El`Matador Publicado 20 Dezembro 2006 Olá eu sou o Nuno, não sei escrever poemas mas sei jogar Uno. :( Compartilhar este post Link para o post
Chandler Publicado 21 Dezembro 2006 Brilha de novo uma Estrela que irradia da Amadora! E possui tal resplendor que um dia o seu fulgor brilhará pelo Mundo fora! Força Estrela, sempre em frente Mostra bem a toda a gente o valor que em ti mora e a malta bem afinada gritará entusiasmada: VIVA O ESTRELA DA AMADORA :grin: Compartilhar este post Link para o post
pAcO Publicado 15 Janeiro 2007 Em conversa com o Meirinho, resolvi (ou resolvemos?) colocar neste tópico esta obra-prima, fora do nível de um Dantas qualquer: Manifesto Anti-Dantas Basta pum basta!!! Uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o Dantas, morra! Pim! Uma geração com um Dantas a cavalo é um burro impotente! Uma geração com um Dantas ao leme é uma canoa em seco! O Dantas é um cigano! O Dantas é meio cigano! O Dantas saberá gramática, saberá sintaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias pra cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ele faz! O Dantas pesca tanto de poesia que até faz sonetos com ligas de duquesas! O Dantas é um habilidoso! O Dantas veste-se mal! O Dantas usa ceroulas de malha! O Dantas especula e inocula os concubinos! O Dantas é Dantas! O Dantas é Júlio! Morra o Dantas, morra! Pim! O Dantas fez uma soror Mariana que tanto o podia ser como a soror Inês ou a Inês de Castro, ou a Leonor Teles, ou o Mestre d'Avis, ou a Dona Constança, ou a Nau Catrineta, ou a Maria Rapaz! E o Dantas teve claque! E o Dantas teve palmas! E o Dantas agradeceu! O Dantas é um ciganão! Não é preciso ir pró Rossio pra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro! Não é preciso disfarçar-se pra se ser salteador, basta escrever como o Dantas! Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar coco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser Dantas! Morra o Dantas, morra! Pim! O Dantas nasceu para provar que nem todos os que escrevem sabem escrever! O Dantas é um autómato que deita pra fora o que a gente já sabe o que vai sair... Mas é preciso deitar dinheiro! O Dantas é um soneto dele-próprio! O Dantas em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum. O Dantas nu é horroroso! O Dantas cheira mal da boca! Morra o Dantas, morra! Pim! O Dantas é o escárnio da consciência! Se o Dantas é português eu quero ser espanhol! O Dantas é a vergonha da intelectualidade portuguesa! O Dantas é a meta da decadência mental! E ainda há quem não core quando diz admirar o Dantas! E ainda há quem lhe estenda a mão! E quem lhe lave a roupa! E quem tenha dó do Dantas! E ainda há quem duvide que o Dantas não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero! Vocês não sabem quem é a soror Mariana do Dantas? Eu vou-lhes contar: A princípio, por cartazes, entrevistas e outras preparações com as quais nada temos que ver, pensei tratar-se de soror Mariana Alcoforado a pseudo autora daquelas cartas francesas que dois ilustres senhores desta terra não descansaram enquanto não estragaram pra português, quando subiu o pano também não fui capaz de distinguir porque era noite muito escura e só depois de meio acto é que descobri que era de madrugada porque o bispo de Beja disse que tinha estado à espera do nascer do Sol! A Mariana vem descendo uma escada estreitíssima mas não vem só, traz também o Chamilly que eu não cheguei a ver, ouvindo apenas uma voz muito conhecida aqui na Brasileira do Chiado. Pouco depois o bispo de Beja é que me disse que ele trazia calções vermelhos. A Mariana e o Chamilly estão sozinhos em cena, e às escuras, dando a entender perfeitamente que fizeram indecências no quarto. Depois o Chamilly, completamente satisfeito, despede-se e salta pela janela com grande mágoa da freira lacrimosa. E ainda hoje os