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Tio Hans

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Tudo que Tio Hans publicou

  1. Mandar, manda pouco. Capacidade para os influenciar, tem imensa.
  2. Duvido imenso. O ponta de lança que se procura, que eu não sei quem é, é um ponta de lança não para ser uma alternativa válida ao samu, mas para disputar, a sério, a titularidade com ele. Estava na lista como opção.
  3. Medicamentos, só uma empresa portuguesa é que conseguiu lançar novos produtos no mercado, mas ser uma ou duas não faz grande diferença. E eu sei que o mercado de genéricos é enorme. É-o, mas o ouro está nos novos medicamentos, é aí que estão as grandes margens, a grande geração de riqueza.
  4. Não te aflijas. Os recursos são limitados. Havendo o AS disponível e a baixo custo, que garante golos, e está disposto a ser terceira opção, para que é que vamos estourar dinheiro num terceiro avançado, em vez de o gastarmos em jogadores que venham para ser titulares? E nisso, toda a gente no Porto está de acordo.
  5. Medicamentos desenvolvidos, com novas moléculas. Só há uma. As outras são empresas de genéricos.
  6. Por isso é que eu disse para juntares as reformas. Mas continuas sem me responder. Se basta aumentar os rendimentos das pessoas, porque é que nenhum governante ou político da oposição propõe um aumento muito expressivo desses rendimentos? Isto vale para SMN, salários da FP, reformas, subsídios, etc. São todos burros, das esquerda à direita? Não há um com um neurónio a funcionar? Seja hoje, ou nas últimas décadas, em Portugal ou no mundo?
  7. Excluindo o bater punho, que é uma expressão que eu odeio, enquanto não houver empresas, que podem ser públicas, nada contra, em quantidade suficiente, que consigam ser inovadoras, não vamos a lado nenhum. Repara numa coisa, nós temos uma empresa de automóveis portugesa e é um devaneio de um ricaço. Nós temos uma única farmacêutica capaz de desenvolver novos medicamentos e de os exportar. Nós temos quantas marcas de roupa e de sapatos que tenham alcance mundial? E por aí fora. Os nossos smartphones, tvs, computadores, electrodomésticos, relógios/smart watches, sapatos, etc. é tudo importado, ou pelo menos a tecnologia não é nossa.
  8. Pelo contrário. É fazer isso e o mesmo às reformas e as eleições estão ganhas por décadas.
  9. Eu perguntei pelo salário mínimo porque esse é controlado por quem governa. O médio não, pelo menos directamente. Mas eu reformulo, porque é que nenhum político propõe que se tripliquem todos os salários da função pública, empresas públicas, entidades públicas, etc?
  10. O Farioli não é o maior fã do rapaz. Mas não é burro.
  11. Se assim é, porque é que nenhum político ou até governante propõe um salário mínimo de 3, 4 ou 5 mil euros?
  12. Nós temos uma economia extremamente aberta ao exterior. Um aumento de salários traduz-se sempre, numa fuga de dinheiro para o exterior, pelo que o efeito multiplicador que tu referes não funciona. O Keynes (salvo erro), há muitos, muitos anos, defendia que era preferível ter um trabalhador a abrir um buraco na estrada e a fechá-lo sucessivamente, do que estar quieto em casa porque enquanto abria o buraco usava uma pá e incentivava a produção de pás, mais a areia, e por aí fora. Mas isso era num contexto de economias fechadas, onde a pá, a areia e tudo o mais vinha do próprio país, hoje em dia, a pá viria, certamente da China.
