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Petar Musa

Sepulturas no Corvo e na Terceira não vão reescrever a história

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A história dos Açores não está em risco de ser reescrita, defende o diretor regional de Cultura, para quem as alegadas sepulturas escavadas na rocha encontradas no Corvo e Terceira são mais recentes do que datou um arqueólogo.

 

“Não é muito fácil aceitar essas declarações, elas podem ser feitas, mas é preciso prová-las”, afirmou Jorge Bruno, questionando os argumentos do arqueólogo Nuno Ribeiro para defender uma ocupação humana do arquipélago há 2.000 anos. O diretor regional de Cultura considerou, em declarações à Lusa, que Nuno Ribeiro levantou “questões muito pertinentes”, mas frisou que é “fundamental uma validação científica rigorosa” daquilo que defende. Nuno Ribeiro, presidente da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA), defendeu há cerca de uma semana que os hipogeus (estruturas escavadas na rocha usadas no Mediterrâneo como sepulturas) descobertos no Corvo e na Terceira poderão ter 2.000 anos, o que indiciaria uma ocupação anterior à presença portuguesa. Jorge Bruno considerou, no entanto, que “não está em causa” a História dos Açores, porque aquelas estruturas “resultam de uma ocupação humana há seis séculos e não da presença de outros povos há 2.000 anos”. “As pessoas que conhecem minimamente aqueles sítios, como conhecem os corvinos e os terceirenses, nunca lhes atribuíram as características e a origem que agora é atribuída por este arqueólogo”, frisou. No caso das estruturas existentes no Corvo, o diretor regional de Cultura recordou que foram estudadas no quadro do inventário do património imóvel dos Açores, salientando que o arqueólogo Rui Sousa Martins considera que as cavidades se destinavam a “guardar artefactos agrícolas de apoio à actividade que ali se desenvolvia”. Jorge Bruno frisou que o executivo açoriano “não vai tomar nenhuma iniciativa” para estudar aqueles sítios, por entender que “não se justifica”, mas manifestou abertura para analisar qualquer proposta para a realização de trabalhos arqueológicos que venha a ser apresentada. Os hipogeus que originaram esta questão foram encontrados pelo arqueólogo Nuno Ribeiro durante um passeio que realizou em agosto de 2010 no Corvo e na Terceira. “Tudo indica que se trata de monumentos muito antigos”, afirmou o arqueólogo em declarações à Lusa a 5 de março, acrescentando que se trata de “estruturas escavadas na rocha, cuja planta de forma uterina denuncia a sua possível utilização como necrópoles”. Nuno Ribeiro admitiu que “possam ter mais de 2.000 anos”, salientando que “este tipo de monumentos tem paralelo no mundo mediterrânico e nas culturas grega e cartaginesa entre os séculos IX e III AC, e eram usados como sepulturas”. Para “averiguar a antiguidade” dos hipogeus encontrados nos Açores, o arqueólogo manifestou a intenção de apresentar até ao final deste mês um projeto para a realização de investigações científicas naqueles locais. Os hipogeus encontrados por Nuno Ribeiro no Corvo e na Terceira foram apresentados no início deste mês no Congresso de Arqueologia do Mediterrâneo que decorreu na Sicília, Itália.

 

 

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Que somos a Atlantida perdida já sabíamos, não precisamos que venha um continental de meia tigela o dizer. 8)

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É muito díficil um colonização atlântica de gregos e cartagineses, os barcos deles estavam preparados para navegação mediterrânea, e não atlântica, não digo que fosse possível mas complicado devido aos meios de navegação clássicos.

 

Se me falarem em colonizações vikings e bárbaras já acredito mais, porque as portuguesas já são mais que sabido que aconteceram. Agora o período na qual aconteceram pode ser muito extenso, sendo mesmo que não duvido que já lá tenham chegado durante a ocupação árabe da península ibérica.

 

Agora sepulturas escavadas na rocha não sabendo como são não posso afirmar o período em causa. Mas é um fenómeno recorrente na nossa história, durante a época medieval principalmente durante as ocupações visigóticas esteve muito em voga.

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