turistas têm ocasião de observar as grades arrombadas da janela do quinto andar do Convento da Conceição de Beja na Rua do Touro, por onde se diz que fugiu o célebre capitão de cavalos em Paris e dentista em Lisboa. A Mariana que é histérica começa a chorar desatinadamente nos braços da sua confidente e excelente pau de cabeleira soror Inês. Vêm descendo pla dita estreitíssima escada, várias Marianas, todas iguais e de candeias acesas, menos uma que usa óculos e bengala e ainda toda curvada prá frente o que quer dizer que é abadessa. E seria até uma excelente personificação das bruxas de Goya se quando falasse não tivesse aquela voz tão fresca e maviosa da Tia Felicidade da vizinha do lado. E reparando nos dois vultos interroga espaçadamente com cadência, austeridade e imensa falta de corda... Quem está aí?... E de candeias apagadas? - Foi o vento, dizem as pobres inocentes varadas de terror... E a abadessa que só é velha nos óculos, na bengala e em andar curvada prá frente manda tocar a sineta que é um dó d'alma o ouvi-la assim tão debilitada. Vão todas pró coro, mas eis que, de repente, batem no portão sem se anunciar nem limpar-se da poeira, sobe a escada e entra plo salão um bispo de Beja que quando era novo fez brejeirices com a menina do chocolate. Agora completamente emendado revela à abadessa que sabe por cartas que há homens que vão às mulheres do convento e que ainda há pouco vira um de cavalos a saltar pla janela. A abadessa diz que efectivamente já há tempos que vinha dando pela falta de galinhas e tão inocentinha, coitada, que naqueles oitenta anos ainda não teve tempo pra descobrir a razão da humanidade estar dividida em homens e mulheres. Depois de sérios embaraços do bispo é que ela deu com o atrevimento e mandou chamar as duas freiras de há pouco com as candeias apagadas. Nesta altura esta peça policial toma uma pedaço d'interesse porque o bispo ora parece um polícia de investigação disfarçado em bispo, ora um bispo com a falta de delicadeza de um polícia d'investigação, e tão perspicaz que descobre em menos de meio minuto o que o público já está farto de saber - que a Mariana dormiu com o Noel. O pior é que a Mariana foi à serra com as indiscrições do bispo e desata a berrar, a berrar como quem se estava marimbando pra tudo aquilo. Esteve mesmo muito perto de se estrear com um par de murros na coroa do bispo no que se mostrou de um atrevimento, de uma insolência e de uma decisão refilona que excedeu todas as expectativas. Ouve-se uma corneta tocar uma marcha de clarins e Mariana sentindo nas patas dos cavalos toda a alma do seu preferido foi qual pardalito engaiolado a correr até às grades da janela gritar desalmadamente plo seu Noel. Grita, assobia e rodopia e pia e rasga-se e magoa-se e cai de costas com um acidente, do que já previamente tinha avisado o público e o pano cai e o espectador também cai da paciência abaixo e desata numa destas pateadas tão enormes e tão monumentais que todos os jornais de Lisboa no dia seguinte foram unânimes naquele êxito teatral do Dantas. A única consolação que os espectadores decentes tiveram foi a certeza de que aquilo não era a soror Mariana Alcoforado mas sim uma merdariana-aldantascufurado que tinha cheliques e exageros sexuais. Continue o senhor Dantas a escrever assim que há-de ganhar muito com o Alcufurado e há-de ver que ainda apanha uma estátua de prata por um ourives do Porto, e uma exposição das maquetes pró seu monumento erecto por subscrição nacional do "Século" a favor dos feridos da guerra, e a Praça de Camões mudada em Praça Dr. Júlio Dantas, e com festas da cidade plos aniversários, e sabonetes em conta "Júlio Dantas" e pasta Dantas prós dentes, e graxa Dantas prás botas e Niveína Dantas, e comprimidos Dantas, e autoclismos Dantas e Dantas, Dantas, Dantas, Dantas... E limonadas Dantas- Magnésia. E