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Manny

Kangaroo in 400-year-old manuscript could change Australian history

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Kangaroo in 400-year-old manuscript could change Australian history

A 16th century manuscript featuring an image that looks like a kangaroo could prove that Portuguese explorers discovered Australia before the first recorded European landing in 1606

 

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The manuscript, which is thought to date from between 1580 and 1620, appears to show a small kangaroo within the letters of its text

 

A drawing of a kangaroo on a 16th century Portuguese manuscript could potentially change the world's understanding of Australia's history.

The manuscript, which is thought to date from between 1580 and 1620, appears to show a small kangaroo within the letters of its text. If the image actually is a kangaroo, the drawing suggests that Portuguese explorers may have discovered Australia before the first recorded European landing on the continent by Dutch navigator Willem Janszoon in 1606.

The document, which contains text or music for a liturgical procession, was recently acquired by the Les Enluminures Galley in New York, which has valued the item at $15,000 (£9,174). It was previously in the possession of a rare book dealer in Portugal.

Laura Light, a researcher at the gallery, told Australia's The Age newspaper that "a kangaroo or wallaby in a manuscript this early is proof that the artist of this manuscript had either been in Australia, or even more interestingly, that travellers' reports and drawings of the interesting animals found in this new world were already available in Portugal."

The text also includes the image of two half-naked men wearing crowns of leaves, which researchers believe may represent Australian aborigines.

Others, however, are not so convinced.

Dr Martin Woods of the National Library of Australia told The Age that "it could be another animal in south-east Asia, like any number of deer species, some of which stand up on their hind legs to feed of high branches".

Other researchers speculate that the manuscript may have come from slightly after Janszoon's arrival in Australia, or may date from a 1526 Portuguese voyage to Papua.

The gallery plans to display the document as part of an exhibition.

 

http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/australiaandthepacific/australia/10575227/Kangaroo-in-400-year-old-manuscript-could-change-Australian-history.html

Editado por Manny

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Infelizmente acho que por mais que tentem provar que os portugueses lá estiveram antes de qualquer outros europeus isto não vai mudar quase nada do que estará nos livros de História que irão dar às crianças. Mesmo provando que isto foi mesmo verdade penso que os governos australiano e português não irão dar muita importância.

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A confirmar o que já se sabia, só falta haver uma cena destas para a descoberta da Terra Nova em 1475 por um navegador português

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Infelizmente acho que por mais que tentem provar que os portugueses lá estiveram antes de qualquer outros europeus isto não vai mudar quase nada do que estará nos livros de História que irão dar às crianças. Mesmo provando que isto foi mesmo verdade penso que os governos australiano e português não irão dar muita importância.

 

A teoria da descoberta da Austrália pelos Portugueses (pelo menos as provas que apontam para isso) já é dada nas unidades curriculares de História na Austrália. E não falo em Universidades e instituições do género, falo mesmo nas escolas básica e secundária.

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A confirmar o que já se sabia, só falta haver uma cena destas para a descoberta da Terra Nova em 1475 por um navegador português

 

Pois e os Vikings uns séculos antes através do Leif Erikson estiveram lá.

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A teoria da descoberta da Austrália pelos Portugueses (pelo menos as provas que apontam para isso) já é dada nas unidades curriculares de História na Austrália. E não falo em Universidades e instituições do género, falo mesmo nas escolas básica e secundária.

Pois mas falam apenas em teorias, nunca nada foi provado (e acredito que dificilmente será).

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Pois e os Vikings uns séculos antes através do Leif Erikson estiveram lá.

Tem umas semanas vi o Quem Realmente Descobriu a América, documentário no canal historia . O programa analisa a possibilidade de chineses, japoneses, polinésios, noruegueses, galeses, irlandeses, hebreus e solutrenses terem descoberto o Novo Mundo muito antes de Cristóvão Colombo o reivindicar em 1492. Bastante interessante. Pena o video do youtube não estar também em HD.

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Pois mas falam apenas em teorias, nunca nada foi provado (e acredito que dificilmente será).

 

A única maneira de comprovar isso era descobrir-se algum marco ou padrão deixado pelos portugueses lá mas isso é impossível. E mesmo que se descobrisse ainda poderia haver alguma mente brilhante a dizer que tinha sido colocado durante a noite e era uma partida para algum museu australiano lol.

