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Prémio Nobel 2023

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Nobel de Medicina atribuído à hungara Katalin Karikó e ao norte-americano Drew Weissman, por descobertas sobre a vacina da covid

Prémio Nobel da Medicina foi atribuído conjuntamente à húngara Katalin Karikó e ao norte-americano Drew Weissman, por descobertas que permitiram o desenvolvimento de vacinas de mRNA contra a covid

Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina foi atribuído à húngara Katalin Karikó e ao norte-americano Drew Weissman, “pelas suas descobertas relativas às modificações das bases nucleósidas que permitiram o desenvolvimento de vacinas eficazes de mRNA contra a covid 19”.

“As descobertas dos dois laureados com o Prémio Nobel foram fundamentais para o desenvolvimento de vacinas eficazes de mRNA contra a COVID-19 durante a pandemia que começou no início de 2020”, refere o comunicado oficial. “Através das suas descobertas inovadoras, que alteraram fundamentalmente a nossa compreensão de como o mRNA interage com o nosso sistema imunitário, os laureados contribuíram para a taxa sem precedentes de desenvolvimento de vacinas durante uma das maiores ameaças à saúde humana nos tempos modernos”, sublinha.

Desde 1901, o prémio Nobel da Medicina já foi entregue a 227 pessoas, entre as quais o português António Egas Moniz. O prémio é entregue à "pessoa que tenha feito a descoberta mais importante no domínio da Fisiologia ou da Medicina".

Os restantes prémios serão anunciados ao longo desta semana, nomeadamente os vencedores dos galardões de Física (3 de outubro), Química (4 de outubro), Literatura (5 de outubro) e Paz (6 de outubro).

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Nobel da Física para três estudiosos dos attosegundos

Tal como no ano passado, o prémio foi distribuído por três cientistas: Pierre Agostini, Ferenc Krausz e Anne L"Huillier. A Academia Sueca considera que os seus trabalhos deram à humanidade novas ferramentas para explorar o mundo dos electrões no interior dos átomos e das moléculas.

Pierre Agostini (francês, investigador da Universidade Ohio, nos EUA), Ferenc Krausz (húngaro, a trabalhar no Instituto Max Planck de Ótica Quântica e na Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha) e Anne L"Huillier (francesa, cientista da da Universidade de Lund, na Suécia) são os vencedores do Prémio Nobel da Física 2023, anunciou ontem a Real Academia Sueca de Ciências. O júri explicou que foram premiados por terem criado "impulsos de luz extremamente curtos que podem ser utilizados para medir os processos rápidos durante os quais os eletrões se movem ou mudam de energia". Os progressos realizados pelos três "permitiram explorar processos tão rápidos que anteriormente eram impossíveis de seguir", lê-se ainda na declaração de voto.

Os físicos conseguiram criar impulsos de luz na ordem dos attosegundos. "Um attosegundo é tão curto que há tantos num segundo como há segundos desde o nascimento do universo", refere a Real Academia Sueca. Na opinião do júri, as experiências destes três cientistas "deram à humanidade novas ferramentas para explorar o mundo dos electrões no interior dos átomos e das moléculas".

Anne L"Huillier, que ensina na Universidade de Lund, na Suécia, é a quinta mulher a ganhar o Prémio Nobel da Física desde 1901, facto que foi salientado pela própria na sua reação à imprensa. Citada pela agência France-Presse, a cientista disse que tinha recebido o telefonema do júri enquanto estava a dar uma palestra: "Estou muito emocionada, não há muitas mulheres que tenham ganho o prémio, por isso é muito, muito especial", referiu. Anne L"Huillier junta-se, assim, a um grupo restrito constituído por Marie Curie (1903), Maria Goeppert Mayer (1963), Donna Strickland (2018) e Andrea Ghez (2020), as anteriores vencedoras do Nobel de Física.

L"Huillier, nascida há 65 anos em Paris, descobriu em 1987 que apareciam diferentes matizes luminosos quando transmitia luz laser infra-vermelha através de um gás nobre, fenómeno relacionado com a interação do laser com os átomos do gás. Desenvolveu este processo, abrindo a porta a avanços e aplicações posteriores na indústria dos semicondutores e nas técnicas de imagem.

Pierre Agostini conseguiu produzir em 2001 uma série de impulsos de luz consecutivos que apenas duravam 250 attosegundos. Em paralelo, Ferenc Krausz, nascido há 61 anos na localidade húngara de Mór e atual diretor do Instituto Max Planck de Óptica Quântica (em Garching, Alemanha), conseguiu um impulso de luz de 650 attosegundos.

