fgsilva Publicado 26 Maio 2012 (editado) Bola ao Meio Rubrica do blog da Revista Futebolista que aborda diversos temas sobre futebol desde Cruyff a Ronaldo, passando por Eusébio e Pelé. Com especial incidência sobre questões tácticas. Junte-se aos seguidores de 'Bola ao Meio' e acompanhe todos os artigos de opinião de Francisco Gomes da Silva em: http://www.facebook.com/bolaaomeio Pode ainda ver os artigos de opinião no espaço 'Opinião' no blog da Revista Futebolista: http://revistafutebolista.blogspot.pt/search/label/Opinião Editado 19 Junho 2012 por fgsilva Compartilhar este post Link para o post
fgsilva Publicado 26 Maio 2012 Sistema vs Filosofia Hoje (mais do que nunca) muito se fala destas duas nomenclaturas de jogo. Contudo é importante referir que se trata de dois conceitos distintos. Vamos por partes, um sistema de jogo é apenas uma representação geométrica da equipa dentro de campo, isto é, um sistema de jogo não passa de uma esquematização mental que um treinador idealiza para a sua equipa. Os jogadores são dispostos em campos pelas suas diversas posições como se tratassem de figuras geométricas desenhadas a rigor com esquadro e compasso. 4-4-2, 4-3-3 e 4-5-1 são alguns dos exemplos que mais frequentemente ouvimos falar quando se aborda esta temática. Pensar em filosofia é pensar no modo como a equipa encara o jogo. Pegando no caso do Barcelona podemos ver que a formação ‘blaugrana’ entra em campo muitas das vezes num sistema de jogo designado por 4-3-3, já no que toca à sua filosofia o Barcelona é uma equipa que desde os seus escalões de formação incute uma mentalidade ganhadora onde os seus jogadores lutam permanentemente pela posse de bola através de um pressing ofensivo não dando espaço aos adversários para pensar e muito menos executar. Ou seja, a filosofia de jogo associada ao Barcelona é uma filosofia de jogo apoiada num futebol de posse e controlo de tempos de jogo, é isso que o Barcelona faz e continuará a fazer, fruto do trabalho que tem vindo a desenvolver nos últimos anos o que faz com que no caso do clube catalão seja já uma política do clube. Existem um caso específico de um sistema que se tornou numa filosofia como é o exemplo do ‘Catenaccio’ que significa em italiano ‘porta trancada’. Originalmente este sistema táctico era desenhado num 4-3-3 que colocava 7 homens a defender para proporcionar à equipa solidez defensiva para posteriormente tentarem procurar uma transição-rápida, leia-se contra-ataque, através de futebol directo para os homens da frente. Este sistema deu muitos frutos em Itália e hoje em dia deixou de ser visto como um sistema para ser visto como uma filosofia, o sistema pouco importa desde que esteja enraizado na mentalidade de cada um que o importante é defender e depois tentar através do contra-ataque matar os jogos. A Grécia ergueu o Europeu em 2004 a jogar com esta filosofia o que fez com que a táctica grega tenha sido considerado uma das melhores de sempre. O meio-campo helénico era composto maioritariamente por Katsouranis, Karagounis, Basinas e Zagorakis que procuravam dar estabilidade defensiva à equipa para depois servirem através de passes longos o seu homem de referência, Charisteas que tinha uma estatura física invejável (1,91m). Este era ainda auxiliado na frente por Vryzas. A Grécia apontou 7 golos em toda a competição e apenas sofreu 4, de realçar ainda o facto de só ter experimentado o sabor da derrota num jogo frente à Rússia onde quis jogar olhos nos olhos e acabou por perder 2-1, fora essa excepção os gregos optaram sempre pela filosofia designada por ‘Catenaccio’ onde entregavam o domínio de jogo aos adversários para depois saírem em contra-ataque