 

A questão é que existem provas convincentes e em grande número, aliás a teoria da descoberta da Austrália pelos Portugueses não é algo novo (já deve ter uns bons 60 anos ou mais até) apenas sofreu um aumento de notoriedade considerável, sobretudo com aquele livro "Além de Capricórnio (ou algo com este nome, já não me recordo bem" e os canhões portugueses descobertos ocasionalmente nas praias. A questão é que vai haver sempre os céticos mas a verdade é que existem muitas provas que são impossíveis de ser ignoradas.

Editado por Lebohang

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Os Fenícios também é que descobriram os Açores. 8)

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Também já tinha comentado isto no Estórias da História, já agora deixo aqui o que lá postei.

 

Foi recentemente descoberta esta gravura a ilustrar um manuscrito português do século XVI, ao que tudo indica. O interessante da gravura é que retrata o que aparenta ser um canguru, num período anterior ao da descoberta do continente por holandeses ou ingleses, suportando a tese (que para mim é mais do que óbvia) de os portugueses terem sido os primeiros europeus a desembarcarem no continente australiano.

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Guest fiasco

Já se falou disso há um ano ou mais num tópico qualquer, e naquele caso era um mapa qualquer com a australia desenhada.

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Peter Trickett, autor do livro Para Além de Capricórnio e um dos maiores (se não mesmo o maior) defensor da teoria da descoberta da Austrália pelos portugueses já se pronunciou sobre isto.

 

E já agora também acusa a Biblioteca Nacional da Austrália de esconder os mapas feitos com dados portugueses da costa oeste e leste da Austrália numa exposição que estão a organizar sobre o mapeamento da Austrália. E o mais engraçado é que segundo ele a Biblioteca comprou os mapas só que ao invés de os expor preferiu coloca-los numa arrecadação. :lol:

 

 

Wrong turn over the first maps of Australia's coasts

 

Why is the National Library hiding away the first maps of Australia's coasts - made by the Portuguese?

 

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Historian and author Peter Trickett in front of the National Library of Australia with a replica of the map from the 1547 Vallard Atlas depicting the East Coast of Australia drawn 223 years before Captain Cook. Photo: Jeffrey Chan

 

For its current blockbuster exhibition, Mapping our World: Terra Incognita to Australia, the National Library has spared no effort in assembling an impressive collection of early maps borrowed from many international sources. One of its stated aims is to show a complete history of the mapping of the Australian continent from early times to the present.

 

This makes it all the more puzzling that it has chosen to exclude from its showpiece exhibition two important 16th-century French maps of major historical importance which it acquired in the past year and which have an immediate relevance for Australia.

 

Why the omission - and why is there not even a mention of the existence of these maps in the exhibition's publicity? When pressed, the library offers excuses. But the question must be asked: could the real reason lie in the fact these maps arguably contain conclusive proof it was a Portuguese maritime expedition that first discovered and mapped the coasts of Australia - in 1521-22 - a century before the Dutch on the west coast and 250 years before Captain Cook charted Australia's east coast?

 

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Russell Crowe at the opening of Mapping our World exhibition at the National Library, Canberra. Photo: Melissa Adams

 

It would seem highly likely that it was someone taking part in this voyage who drew the figure of a kangaroo discovered this week on a 16th century Portuguese manuscript in a New York gallery. Perhaps the image could even represent one of the marsupial inhabitants of Kangaroo Island - which according to Matthew Flinders nearly 300 years later were "so extraordinarily tame" that he and his crewmen could walk up to them and hit them on the head with sticks.

 

Both of the National Library's recently acquired maps originated in the French Channel port of Dieppe.

 

The first, drawn by the eminent French cartographer Pierre Desceliers in 1553, depicts the west coast of a southern continent he calls Java la Grande, which is arguably one of the first-ever representations of Australia. Most remarkably of all, on this coastline Desceliers has written a place name that is virtually identical to this location's present-day Australian name.

 

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Visitors taking a look at the Map of the World 1448-1453 by Fra Mauro. Photo: Jeffrey Chan

 

The place in question is the Abrolhos, off Geraldton. Officially and in the history books, the full name for this group of dangerous reefs and islands is ''Houtman's Abrolhos'' - Houtman being the surname of a Dutch captain, Frederick de Houtman, who sighted them from his ship the Dordrecht in 1619.

