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Black Hawk

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  1. 100 golos em 9 épocas a jogar maioritariamente em clubes de topo é um registo de nível Paulinho.
  2. O Lukaku sempre foi um coxo com qualidade técnica de nível Liga 3. Foi o único jogador que vi até hoje lesionar-se ao pisar sem querer a bola tentando fazer uma recepção orientada. Não compreendo o vosso espanto. Ah, marcou uns golitos no Inter, mas que avançado de jeito não marca golos na Serie A... I mean, é a Serie A...
  3. Manter o plantel era chave para esta nova temporada. Não queria passar pelo que foi esta época. Não sei como é na versão PC, mas no Mobile os jogadores jovens demoram imenso a ganhar consistência exibicional. O Martim Watts e o Jéferson, para dar dois exemplos, demoraram cerca de um ano a marcar um golo, por exemplo, e eu via no motor de jogo que jogavam fixe, mas na hora de rematar ou assistir parecia que se encolhiam. Por acaso é algo que aprecio, pois na realidade também não é normal os jovens chegarem e darem cartas logo de início. Isto para dizer que nesta época que terminou tive de lançar muitos jovens no onze inicial porque saiu muita gente e não queria passar por isso de novo na nova época. Com um ano em cima, os meninos estão prontos para fazer uma temporada em grande. Quero lutar pelo título, este save leva dez meses, estou cansado de ser underdog Segue-se fazer o impossível, ora pois ahah Por acaso deixou mesmo. Estou a testar variantes à tática habitual, não no desenho tático mas na mentalidade, largura da equipa e estilo de passe e temporização, precisamente para evitar aqueles empates a zero contra equipas mais fracas. É certo que os adversários iniciais eram fraquitos, mas já vi volume de golos anormal para este Amora. E quando o nível subiu, a equipa não tremeu. Imagina o caricato da situação, emissários do Real Madrid, Chelsea e outros que tais chegarem em altos carrões a uma praceta pequenita com prédios antigos a toda a volta. "Viemos parar ao fim do mundo", hão de ter pensado eles. Páras de estragar as minhas piadas futuras? ffs Acho que partilhei num Capítulo anterior em que jogámos contra o Sporting, mas já não sei aonde. Partilho de novo, tal como ele está no início da nova época. Pah, é craque, não há muito a dizer. Olha-me para os atributos mentais do bicho. E os técnicos. E os físicos. Todos, na verdade. Vá lá que só tem finta 14, se não até em Mordor entrava diretamente pelo Black Gate. Os prémios por vezes parecem algo aleatórios. Julgo que são atribuídos mais por reputação do que outra coisa, por exemplo, o melhor jogador do ano foi o Harry Kane, que aqui está no Real Madrid e que como vimos disputou apenas a Liga Europa... Já agora, e em resposta também a algo que foi referido num comentário anterior, foi fácil resistir às propostas. No Verão passado, quando perdi sete ou oito jogadores, fizemos quase 100 milhões de euros em vendas. Por esta altura, o Amora deve ser a equipa financeiramente mais sólida de Portugal neste save. O único motivo para vender jogadores é se eles fizerem pressão para sair. Nenhum fez, só o Iuri Lourenço ficou insatisfeito, por isso tranquilo. Fiquei um pouco admirado, confesso, esperava que tivesse revolta generaliza... Mas não. Boa. No próximo Verão logo se vê, aí sou capaz de já ter de deixar uns quantos irem. Não faz mal, há outros a surgir que terão qualidade também.