e matarem os jogos. Na final foi exactamente isso que se sucedeu, onde o primeiro canto para a formação da Grécia apareceu aos 57 minutos e resultou precisamente no único tento da partida. Vídeo explicativo: Avançado perfeito Na passada quarta-feira dia 9 de Maio, assistimos a um duelo espanhol para determinar o vencedor da Liga Europa da edição 2011/2012. Frente a frente estavam os dois Atléticos, um de Madrid e outro de Bilbao, sendo que os madrilenos levaram a melhor sobre os bascos ao vencerem por 3-0 com um bis de Falcao e com Diego a fechar as contas finais. Quando falamos no Atlético de Madrid, vem-nos à memória uma palavra que nos foi bastante familiar na época passada, Falcao. Depois de no ano passado ter levado o Porto às costas na Liga Europa, desta vez, decidiu fazer o mesmo com os 'colchoneros'. Na época passada vimos o colombiano a festejar por 17 vezes e este ano marcou por 12 vezes. São números que tornam possível que Falcao tenha sido pelo segundo ano consecutivo o melhor marcador da Liga Europa. É, portanto, inegável que estamos perante um dos melhores avançados do mundo, se não mesmo o melhor. Como o próprio nome indica é um rapinador dentro e fora da área e isso é visível pela forma como voa até aos golos. El Tigre, como é conhecido pelo seu espírito felino, dentro da área consegue afigurar-se como a principal referência do Atlético de Madrid e ser visto como um tradicional número 9. Tal, só é possível por ser um exímio cabeceador e inteligente na forma como ocupa os espaços. A sua astúcia também o permite vir atrás jogar e encarar a defesa de frente, abrindo desta forma espaços para outros colegas penetrarem em zonas de finalização. Esta sua capacidade de metamorfose torna Radamel Falcao num avançado bastante completo que faz as delícias de todos nós. Muito se especula sobre o futuro do colombiano, mas falar do futuro de Falcao é falar do futuro do Atlético. Qualquer que seja o panorama da próxima época que não seja a permanência de Falcao em Madrid colocará em causa as aspirações dos 'colchoneros'. Nas últimas épocas os dirigentes do Atlético têm feito uma aposta significativa na equipa, contudo as expectativas não têm sido correspondidas a nível interno. Nas últimas três épocas o melhor resultado foi obtido nesta presente temporada com um modesto 5º lugar, com Falcao a apontar 24 tentos em apenas 34 jogos, apenas ultrapassado por Ronaldo e Messi. Este cenário é o que mais preocupa os adeptos e dirigentes do Atlético numa altura em que se fala de Falcao para suceder Drogba. Em terras vizinhas, apenas admitiam o acesso à Champions como o cenário único para a permanência de El Tigre. Contudo, isso não se veio a verificar o que faz com que os dados estejam lançados em cima da mesa à espera do início do mercado para se definir não só o futuro de Falcao como também o futuro do Atlético de Madrid. Compartilhar este post Link para o post
aiello Publicado 26 Maio 2012 (editado) Foste tu que escreveste? Gostei de ler :D Editado 26 Maio 2012 por aiello Compartilhar este post Link para o post
fgsilva Publicado 27 Maio 2012 Sim sou eu que escrevo. Muito obrigado, se tiverem algumas sugestões agradeço. Coloquem um gosto na página e partilhem com os vossos amigos sff. Compartilhar este post Link para o post
fgsilva Publicado 27 Maio 2012 Mais alguém leu? O que acharam? Compartilhar este post Link para o post
Pat Riley Publicado 27 Maio 2012 Gostei. Porém acho que resumiste o sistema de jogo do Barcelona devias ter explorado melhor, além do mais que eles agora já transformaram esse 4-3-3 que tu dizes num sistema de 3 defesas. Compartilhar este post Link para o post