 

The awkward problem here is that abrolhos is a Portuguese word with no connection whatever to the Dutch language. It is actually a compound of two Portuguese words: abrir, a verb meaning ''to open'', and olhos, meaning ''eyes''. So in 16th century Portuguese seamen's slang the word meant ''open your eyes'' - or in the English vernacular, ''keep your eyes peeled'' (for hidden reefs).

 

The National Library's newly acquired Desceliers map provides the ultimate proof that the Abrolhos was indeed a Portuguese discovery. For at the exact spot on Australia's west coast opposite what we today call the Abrolhos, this historic map clearly displays the name Abrolho (the singular form of ''Abrolhos'') handwritten by Desceliers. And this on a map drawn in 1553 - a full half-century before the Dutch ever appeared on the scene. And if this were not sufficient evidence of authenticity, further north Desceliers' 460-year-old map also depicts unmistakably west Australia's great Ningaloo Reef, the world's largest west coast coral reef. Now World Heritage-listed, the Ningaloo stretches in an unbroken line southward for 250 kilometres from North West Cape, just as depicted by Desceliers. There can be no mistaking it.

 

The Ningaloo Reef is also depicted in detail on the second 16th century map (or rather collection of maps) that the National Library recently acquired but which, strangely, it also has not put on display in its Mapping our World exhibition. This map is contained in the Vallard Atlas, produced in 1547.

 

The library's copy of the Vallard is a magnificent, high-quality facsimile edition. Two maps in this atlas depict the west and east coasts of a mysterious southern hemisphere island continent named ''Terra Java'' which has a clear overall resemblance to Desceliers' ''Java la Grand'' but with much more detail.

 

How can we be sure that these maps have their origins in a Portuguese voyage?

 

The short answer is that in the Vallard map there are no fewer than 54 descriptive place names on its depiction of the west Australian coast alone (and just as many on a companion map of the east coast) - and nearly all of them are written in Old Portuguese. The few exceptions are in French, for which there is now an unexpected explanation.

 

As for the voyage that led to these discoveries, its origins are to be found in Portugal in 1519. By then, a mere two decades after Vasco da Gama's epic voyage to India, Portugal under King Manuel I had been transformed from one of Europe's poorest countries to one of its richest, thanks to its monopoly of the spice trade from the East.

 

But one other lucrative prize still remained to be found - Marco Polo's fabulous ''Island of Gold, the world's largest island'', said to lie ''south-east of Sumatra'' (in present-day terms, in the vicinity of Australia).

 

At first King Manuel, who had read The Travels of Marco Polo, was sceptical about the Island of Gold. But as promising reports came in from his captains in the East, he became convinced of its reality and in 1519 gave orders for a maritime expedition to be dispatched from India to discover this fabled land.

 

In that year, an exceptionally large Portuguese armada of 18 big ships sailed for India. King Manuel had decreed that one of his most trusted captains in this fleet, Cristovao de Mendonca, was to be provided with ships to search for the Island of Gold.

 

Until recently, thanks to Manuel's obsession with secrecy about discoveries, almost nothing had been found in the Portuguese archives about the Island of Gold voyage and researchers had to rely almost entirely on the map evidence.

 

But now a crucial document has come to light. This is an eyewitness account that records the actual departure of Mendonca's fleet of four ships from the port of Cochin, in southern India on May 4, 1521, at the start of their voyage ''to discover the Island of Gold''.

 

The evidence indicates they sailed first down Australia's west coast.

 

As with Desceliers' map, the Vallard map resembling Australia's west coast also clearly depicts the Abrolhos reefs, although here they have been given the name (in Old Portuguese) bassa roqua - meaning ''rocky shoal''.

 

The name ''Houtman's Abrolhos'' first appears on a Dutch chart drawn by Hessel Gerritsz in 1628. The library displays this and another Gerritsz chart in its Mapping our World exhibition along with the claim they are the first depiction of Australia's west coast.

 

Asked if this means that the library rejects the significance of the Portuguese place names on its own newly acquired maps dated nearly a century earlier, the library's head of maps, Martin Woods, will only say that this question is ''under consideration''.

 

So how did it come about that the Dutch captain Frederick de Houtman called the dangerous reefs off Geraldton ''Abrolhos''? The answer is simple - almost certainly because he had already seen a Portuguese chart with ''Abrolho(s)'' marked on it. A few years earlier his older brother Cornelis had been thrown into prison in Portugal as a spy after he was caught trying to obtain secret navigational information, including charts and shipping routes to the Indies. Cornelis secured his release only when Dutch merchants in Amsterdam joined forces to pay a huge fine - in return for a pledge from Cornelis to share with them everything he knew.