  13. Eu referi que o que ele disse pode soar extremamente insensível, mas ele tem razão. No limite, por absurdo, porque é que nenhum político sugere uma subida do salário mínimo para 3, 4 ou 5 mil euros? Porque a economia não aguenta. Quanto ao turismo e ao imobiliário, concordo, são actividades de baixa produtividade e uma economia não deve estar sustentada nisso. Mas nota, foram os crescimentos destas actividades (embora a segunda ainda esteja longe de cobrir as necessidades do país) que permitiram que o salário mínimo venha a registar aumentos simpáticos nos últimos anos. Sem elas, estaríamos ainda pior. A meu ver, e isto tem imensas causas, o grande problema da economia portuguesa é não produzir quase nada, que tenha uma mercado relevante, que seja realmente diferenciador. Nós produzimos essencialmente, o que os outros produzem ou para os outros. Um belíssimo exemplo, que até é um caso de sucesso, por cada Volkswagen que é produzido em Palmela e vendido a um cidadão de, sei lá, Braga num stand da mesma cidade, onde é que tu achas que fica a maior parte da riqueza criada, em Palmela, em Wolfsburgo ou em Braga?
  14. Isto que escreveste pode soar extremamente insensível, porque o salário mínimo não dá para quase nada, mas é verdade, tens razão.
  15. Só faltou a famosa pergunts "trocavas a tua carreira pela vida do teu pai?"
  16. Faz sentido. Foi um enorme treinador, mas está completamente ultrapassado. Ainda assim, com americanos lowcost é difícil fazer mais.
  17. Este é uma homenagem ao Martim.
  18. https://x.com/i/status/2062068411841077738
  19. E também anunciou o André Silva umas horas antes de sair nos jornais. É virtualmente impossível blindar totalmente a informação. Temos feito um trabalho assinalável nesse campo, reduzimos e muito as novelas, estamos fortíssimos a controlar a informação que sai (ver contratação do Thiago Silva) mas não é, nem será possível evitar que saiam algumas informações cá para fora que deveriam ser segredo.
  20. Fullkrug e Weghorst não ouvi nada. Lewandowski não ouvi nada. Mas se queres saber a minha opinião, fomos lá perguntar e quando ouvimos o ordenado pretendido agradecemos e viemos embora. Do Chermiti, já se falou aqui. Fiz umas perguntas e parece que pelo menos interesse havia. Mais não sei.
  21. Os nossos estrangeiros são os não-europeus. Não se pode impedir um sueco de comprar cá casa, lamento. Mas isso tem que ver com ganhar dinheiro. O problema é nós não sermos capazes de satisfazer sequer o mercado que dá mais dinheiro.
  22. Em 10 anos consegues resolver o problema. Mas, embora tenhas razão na parte do problema não se resolver num mês ou num ano, o problema arrasta-se há tempo de mais e os sucessivos governos quando agem, só fazem pior. Já podia estar mais do que resolvido se os primeiros-ministros António Costa e Luís Montengero e os ministros da tutela Miguel Pinto Luz, Pedro Nuno Santos, Marina Gonçalves, etc. não fossem uns bananas. Medidas temporárias, teriam quer ser mesmo muito curtas. A história mostra que controlo de rendas e coisas conexas, que presumo que seja a isso que te referes, no longo prazo dá asneira, e da grossa. E o problema não é implementar as medidas, é ter coragem para as reverter, ou seja, medidas desse género correspondem a abrir uma caixa de pandora. Mais a mais, a história mostra que, num caso de controlo de rendas, quem tende a lixar-se são as pessoas de menores rendimentos, ao contrário do que possa parecer. Adicionalmente, o que é que achas que acontece à procura e à oferta de habitação se houver um controlo de rendas?
  23. O que impede o mercado de funcionar livremente? Do lado da oferta, temos as enormes restrições à construção, vulgo burocracias, tempos de espera infinitos de resposta de câmaras municipais, etc. Do lado da procura, temos os absurdos incentivos dados à compra de casa, isenções de IMT e afins. De resto, devo dizer-te que assumes mal. O mercado tende a funcionar assim: se a procura é maior do que a oferta, os preços sobem, se a oferta émaior que a procura, os preços descem.
  24. Estamos de acordo, mas isso é o mercado a não funcionar livremente.
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