John Bonifácio Publicado 21 Novembro 2014 Este é um termo que se tem vindo a ouvir com alguma frequência nas conversas sobre gestão de plantel e balneário em equipas de top. O conceito de que joga quem merecer mais nos treinos e onde ninguém tem o lugar garantido no onze inicial. Recordando exemplos próximos de nós, um recente e outro mais distante, as equipas de Lopetegui e Mourinho no FCP, onde o espanhol é apologista absoluto desta filosofia e o português um mestre na gestão de plantéis. Ambos donos de grupos de trabalho nivelados por cima e equilibrados e com grandes ambições. Métodos diferentes para manter os jogadores motivados e o plantel unido em torno de um objetivo. Perguntas: - É possível manter um plantel de vinte e poucos jogadores motivado quando nenhum tem a certeza que jogará amanhã? Ou o receio de perder o lugar chega para alimentar a ambição e o afinco nos treinos? - Consegue uma equipa rotinar-se quando o onze inicial muda constantemente? Ou a qualidade individual é suficiente para suprir a falta de referências? - Pode qualquer treinador aplicar a filosofia do mérito em qualquer clube? Ou existe um nível mínimo de qualidade média exigido para isso? A palavra é vossa. Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 21 Novembro 2014 O Che Guevara defendia que os prémios morais são superiores aos materiais. Se fores o melhor dos treinos, jogas. É um prémio moral. Os jogadores jogam com maior afinco. Compartilhar este post Link para o post
Jardel_ Publicado 21 Novembro 2014 Este é um termo que se tem vindo a ouvir com alguma frequência nas conversas sobre gestão de plantel e balneário em equipas de top. O conceito de que joga quem merecer mais nos treinos e onde ninguém tem o lugar garantido no onze inicial. Recordando exemplos próximos de nós, um recente e outro mais distante, as equipas de Lopetegui e Mourinho no FCP, onde o espanhol é apologista absoluto desta filosofia e o português um mestre na gestão de plantéis. Ambos donos de grupos de trabalho nivelados por cima e equilibrados e com grandes ambições. Métodos diferentes para manter os jogadores motivados e o plantel unido em torno de um objetivo. Perguntas: - É possível manter um plantel de vinte e poucos jogadores motivado quando nenhum tem a certeza que jogará amanhã? Ou o receio de perder o lugar chega para alimentar a ambição e o afinco nos treinos? - Consegue uma equipa rotinar-se quando o onze inicial muda constantemente? Ou a qualidade individual é suficiente para suprir a falta de referências? - Pode qualquer treinador aplicar a filosofia do mérito em qualquer clube? Ou existe um nível mínimo de qualidade média exigido para isso? A palavra é vossa. 1) É. Mantê-los motivados no sentido de trabalhar dia-a-dia para quando vier um jogo mais fácil, para quando um jogador da sua posição se lesionar ou para quando um jogador da sua posição tiver um mau rendimento a oportunidade ser bem aproveitada. E nenhum jogador deve viver com o receio de perder o lugar, deve sim, independentemente de ser titular ou não dar o seu melhor nos treinos para dar o seu contributo à equipa nos jogos. E isto é bom para gerir os egos e super egos. Se um jogador tem estado mal, tem um colega a espreitar uma oportunidade. 2) Não. Uma equipa não deve depender da qualidade individual. A qualidade do coletivo é que deve fazer com que cada um renda ao máximo. Sou defensor da rotatividade mas de uma forma pensada, isto é, não a fazer só por fazer e fazê-la com conta, peso e medida. Trocar um/dois jogadores por jogo em jogos que se precisa de descansar x ou y ou em jogos teoricamente mais fáceis para dar a oportunidade para alguns se mostrarem melhor. 3) Na minha opinião, qualquer treinador deve escolher os jogadores pelo que eles fazem nos treinos e nos jogos e não pelo nome que têm ou porque os adeptos querem este em vez daquele. Não vou com casmurrices e teimosices. Se um jogador está em boa forma há que aproveitá-la. Compartilhar este post Link para o post
Pat Riley Publicado 21 Novembro 2014 (editado) Antes de responder a essa pergunta importa definir o que é ser o melhor dos treinos. Para mim ser o melhor nos treinos não tem necessariamente ser o gajo que é mais esforçado, corre mais que os outros e disputa todos os lances no limite. Adaptando o exemplo ao Sporting, porque nós por brincadeira no núcleo dizemos que o Capel só é opção por ser o exemplo do jogador esforçado nos treinos, ele mesmo jogando no limite das suas capacidades o Carrillo na minha óptica vai ser sempre superior mesmo que só tenha meia dúzia de acções de qualidade no treino. Posto isto a resposta é bom senso. Tem de haver uma correlação entre o merecer nos treinos e a diferença qualitativa entre os dois jogadores. Outra coisa importante é observar quem reúne o melhor conjunto de caracteristicas para o jogo em questão. As rotinas não se adquirem só através do jogo. Mas sim através da prática repetitiva de um determinado conjunto de exercícios, e como tal apesar de o jogo ser uma componente muito importante penso que as rotinas podem ser igualmente adquiridas no treino ainda que com maior dificuldade. Tem tudo a ver com o nº de jogos numa época, se a equipa jogar 2 vezes por semana não haverá crise em alterar muitos jogadores num jogo, se for uma época à Sporting do ano passado, se calhar interessa ter um plantel mais curto e haver uma menor rotação do plantel. Por último é preciso novamente bom senso. Se a diferença de qualidade entre os titulares e os suplentes for muito grande, parece-me óbvio que não se deve aplicar uma filosofia de mérito no clube. E já agora só uma nota: não é assim tão raro um jogador jogar muito nos treinos e depois nos jogos ter dificuldade em mostrar a sua qualidade. Pelo menos no futebol não profissional, que é onde tenho conhecimento para fazer esta afirmação. Bom tópico. Editado 21 Novembro 2014 por Pat Riley Compartilhar este post Link para o post
infinito Publicado 26 Novembro 2014 Depende de muito coisa. Depende do contexto do clube, do contexto dos jogadores no futebol mundial, do contexto dos jogadores no seu micro-ambiente, da qualidade geral do plantel, das personalidades com que vais lidar, etc... E há gajos que até são capazes de faltar a dois treinos por semana, mas no jogo rebentam tudo: Vide Romário... Compartilhar este post Link para o post