Terça-feira. Já passava da meia-noite, num shopping da zona do Porto. Estou eu mais a minha namorada a dirigir-nos ao nosso carro num parque de estacionamento quase vazio. Quase, porque muito perto do nosso carro estava um Lamborghini com o motor a rugir. Quando nos aproximamos do nosso carro, e do grupo de pessoas que rodeavam o Lamborghini, reparamos que era ele... Sim, o Diogo Jota. O Jota, a esposa, o irmão e mais umas pessoas. Ainda pensei em pedir uma foto, mas não quis incomodar.
Hoje, recebo a notícia e caiu-me tudo. Nem sei explicar a sensação. Com uma idade semelhante, da mesma terra, e vê-lo a dois metros de mim 48h antes da tragédia. Tudo muito surreal.
Na verdade, só me vem à cabeça a família e a esposa. A dor deve ser imensurável. Além do futebolista, foi-se uma pessoa que parecia ser excelente. Foi-se um amor de mais de uma década, daqueles puros que nasce numa carteira de escola e se prolonga para sempre. Se já é raro vermos isto nos dias de hoje, mais raro é num jogador de futebol, com tudo aos seus pés. E isto, sendo um pormenor, é mais um atestado da pessoa que era o Jota.
Que descansem em paz...