"Milionésima da milionésima da milionésima parte"

Em declarações ao jornal espanhol El Pais, o físico e químico Fernando Martín, catedrático da Universidade Autónoma de Madrid, antigo colaborador de Anne L"Huillier explicou que "um attosegundo é a milionésima da milionésima da milionésima parte de um segundo. São 0,000000000000000001 segundos". "Se a Terra demora um ano a dar a volta ao Sol, um electrão demora 150 attosegundos a dar a volta ao núcleo de um átomo de hidrogénio. Se quisermos fazer uma fotografia sobre o movimento do electrão, necessitamos de um tempo de exposição de attosegundos ou ficará tremida. Com estes lasers podem fazer-se essas fotos e ver o movimento dos electrões em tempo real", acrescentou Martín, também diretor científico do Instituto IMDEA de Nanociência.

Já Marta Fajardo, professora do Instituto Superior Técnico (IST), explicou à agência Lusa que a fração de tempo attosegundo é de tal modo breve que permite estudar as transições eletrónicas, como se fosse uma câmara lenta. "Este trabalho permite identificar fenómenos de luz a uma escala muito pequena de tempo e já tem aplicação prática na investigação atual", disse, adiantando que no futuro o estudo destes flashes de luz permitirá aplicações em várias tecnologias, como será o caso de computação, porque "abre as portas a todos os processos mais rápidos do que aquilo que conseguíamos ver antes".

No ano passado, também foram três cientistas ganhar o Nobel da Física: o francês Alain Aspect, o norte-americano John Clauser e o austríaco Anton Zeilinger, pioneiros dos mecanismos revolucionários da Física Quântica, por terem provado que partículas minúsculas podiam manter uma ligação entre si mesmo quando separadas. O seu trabalho chegou a ser questionado, mas está agora a ser explorado para potenciais aplicações no quotidiano, como a encriptação de informação.

Os Nobel têm um valor monetário de 11 milhões de coroas suecas (cerca de 950 mil euros). O dinheiro provém de um legado deixado pelo criador do prémio, o inventor sueco Alfred Nobel, que morreu em 1896. Os prémios serão entregues pelo rei Carlos Gustavo da Suécia, numa cerimónia que terá lugar em Estocolmo, a 10 de dezembro, data da morte de Alfred Nobel.


 

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Nobel da Química premeia dois americanos e um russo "pela descoberta e síntese de pontos quânticos"

Moungi Bawendi, Louis Brus e Alexei Ekimov arrecadaram galardão. pontos quânticos são hoje amplamente utilizados em ecrãs de televisão LED, painéis solares e na medicina.

O Nobel da Química deste ano tem como vencedores os norte-americanos Moungi Bawendi, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Louis Brus, da Universidade de Columbia, e o russo Alexei Ekimov, que trabalha na Nanocrystals Technology, "pela descoberta e síntese de pontos quânticos".

Os pontos quânticos são pequenas partículas, com apenas alguns átomos de diâmetro, cujos eletrões têm movimento limitado, o que afeta como eles absorvem e libertam luz visível. Estas partículas são usadas em eletrónica, nomeadamente em ecrãs LED.

Bawendi, Brus e Ekimov juntam-se assim a Pierre Agostini (francês, investigador da Universidade Ohio, nos EUA), Ferenc Krausz (húngaro, a trabalhar no Instituto Max Planck de Ótica Quântica e na Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha) e Anne L"Huillier (francesa, cientista da da Universidade de Lund, na Suécia), que venceram o Nobel da Física, e a cientistas Katalin Karikó e Drew Weissman, que arrecadaram o Nobel da Medicina.

O anúncio foi feito esta quarta-feira em Estocolmo pelo secretário-geral da Real Academia Sueca das Ciências, mas, ao contrário do que é habitual, os nomes dos três premiados foram divulgados prematuramente pela academia.

Segundo a televisão pública sueca SVT, a academia divulgou esta quarta-feira de manhã por engano um comunicado com os nomes dos cientistas distinguidos.

Após o da Medicina na segunda-feira e o da Física na terça, este é o terceiro Nobel a ser anunciado, seguindo-se nos próximos dias os galardões relativos à Literatura, Paz e Economia.

No ano passado o Prémio Nobel da Química foi atribuído a três cientistas cujo trabalho permite orientar melhor os produtos farmacêuticos contra o cancro, os norte-americanos K. Barry Sharpless e Carolyn R. Bertozzi e o dinamarquês Morten Meldal.

Os Nobel têm um valor monetário de 11 milhões de coroas suecas (cerca de 950 mil euros). O dinheiro provém de um legado deixado pelo criador do prémio, o inventor sueco Alfred Nobel, que morreu em 1896. Os prémios serão entregues pelo rei Carlos Gustavo da Suécia, numa cerimónia que terá lugar em Estocolmo, a 10 de dezembro, data da morte de Alfred Nobel

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Citação de Lebohang, há 30 minutos:

É hoje anunciado o Nobel da Literatura. 

O Lobo Antunes já fumou três maços e só acordou às 08:30.

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Ganhou o Jon Fosse, escritor norueguês e que curiosamente era apontado como grande favorito pelas casas de apostas. 

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