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Castor

Há uma portagem dentro de Lisboa

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Citação do jornal "A Bola" online

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Com surpresa é como os automobilistas reagem quando chegam a meio da Rua da Cintura do Porto de Lisboa, que liga o Cais do Sodré a Algés, e verificam que a mesma está vedada por um passeio a meio e ornamentado com enormes vasos.

A solução é aproveitar a rotunda ali instalada para fazer inversão de marcha, voltar ao Cais do Sodré e entrar na Avenida 24 Julho. Ou então valer-se do 'parque de estacionamento' da EMEL que nasceu mesmo ao lado do local onde a estrada está vedada. Por esta altura o leitor interrogar-se-á: então, mas não se trata de um parque de estacionamento? Na teoria sim, mas na prática funciona mais como portagem no coração da capital

A reportagem de A BOLA seguiu o trajecto acima e chegada á rotunda entrou no 'parque de estacionamento' da EMEL. Após retirar o respectivo bilhete, percorreu poucos metros até à máquina de pagamento, gastou 40 cêntimos (o equivalente a uma hora de estacionamento) e saíu do 'parque' depois da zona de bloqueio em direcção a Algés. No sentido inverso, isto é entre Algés e o Cais do Sodré, o processo é o mesmo.

Horário vai ser alargado
Actualmente o 'parque de estacionamento' da EMEL abre às 9 horas e encerra às 22, depois as cancelas de entrada e saída do recinto são abertas e, obviamente, o estacionamento e passagem ficam livres de qualquer encargo financeiro para quem circula naquela artéria. O mantém-se o desvio obrigatório, mas de noite nada se paga.
No entanto, A BOLA apurou que a entidade gestora do espaço vai alargar o prazo de funcionamento até às duas da manhã.
É, pois, fácil concluir que em tempo de crise há quem tenha descoberto em vulgar 'parque de estacionamento' uma galinha dos ovos de ouro. Uma dúvida, porém, fica por esclarecer: em caso de emergência como será? As viaturas dos bombeiros entram por Algés ou pela Infante Santo? Ficam isentas dos 40 cêntimos? Terão os motoristas condições para manobrar?

A explicação da Câmara Municipal
Na ausência do vereador Fernando Nunes da Silva, detentor do pelouro da mobilidade e infra-estruturas viárias, foi o assessor José Reis quem se pronunciou sobre a medida:
— O objectivo foi optimizar o interface de transportes do Cais do Sodré. Há lá um sinal de rua sem saída e só entra ali quem quer. A imaginação do povo é fantástica e acabam por utilizar o parque da EMEL para contornar a situação. E não há necessidade disso, pois a Avenida 24 de Julho está a funcionar com 50 por cento das suas capacidades de tráfego, por isso, nem sequer se verificam engarrafamentos.


Ainda estou para perceber qual foi a ideia de porem ali uma rotunda :facepalm:

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Guest fiasco

Hora de ponta ia sempre até Algés por aí.

Poupava-me horas de transito.

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