 

Mendonca's fleet appears to have finished its charting of the west coast in early summer. The estuary of Perth's Swan River is clearly shown on both maps. In the Vallard it has been given the name Rio Plata (''Silver River''). A shipping record indicates the ships were at the Portuguese base of Malacca on January 10, 1522, loading provisions for the second stage of their expedition - to map the Island of Gold's east coast.

 

The National Library's Desceliers map depicts Australia's east coast only as far as the Tropic of Capricorn. The Vallard map, on the other hand, can be shown to depict not only the entire east coast but also a large part of Australia's south coast as far as Kangaroo Island.

 

The northern and central sections of the this map have an immediate, undeniable resemblance to the coasts of Queensland and northern NSW. Numerous islands, large and small, of the Great Barrier Reef are depicted, and this area has been suitably named Costa Dangeroza: ''Dangerous Coast''.

 

Australian east coast landmarks unmistakably depicted further south include Fraser Island, (given the name Illa Plata: ''Silver Island''), Moreton and Stradbroke islands, the Brisbane River estuary (Bonno Porto, or ''Good Port''), and Botany Bay, with the Georges River shown winding sinuously inland. And remarkably Batemans Bay is even depicted, with the name Rio Basso - ''Shoal River''.

 

The Portuguese fleet evidently rounded Wilsons Promontory (named Cabo Formoza, meaning ''Cape Beautiful'') and sailed along the south coast as far as Kangaroo Island, off present-day Adelaide before turning back.

 

I am by no means alone in believing that the NLA's recently acquired maps contain evidence of a Portuguese discovery of Australia. John Molony, Emeritus Professor of History at the Australian National University, recently made a study of Christian saints' names that appear at eight locations on the Vallard east coast map.

 

His research shows all of these names to have a clear connection with the Portuguese Catholic church in the 16th century - and even more significantly, with Portuguese India.

 

On the basis of his findings, Molony concludes there can be no doubt that these place names were the work of Portuguese mariners, and that the Vallard map is based on original Portuguese charts.

 

So why is the NLA not displaying either of its newly acquired Dieppe maps in its blockbuster exhibition?

 

The library's stated reason (when asked) for not putting its Desceliers map on display is that this is not the original. Strictly speaking this is true - but then the original no longer exists, having been destroyed by a fire in 1915.

 

So that this map that the library bought from a private collector is the nearest thing anyone will ever get to the original. It is one of only a few facsimile copies utilising a newly devised reproduction process that were made just before the original went up in flames.

 

In any case the library's excuse rings hollow when one finds that there are already several items on display in the exhibition that are not originals.

 

Searching for other reasons that could explain why these important maps are not on display, the fact is that they directly contradict the library's stated claim that the two Dutch charts from 1628 featured in its exhibition represent ''for the first time a recorded depiction of the west coast of Australia''.

 

And, of course, the library also firmly upholds the accepted view that Captain Cook was the first European to sail along and chart Australia's east coast.

 

Any admission the Portuguese were the first to discover and map the coasts of Australia would amount to no less than rewriting the first chapter of Australia's European history. It would be a bold step for the library to take.

 

As things now stand, any visitors to the NLA's exhibition who want to see the Desceliers or Vallard maps will have to descend to the basement and ask at the maps room for these items to be brought out of storage.

 

Mapping the World is an impressive exhibition, but it can be argued that by excluding important evidence in its possession the library is choosing to ignore uncomfortable facts and thereby undermining its claim that the exhibition presents a complete history of the mapping of the Australian continent.

 

Not everyone will necessarily accept that the Portuguese came first. But it seems regrettable that the library, a respected national institution, has chosen not to put its two most recent early map acquisitions on display so that visitors can assess the evidence and decide for themselves.

 

Peter Trickett is a former journalist and editor who specialised in science and history. His book Beyond Capricorn, describing the Portuguese discovery of Australia, was published in 2007.

 

Fonte: Aqui

 

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Já se falou disso há um ano ou mais num tópico qualquer, e naquele caso era um mapa qualquer com a australia desenhada.