fique sabendo o Dantas que se um dia houver justiça em Portugal todo o mundo saberá que o autor de Os Lusíadas é o Dantas que num rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudónimo Camões. E fique sabendo o Dantas que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar. Mas julgais que nisto se resume literatura portuguesa? Não Mil vezes não! Temos, além disto o Chianca que já fez rimas prá Aljubarrota que deixou de ser a derrota dos Castelhanos pra ser a derrota do Chianca. E as pinoquices de Vasco Mendonça Alves passadas no tempo da avózinha! E as infelicidades de Ramada Curto! E o talento insólito de Urbano Rodrigues! E as gaitadas do Brun! E as traduções só pra homem do ilustríssimos excelentíssimo senhor Mello Barreto! E o frei Matta Nunes Moxo! E a Inês Sifilítica do Faustino! E as imbecelidades do Sousa Costa! E mais pedantices do Dantas! E Alberto Sousa, o Dantas do desenho! E os jornalistas do Século e da Capital e do Notícias e do Paiz e do Dia e da Nação e da República e da Lucta e de todos, todos os jornais! E os actores de todos os teatros! E todos os pintores das Belas-Artes e todos os artistas de Portugal que eu não gosto. E os da Águia do Porto e os palermas de Coimbra! E a estupidez do Oldemiro César e o Dr. José de Figueiredo Amante do Museu e ah oh os Sousa Pinto hu hi e os burros de cacilhas e os menos do Alfredo Guisado! E (o) raquítico Albino Forjaz de Sampaio, crítico da Lucta a quem Fialho com imensa piada intrujou de que tinha talento! E todos os que são políticos e artistas! E as exposições anuais das Belas-Arte(s)! E todas as maquetas do Marquês de Pombal! E as de Camões em Paris; e os Vaz, os Estrela, os Lacerda, os Lucena, os Rosa, os Costa, os Almeida, os Camacho, os Cunha, os Carneiro, os Barros, os Silva, os Gomes, os velhos, os idiotas, os arranjistas, os impotentes, os celerados, os vendidos, os imbecis, os párias, os ascetas, os Lopes, os Peixotos, os Motta, os Godinho, os Teixeira, os Câmara, os diabo que os leve, os Constantino, os Tertuliano, os Grave, os Mântua, os Bahia, os Mendonça, os Brazão, os Matos, os Alves, os Albuquerques, os Sousas e todos os Dantas que houver por aí!!!!!!!!! E as convicções urgentes do homem Cristo Pai e as convicções catitas do homem Cristo Filho!... E os concertos do Blanch! E as estátuas ao leme, ao Eça e ao despertar e a tudo! E tudo o que seja arte em Portugal! E tudo! Tudo por causa do Dantas! Morra o Dantas, morra! Pim! Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mas atrasado da Europa e de todo o Mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado! Morra o Dantas, morra! Pim! José de Almada Negreiros Poeta d'Orpheu Futurista E Tudo Diseur: Mário Viegas Compartilhar este post Link para o post
The Bad Blood Publicado 15 Janeiro 2007 Lindo! Um verdadeiro clássico! Almada, simplesmente genial. Compartilhar este post Link para o post
Guest Fusyon. Publicado 15 Janeiro 2007 Estive a (re)lê-lo no outro dia na FNAC. Compartilhar este post Link para o post
Diogo Mitch Publicado 15 Janeiro 2007 Excelente. Adorei quando ouvi isso eheh Compartilhar este post Link para o post
lookalike Publicado 23 Janeiro 2007 O Manifesto é interessante, já o li um punhado de vezes. No entanto - não gosto do Almada. Era um gajo falso. Era fascista, apoiava a ditadura. A mesma que atrasava o país, sendo ele um gajo que, aparentemente, se achava todo prá frente. Como pessoa vale pouco, como artista é genial. Compartilhar este post Link para o post