  4. Ora, muito obrigado. Por vezes sinto saudades do Grêmio Táctico. Havia muitos posts deste género, alguns meus, a malta discutia aspetos táticos e diferentes abordagens. Continuo a ser muito minucioso neste aspeto e até encontrar algo que me agrade não consigo apreciar verdadeiramente o jogo. Aquele save teste no Amora não me estava a dar gosto porque a equipa não jogava nada de jeito e não estava a perceber porquê. Fiz já dois saves novos só de uma época com o Sporting apenas para testar variantes e coisas. Até fiz um dos jogos quatro vezes só para poder testar quatro variantes com o mesmo onze e contra o mesmo adversário no mesmo contexto e ver as diferenças... Depois, claro, gosto de partilhar estas coisas até para ver se puxo mais gente para troca de ideias. Geralmente sem sucesso. Nem de propósito, deixei há pouco o feedback no tópico dos saves pouco detalhados sobre a segunda metade da época do Amora. E não estou satisfeito com o que vi. Quer dizer, a mesma abordagem no Sporting correu bem, mas quando a qualidade individual não abunda como no Amora... Ufffff que pesadelo. Curiosamente não ponderei a opção de três avançados. Se calhar por estar demasiado habituado a jogar com dois avançados interiores a partir da linha. É que ajudam na fase defensiva acompanhando os laterais adversários e na fase ofensiva não ficam encavalitados no ponta-de-lança, como aconteceu num dos prints desse post que quotaste. Para jogar em troca de bola curta, como gosto, tem de haver espaço para progressão sem bola dos colegas, eles é que criam as rupturas com a movimentação. Mas por este andar terei de explorar isso, caso contrário vou andar a sofrer golos atrás de golos a jogar com mentalidade ofensiva. Ou 442 losango, que é algo que nunca tentei fazer na vida.
  5. Sim, eles não perderam a oportunidade de referir isso mais tarde, até me esqueci de meter no post.
  6. Voltando ao save do Amora, decidi implementar algumas ideias que fui testando em dois saves teste que fiz com o Sporting - um deles partilhei aqui, o outro não partilhei mas deixei feedback no tópico do Mobile (com prints e tudo) Basicamente, e para não alongar muito, cheguei à conclusão que não faz diferença os extremos serem avançados interiores ou extremos invertidos, jogarem de pé trocado ou não, vai dar tudo ao mesmo. Ou seja, os avançados interiores e os extremos invertidos funcionam da mesma forma: são extremos convencionais. Colam-se à linha e não saem de lá até receberem a bola. Nessa altura até podem vir para dentro, mas de resto são inúteis e não participam nas combinações com os colegas interiores. E está aí a explicação para eu andar a reclamar de não conseguir criar jogadas de envolvimento com o Amora: pura e simplesmente porque estava a atacar com menos dois jogadores. Vai daí, andei a testar um sistema em que aproveito o facto de eles darem muita largura. Para isso, aumentei a largura da equipa e a mentalidade. O objetivo passa por os dois médios mais adiantados do triângulo do meio-campo atacarem os espaços entre os centrais e os laterais, já que os laterais adversários são atraídos pelos meus extremos, e combinarem com eles ou com o avançado criando superioridade numérica no último terço. Os resultados no Amora foram os que se seguem. O primeiro impacto foi imediato. Depois de quase dois meses sem marcar golos, ou marcando um golito aqui e