe Fulks com a sua ex-equipa e o 4 vezes MVP da liga decidiu mostrar-se logo no jogo 1, com 22 pontos em apenas 16 minutos. Os Royals ganharam com facilidade os três primeiros jogos, parecendo ter a série bastante bem controlada. Os Warriors ainda venceram o jogo 4, mas Cincinnati, no regresso a casa, venceu o jogo 5 e conquistou o título. Bill Russell foi o Finals MVP, com médias de 11 pontos, 16,4 ressaltos e 6,7 blocos por jogo.

 

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Bill Russell vencia o título e o Finals MVP na sua segunda época da Liga, quebrando o reinado de três anos dos Minneapolis Lakers.

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Quando li o título, até pensei que tivesse sido mais uma limpeza dos Lakers. Grandes Royals na reviravolta contra os Pistons! :prayer:

 

O Fulks parece que ainda vai dando mais sinais de vida que o próprio Mikan, que desapareceu lol

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Russel a quebrar literalmente esses lakers.

 

Grande Fulks, 4º anel e parecendo que não ainda vai sendo importante

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O Russell tá tão abusado para um Sophomore... :prayer:

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NBA: Where amazing (re)happens!

 

Época 1958/59 – Sounds familiar...

 

Preview:

 

A época 58/59 começava com um draft muito aguardado, que tinha Elgin Baylor como a inquestionável primeira pick. O SF da Universidade de Seattle foi escolhido pelos Boston Celtics, que tinham a sua estrela Johnny Kerr em final de contrato. Kerr não se manteve em Boston, indo antes juntar-se aos campeões em título Cincinnati Royals.

 

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Elgin Baylor junta-se aos Celtics, tornando-se de imediato na grande estrela da conferência.

 

Outros destaque da free agency foram a manutenção de Bob Pettit em Cincinnati, bem como a de Frank Ramsey em Detroit. Já Joe Fulks mudou-se novamente para o Este, desta feita para alinhar pelos New York Knicks, mas rapidamente foi trocado para St. Louis. Aos 37 anos e na sua 12ª época, esta pode ser a última temporada de Fulks, curiosamente como companheiro de equipa do seu grande rival George Mikan.

 

Este: Boston Celtics, New York Knicks, Philadelphia Warriors, Syracuse Nationals

Oeste: Detroit Pistons, St. Louis Hawks, Minneapolis Lakers, Cincinnati Royals (NBA Champions)

 

Fase regular:

 

Com apenas dois meses de temporada decorridos já quase se percebia que equipas estariam nos playoffs. No Este Philadelphia e New York lutavam pelo primeiro posto, com Syracuse ligeiramente atrás e Boston, apesar da boa época do rookie Elgin Baylor (médias de 30,5 pontos, 13 ressaltos e 4 assistências por jogo) fechava a tabela. No Oeste Minneapolis dominava a seu belo prazer. Detroit e Cincinnati estavam em posição de playoff e St. Louis com um Mikan já bem em decréscimo de qualidade, tinha um horrível registo de 4 vitórias e 19 derrotas, estando na posição dianteira para terem prioridade na escolha de Wilt Chamberlain, no draft da próxima temporada.

 

Até ao All-Star Break as coisas mantiveram-se na mesma. Nos eventos já tradicionais, os Rookies venceram os Sophomores por 100-89, com o MVP a ir para Elgin Baylor dos Boston Celtics, nos afundanços triunfo para Alex Groza dos Knicks, que derrotou o MVP da época passada Neil Johnston na ronda final e, finalmente, uma vitória do Este no All-Star Game! 128-119 foi o resultado, com Elgin Baylor a concluir um fim de semana fantástico para ele, conquistando também o MVP deste jogo, com 30 pontos, 14 ressaltos e 5 assistências.

 

Até ao final da época a grande alteração foi mesmo o facto de St. Louis ter fugido ao pior registo, o que não é necessariamente bom, pois dá a Syracuse a melhor posição no draft da próxima época, bastante antecipado. Ficou assim ordenada a classificação:

 

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O último lugar de Syracuse tem um belo prémio de consolação – a prioridade na escolha de Wilt Chamberlain!

 

Este:

 

New York Knicks 43-29 (.597)

Philadelphia Warriors 39-33 (.542)

Boston Celtics 36-36 (.500)

Syracuse Nationals 20-52 (.278)

 

Oeste:

 

Minneapolis Lakers 52-20 (.722)

Cincinnati Royals 42-30 (.583)

Detroit Pistons 34-38 (.472)

St. Louis Hawks 22-50 (.306)

 

Nos prémios Dolph Schayes igualou Joe Fulks e George Mikan ao vencer o seu quarto MVP. Elgin Baylor, o segundo melhor scorer da NBA, atrás apenas de Dolph Schayes, foi, sem surpresa, o melhor entre os rookies, com Bill Russell a voltar a ser o melhor defensor. Joe Graboski de Minneapolis foi o 6th Man of the Year e, finalmente, Phil Jordon de Philadelphia conquistou o MIP.