fgsilva Publicado 27 Maio 2012 Gostei. Porém acho que resumiste o sistema de jogo do Barcelona devias ter explorado melhor, além do mais que eles agora já transformaram esse 4-3-3 que tu dizes num sistema de 3 defesas. A ideia não era explicar o sistema de jogo do Barcelona mas sim diferenciar o conceito de sistema de jogo e filosofia. Para exemplificar o 1º dei o exemplo do Barcelona que grande parte das vezes utiliza um 4-3-3 se bem que nos últimos tempos tem alinhado apenas com 3 defesas e para falar de filosofia falei da questão do Catenaccio. Já agora, só faltam 31 gostos para chegarmos aos 200. Toda a ajuda é bem-vinda! Compartilhar este post Link para o post
vinn Publicado 3 Junho 2012 Por acaso esta táctica parece anular em grande estilo as dificuldades da inferioridade numérica em caso de expulsão. Compartilhar este post Link para o post
fgsilva Publicado 18 Junho 2012 (editado) Hoje houve Portugal Segurança, dinâmica e velocidade. São estes os três adjectivos que caracterizam a melhor exibição que Portugal fez neste Europeu e coloca-nos nos quartos-de-final onde iremos defrontar a República Checa. A armada lusitana entrou contida no jogo e toda a expectativa inicial transformou-se numa situação complicada uma vez que a laranja mecânica mostrou desde logo para o que ia, tinham de vencer para se apurarem e entraram num 4x1x3x2. Os holandeses carregaram e chegaram mesmo ao golo inaugural por intermédio de Van der Vaart onde a equipa das quinas mostrou grande dificuldade em suster a pressão inicial dos holandeses. Portugal reagiu da melhor maneira e chegou ao empate depois de uma grande jogada de entendimento entre Nani, Moutinho e João Pereira onde o lateral-direito soube aproveitar o facto de Postiga ter arrastado a marcação consigo e ver Ronaldo a entrar nas costas da linha defensiva que através de um passe de morte colocou Cristiano na cara de Stekelemburg para fazer o empate. A equipa capitaneada por Ronaldo conseguiu ter o boost de confiança que tanto necessitava e a partir dos 28 minutos tomou conta do jogo e esteve sempre por cima dos holandeses. Contudo, antes do golo do empate foram várias as oportunidades para Portugal empatar com o capitão da equipa lusa a enviar uma bola ao poste, assim com Postiga e Meireles a desperdiçarem boas oportunidades. Um golo surge sempre em boa altura mas este golo catapultou a equipa para uma exibição mais sólida e confiante que permitiu encarar o jogo de outra forma e partir para a vitória e a exibição de gala. Portugal procurava explorar, essencialmente as laterais com as subidas de Coentrão e João Pereira para apoiarem Ronaldo e Nani, respectivamente. Futebol de alta rotação com transições fortes e rápidas. Veio o intervalo com o 1-1 no marcador, com a combinação de resultados do Portugal - Holanda e do Dinamarca - Alemanha que também se encontrava empatado a uma bola, Alemanha e Portugal estariam apurados para os quartos-de-final. Holanda tinha mais posse de bola mas Portugal era quem tinha qualidade da posse de bola como comprovam as inúmeras oportunidades criadas ao longo da 1ª parte. Sem mexidas ao intervalo, foi assim que Paulo Bento decidiu abordar a 2ª parte do encontro. Com oportunidades de parte a parte, sendo as mais clamorosas para Portugal, foi assim que se iniciou o que viriam a ser os últimos 45 minutos no Europeu 2012 da actual vice-campeã Mundial. Uma grande inter-ajuda e solidariedade defensiva permitiu a Portugal agarrar o empate e sonhar em algo mais. A identidade de jogo manteve-se e Portugal continuou a criar boas ocasiões através das transições rápidas. A Holanda tentou encontrar todos os caminhos para a baliza defendida por Rui Patrício mas deparavam-se