além, seguiram-se 5 jogos com 13 golos. Tinha 24 em 20 jogos até aí, dá para perceber a diferença. Há uma contrapartida. Má, muito má. A equipa deixa de ser coesa e passa a jogar na vertigem. Alargar a equipa para criar espaços na frente também cria espaços atrás, além que a mentalidade mais ofensiva leva a que mais gente suba no terreno e deixe espaços atrás. Ganhei aqueles 5 jogos, mas percebi que foi em jogos muito abertos com ataques e contra-ataques constantes. Tinha a noção que estávamos a um dia mau de sermos enxovalhados. Foi contra o Leixões. O Cadiz, avançado deles, marcou 4 golos aproveitando o espaço dado por jogarmos mais expostos. No resto dos jogos a cena normalizou um pouco, marcámos menos mas também sofremos menos. A derrota com o Moreirense foi frustrante, fomos melhores e merecíamos ganhar, tal como no empate em Viseu. Os dois últimos jogos custaram ainda mais, e já vão perceber porquê. Entrámos na penúltima jornada no 2º lugar, em zona de promoção. A equipa acusou a pressão de lutar para subir, em ambos os jogos tive de dizer aos jogadores para irem com calma pois todos eles estavam nervosos. Perdemos com o Porto B e empatámos com o Estrela em jogos que poderíamos ter somado duas vitórias. Mas lá está, com um sistema tão vertiginoso, tão ofensivo e com a fraca qualidade individual da maior parte dos jogadores, os adversários com facilidade criam ocasiões e deu nisto. Ficámos a um golo da subida. Um golo mais contra o Porto B ou contra o Estrela, ou menos um golo sofrido em qualquer desses jogos, e teríamos ficado em 2º lugar. Cenas boas: a nova abordagem permitiu-nos marcar 25 golos em 14 jogos. Cenas más: a nova abordagem fez-nos sofrer 16 golos em 14 jogos. Ou encontro um equilíbrio, ou encontro melhores jogadores. Jogar desta forma em clubes modestos é um pesadelo, valha-me o meu savezito do EMEM no FM 22 Mobile onde posso tirar a bola ao adversário e jogar como gosto, com a equipa sempre equilibrada e a desmontar o adversário em trocas curtas de bola entre os onze elementos. PS: carai, tinha jurado a mim mesmo que ia escrever menos do que isto.
  7. A França apresentou uma reclamação formal pelo golo anulado contra a Tunísia. Perder contra a antiga colónia está a ser difícil de digerir (não vi o lance, estou estou a fazer a piada, se foi mal anulado têm todo o direito a tal)
  8. Não vi a maior parte do jogo, incluindo aquela em que jogou o Mateus Fernandes, mas fico muito feliz por ter brilhado. Noutra nota, tive o azar de ouvir o relato da Antena 1 porque a RR não assegurou este jogo. Deveriam ter vergonha na cara pelo que foram dizendo ao longo do jogo. O Esgaio para entrar, chamaram-lhe logo "patinho feio". Pronto, até aí nada de especial a apontar. Calaram-se para ouvir a reação das bancadas, claramente à espera que fosse assobiado, a cheirar o sangue. Como não foi, até pelo contrário, foi ovacionado, decidiram discorrer a azia dizendo que era por o Sportinr estar a golear, que "dava para tudo", até para aplaudir "um jogador como o Esgaio". Mais tarde, e não satisfeitos com a triste figura, decidiram atacar o Sotiris, que jogou uns minutitos apenas, e o St Juste, que nem estava em campo, apelidando-os de flops. Eles são jornalistas. Isto é inaceitável em gente que tem a responsabilidade de transmitir às pessoas o que está a acontecer em campo. Foi conversa de tasca. Tenham vergonha.
