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Lebohang

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Tudo que Lebohang publicou

  1. Já agora sobre aquela estatística do Tadeia de os vencedores do Mundial terem sido as equipas que jogaram a primeira meia-final é, sem surpresas, fake. Alemanha Ocidental (1986), Argentina (1990), Brasil (1998), Alemanha (2002) e Países Baixos (2010) jogaram primeiro e perderam
  2. Depois da Grande Fome da Irlanda eis que surge a Grande Fome do Benfica com a perda total da cultura de cenouras num espaço de 8 horas.
  3. Isto serve de resposta quer para ti quer para o @smashing_pumpkin Falando do pós-Mundial 2006 em 2008 no EURO Portugal ainda tinha uma equipa bastante competente, é eliminado pela Alemanha com dois frangos do Ricardo. 2010 entra-se sim numa espiral de más equipas, péssimos seleccionadores e fracos jogadores que se prolonga até 2014. Mesmo assim quase se atingiu uma final do EURO. 2016 a equipa melhora e Portugal ganha o EURO e a partir daí sim, Portugal tem equipa para chegar a uns quartos de final de um Mundial ou regressar a umas meias-finais de um EURO. Acaba-se por ser eliminado por Uruguai (1/8), Marrocos (1/4) e Espanha (1/8) em três Mundiais e Bélgica (1/8) e França (1/4) nos EURO. Três eliminações contra equipas teoricamente inferiores e duas contra equipas do mesmo nível que caíram para o outro lado. Portanto sim, na minha opinião exigia-se mais depois da barreira psicológica de ganhar uma grande competição ter sido quebrada, pelo menos umas meias-finais de um Mundial ou de um EURO
  4. Essa conversa de Portugal não ser topo dos topos também é um pouco treta, Portugal durante os anos do Ronaldo é consistentemente top-6 de Seleções Europeias e isso significa ser top-8 Mundial, falhou-se de largo em Mundiais e aqui e ali nos EUROS
  5. A verdade é que o Messi já levou a Argentina a mais finais de Mundiais do que aquelas que eles inicialmente tinham, Portugal com Ronaldo nem sequer conseguiu melhorar o seu resultado num Mundial. É pena, falhou sempre algo a Portugal quando Ronaldo estava no seu auge
  6. Era suposto ser a tal Finalíssima deste ano entre vencedor do EURO e Copa America que não se disputou por não haver datas
  7. Ainda no outro dia estava a ouvir o Football Weekly no The Guardian e um dos que estava lá disse exatamente isso, se o Cristiano Ronaldo tivesse tido juízo e acabado a carreira internacional em 2022 depois de perder a titularidade nesse Mundial para o Gonçalo Ramos (e depois de ter saído uns meses antes do Manchester United a mal para se enterrar na Arábia Saudita) sairia dentro da sua grandeza que lhe permitiria manter a sua espécie de panteão no futebol internacional de seleções. Agora está a arrastar-se em campo e a enterrar todas as hipóteses de sucesso da equipa enquanto o rival se cobre de glória.
  8. Final em Nova York, Trump e Mamdani farão de anfitriões na final a Pedro Sanchez e Javier Millei. Até nisto a final será engraçada
  9. Podia ser pior Se tivessem ganho à Alemanha em 2014 podiam ir para a 5ª
  10. F*da-se um gajo aqui na minha rua a berrar e a insultar tudo e todos
  11. Desde a review do Observador ao filme sobre as FP-25 que tenho a certeza que neste tipo de filmes eles nem vêem, metem lá uma estrela e falam de tudo menos do filme.
  12. Benfica vai realizar dois particulares já depois do arranque oficial da época Amigável #3 SL Benfica vs CF "Os Belenenses" Local: Estádio do Sport Lisboa e Benfica Data: Sexta-feira, 24 de Julho às 18.00 Transmissão: ------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Amigável #4 SL Benfica vs ? Local: Estádio do Sport Lisboa e Benfica Data: Sexta-feira, 31 de Julho Transmissão:
  13. Uma obra de ficção incompleta na verdade, a Guerra de Tróia é composta por muitos mais livros (sete acho eu) mas só a Ilíada e a Odisseia sobreviveram na íntegra.
