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johan

[Video] The Secret of Iceland's Success...

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Editado por Diogo_CFB
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Bom vídeo.

 

Dá para tirar alguns pontos engraçados para refletir, como por exemplo:

 


  1. Infraestruturas
    Na China treinam-se em terrenos agriculas, ou num matagal. O clima em muitas cidades é tropicalizado e chove grande parte do ano, mas insiste-se na relva natural (ainda por cima sem tratamento). Os campos rebentam num mês, obviamente, o que redunda numa prática realizada em espaços que são metade terra/lama, metade erva daninha com meio metro de altura (não estou a exagerar). Claro que há espaços pontuais com grandes infra-estruturas, mas no geral é um degredo e ninguém parece querer perceber que este é um problema grave, já sem contar com os tamanhos dos espaços que são deslocados dos objectivos (treinar fut8 e de 11 em campos de 5 é um fartote).
     
  2. Mentalidade
    A importância de dois factores fundamentais. O espirito de luta e sacrificio, interpretado na resiliência e resistência à adversidade, e a confiança, esplanada na crença de que a nossa qualidade é capacitada para o atingir dos objectivos propostos.
     
    O jogador chinês é fundamentalmente medroso, pouco intenso, pouco composto. Creio que a raíz do problema é cultural, ou social se quisermos, visto que desde de muito cedo são envolvidos em contextos que pretendem formatar e abafar a identidade. O chinês é ensinado a obedecer e a fugir dos problemas. É ensinado a fechar os olhos. É ensinado a conformar-se com o seu metro quadrado na sociedade. O chinês é ensinado a não se queixar. E um jogador de futebol deve ser o oposto. Deve ser proprietário de grande carácter e atitude. Deve fugir do padrão e deve encarar os problemas, procurando soluções e acreditando na qualidade do seu esforço como meio para o sucesso. Deve desfrutar do processo, mas sem nunca perder a chama da ambição e deve lutar, resistir e suplantar as dificuldades e sobretudo superar-se.
     
    Acrescente-se aqui também a pobreza do treino "à chinesa" e sobretudo a influência do treinador chinês comum no mesmo. À semelhança do que se passa no ambiente de escola, o treinador é autoritário e implacável. Não permite aos jovens a diversão querendo-a substituir pela regra e disciplina exacerbadas. O treinador chinês critica, ralha e resmunga, mas não elogia, não promove o festejo do sucesso e não ensina o jogador a confiar nas suas boas decisões e acções. O treinador chinês, antes, castra e condena o jogador a um sentimento de impotência perante a exigência. Desinteressa o jogador do jogo, porque o jogador já não ama o jogo, mas vê-o antes como uma obrigação.
     
  3. Oposição
    O desenvolvimento acontece na adversidade. No problema. Para além do problema, este globalizado e até verificado na alta competição, que é o de muitissimos treinadores quererem oferecer soluções às suas equipas na vez de lhes colocarem problemas, existe a questão mais gravosa da falta de oposição que consista em desafio. Na Islândia os jogadores aproveitam-se da próximidade com países com melhores realidades futebolisticas e escapam em idade sénior para outras nações escandinavas. Na China, onde na idade jovem quase não existe competição, com excepção de alguns amigáveis de qualidade dúbia e torneios sazonais de curta duração, não existe a preocupação de lançar o jogador no estrangeiro.
     
    Dos últimos 51 jogadores chamados à selecção da Islândia, 42 jogam fora. Dos últimos mais de 70 chamados pela China, apenas 3 jogam fora. Preocupante, visto que o nível da liga chinesa é gritantemente fraco. Mesmo com a vinda de grandes jogadores para a Liga, continua a existir muita falta de qualidade individual, já para não falar que muitos dos que vêm, vêm pouco interessados em dar tudo, até porque para fazerem a diferença, muitas vezes acabam por nem precisar. O contexto global precisa de ser melhor, não apenas parte desse contexto. Junta-se a isto o método furado de tentar exportar o jogador através do poder financeiro e não pela sua qualidade. Chega-se, compra-se ou investe-se num clube e coloca-se lá dois ou três gajos que são filhos de alguém com dinheiro. Assim não se vai a lado nenhum...

 

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Para se pensar, porque nós em Portugal felizmente somos um país com grande clima, cultura desportiva e bons costumes, mas outras realidades não têm a mesma sorte e não percebem como a mudar.

Editado por infinito

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