  9. Capítulo LIV - Fazer o impossível "Passemos à próxima categoria", anunciou a apresentadora. Era uma esbelta morena que fazia furor enquanto modelo naquele ano de 2027, embora destoasse um pouco naquela tarefa, sem qualquer sucesso em ocultar que lia diretamente do teleponto, soando o discurso um tanto artificial. "E para apresentar os candidatos, quem melhor do que um dos treinadores mais carismáticos do futebol português. Uma das figuras mais relevantes, por vezes controversa, mas que marcou o nosso futebol..." Frodo Zarco remexeu-se, divertido, ao ouvir aquela descrição. "... connosco nesta noite... Jorge! Jesus!" O antigo treinador, que se reformara por motivos pessoais em 2022 [ver Capítulo X - O afroastro], surgiu no palco debaixo dos aplausos de toda a plateia. Aplausos de pé, diga-se. Por mais que tenha criado anticorpos de forma algo generalizada enquanto esteve no ativo, ninguém esquecia os sucessos e principalmente as caricaturas que protagonizou - e que continuavam a ser relembradas frequentemente mesmo cinco anos depois de desaparecer do radar do grande público. Envergando um fato janota bem à sua medida, Jorge Jesus e a sua icónica cabeleira branca aproximaram-se do microfone. Agradeceu os aplausos e iniciou um breve discurso, aproveitando para relembrar os tempos em que vencera distinções em galas como aquela. "Vintage JJ", pensou Frodo Zarco com os seus botões, sorrindo ao ouvir aquela que era uma das suas referências enquanto treinador fazer algo que lhe era tão característico: roubar o protagonismo para si. A plateia da Gala Anual da Liga Portugal 2027 escutava Jorge Jesus, silenciosamente. A cerimónia já ia avançada e a maioria dos prémios já tinham sido atribuídos. O goleador do Sporting Tiago Tomás foi um dos que passou pelo palco para receber um troféu, ao tornar-se o melhor marcador da Primeira Liga com 20 golos - Abel Ruiz, do Vitória SC, e Diego Raposo finalizaram o pódio, no caso do menino do Amora com 18 golos. Outro que por lá passou foi Gonçalo Ramos, vencedor do prémio de melhor jogador da Primeira Liga, galardão sem dúvida atribuído pela importância que teve na conquista do título pelo Benfica. Sobre estes prémios, Frodo Zarco nada teve para os contestar. Já outros eram para si absolutamente incompreensíveis. Nenhum jogador do Amora foi selecionado para a equipa do ano... ... e nem o facto de o Amora dar cartas com uma equipa muito jovem motivou a atribuição de um prémio de jogador jovem do ano para a Medideira Frodo Zarco até conseguiu manter a compostura quando foram anunciados os onze eleitos para o onze do ano. Sorriu para si próprio, trocando olhares cúmplices com Bilbo Himura e Joca, que o acompanhavam na cerimónia, todos entendendo que o nome "Amora Futebol Clube" não teria a influência de outros clubes. Já quando foi anunciado Robson Casimiro como jogador jovem do ano, Frodo Zarco não pôde evitar um esgar de desaprovação e um cristalino acenar negativo de cabeça, pouco importado que as câmaras captassem a sua reação. Não que Robson Casimiro não fosse um grande talento - porque o era, tratava-se de um daqueles talentos geracionais que iria sem dúvida figurar no lote dos melhores jogadores do mundo muito em breve. Mas para quem treinava e via em ação talentos como Odailson, Nélson Victor, Dino Leão, Vítor Ferraz, Diego Raposo ou Filipe Diogo, era caricato não ver um deles reconhecido com esse prémio. Em especial Filipe Diogo. O menino fazia coisas com a bola que mais ninguém em Portugal sequer sonhava serem possíveis. Os grandes tubarões da Europa rondavam já em seu torno, sondando o Amora para garantir o concurso de um dos maiores talentos da sua geração. O desagrado de Frodo Zarco apenas foi suavizado quando foi anunciado o vencedor da categoria de golo do ano. Filipe Diogo, ora quem mais, foi chamado ao palco e recebeu o Prémio Fernando Gomes, como era conhecido em homenagem ao saudoso Bibota. O golo marcado por Filipe Diogo ao Braga em jogo a