  14. "Nenhum dos atores é grego ou turco e nenhum deles fala grego antigo, uma desilusão"
  15. Almeida retirado da Vuelta a Burgos e adicionado ao Tour de Pologne. Mantém-se de pé a presença na Vuelta
  16. É que ainda por cima querem um jogador de um clube que acabou de fazer uma venda de 20M e que, portanto, não tem pressa em vender
  17. Que imagens tinha na cabeça antes de começar? Duas acompanharam-me durante muito tempo. Uma é o cavalo prestes a ser arrastado pela maré, inclinado para um dos lados. Não costumo pensar em imagens apenas por razões puramente visuais. Em vez de fazer uma espécie de cavalo sobre patins, tratava-se de apresentar o cavalo de uma forma que permitisse a um público completamente familiarizado com a história perceber como aquilo funcionaria num sentido realista. E também — não me lembro da inspiração original — a ideia de um soldado decapitar uma estátua. Isso tornou-se muito importante do ponto de vista narrativo. Uma vez descreveu Oppenheimer como alguém que sabia motivar os outros “através da teatralidade da sua persona”. Poder-se-ia dizer o mesmo de Ulisses. Parece haver muitos paralelos. Quando terminei o filme, isso impressionou-me bastante. Em cada filme que faço, gosto de deixar questões ou temas por resolver que possam acompanhar-me para o filme seguinte. Há muitas ideias sobre liderança, motivações contraditórias, falhas humanas e a noção de como as melhores intenções podem correr terrivelmente mal. Ulisses é uma personagem muito complexa — um trapaceiro, alguém inteligente e astuto. Em termos de “Star Wars” é Han Solo — mas Han Solo não é o herói de “Star Wars”; o herói é Luke Skywalker. Também não evita retratar a sua arrogância e impulsividade. [risos] É aqui que voltamos a Oppenheimer. Como caracterizaria a sua própria abordagem ao risco? Sou muito, muito cauteloso. Vejo constantemente todas as coisas que podem correr mal. Sou assim. Quem observa de fora pode olhar para a sua obra e para as inovações que introduziu da mesma forma que a personagem do filme quer ser a primeira a experimentar algo, mesmo que seja brutalmente difícil. Já ouvi os seus produtores descrevê-lo como avesso ao risco e responsável. E, no entanto, no ecrã, faz estes enormes saltos. Penso que a sua pergunta se refere mais ao risco criativo. Se alguém estiver realmente interessado em cinema e na história do cinema, há uma coisa que percebe claramente: é preciso correr riscos para ter sucesso. O maior risco de todos é jogar pelo seguro. É precisamente isso que, de forma consistente, não funciona nos grandes filmes comerciais. O público procura algo novo. Por outras palavras, eu não encaro isso como risco. Lembro-me de uma conversa com a Emma quando lhe mostrei pela primeira vez o argumento de “Memento” [o filme que o revelou em 2000], estruturado de trás para a frente. Ela reagiu positivamente ao argumento, mas sentiu que era uma aposta muito arriscada — uma exigência elevada. E eu consegui dizer-lhe: “Não, eu consigo fazer isto”. Há muitos realizadores que conseguem fazê-lo de forma mais convencional. Na verdade, ter algo novo para trazer para a mesa reduz o risco; dá-nos uma maneira de nos distinguirmos. Depois tentámos vendê-lo a pessoas que não perceberam a ideia, por isso ela tinha toda a razão. Mas acabou por chegar ao público, e o público valorizou isso. O risco está nos intermediários — os financiadores, os estúdios. Se conseguirmos chegar ao público — não estou a fazer previsões sobre este filme, mas, no passado, fomos amplamente recompensados por termos confiado no público. Ao ver o filme, pensei muito nas origens clássicas da hospitalidade, ou na ‘Lei de Zeus’ da história, e na forma como ela funciona na nossa atual época de divisões. A grandeza do poema é tal que abordamos estas coisas como se fossem estrangeiras e antigas, mas, à medida que as exploramos, tornam-se súbita e espantosamente relevantes. A ‘Lei de Zeus’ é a regra de ouro — tratar os outros como gostaríamos de ser tratados — com uma base teológica segundo a qual qualquer estranho pode ser um deus disfarçado. Para aquele mundo, trata-se claramente de uma questão básica de sobrevivência. Se sairmos de casa por mais de alguns dias, estamos, por definição, à mercê de desconhecidos. É a única forma de uma sociedade funcionar. Isso tornou-se muito importante