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Zeinal Bava pede a demissão da Oi

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A OI comunicou há minutos ao mercado que Zeinal Bava renunciou ao cargo de presidente - executivo da companhia. A empresa brasileira, que está a atravessar um processo de fusão com a PT, adiantou que a administração designou Bayard De Paoli Gontijo para acumular as suas funções de administrador financeiro com presidência executiva até à escolha de um sucessor de Bava.

 

A saída de Zeinal Bava da presidência-executiva da Oi tem lugar após meses de tensão espoletada pelo polémico investimento de 900 milhões de euros que a PT realizou em dívida da Rioforte. Este investimento enfraqueceu a posição dos accionistas portugueses na fusão em curso com a Oi e chegou mesmo a fazer perigar a operação. A fusão salvou-se, mas os accionistas portugueses perderam peso e os grupos brasileiros ficaram com o controlo da companhia. Pelo meio, Bava perdeu a confiança dos brasileiros e o conflito, já público, antecipava o que foi anunciado há pouco. A saída de Bava era uma questão de tempo. Em causa estava o desconforto causado pelo ‘default' de 900 milhões de euros em papel comercial da Rioforte, que obrigou à renegociação dos termos da fusão e que deixou Bava debaixo de fogo. As responsabilidades sobre o investimento deverão ser apuradas na auditoria realizada pela PriceWaterhouseCoopers, concluída até ao final do mês. Os brasileiros terão visto ainda como um sinal de falta de confiança do Governo português a passagem do contrato de comunicações da Caixa Geral de Depósito para a NOS.

Entretanto, o futuro da PT Portugal também está dependente da vontade dos accionistas da Oi, que terão de decidir entre avançar para a compra da TIM, solução que está a ser defendida por alguns investidores, ou uma fusão com a segunda operadora móvel do mercado brasileiro, que era defendida por Zeinal Bava.

O presidente-executivo da Oi estava empenhado em negociar uma fusão com a TIM, a segunda maior operadora móvel no Brasil, evitando assim, para já, a venda da PT Portugal. Mas os accionistas têm outros planos: ao que apurou o Diário Económico os brasileiros querem mesmo avançar com a compra da participação de 66,7% da Telecom Italia na TIM. E para isso precisam de liquidez, conseguida com a venda de activos não estratégicos, como a actividade em Portugal, os activos em África, incluindo a angolana Unitel, e as torres de telecomunicações no Brasil.

O futuro da PT Portugal dependerá da solução escolhida pela Oi como resposta à consolidação no mercado brasileiro. E mesmo que a Oi garanta que não foi fechado nenhum acordo, o mercado dá como certas as negociações com os franceses da?Altice. O Económico noticiou na edição de ontem que a dona da Cabovisão e da Oni contratou o Goldman Sachs e o Morgan Stanley para assessorar as negociações. Do lado da Oi, segundo o "Estadão", está o BTG Pactual, accionista da brasileira e o banco escolhido para preparar uma proposta para a compra da participação da Telecom Italia na TIM. A italiana, contudo, terá os seus próprios objectivos no negócio e, segundo a Bloomberg, contratou o Bradesco para negociar a compra da Oi.

Os franceses da Altice não serão os únicos interessados. O Económico à Uma noticiou ontem que a Telefónica está a acompanhar com atenção a operação e que a própria Vodafone pode ser um candidato à compra da PT Portugal.

O BTG estará a negociar a venda da PT Portugal por 6,5 mil milhões de reais (cerca de 2,1 mil milhões de euros), diz o "Estadão". As avaliações das casas de investimento variam: o BBVA refere que a PT Portugal vale 7,8 mil milhões de euros, 7,5 vezes o EBITDA de ‘enterprise value', o que inclui a dívida. O BESI aponta para um ‘enterprise value' de 6,7 mil milhões de euros. Ao que apurou o Diário Económico o negócio, a realizar-se, gerará um encaixe de pelo menos 1,5 mil milhões de euros para a Oi.

A dívida da Oi, que se aproxima dos 15 mil milhões de euros, é um dos principais entraves à obtenção de financiamento. A brasileira ficou de fora do leilão de quarta geração móvel no Brasil, dependendo da consolidação para se manter competitiva, especialmente depois da Telefónica, dona da Vivo, ter acordado a compra da operadora de cabo GVT.

 

http://economico.sapo.pt/noticias/zeinal-bava-pede-a-demissao-da-oi_203217.html

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Daqui a 3 anos vai para outra empresa e depois sai e ganha mais uns dinheiros.

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