sempre com o mesmo problema, Pepe, imperial nos processos defensivos da equipa e não só! Aos 64 minutos, Paulo Bento decidiu refrescar o ataque dando nova oportunidade ao jovem Nélson Oliveira que viria para servir de referência de ataque numa altura em que a Holanda carregava mais e que Portugal podia aproveitar num contra-ataque para matar o jogo. O sacrificado foi Hélder Postiga que saiu de rastos muito pelo trabalho invisível que teve ao abrir espaços para Ronaldo e Nani poderem aparecer em zonas de finalização. Com a subida no terreno por parte dos holandeses e com a lesão e fadiga de Meireles, Paulo Bento apresentou a primeira alteração táctica nesta partida, ao lançar em campo Custódio. O triângulo do meio-campo acabou por ser invertido com Miguel Veloso e Custódio na frente da defesa e Moutinho com mais liberdade para definir as jogadas e integrar o ataque. Ao minuto 74, Pepe (sempre o mesmo) interceptou um passe à entrada da grande área portuguesa e lançou rápido o contra-ataque para Ronaldo que deu curto a Moutinho para este lateralizar o jogo para Nani que virou tudo para Ronaldo que novamente na cara do guarda-redes holandês ainda teve tempo para sentar Van der Wiel e fazer o 2-1. Até ao fim, quando se avizinhava que a Holanda subisse no terreno e pressionasse ainda mais criando ocasiões de golo foi exactamente ao contrário. Até ao final do encontro, Portugal teve nos pés de Nani e na cabeça de Nélson Oliveira a oportunidade bem merecida, por sinal, de ampliar a vantagem, algo que acabou por não se verificar. O resultado final foi de 2-1 para Portugal que mostrou grande concentração e solidez defensiva, uma boa dinâmica e fluidez na saída de bola por parte do meio-campo e velocidade na execução e pensamento por parte dos homens mais adiantados. Há motivos para acreditar nesta selecção que com humildade e união terá reunidas todas as condições para bater a República Checa. Uma selecção sem grandes individualidades, à excepção de uma ou outra elemento mas com grande espírito de sacrifício e bons tacticamente. Depois da desgraça surgem sinais muito positivos daquilo que Portugal poderá vir a fazer este Europeu. Não se pode pedir uma equipa de controle de tempos e espaços mas sim uma equipa de rápidas transições fruto de ter Ronaldo e Nani nas alas que podem decidir um jogo a qualquer momento. Hoje houve Ronaldo, houve Portugal, houve festa em Kharkiv! Muito Portugal para pouca Holanda. A selecção comandada por Marwijk acabou por ser a desilusão deste Europeu ao ir para casa mais cedo sem qualquer ponto. Links: Bola ao Meio Blog Revista Futebolista Editado 20 Junho 2012 por fgsilva Compartilhar este post Link para o post
fgsilva Publicado 18 Junho 2012 Desculpem a demora. Tive com exames e sem ideias sobre o que escrever. Quanto a essa imagem, não passa disso mesmo, uma imagem. Compartilhar este post Link para o post
Eden Hazard Publicado 19 Junho 2012 O texto está muito, muito bom. Gostei de ler. Parabéns. :) Compartilhar este post Link para o post
45roma Publicado 19 Junho 2012 O texto está muito bom e aposto se mostraste a alguém que não tenha visto o jogo, ele ficaria a compreender o jogo. Compartilhar este post Link para o post
fgsilva Publicado 19 Junho 2012 Ainda há lugar a melhorar muito mais mas obrigado pelas apreciações :p Agora é dar continuidade a trabalho e tentar promover esta rubrica ao máximo para ter mais visibilidade e ter mais vozes críticas que isso é que é o importante. Compartilhar este post Link para o post