para o filme e, assim que começamos a aprofundar o tema, percebemos que nada mudou. É isso que sustenta a civilização ou que até define a própria civilização. Existe alguma lição moral que quisesse que as pessoas encontrassem? Especialmente ao apresentá-lo como um grande filme comercial? Claro, mas não quero articulá-la. Quero que as pessoas a vivam no filme. Tenho sentimentos muito fortes sobre a forma como esta história me toca em termos éticos. Espero que as pessoas sintam isso da mesma maneira que eu senti. Erik Tanner/The New York Times Foi essa uma das razões que o atraíram tanto para o projeto neste momento? Creio que sim, mas não sabia disso quando comecei. Enquanto realizadores, temos de agir de forma impulsiva. Procurava desafiar-me com um tipo completamente diferente de narrativa e procurava uma lacuna na cultura. Olho para a mitologia grega, para “A Odisseia” em si, e pergunto: porque não se tornou parte do cinema moderno? Isso é extremamente estimulante para um realizador. Depois, quando aprofundamos a questão, surge a pergunta: em que é que se pode verdadeiramente mergulhar? “A Odisseia”, tal como “Oppenheimer”, é uma grande história porque possui estas ressonâncias, estes problemas intrincados, estes dilemas éticos. São situações impossíveis. É isso que faz uma história extraordinária. “Enquanto realizadores, temos de agir de forma impulsiva. Procurava desafiar-me com um tipo completamente diferente de narrativa e procurava uma lacuna na cultura” Quando está em produção, sonha com o projeto? Tendo a sonhar mais com o processo, o que é horrível. São aqueles sonhos de ansiedade em que o dia está quase a terminar e ainda não conseguimos filmar um único plano. Não são sonhos muito úteis. Quando estou a escrever, costumo sonhar mais com a própria história. É um pouco surpreendente para mim que continue a acordar em pânico. Bem, isso está relacionado com a capacidade de ver todas as coisas que podem correr mal. Mas uma das funções dos sonhos é precisamente essa — antecipatória. Estão a alertar-nos para algo que o subconsciente nos está a dizer. Muitas vezes, quando não consigo dormir antes de uma rodagem — tenho muitas noites de domingo difíceis — é porque não organizei devidamente o trabalho da semana. Passamos a noite acordados a processar coisas para as quais talvez não tenhamos tido tempo na semana anterior. Por isso vejo cada vez mais utilidade nisso e consigo estar tranquilo em relação à tensão, se é que isso faz sentido. Mudando um pouco para a tensão real da indústria, que atravessa um período de contração, no ano passado foi eleito presidente da Directors Guild of America. Qual considera ser a sua principal missão? Ajudar os membros da DGA — realizadores, assistentes de realização, gestores de produção de unidade e diretores de palco. A maioria trabalha em televisão. E isto nem sequer é apenas um momento de contração; a produção televisiva atingiu o seu pico em 2016. Trata-se de uma contração prolongada. Neste momento, os realizadores de séries televisivas enfrentam uma taxa de desemprego de 50%. É assustador. O que realmente é necessário é um incentivo fiscal federal. A minha intenção é tentar envolver os estúdios e defender essa medida do ponto de vista empresarial. Precisamos de trazer a produção de volta para os Estados Unidos. É extremamente importante. Historicamente, não tem utilizado smartphones. Considera-se tecnófobo? Não. Considero-me um cético tecnológico. A razão pela qual continuo a filmar em película é porque ela representa melhor a forma como o olho humano vê o mundo do que qualquer sistema digital de imagem que eu tenha visto — e examinei-os todos com muita atenção. A cor analógica é diferente da cor digital. Portanto, para mim, o importante é que exista escolha. Mas sempre montei os meus filmes digitalmente; utilizamos, sem dúvida, computação gráfica como parte do nosso processo de efeitos visuais. Adoto novas tecnologias constantemente, mas elas tendem a ser vendidas às pessoas à custa de sistemas que ainda podem ser válidos e viáveis. Foi isso que vi acontecer na minha indústria — deitar fora o bebé com a água do banho. Estivemos quase a perder a película! Artigo publicado originalmente no “The New York Times” / © 2026 The New York Times Company
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