pAcO Publicado 25 Janeiro 2007 Sob O Trópico De Câncer I Sai, Câncer Desaparece, parte, sai do mundo Volta à galáxia onde fermentam Os íncubos da vida, de que és A forma inversa. Vai, foge do mundo Monstruosa tarântula, hediondo Caranguejo incolor, fétida anêmona Carnívora! Sai, Câncer. Furbo anão de unhas sujas e roídas Monstrengo sub-reptício, glabro homúnculo Que empestas as brancas madrugadasCom teu suave mau cheiro de necrose Enquanto largas sob as portas Teus sebentos volantes genocidas Sai, get out, va-t-en, henaus Tu e tua capa de matéria plástica Tu e tuas galochas Tu e tua gravata carcomida E torna, abjeto, ao Trópico Cujo nome roubaste. Deixa os homens em sossego Odioso mascate; fecha o zíper De tua gorda pasta que amontoa Caranguejos, baratas, sapos, lesmas Movendo-se em seu visgo, em meio a amostras De óleo, graxas, corantes, germicidas, Sai, Câncer Fecha a tenaz e diz adeus à Terra Em saudação fascista; galga, aranha, Contra o teu próprio fio E vai morrer de tua própria síntese Na poeira atômica que se acumula na cúpula do mundo. Adeus Grumo louco, multiplicador incalculável, tu De quem nenhum Cérebro Eletrônico poderá jamais seguir a matemática. Parte, poneta ahuera, andate via Glauco espectro, gosmento camelô Da morte anterior à eternidade. Não és mais forte do que o homem — rua! Grasso e gomalinado camelô, que prescreves A dívida humana sem aviso prévio, ignóbil Meirinho, Câncer, vil tristeza... Amada, fecha a porta, corta os fios, Não preste nunca ouvidos ao que o mercador contar! II Cordis sinistra — Ora pro nobis Tabis dorsalis — Ora pro nobis Marasmus phthisis — Ora pro nobis Delirium tremens — Ora pro nobis Fluxus cruentum — Ora pro nobis Apoplexia parva — Ora pro nobis Lues venérea — Ora pro nobis Entesia tetanus — Ora pro nobis Saltus viti — Ora pro nobis Astralis sideratus — Ora pro nobis Morbus attonitus — Ora pro nobis Mama universalis — Ora pro nobis Cholera morbus — Ora pro nobis Vomitus cruentus — Ora pro nobis Empresma carditis — Ora pro nobis Fellis suffusio — Ora pro nobis Phallorrhoea virulenta — Ora pro nobis Gutta serena — Ora pro nobis Angina canina — Ora pro nobis Lepra leontina — Ora pro nobis Lupus vorax — Ora pro nobis Tônus trismus — Ora pro nobis Angina pectoria — Ora pro nobis Et libera nobis omnia Câncer — Amém. III Há 1 célula em mim que quer respirar e não pode Há 2 células em mim que querem respirar e não podem Há 4 células em mim que querem respirar e não podem Há 16 células em mim que querem respirar e não podem Há 256 células em mim que quer respirar e não podem Há 65.536 células em mim que querem respirar e não podem Há 4.294.967.296 células em mim que quer respirar e não podem Há 18.446.744.073.709.551.616 células em mim que querem respirar e não podem Há 340.282.366.920.938.463.374.607.431.768.211.456 células em mim que querem respirar e não podem. IV — Minha senhora, lamento muito, mas é meu dever informá-la de que seu marido é portador de um tumor maligno no fígado... — Meu caro senhor, tenho que comunicar-lhe que sua esposa terá que operar-se de uma neoplastia do útero... — É, infelizmente a biopsia revela um osteo-sarcoma no menino. É impossível prever... — É a dura realidade, meu amigo. Sua mãe... — Seu pai ainda é um homem forte, vai agüentar bem a intervenção... — Sua avó está muito velhinha, mas nós faremos o possível... — Veja você... E é cancerologista... — Coitado, não tinha onde cair morto. E logo câncer... — Há muito operário que morre de câncer. Mas câncer de pobre não tem vez... — Era nosso melhor piloto. Mas o câncer de intestino não perdoa... — Qual o que, meu caro, não se assuste prematuramente. Câncer não dá em deputado... — Parece que o General está com câncer... — Tão boa atriz... E depois, tão linda... — Que coisa! O Governador parecia tão bem disposto... — Se for câncer, o Presidente não termina o mandato... — Não me diga? O Rei... — Mentira... O Papa?... — E atenção para a última notícia. Estamos ligados com a Interplat 666... — DEUS ESTÁ COM CÂNCER. Vinicius de Moraes Compartilhar este post Link para o post