fgsilva Publicado 24 Junho 2012 Duelo ibérico Meia-final do Europeu 2012, 27 de Junho, 19:45, Paulo Bento contra Vicente Del Bosque, Portugal contra Espanha. Serão estas as palavras que correrão o Mundo nos próximos dias. Lado a lado, duas das melhores Selecções da actualidade. Portugal procura o seu primeiro título oficial e para isso conta com jogadores de grande qualidade, em especial, com o seu capitão, Cristiano Ronaldo, para muitos considerado o melhor jogador do Mundo. Do outro lado do campo estará a poderosa Espanha que conta com 4 títulos oficiais. Actual campeã europeia e mundial junta a estes dois títulos outro Campeonato da Europa vencido em 1964, em Espanha, batendo por 2-1, na final, a União Soviética e uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona, com Guardiola na equipa titular que na final bateu a Polónia por 3-2. De ambos os lados a dúvida reside nos pontas-de-lanças. Espanha poderá alinhar com um falso ‘9’ e nesse caso o escolhido será Fàbregas que em vez de estar no espaço irá procurar espaços. Um pouco diferente de Fernando Torres, já que o jogador do Chelsea serviria mais para ser a referência da ‘Roja’. Para trás, o jogo seria pensado da mesma forma, a única variável seria o homem mais adiantado. Fàbregas oferece outra dinâmica que Torres não presenteia e pode trabalhar os espaços para jogadores com Silva e Iniesta aparecerem em zonas de finalização. Com lesão de Postiga, muito se tem falado nos últimos dias sobre quem é que renderá o avançado oriundo de Vila do Conde. A aposta de Paulo Bento durante o embate frente à República da Checa recaiu sobre Hugo Almeida mas existe Nélson Oliveira, dois bons jogadores mas com funções em campo completamente diferentes. Se pensarmos numa fórmula mágica para anular esta Espanha, em primeiro devemos pensar na saída de bola espanhola e circulação da mesma. O processo ofensivo dos espanhóis começa, desde logo, em Casillas passando posteriormente por Piqué e Sergio Ramos, ou seja, Espanha incorpora todos os seus jogadores no seu processo ofensivo ao contrário de grande parte das equipas. O jogo começa a ser pensado a partir da defesa e é nesse sentido que uma aposta no avançado do Benfica seria vista com bons olhos. Nélson Oliveira teria a capacidade para pressionar a saída de bola e obrigaria os centrais a pensarem e a jogaram rápido, algo que poderia ser bastante benéfico para Portugal se depois soubesse tirar partido através de transições rápidas. Outra das ideias, passaria pela colocação de Hugo Almeida como referência portuguesa, de forma a prender os centrais e a linha defensiva, fazendo com que estes não subissem tanto no terreno e não encurtassem os espaços, isto é, Espanha teria que jogar com mais largura e não iria apresentar um bloco compacto. Como podem ver, existem opções válidas para qualquer das alternativas. Nélson Oliveira conduziria a que Piqué e Ramos jogassem mais rápido e poderia provocar erros, Hugo Almeida obrigaria a que a Selecção Espanhola não jogasse tão junta e Portugal poderia depois, aproveitar os espaços que seriam deixados nas entrelinhas para explorar os contra-ataques. Paulo Bento terá este primeiro dilema para resolver, já que esta temática afigura-se como essencial para o encontro que se avizinha. Outro dos problemas com que Portugal se irá deparar na quarta-feira, será a ocupação de espaços, nomeadamente, no meio-campo. Veloso, Moutinho e Meireles terão um trabalho desgastante mas, no entanto, bastante útil. Terão pouca bola, é certo, e por isso deverão saber ocupar bem os espaços com especial atenção para Veloso que deverá saber anular as diagonais interiores que os espanhóis fazem muitas das vezes em busca de espaços. Existia ainda a possibilidade de Portugal apresentar-se com Veloso e Custódio como duplos-pivots mas, nesse caso, Moutinho seria o único jogador