 

Lembro-me de se falar de um canhão quinhentista de características portuguesas, que obviamente não foi lá parar sozinho. Dos mapas não me lembro de se ter falado por cá.

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Lembro-me de se falar de um canhão quinhentista de características portuguesas, que obviamente não foi lá parar sozinho. Dos mapas não me lembro de se ter falado por cá.

Por acaso também me lembro de ter andado um mapa pelo "Estórias da História". E creio que até foste tu a falar dele na altura.

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Verdades. Foi em resposta a um vídeo deixado pelo Gaberlunzie (que é feito de ti, pah?).

 

"O primeiro Europeu a chegar à Austrália foi o Holandês Willem Janszoon"

 

Fake. O primeiro europeu a lá chegar foi português, até porque o norte da Austrália aparece em mapas portugueses do século XVI.

 

Sinceramente não sei. Há mapas portugueses que mostram um grande continente a sul de Timor, e embora possa ser a Antártida, parece improvável que depois de entrarem no Índico e até no Pacífico, os nossos navegadores não soubessem a sua real localização, portanto é provável que seja mesmo a Austrália.

 

Já nem me lembrava da notícia do canhão, btw. E por outro lado, há nativos com traços linguísticos semelhantes ao português, algumas palavras muito parecidas às nossas. E Timor fica uns 400 ou 500 km a norte da Austrália, é impensável que a esta distância não tenham dado com terra do outro lado do mar.

 

Mas há que dar um desconto, foi há quase dois anos. Mas o Lebohang deixou um contributo muito melhor.

 

A teoria de que terão sido os portugueses os primeiros europeus a chegar à Oceania começa a ganhar consistência. A descoberta de um documento que descreve uma expedição ordenada por D. Manuel I e a presença de nomes lusitanos num mapa que parece representar a costa da Austrália estão a levar académicos australianos a inclinar-se a favor da hipótese de os portugueses terem descoberto aquele continente 250 antes do capitão Cook. Terá sido uma expedição secreta ordenada pelo Rei Dom Manuel I a descobrir a Austrália e a cartografar as suas costas um século antes dos holandeses e 250 anos antes do capitão Cook?

 

As provas que apontam neste sentido continuam a acumular-se. Um documento-chave a favor da descoberta pelos portugueses é o Atlas Vallard, um atlas do mundo então conhecido e produzido em Dieppe, Norte de França, no ano de 1547. Este documento único contém dois mapas de um continente enigmático cujo feitio e posição possuem uma incrível semelhança com a Austrália.

 

Porém, num texto que acompanha a recente edição fac-similada do Atlas Vallard, um académico português recusa a teoria de que estes mapas se teriam baseado em cartas desenhadas por marinheiros de uma expedição ordenada pelo Rei D. Manuel. Pelo contrário, mantém que os lusitanos teriam apenas «uma noção muito vaga do continente australiano» e que o melhor que conseguiriam seria «apenas vislumbres dele».

 

Quem tem razão? Há no mínimo uma certa ironia no facto de um professor português se juntar às hostes dos que contestam a hipótese, quando a opinião dos académicos na Austrália começa a inclinar-se a favor da descoberta portuguesa.

 

John Molony, professor emérito de História na Universidade Nacional da Austrália, uma das mais destacadas universidades mundiais, acaba de fazer um estudo detalhado dos nomes de santos cristãos que aparecem em oito locais do que, no mapa Vallard, se assemelha à costa Leste da Austrália. A sua pesquisa mostra que todos estes nomes têm uma clara ligação à Igreja portuguesa do século XVI – e, ainda mais significativamente, à Índia portuguesa. Com base nos seus resultados, Molony conclui que não podem restar dúvidas de que os nomes atribuídos a estes lugares foram obra de marinheiros portugueses, e de que o mapa Vallard se baseia portanto em cartas marítimas portuguesas.

 

Os resultados do professor Molony constituem um poderoso argumento a favor da descoberta portuguesa da Austrália, e recebem um forte apoio de outra prova que viu recentemente a luz do dia. Trata-se de um testemunho que regista a partida de uma frota do Rei D. Manuel do porto de Cochim, no Sul da Índia, a 4 de Maio de 1521.