contar para a 28ª jornada da Primeira Liga foi distinguido com o prémio de golo do ano Ainda antes da entrada de Jorge Jesus no palco, houve um prémio especial atribuído à seleção portuguesa de Sub21, vencedora uns dias antes do Europeu da categoria. Entre os vários jogadores que subiram para a homenagem contavam-se nada menos do que nove jogadores do Amora, recém-coroados campeões da Europa: os laterais Rodrigo André e Octávio Sousa, o central Nélson Victor, os médios Dino Leão, João Carlos Miguel e Vítor Ferraz, e os avançados Roberto Leal, Théo Lameira e Filipe Diogo. Parabéns, campeões! #madeinmedideira #fabricadetalentos #projetooasis Faltava atribuir apenas um prémio. Jorge Jesus recebeu o envelope, abriu-o de forma descuidada, quase com desprezo, e sorriu desdenhosamente ao ver o seu conteúdo. Olhou para a plateia e anunciou: "O treinador do ano... Frodo Zarco!" As câmaras focaram de imediato o surpreendido treinador do Amora. Por aquela não esperava! Depois de os seus meninos serem preteridos em quase todas as categorias em benefício de jogadores dos três grandes, Frodo Zarco estava plenamente convencido que o prémio seria atribuído a Marcelo Gallardo. Afinal de contas, o argentino acabara com um jejum de oito anos do Benfica. Felicitado pelo amigo Bilbo e por Joca, levantou-se do seu assento e percorreu a galeria até ao palco. Abraçou Jorge Jesus, deu dois beijos na modelo-apresentadora - fazendo um esforço hercúleo por ignorar o extenso decote do seu vestido, não queria ter de dormir no sofá naquela noite! - e olhou para a estatueta que agora segurava na mão. "Muito boa noite! Ufff... não esperava esta. A sério! Não se riam. É mesmo verdade. Se nenhum dos meus jogadores mereceu sequer uma distinção na equipa do ano, também não esperava entrar nestas contas..." Um burburinho nervoso percorreu a plateia na galeria ao escutarem aquela alfinetada. Soou uma gargalhada. Reconheceu-a prontamente, já a ouvia desde miúdo - o riso de Bilbo Himura era inconfundível para ele. "... é que se este prémio me está a ser atribuído, devo-o por inteiro aos meus jogadores. Pode parecer um cliché, mas é inteiramente verdade. Sou um orgulhoso treinador de um plantel jovem e cheio de talento que me surpreende um pouco mais a cada dia. Sou um treinador melhor porque trabalho com os melhores. Este..." anunciou enquanto levantava a estatueta, "é deles. Obrigado, malta, por um ano fantástico. E que o próximo nos reserve ainda mais sucesso." Aquela última frase não era mera formalidade. Frodo Zarco esperava realmente poder contar com a sua equipa para mais uma temporada. Era já uma mensagem para os seus jogadores e tinha origem em algo que aconteceu no dia seguinte à conquista da Taça de Portugal. Depois de uma noite longa de celebrações após a final da Prova Rainha, toda a equipa do Amora reuniu-se para um jantar de confraternização para terminar a época. Não só jogadores, equipa técnica e dirigentes, mas também o staff - roupeiros, tratadores do relvado, as equipas de marketing e conteúdos digitais, até as equipas de limpeza marcaram presença. Afinal de contas, todos contribuíram para o sucesso da equipa. A certa altura do jantar, Frodo Zarco pediu a palavra e todos no grande salão de eventos pararam para o ouvir. "Malta, muitos duvidaram que fosse possível repetir o sucesso do ano passado. Até nós! Saíram muitos jogadores. Disseram que não seríamos capazes de estar ao mesmo nível, que íamos envergonhar o país nas competições europeias." O silêncio era sepulcral, embora algumas cabeças acenassem positivamente, concordando. "Mostrámos a garra de que é feita a malta da Margem Sul. Não só não fizemos pior, como fomos um pouco mais além! A todos vocês, o meu obrigado! Estamos todos de parabéns!" A sala levantou-se para um brinde. Copos foram erguidos e despejados pelas goelas abaixo. Não havia regras. Era um dia de festa. "Mas agora...", Frodo Zarco fez um compasso de espera enquanto a sala voltava a silenciar-se