do meio-campo capaz de progredir com a bola e criar situações de contra-ataque. Muito curto para uma Selecção que do outro lado conta com Xavi, Xabi Alonso e Busquets. Paulo Bento não deverá fazer muitas alterações, para não quebrar com o entrosamento já alcançado por estes elementos. O técnico luso deverá, sim, alterar a filosofia de jogo. Portugal terá poucas vezes a bola mas quando a tiver, será importante ter uma boa qualidade da posse de bola e sermos criteriosos na definição de jogadas. Um passe errado pode deitar tudo a perder. A solução passa por apresentar o mesmo esquema táctico, mas com um bloco mais compacto de forma a não proporcionar espaços vazios à ‘Roja’, caso contrário, eles não perdoarão. Em suma, bloco junto, pressão, intensidade, concentração, ocupação de espaços e muita garra. Serão estes os ingredientes para bater Espanha. Assim que Portugal recuperar a bola terá de ter capacidade para sair pelas laterais e aproveitar as subidas, em falso, de Arbeloa e Jordi Alba para depois Ronaldo e Nani apoiados por Coentrão e João Pereira desequilibrarem e levarem Portugal à final. Quarta-feira, dia 27 de Junho, pelas 19:45, Paulo Bento já terá dito a todos os jogadores que iremos ganhar o jogo e iremos elevar bem alto o nome desta nação. O último confronto entre estas duas Selecções, teve um desfecho de 4-0 para a equipa das quinas que numa grande demonstração de carácter, atitude e demonstração de garra, Portugal mostrou que era possível bater esta Espanha. Esperamos todos nós, que o desfecho seja idêntico ao do último jogo! Compartilhar este post Link para o post
Eden Hazard Publicado 25 Junho 2012 Em palavras muito curtas, que estou cheio de pressa, julgo que resumiste bem os métodos necessários para combater o estilo de jogo espanhol, embora esse tema seja mais batido do que nunca e as fórmulas mais acertadas já foram mostradas. Mas gostei, está bem elaborado. Alias, até fui eu que fiz o like ao teu comentário. Continua! Compartilhar este post Link para o post
fgsilva Publicado 25 Junho 2012 Em palavras muito curtas, que estou cheio de pressa, julgo que resumiste bem os métodos necessários para combater o estilo de jogo espanhol, embora esse tema seja mais batido do que nunca e as fórmulas mais acertadas já foram mostradas. Mas gostei, está bem elaborado. Alias, até fui eu que fiz o like ao teu comentário. Continua! Muito obrigado ;) Sugestões são sempre bem-vindas! Compartilhar este post Link para o post
santi_07 Publicado 25 Junho 2012 Muito Bom, gostei muito de ler e escreves bastante bem. Agora a minha opinião, acho que para combater esta Espanha o Postiga iria dar um jeito enorme, principalmente na pressão, mas não podendo optar por ele escolheria o Nélson, porque é um jogador parecido com o Hélder e poderia manter as mesmas funções. Agora no meio-campo, apesar de Custódio-Veloso-Moutinho darem maior estabilidade defensiva, optaria por manter o mesmo trio dos outros jogos, apesar do Meireles estar em baixo de forma acho que é desta que vai mostrar do que é capaz. Quase que me esquecia, FORÇA PORTUGAL! PS: Também já dei like, tu mereces :compinchas: Compartilhar este post Link para o post
fgsilva Publicado 26 Junho 2012 Muito Bom, gostei muito de ler e escreves bastante bem. Agora a minha opinião, acho que para combater esta Espanha o Postiga iria dar um jeito enorme, principalmente na pressão, mas não podendo optar por ele escolheria o Nélson, porque é um jogador parecido com o Hélder e poderia manter as mesmas funções. Agora no meio-campo, apesar de Custódio-Veloso-Moutinho darem maior estabilidade defensiva, optaria por manter o mesmo trio dos outros jogos, apesar do Meireles estar em baixo de forma acho que é desta que vai mostrar do que é capaz. Quase que me esquecia, FORÇA PORTUGAL! PS: Também já dei like, tu mereces :compinchas: Muito obrigado ;) Parece que vai mesmo jogar o Hugo Almeida. Neste momento quero solidar a minha posição, daí que seja fundamental ouvir as vossas críticas/sugestões e tentar partilhar ao máximo as minhas crónicas para que possam ser vistas pelo máximo número de pessoas. Compartilhar este post Link para o post
