Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
depina

Ministra da Justiça defende legalização da venda de drogas leves

Publicações recomendadas

Eu acho que faz mais efeito a falta de café numa pessoa que consuma regularmente do que o tomar café para uma pessoa que o tome de longe a longe e que até pode nem notar nada.

Compartilhar este post


Link para o post

Mas isso é diferente de um consumo exagerado de cocaína ou heroína, por exemplo. A canábis não tem a capacidade de provocar uma overdose (ou pelo menos algo fisicamente possível), a cocaína e a heroína sim. E a canábis é muito menos aditiva que a cocaína e a heroína, também. É aí que traço a minha linha, no que diz respeito è legalidade e tolerância. Contudo, também não tenho problemas em admitir que a minha opinião pode estar sobremaneira toldada pelo facto de serem drogas duras e alteradas quimicamente. Faria-me alguma confusão se o Estado promovesse a legalização de algo tão invasivo para a sociedade, ainda que fosse claramente positivo no combate ao tráfico de droga.

 

Concordo inteiramente contigo, nem quis dar a entender o contrário. A legalidade da substância não dispensa a educação e consciencialização da sociedade, para além da devida moralidade fiscal no seu tratamento.

 

Mas é possível teres um consumo que não seja exagerado de cocaína, heroína ou o que quer que seja. Eu acho que não podemos limitar a liberdade dessas pessoas com base nos que não o conseguem fazer. Eu se quiser ir escalar um monte qualquer sem equipamento ou fazer qualquer actividade "radical" ninguém me pode impedir disso apesar de provavelmente me ir magoar seriamente. Em 2009 o David Nutt fez umestudo que comparava os riscos do uso de ecstasy com o andar a cavalo. Surprise, surprise...

 

"As ACMD chairman Nutt repeatedly clashed with government ministers over issues of drug harm and classification. In January 2009 he published in the Journal of Psychopharmacology an editorial ('Equasy – An overlooked addiction with implications for the current debate on drug harms') in which the risks associated with horse riding (1 serious adverse event every ~350 exposures) were compared to those of taking ecstasy (1 serious adverse event every ~10,000 exposures)"

 

Não tens de traçar a linha em lado nenhum, porque não faz sentido traçar linhas. Primeiro de tudo porque já está mais do que visto que proibir não funciona. Segundo porque mesmo que funcionasse esse traço tem de ser traçado ao longo de vários planos: potencial aditivo, danos para a saúde a longo prazo, potencial de overdoses, potencial para provocar danos sobre o efeito da substância, potencial para afectar a saúde dos outros...

Vais acabar sempre por fazer contorcionismos ridículos. Eu posso dizer que acho bem a erva ser ilegal porque o método de consumo mais utilizado pode afectar terceiros. Porque é que eu não devo traçar a linha aí? Se fores a ver o potencial de adição nunca pode ser calculado de forma muito cientifica e não faz sentido baseares-te nele. Se ao longo da história a cannabis apenas fosse consumida por via oral e em quantidades que provocassem uma "boa moca" e o alcóol apenas fosse consumido em bebidas com 1 ou 2% de teor alcoólico, o que é que seria mais aditivo e perigoso?

Se vais basear a proibição de substâncias no potencial que estas têm para prejudicar quem as usa, porque é que não proíbes também actividades que podem ser muito mais perigosas para quem as pratica? Porque não proibir que se ande a cavalo?

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora
Entre para seguir isso  

  • Todo o Mundial 2026 no CMPT
  • Popular Agora

  • Outros membros neste tópico

    Nenhum utilizador registado está a visualizar esta página.

×
×
  • Criar Novo...