pAcO Publicado 24 Fevereiro 2007 Venham mais cinco Música Venham mais cinco Duma assentada Que eu pago já Do branco ou tinto Se o velho estica Eu fico por cá Se tem má pinta Dá-lhe um apito E põe-no a andar De espada à cinta Já crê que é rei Dàquém e Dàlém Mar Não me obriguem A vir para a rua Gritar Que é já tempo D'embalar a trouxa E zarpar A gente ajuda Havemos de ser mais Eu bem sei Mas há quem queira Deitar abaixo O que eu levantei A bucha é dura Mais dura é a razão Que a sustem Só nesta rusga Não há lugar Pr'ós filhos da mãe Não me obriguem A vir para a rua Gritar Que é já tempo D'embalar a trouxa E zarpar Bem me diziam Bem me avisavam Como era a lei Na minha terra Quem trepa No coqueiro É o rei José (Zeca) Afonso Compartilhar este post Link para o post
The Bad Blood Publicado 24 Fevereiro 2007 Off-Topic removido. Compartilhar este post Link para o post
TheBlueOne Publicado 25 Fevereiro 2007 Aqueles Silêncios! Lembras-te daqueles silêncios maravilhosamente envolventes? Eram nossos. As palavras todos nós podemos roubar aos outros. São simples meios ao alcance de todos. Os silêncios são exclusivos daqueles que amamos. São palavras de amar de verdade sem dizer. Era neles que eu me senti uno. A ti e ao Mundo. Lembras-te? Talvez já não… mas eu não os esqueci. "Projecto de Sentimentos e Letras" by me Compartilhar este post Link para o post
TheBlueOne Publicado 25 Fevereiro 2007 Escrevo para me libertar! Escrevo para me libertar. As amarras da vida são tantas que o ser dividido se quer exorcizar da luta constante… na luta constante… A busca do ideal imaginado que ao longo do caminho procuramos, só para alcançar a Verdade, na nossa única sensação de dignidade. Procuramos nos outros e em nós as razões da Vida, as razões deste movimento de emoções. Olhares interrogativos do passado e do presente, procuram sempre o futuro do nosso querer, ser e estar. Os nossos sonhos e ambições… Dos outros as realidades e ilusões… Tudo o que se diz e não se faz, queremos então concretizar. Procurar…encontrar… … Mas muitos não o procuram, poucos o encontram… O ser dividido subsiste no final tem a imagem de alguém que o espelho reflecte, a visão do impossível que acontece num sono profundo e glacial. "Projecto Sentimentos e Letras" by me Compartilhar este post Link para o post
pAcO Publicado 25 Fevereiro 2007 Moça linda bem tratada Moça linda bem tratada, Três séculos de família, Burra como uma porta: Um amor. Grã-fino do despudor, Esporte, ignorância e sexo, Burro como uma porta: Um coió. Mulher gordaça, filó, De ouro por todos os poros Burra como uma porta: Paciência... Plutocrata sem consciência, Nada porta, terremoto Que a porta de pobre arromba: Uma bomba. Mário de Andrade Compartilhar este post Link para o post
Chandler Publicado 26 Fevereiro 2007 Isto era suposto ser um tópico de poesia 'a sério'... Compartilhar este post Link para o post
Sþider Publicado 26 Fevereiro 2007 Isto era suposto ser um tópico de poesia 'a sério'... Mas quê....? Poesia nossa?? Não me vais dizer que aquilo não é poesia....ou é por ter asneiras? Compartilhar este post Link para o post
Chandler Publicado 26 Fevereiro 2007 :doubt: É uma arte, ninguém dúvida. Compartilhar este post Link para o post
Sþider Publicado 27 Fevereiro 2007 A arte de pensar... ... Lili Caneças, simplesmente não pensa. Rute Marques pensa que é Grace Kelly. Paulo Pires pensa que é o Diogo Infante. Diogo Infante pensa que é Paulo Pires. Pedro Abrunhosa pensa que é António Variações. E António Variações já não pensa mais. Manuel Luís Goucha pensa que é a Teresa Guilherme. Teresa Guilherme pensa que é a Manuela Moura Guedes. Manuela Moura Guedes não pensa, quem pensa é o Moniz. Luís de Matos pensa que é David Copperfield. Edite Estrela pensa que é Hillary Clinton. E Ana Malhoa, simplesmente pensa que pensa Júlia Pinheiro pensa que é Barbara Walters. Herman José pensa que tem graça. João Baião pensa que vai ser mãe. João Pinto pensa que é intelectual. Belmiro de Azevedo, com todo o dinheiro que tem, pode pensar o que quiser. Ronaldinho pensa que é o número 1. Fernanda Serrano pensa que é actriz. Paulo Portas pensa que é Deus. E Mourinho tem a certeza! O teu chefe pensa que estás a trabalhar. O meu também... Compartilhar este post Link para o post