 

Até aqui pensava-se que, devido à política de sigilo intransigentemente imposta pelas autoridades portuguesas da altura, não existia qualquer registo em primeira mão da viagem. O relato da partida da frota portuguesa só recentemente se tornou acessível, graças a um projecto financiado pela EU para digitalizar arquivos portugueses com relevo patrimonial. Este conjunto particular de documentos fazia parte de uma colecção intitulada ‘Documentos sobre os Portugueses em Moçambique e na África Central’. Acredita-se que o autor do relato que regista a partida da frota da Ilha do Ouro seja o Controlador do Tesouro da Índia de D. Manuel, Pedro Nunes (mais tarde reitor da Universidade de Lisboa), que se sabe ter estado em Cochim nessa altura. Ele descreveu os quatro navios que participaram na expedição, registou os seus nomes e o dos seus quatro capitães.

 

Nada há de surpreendente acerca da identidade do comandante da expedição, Cristóvão de Mendonça, um nobre e membro da Casa de D. Manuel. Mendonça aparece como capitão do navio que lidera a frota, a nau São Cristóvão. A principal revelação é a identidade do segundo comandante – Pedro Eanes ‘o Francês’, um prestigiado capitão de origem francesa. Agora ao serviço de Portugal, comandou uma nau na grande armada de 18 navios que zarpou de Lisboa em direcção à Índia em 1519. Mendonça também capitaneava uma nau (tal como Pedro Nunes), mas foi a Eanes que foram confiadas as ordens seladas de D. Manuel para o governador português na Índia, Diogo Lopes de Sequeira, decretando que Mendonça teria o comando da frota para procurar a lendária ‘Ilha do Ouro’, que se acreditava estar «para lá da Ilha de Sumatra».

 

A confirmação de Eanes como segundo no comando da exposição esclarece de uma penada um dos grandes enigmas dos mapas Vallard – a mistura enigmática de ortografia portuguesa e francesa em alguns dos nomes dos lugares costeiros. Até aqui, supunha-se que esta mistura havia sido obra do cartógrafo francês do mapa Vallard em Dieppe. Mas Eanes trouxe consigo uma reputação notável de especialista em navegação e cartografia, por isso restam poucas dúvidas de que Mendonça o teria nomeado cartógrafo da expedição. Assumindo que o domínio do português escrito por Eanes estaria longe de ser perfeito, a mistura de português e francês em alguns dos nomes no mapa tem agora uma explicação óbvia.

 

O mapa Vallard que se parece com a Costa Oeste da Austrália, por exemplo, contém um total de 54 nomes de lugares, a grande maioria deles escrita em português. Porém, em oito localizações os nomes não estão escritos em português, mas em francês – por exemplo ‘Cap Vermeil’ (uma descrição precisa de Red Cliff, um marco na costa do Território Setentrional da Austrália), ‘Cap de Vert’, ‘Cap Double’ e ‘Gouffre S. Fransois’ (Exmouth Gulf, próximo do Trópico de Capricórnio). É quase como se Eanes tivesse assinado o mapa em francês uma e outra vez, apenas para mostrar que esteve ali.

 

Eanes recebeu o comando do segundo navio da expedição à ‘Ilha do Ouro’, uma caravela chamada Rosayro. Os outros dois navios eram mais pequenos. Um deles, o Sant António, comandado por Francisco Pollees, aparece descrito como um bergantim, e o outro, capitaneado por Gonçalo Homem, é uma embarcação típica do Sul da Ásia conhecida por prau. Este pequeno navio aparece referido como propriedade pessoal de Homem, mas o registo acrescenta que foi especialmente adaptado a expensas do Rei de forma a poder participar na viagem.

 

A grande viagem de descoberta de Mendonça durou dois anos. O mapa Vallard sugere que após da sua partida de Cochim a 4 de Maio de 1521 a frota navegou até ao Norte da Austrália, próximo da actual Darwin, antes de virar para sudoeste de forma a percorrer e cartografar toda a costa Oeste da ‘Ilha do Ouro’, atingindo o seu ponto mais meridional, o Cabo Leeuwin. A partir daí, aparentemente os navios fizeram-se ao mar, varrendo o Oceano Índico até chegarem a Sumatra. Um breve registo indica que o navio-almirante estava de volta a Malaca a 10 de Janeiro de 1522, para ser reparado e abastecer-se de provisões. Na segunda etapa da viagem, os navios parecem ter feito o mesmo trajecto da primeira viagem até à Austrália setentrional, antes de virarem a Leste através do Golfo de Carpentária e aí, com dificuldade, aberto caminho através do perigoso Estreito de Torres, semeado de recifes, para atingir a costa Leste da Austrália.