para o escutar, "... agora temos um desafio ainda maior pela frente. Ficámos em terceiro lugar no campeonato, ganhámos as duas Taças, vamos à Liga dos Campeões. O próximo ano é o verdadeiro desafio para todos nós. Vamos enfrentar as melhores equipas da Europa e podemos fazer ainda melhor no campeonato." Notou alguma agitação nas mesas. "Bem sei que muitos de vocês andam a ser sondados por outros clubes. Eles seriam parvos se não o fizessem, fosse eu treinador de outra equipa e quereria ter-vos na minha equipa também. Mas o trabalho que fizemos, aquilo que conquistámos, é só o início. O trabalho não está finalizado." Fez uma pausa dramática para todos os jogadores assimilarem a mensagem. "Quero chegar mais longe. Quero derrotar as maiores equipas da Europa que tiverem o azar de se cruzar connosco. Quero ganhar aquilo que todos nos dizem ser impossível e que só os três grandes podem conseguir. E quero fazê-lo convosco, porque também sei que vocês não são de deixar um trabalho a meio." Levantou o seu copo. "O primeiro passo está dado. Vamos ao próximo. Posso contar convosco para no próximo ano fazermos o impossível?" Frodo Zarco entendeu que a maioria dos jogadores hesitava. Não se quereriam comprometer com a permanência na Medideira, o que era perfeitamente compreensível - muitos deles já andavam a ser sondados por grandes clubes europeus. O treinador do Amora montara-lhes uma armadilha para tentar levá-los a comprometerem-se por mais um ano no Maior da Margem Sul. Lançara primeiro o engodo com os elogios e agora atirara o isco. Morderiam eles? O primeiro a levantar-se foi Martim Maia. O subcapitão do Amora, que estava na equipa desde o primeiro treino de Frodo Zarco, anunciou com convição um sonoro "sim!". Um a um, vários jogadores levantaram-se e foram anunciando a intenção de continuar e fazer o impossível. Fosse por se sentirem pressionados para não serem os únicos a ficarem calados ou por convição, nenhum faltou. "Morderam o isco", pensou um aliviado Frodo Zarco enquanto bebia do seu copo. Era a melhor notícia que poderia ter recebido. Mas a verdade é que, apesar do pacto firmado nessa noite, não foi fácil garantir a permanência de todos. Roberto Longo voltou para a sua Itália natal onde representará a Juventus O central italiano Roberto Longo foi a baixa de vulto em relação ao plantel que terminou a temporada. Chegado à Medideira no Verão de 2025 depois de nunca se ter imposto na AS Roma, clube pelo qual foi formado, beneficiou das saídas de Isaac Monteiro e de António Silva para ascender à titularidade no início da temporada 2026/27. Fazendo dupla com o jovem Nélson Victor no centro da defesa do Maior da Margem Sul nos primeiros meses da temporada, as exibições catapultaram-no para a Squadra Azzurra, estreando-se como internacional. No entanto, uma lesão inoportuna promoveu a titularidade de Manuel Díaz, cuja parceria com Nélson Victor foi tão eficaz que não mais se desfez. Tendo perdido a titularidade no Amora e com a presença na seleção italiana em risco, a proposta da Juventus acabou por surgir como uma benção para todos. Roberto Longo poderia voltar a casa e logo para representar um dos grandes clubes de Itália, resolvia-se um potencial foco de instabilidade no plantel e ainda davam entrada 11 milhões de euros nos cofres do clube. A saída de Roberto Longo abriu portas à promoção do promissor Vitorino Aranha Não foi uma saída que preocupasse Frodo Zarco. Nélson Victor e Manuel Díaz davam-lhe todas as garantias e o jovem Raul Zovo aprendera imenso durante a sua primeira temporada no plantel principal. Além disso, foi a oportunidade perfeita para integrar Vitorino Aranha na equipa. O jovem Vitorino era nascido e criado na Cidade de Amora. Entrou no clube com apenas nove anos de idade [é regen do Amora] e cumpriu todos os escalões de formação. Na época anterior foi emprestado ao clube parceiro do Maior da Margem Sul, o Covilhã, onde apesar da tenra idade impôs-se com naturalidade no