ViOlA Publicado 28 Fevereiro 2007 It doesn't interest me what you do for a living. I want to know what you ache for and if you dare to dream of meeting your heart's longing. It doesn't interest me how old you are. I want to know if you will risk looking like a fool for love for your dream for the adventure of being alive. It doesn't interest me what planets are squaring your moon... I want to know if you have touched the centre of your own sorrow if you have been opened by life's betrayals or have become shrivelled and closed from fear of further pain. I want to know if you can sit with pain mine or your own without moving to hide it or fade it or fix it. I want to know if you can be with joy mine or your own if you can dance with wildness and let the ecstasy fill you to the tips of your fingers and toes without cautioning us to be careful be realistic remember the limitations of being human. It doesn't interest me if the story you are telling me is true. I want to know if you can disappoint another to be true to yourself. If you can bear the accusation of betrayal and not betray your own soul. If you can be faithless and therefore trustworthy. I want to know if you can see Beauty even when it is not pretty every day. And if you can source your own life from its presence. I want to know if you can live with failure yours and mine and still stand at the edge of the lake and shout to the silver of the full moon, "Yes." It doesn't interest me to know where you live or how much money you have. I want to know if you can get up after the night of grief and despair weary and bruised to the bone and do what needs to be done to feed the children. It doesn't interest me who you know or how you came to be here. I want to know if you will stand in the centre of the fire with me and not shrink back. It doesn't interest me where or what or with whom you have studied. I want to know what sustains you from the inside when all else falls away. I want to know if you can be alone with yourself and if you truly like the company you keep in the empty moments. by Oriah Mountain Dreame Compartilhar este post Link para o post
RodaZz Publicado 11 Março 2007 Já agora deixo aqui o meu blog, recém-feito e com poesia da minha autoria e, possivelmente, prosa de um amigo. Se quiserem visitem: http://poetryinmotion.pt.vu Compartilhar este post Link para o post
pAcO Publicado 21 Março 2007 No Dia Mundial da Poesia. Há palavras que nos beijam Há palavras que nos beijam Como se tivessem boca. Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca. Palavras nuas que beijas Quando a noite perde o rosto; Palavras que se recusam Aos muros do teu desgosto. De repente coloridas Entre palavras sem cor, Esperadas inesperadas Como a poesia ou o amor. (O nome de quem se ama Letra a letra revelado No mármore distraído No papel abandonado) Palavras que nos transportam Aonde a noite é mais forte, Ao silêncio dos amantes Abraçados contra a morte. Alexandre O'Neill Compartilhar este post Link para o post
Red Prince Publicado 25 Março 2007 Um dos meus hobbys é fazer poesia mentalmente, mas raramente escrevo. Deixo aqui uma excepção... A Companheira. Eterna companheira dos vivos A morte espreita a cada esquina Mas quem o sabia antes de embarcar Com o passo airoso de uma menina? Docemente cavalgamos Inconscientes do destino No entanto, embarcamos Este é o nosso caminho Com cactos, roseiras e rosmaninho. Triste fado o daquele Que de antemão sabia Ao entrar na enferma barca Batida por uma matraca Que a morte seria a sua companhia. Compartilhar este post Link para o post