Eden Hazard Publicado 26 Junho 2012 Por falar em Nelson, o meu maior receio é que esteja a crescer demasiado depressa. O salto que deu em um ano foi enorme. Compartilhar este post Link para o post
fgsilva Publicado 29 Agosto 2012 Antevisão Liga Zon Sagres 2012/2013 Os relvados estiveram em pousio durante as férias mas a Liga Zon Sagres está de volta e as portas dos estádios voltam-se a abrir (com dificuldade em encherem face à crise), com muita emoção à mistura! É já hoje que podemos começar a ver os dribles de Capel, a força de Hulk, a eficácia de Cardozo, a verticalidade de Alan, a experiência de Alex, a irreverência Sami, entre outros protagonistas que marcarão presença nesta edição de 2012/2013. O mercado só fecha dia 31 e ainda existem muitas indefinições quanto a entradas e saídas mas para já foquemo-nos nos actuais plantéis. Porto, o campeão O Porto, actual detentor do troféu, já conquistou o seu 1º título oficial esta época, ao bater a Académica por 1-0 com golo de Jackson Martínez aos 90 minutos, que desta forma apontou o seu primeiro golo oficial com a camisola azul e branca, possibilitando aos dragões a conquista da 19ª Supertaça Cândido Oliveira. As atenções estarão viradas para os pupilos de Vítor Pereira e até mesmo para o técnico do Porto, uma vez que o ano passado foi muito contestado apesar de ter vencido o campeonato. Muito se fala das possíveis saídas de Álvaro Pereira, João Moutinho e Hulk mas a verdade é que o Porto sabe unir-se e dar a volta à situação quando perde jogadores fundamentais como foi o caso de Deco, Quaresma e Lucho. Fabiano Freitas e Jackson Martínez foram as contratações mais sonantes dos campeões nacionais que até ao momento apenas conta com a saída de Djalma para o Kasimpasa. Miguel Lopes, Abdoulaye, Castro, Kelvin e Atsu tentam reenvidicar um lugar no plantel depois de na época passada terem sido emprestados. O técnico dos dragões terá um grande desafio pela frente, depois do fracasso nas competições internacionais, Vítor Pereira terá que mostrar competência na Liga dos Campeões para apagar a má imagem da época passada e a nível interno não faltará vontade e motivação para a defesa do título. Benfica, outro candidato Nos últimos anos o Benfica tem-se afigurado como um sério candidato ao título juntamente com o Porto mas acaba sempre por caducar as aspirações dos seus adeptos a partir de Fevereiro, Março. Até ao momento ainda não foi consumada nenhuma saída relevante ao contrário das entradas. Ola John e Salvio foram os escolhidos para aumentar as opções nas alas. Jorge Jesus vai para a quarta temporada ao serviço dos encarnados e a sua imagem está desgastada a nível interno uma vez que em 3 épocas apenas venceu o campeonato por uma vez. A época anterior serviu para mostrar que o Benfica tinha grandes lacunas na sua faixa esquerda, nomeadamente, no que toca ao seu defesa-esquerdo. Emerson e Capdevila não contam para esta época e o espanhol até já rumou ao Espanhol de Barcelona. Esta temporada o plantel do Benfica padece do mesmo problema com Luisinho e Melgarejo a serem opções mas a não darem grandes garantias pelo facto de serem adaptações. Braga de Peseiro 3ª época, 3º treinador! É este o balanço do