 

A afirmação do historiador português de que as viagens nunca ocorreram e que, em vez disso, Mendonça, temendo o desconhecido, ordenou à sua frota que voltasse para trás quando atingiram os mares ao largo da Sumatra meridional, pode ser prontamente rebatida. Resumidamente, baseia-se na impossibilidade de Mendonça ter circum-navegado a Austrália e regressado a Malaca num curto espaço de tempo.

 

Esta conclusão é perfeitamente legítima – o único problema é que nunca escrevi ou sequer sugeri remotamente que Mendonça teria circum-navegado a Austrália. Pelo contrário, o que escrevi deveria ser perfeitamente claro: a expedição de Mendonça (para descobrir a ‘Ilha do Ouro’, como ordenado por D. Manuel) explorou e cartografou as costas da Austrália em duas viagens distintas – a primeira descendo a costa Oeste em 1521, e só então, após ter feito uma paragem para reabastecimento em Malaca, ao longo de toda a costa Leste da Austrália e grande parte da Costa Sul em 1522-1523. Nesta viagem, acredito (com base nos convincentes indícios do mapa Vallard) que Mendonça também descobriu e cartografou a Ilha do Norte da Nova Zelândia antes de regressar a Malaca e à Índia. Dediquei capítulos separados a cada viagem.

 

Por outro lado, parece irónico que tenha sido deixada ao cargo de um académico australiano a tarefa de avaliar o significado da prova-chave que pode ser encontrada nos mais de 100 nomes em língua portuguesa (incluindo nomes de santos católicos) que adornam as costas dos dois mapas Vallard que indiscutivelmente representam as costas da Austrália. Os nomes são reais, e descrevem lugares reais. Como foram ali parar? Seria expectável que um académico português tentasse avaliar o seu significado. Na realidade, foram totalmente ignorados.

 

O Professor Molony, por outro lado, chegou a conclusões interessantes. Entre os Santos da Índia portuguesa que identificou no seu estudo da costa Leste do mapa Vallard, está Santa Catarina, cujo nome Mendonça atribuiu ao que hoje chamamos Rio Maroochy, na costa de Queensland, a Norte de Brisbane. Molony nota que a cidade muçulmana de Goa foi tomada por Afonso de Albuquerque no dia de Santa Catarina (25 de Novembro) de 1510. Albuquerque mandou edificar ali uma igreja dedicada àquela santa. Tornar-se-ia a catedral de Goa e, por essa via, Catarina tornou-se a padroeira da cidade.

 

São Francisco, cujo nome (na sua versão francesa) foi dado ao Rio Fitzroy, no Trópico de Capricórnio, também tinha fortes ligações a Goa. O professor Molony recorda que os Franciscanos portugueses foram os primeiros a chegar a Goa com Albuquerque e que construíram uma igreja dedicada a São Francisco em 1517. Também nota que havia em Goa outra igreja dedicada pelos Franciscanos a Santo André (ainda hoje um destacado local de peregrinação), cujo nome aparece noutro rio mais a Sul.

 

Por fim, mas não menos importante, aparece o nome aparentemente estranho de ‘Baía Neve’. Mas não tão estranho assim se pensarmos que há menos de 60 anos, antes de a mineração industrial de areia ter começado, as costas de Botany Bay estavam cobertas de altas dunas de areia branca, e que ‘neve’ era o termo usado no século XVI para areia branca.

 

O documento recentemente descoberto que regista a constituição e a partida da expedição do Rei D. Manuel também nos ajuda a reconstituir a viagem de regresso do navio-almirante e a identificar pela primeira vez duas importantes ilhas do Pacífico que Mendonça evidentemente descobriu – ilhas que nunca antes haviam sido avistadas por europeus.

 

Perdidas no Pacífico bem a Norte da Nova Zelândia o mapa Vallard representa duas ilhas bastante grandes com os nomes ‘Ila dos Tubaros’ e ‘Ila do Aljofar’. Até aqui, ninguém tinha conseguido identificá-las com algum grau de certeza. O problema tem duas vertentes: primeiro, a sua longitude é incerta porque os navegadores do século XVI não tinham meios para a determinar com rigor; em segundo lugar, porque havia a falsa crença de que a costa Norte da Austrália estava na continuação da costa Norte de Java.