 

Playoffs:

 

Primeira Ronda (à melhor de 5):

 

Este – (2º) Philadelphia Warriors vs. Boston Celtics (3º)

 

Philadelphia tinha aqui a vantagem casa, mas não se podia dizer que fosse claramente a equipa favorita, dado o elevadíssimo nível que Elgin Baylor vinha apresentando ao longo da época, em especial após o All-Star Break, onde foi MVP tanto do Rookies vs. Sophomores como do próprio All-Star Game. Boston apareceu muito bem em Philadelphia, vencendo logo a abrir o jogo 1, o que desorientou os Warriors. Boston não tirou o pé do acelerador e venceu o jogo 2, ficando a precisar de uma vitória apenas para se apurar para as Finais do Este, vitória esse que surgiu logo no jogo 3, completando a sweep.

 

Oeste – (2º) Cincinnati Royals vs. Detroit Pistons (3º)

 

No Oeste os Royals venceram o jogo 1 sem grandes dificuldades mas foram surpreendidos no jogo 2 por uns Pistons bastante coesos. Os Royals tinham agora que vencer um dos dois jogos em Detroit para evitar a eliminação, algo que não se adivinhava fácil e acabou mesmo por não ser. Os Pistons venceram por 3-1 a série, eliminando os campeões da época passada e marcando encontro com Minneapolis nas Finais de Conferência.

 

Finais de Conferência (à melhor de 7)

 

Este – (1º) New York Knicks vs. Boston Celtics (3º)

 

Que dizer destes Celtics e de Elgin Baylor? Depois de despacharem os Warriors por 3-0, desta vez a vítima foram os Knicks, líderes claros do Este na fase regular. Boston mostrou estar em grande forma e despachou New York com mais uma sweep, levando já 7 jogos de playoff consecutivos sem saber o que é perder. Lakers ou Pistons que se cuidem, Elgin Baylor é um caso sério!

 

Oeste – (1º) Minneapolis Lakers vs. Detroit Pistons (3º)

 

Depois da sua série de três títulos consecutivos ter sido parada por Cincinnati na época passada, os Lakers procuravam aqui voltar ao rumo das vitórias frente ao forte colectivo dos Pistons. Minneapolis não facilitou e venceu os seus dois jogos caseiros, começando a série de forma autoritária. Os Pistons não desarmaram e retribuíram o favor em Detroit, empatando a série. No jogo 5 nova vitória dos Lakers que, contudo, não conseguiram anular Detroit no jogo 6, apesar dos 81 pontos combinados de Dolph Schayes e Neil Johnston. Ficava tudo para decidir na negra onde a lógica da vantagem caseira voltou a imperar nesta série, apurando-se os Lakers para nova final.

 

NBA Finals

 

(1º) Minneapolis Lakers vs. Boston Celtics (3º)

 

Elgin Baylor e os Celtics tinham tomado os playoffs e a NBA de assalto mas tinham aqui o mais duro teste desta temporada frente a uns Lakers com pedigree de campeões. E era precisamente isso que faltava a Boston. Elgin Baylor foi excelente durante toda a época, quase fazendo esquecer que era um rookie, mas os Lakers não se esqueceram disso. Johnston conseguiu limitar Baylor durante toda a série e, sem a sua estrela a 100%, Boston era uma equipa bem menos competitiva. Depois de duas sweeps nas duas rondas anteriores, os Celtics provaram agora do seu próprio veneno, sendo corridos a 4-0 nas NBA Finals. Os Lakers conquistam assim o seu quarto título em cinco épocas, alargando o seu estatuto como equipa mais titulada de sempre da NBA. Pelo trabalho fantástico que fez ao parar Baylor, Neil Johnston foi nomeado Finals MVP pela terceira vez na carreira, um recorde, ultrapassando a marca de Joe Fulks.

 

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Os Lakers dominaram os Celtics, rumo ao 4º título.

 

O final da época marcou o abandono de Red Rocha, 1st pick do draft inaugural da liga em 1947 e 4 vezes All-Star. O center passou por quatro clubes, mas fez grande parte da sua carreira em New York onde esteve por 6 temporadas.

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Grande chapada que o Baylor levou na final :|

 

Mas isto para o ano vai ser tão animado.. Celtics, Lakers e Nationals com Chamberlain.

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Época apagada do Russell, contava que fosse MVP deste ano. E primeira final Celtics x Lakers :-

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Época apagada do Russell, contava que fosse MVP deste ano. E primeira final Celtics x Lakers :-

 

Daí o "sounds familiar". ;)

 

Quanto à época do Russel, nem por isso, esteve ao nível dele, quase 6 blocos por jogo, de longe o melhor ressaltador da liga (quase 19 por jogo). O Russell não deve ser MVP, que o jogo priveligia stats ofensivas, ele não é moço para 20 pontos por jogo ao longo da época. Quem levava a equipa às costas nesse aspecto era o Bob Pettit e ele está época esteve bem apagado e perdeu mesmo o lugar para o Johnny Kerr, a meio de Março, andando agora a fazer 15/20 minutos por jogo.

 

Aposto em Syracuse a limpar tudo até mudarem de cidade.

 

Não é que falte muito também. :mrgreen:

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