emblema da Segunda Liga. Era um dos bons valores emergentes da formação do Amora e teria agora a oportunidade de mostrar que as expectativas em seu redor não eram infundadas. Mais preocupante foi a vaga de ataques aos principais elementos do plantel. Tal como há um ano, o sucesso do Amora atraiu predadores certamente já cientes do talento que ia emergindo nas margens da Baía do Seixal. Filipe Diogo foi o principal alvo do plantel do Amora, recebendo propostas de vários clubes entre os quais esta milionária oferta do Sevilla... ... também Dino Leão foi cobiçado por uma vasta panóplia de emblemas, tendo a melhor proposta sido colocada em cima da mesa pelo grande tubarão branco, o Real Madrid... ... vários clubes da Premier League sondaram o maestro Vítor Ferraz, embora apenas o Chelsea tenha apresentado uma proposta formal... ... e até o guarda-redes suplente Iuri Lourenço foi cobiçado, o qual, diga-se, não reagiu muito bem à rejeição da proposta leonina Uma promessa é uma promessa e, apesar dos valores milionários apresentados por estes jogadores [e por outros que não foram colocados neste Capítulo, estes foram apenas os mais assediados], ninguém demonstrou o menor sinal de insatisfação por verem as propostas rejeitadas - à excepção de Iuri Lourenço. Deve ser do nome [shots fired cof cof]. O que muito satisfez Frodo Zarco. Era sinal que estavam motivados em fazer o impossível. Assim, com todo o plantel que fez a temporada anterior à sua disposição - à excepção de Roberto Longo, que como vimos saiu para a Juventus -, o Amora preparou a nova época com uma série de jogos amigáveis destinados a melhorar a condição física e testar novas ideias para uma temporada longa e difícil. A pré-época do Amora foi quase imaculada Os resultados foram promissores. Todos os jogadores tiveram oportunidade de acumular preciosos minutos de jogo. Mais importante: ninguém teve lesões ou problemas físicos. A equipa estava no ponto para atacar a nova temporada e fazer o impossível. Fazer o impossível. Esse era o lema da equipa para a temporada 2027/28. Fazer o impossível na Primeira Liga melhorando ainda mais o terceiro lugar alcançado. Fazer o impossível na Liga dos Campeões começando por conquistar o apuramento para a Fase de Grupos. E fazer o impossível logo no primeiro teste do Amora Futebol Clube. Afinal de contas, tratava-se de uma de duas competição nacionais que faltavam na sala de troféus da Medideira. #omaiordamargemsul #coracaodeamora #fazeroimpossivel [Em spoiler, estatísticas do plantel relativas à época que terminou, algumas curiosidades sobre jogadores atuais e antigos, uma novidade quanto às instalações do clube e os prints dos novos regens da formação]
  10. Quem ainda não viu, que faça um favor a si próprio e vá ao YouTube ver os episódios do Extremamente Desagradável de ontem e hoje (segunda e terça). Depois dêem joinha pela sugestão.
  11. Foi a antítese da final do ano anterior. Desta vez resolveu-se cedo, nem foi preciso prolongamento e dois Capítulos para a cobrir Já lá iremos. Até já sei quem é o adversário da primeira de duas eliminatórias que temos de passar para chegar à fase de grupos, mas essa novidade fica para o próximo capítulo. (criar suspense eheh) Merecida e justa! Devo publicar o próximo Capítulo este noite ou amanhã de manhã, vai servir para fechar a época e lançar a nova temporada.
  12. Mas qual Eusébio, vocês estão tolos? A cena se fosse verdade seria porque o Ronaldo é também candidato a ser o melhor marcador deste Mundial e um golo pode fazer toda a diferença...
  13. Habituei-me demasiado ao trinco como organizador deambulante. Ele tanto vem buscar a bola aos centrais como vai oferecer linhas de passe ao avançado, é a loucura. Pah, olha de certa forma foi bom. Tenho de me reinventar nesta nova versão. E ainda vou levar estas experiências para o save do EMEM no FM 22 Mobile a ver se torno a equipa mais assertiva no ataque
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