 

Mas agora Pedro Eanes o Francês pode vir em nosso auxílio. Os seus cálculos da latitude no mapa Vallard revelaram-se de uma exactidão extraordinária, como é testemunhado pelo facto de ele ter conseguido indicar o Trópico de Capricórnio na costa Leste da Austrália a uns escassos quilómetros da sua posição correcta – ligeiramente a Norte do estuário do Rio Fitzroy, a que o mapa Vallard chama ‘Rio S. Fransois’. A ortografia francesa parece um indício seguro da mão da Eanes.

 

A ‘Ila dos Tubaros’ no mapa Vallard surge aproximadamente na mesma latitude que outro rio importante de Queenslad, cerca de mil km a Norte do Fitzroy, a que ele no mapa chama Rio Primero. Este equivale ao Rio Daintree. Se seguirmos a linha da latitude para Leste a partir do Daintree o que encontramos? A resposta é que há apenas uma grande ilha no Pacífico próxima desta latitude – a ilha principal das Fiji, Viti Levu. E a costa Oeste de Viti Levu tem uma semelhança inegável com a costa Oeste da ‘Ila dos Tubaros’, com a grande baía de Nandy em destaque. As águas ao largo das Fiji abundam em tubarões. Por isso podemos concluir razoavelmente que o percurso de Mendonça a partir da Nova Zelândia (em relação à qual as Fiji se situam mais ou menos a Norte) o levou a avistar a costa Oeste de Viti Levu. Mas ele certamente não se demoraria a explorar a costa Leste desta ilha desconhecida, pelo que o recorte desajustado da costa Leste deve ser quase de certeza uma tentativa fantasiosa do cartógrafo de Dieppe de preencher o vazio.

 

E quanto à outra grande ilha do Pacífico, a Noroeste, a ‘Ila do Aljofar’? Num mapa moderno, a posição desta ilha em relação às Fiji corresponde a Vanuatu, o grande grupo de ilhas da Melanésia. Mas a qual ilha do arquipélago? No mapa Vallard, esta pequena ilha recebeu o intrigante nome de Illa Carma.

 

Os mapas habituais de Vanuatu não são grande ajuda. Nenhum deles mostra uma grande ilha com outra ilha próxima que corresponda a esta descrição. É só quando se olha para uma mapa satélite de grande escala que a verdade emerge. A ilha representada no mapa do século XVI é sem dúvida a ilha principal de Efate – onde se situa a capital de Vanuatu, Honiara – pois ao largo da costa noroeste de Efate há de facto uma longa e estreita cadeia de ilhas. Parece ser um ancoradouro ideal, abrigado dos ventos de oeste predominantes. E de facto foi usado como tal pela Marinha norte-americana durante a II Guerra Mundial.

 

Terá sido aqui, a sotavento da Illa Carma, que o São Cristóvão de Mendonça ancorou. E o mais notável é que o nome inglês para esta ilha abrigada é ‘Tranquility Island (ilha da tranquilidade) – ou seja, traduzido é quase idêntico ao que Mendonça lhe atribuiu há quase 500 anos! Como adquiriu o nome actual parece ter-se perdido na neblina do tempo. Se há alguma ligação a qualquer visita de um navio português, desconhecemos: provavelmente será pura coincidência. Em relação ao nome atribuído à ilha principal, ‘Ila do Aljofar’, sugere que durante a sua paragem Mendonça e os seus navios se permitiram negociar em pérolas negras do Pacífico, que ainda hoje se encontram à venda em Honiara.

 

Não sabemos se por esta altura o navio-almirante se encontrava sozinho ou na companhia de outro navio mais pequeno. O regresso de Mendonça à Índia ainda nesse ano parece ter sido rodeado de secretismo. Os registos oficiais nada nos dizem. A única coisa que sabemos com certeza é que ele regressou a tempo de comandar a nau Vitória na sua viagem de regresso a Portugal no início de 1524.

 

A viagem épica de Mendonça não merece ser subvalorizada. A sua descoberta e mapeamento da Austrália e Nova Zelândia, ocorrida uns meros 30 anos depois de Cristóvão Colombo ter chegado às Américas, foi um feito notável do qual Portugal se deve justamente orgulhar.

 

Interessante.

 

Já agora, a fonte da notícia.

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