Braga. Depois de Domingos Paciência e Leonardo Jardim, é agora a vez de José Peseiro assumir o comando dos bracarenses. Mudam-se os rostos mas o discurso mantém-se inalterado. Em discurso de antevisão do embate frente ao Benfica, o técnico português assumiu que o Braga não era candidato ao título embora lutassem por ele. Beto, Haas, Ismaily, Rúben Micael e Éder foram os reforços da turma do Minho. Jogadores com rodagem no campeonato português e que se afiguram como uma mais-valia para a equipa liderada por Peseiro. O Braga tentará esta época marcar a sua posição a nível internacional com a entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões mas para isso terá de deixar para trás os italianos da Udinese. Sporting, a esperança é verde O Sporting foi a equipa que mais se movimentou neste mercado de transferências. No que toca a saídas: Matías Fernández rumou ao Fiorentina, João Pereira ao Valência, Evaldo ao Deportivo, Rodríguez ao Rio Ave e Luis Aguiar ao San Lorenzo. Relativamente a entradas, Rojo, Boulahrouz, Pranjic, Viola, Gelson Fernandes, Labyad, Adrien, Cédric e Wilson Eduardo reforçam os leões na tentativa de voltarem aos títulos, depois da derrota com a Académica na época passada na final da Taça. Uma equipa jovem e ambiciosa que é liderada por Sá Pinto e que já demonstrou bons pormenores no decorrer da pré-época ao vencerem o Albufeira Summer Cup e o Troféu 5 Violinos. Nos últimos anos, faltou consistência ao Sporting que nos momentos cruciais acabaria por caducar e não saber dar a volta às adversidades. Esta época com um plantel mais equilibrado, Sá Pinto tem uma grande oportunidade de mostrar o seu valor enquanto técnico e encaminhar o Sporting para as vitórias. Marítimo no caminho da Europa O Marítimo foi a equipa sensação da época transacta ao conseguir o apuramento para a Liga Europa, ficando em 5º lugar. Neste momento a equipa orientada por Pedro Martins eliminou o Asteras Tripolis ao empatar a uma bola na Grécia e a registar um nulo em casa. Para chegar à fase de grupos o Marítimo terá de eliminar o FC Dila da Geórgia, caso o consiga fazer será um grande feito para a equipa insular. Peçanha, Roberto Sousa, Pouga e Benachour abandonaram a Madeira mas Adilson, Rodrigo António, Rúben Brígido, Semedo, Márcio Rosário e David Simão fizeram o caminho contrário. Pedro Martins perdeu jogadores de grande qualidade mas já demonstrou na época passada que tem qualidade e fará de tudo para confirmar as expectativas que incidem sobre esta equipa do Marítimo. Rúben Ferreira é um jogador a seguir com atenção. Numa altura em que carecem defesas-esquerdos de qualidade, pode estar aqui uma solução de futuro. Português, 22 anos e internacional Sub-21. Primodivisionários O Estoril e o Moreirense estão entre a elite do futebol português. Marco Silva (na imagem) foi a grande revelação ao pegar no Estoril a meio da época e a tornar a equipa da linha campeã da Liga Orangina. Estes dois clubes foram os mais consistentes ao longo da temporada anterior e como prémio conseguem atingir o grande escalão. Do lado do Estoril há que destacar o ingresso de Mano e Hugo Leal assim como João Coimbra, Tony Taylor e Licá que muito ajudaram o Estoril a garantir a promoção. Em relação à equipa de Moreira de Cónegos, liderada por Jorge Casquilha, podemos destacar a permanência de Ghilas e Ricardo Fernandes. Além destas permanências o Moreirense garantiu a contratação de Rafael Lopes, Pablo Olivera, Diego Gaúcho, entre outros. Será interessante ver a maneira como estas equipas irão abordar a subida de divisão. Para já a liga começa com um Olhanense-Estoril, hoje às 20:15. Que role a bola! Compartilhar este post Link para o post