pAcO Publicado 30 Abril 2007 Arrojos Se a minha amada um longo olhar me desse Dos seus olhos que ferem como espadas, Eu domaria o mar que se enfurece E escalaria as nuvens rendilhadas. Se ela deixasse, ext?tico e suspenso Tomar-lhe as m?os "mignonnes" e aquec?-las, Eu com um sopro enorme, um sopro imenso Apagaria o lume das estrelas. Se aquela que amo mais que a luz do dia, Me aniquilasse os males taciturnos, O brilho dos meus olhos venceria O clar?o dos rel?mpagos nocturnos. Se ela quisesse amar, no azul do espa?o, Casando as suas penas com as minhas, Eu desfaria o Sol como desfa?o As bolas de sab?o das criancinhas. Se a Laura dos meus loucos desvarios Fosse menos soberba e menos fria, Eu pararia o curso aos grandes rios E a terra sob os p?s abalaria. Se aquela por quem j? n?o tenho risos Me concedesse apenas dois abra?os, Eu subiria aos r?seos para?sos E a Lua afogaria nos meus bra?os. Se ela ouvisse os meus cantos moribundos E os lamentos das c?taras estranhas, Eu ergueria os vales mais profundos E abateria as s?lidas montanhas. E se aquela vis?o da fantasia Me estreitasse ao peito alvo como arminho, Eu nunca, nunca mais me sentaria ?s mesas espelhentas do Martinho. Ces?rio Verde Compartilhar este post Link para o post
lookalike Publicado 2 Maio 2007 Vou p?r aqui: Ela tinha uma amiga Ela tinha uma amiga chamada Maria Que era quem me atendia quando eu telefonava Ela tinha uma amiga chamada Maria A quem ela dizia para dizer que n?o estava E quando eu insistia, e n?o desligava Era sempre a Maria Que me mentia e me consolava E perguntava o que ? que eu lhe queria Ela tinha uma amiga chamada Maria Que nunca sabia por onde ela andava Ela tinha uma amiga chamada Maria De quem se servia quando me enganava E quando eu l? ia, e n?o a encontrava Era sempre a Maria Que me dizia que ela n?o tardava Que me jurava que ela voltaria Quando eu ia busc?-la, e a gente sa??a Era sempre a Maria que nos animava Quando eu a convidava, e ela n?oo queria Era com a Maria que eu sempre dan?ava E quando eu inventava uma melodia Era sempre a Maria Que me aplaudia, e ela n?oo ligava E eu ficava a cantar para a Maria No cinema, no escuro, quando eu a beijava Ela empalidecia, a Maria corava Ela n?o me ligava e adormecia E era com a Maria Que eu conversava E que eu ficava quase at? ser dia Ela tinha uma amiga chamada Maria A quem ela dizia para dizer que n?o estava At? que outro dia ela me telefonou E eu disse: Maria... E eu disse: Maria! E eu disse: Maria, vai dizer que eu n?o estou! Excelente letra, de uma excelente m?sica. Uma maneira divertida de contar uma hist?ria engra?ada. Compartilhar este post Link para o post
FManiac Publicado 8 Maio 2007 Nops num sei que fazerandome a perder por ruas e vielas criadas por mim numa cidade sagrada revirada sem mentalidade atrasada retranqueira onde tudo ? aberto a mais simples das ideias onde n?o h? leis simplesmente s?o compridas anarquia, n?o harmonia "vendu todos nu mesmo sentidu" ou seja todos os lados onde todos s?o livres de respeitar os outros... Baah sociedade perfeita, um sonho impossivel sociedade desfeita uma realidade credivel! S?o mais 24 que passamtrespassam e n?o deixam saudades dia pa esquecer o meu cerebro esta a verter ideias matreiras fuleiras pioneiras e nenhuma delas sai do papel falta de ac??o excesso de educa??o burocracia burocratica tema sem tematica nada disto faz sentido para o teu ouvido o cerebro que comanda e interpreta a mensagem tresanda a pessimismo liricismo e comunismo? minha forma de viver? talvez possa ser o que fa?o parecer numa imagem que todos projetam de mim sem margem para me manobrar tem de parar mas perdi o controle eu sou o que os outros acham da minha pessoa ou outra coisa? S? agora vi, e est?o mesmo muito bons. Lirica de rua! ;) Compartilhar este post Link para o post