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Dirigentes e ex-jogadores do Nacional pronunciados

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Dirigentes e ex-jogadores do Nacional pronunciados

 

Jornal 'I' revela que só Casimiro mior, João Carlos Pereira e Júlio Marchant foram despronunciados

 

O presidente do Nacional da Madeira, Rui Alves, e outros sete dirigentes do clube madeirense vão ser julgados por crimes de fraude fiscal qualificada, fraude contra a Segurança Social e branqueamento de capitais devido ao esquema de fraude fiscal que terá permitido ocultar das Finanças e da Segurança Social os verdadeiros salários de jogadores e treinadores durante o ano de 2005. Três ex-jogadores do clube vão responder por um crime de fraude e o clube também não escapa: enfrenta uma acusação por fraude qualificada e fraude contra a Segurança Social.

 

De acordo com a pronúncia do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), a que o i teve acesso, o esquema terá “causado um prejuízo ao Estado no valor total de 91,7 mil euros”, correspondente a montantes de IRS no valor de 75,2 mil euros e de contribuições para a Segurança Social no valor de 16,5 mil euros. Valores estes que “o Estado, por força das condutas dos arguidos, deixou de liquidar e arrecadar”.

 

O presidente Rui Alves e sete dirigentes, diz o despacho assinado pelo juiz Carlos Alexandre, terão agido no propósito de “não declarar, como não declararam, à administração fiscal” o pagamento por parte do Nacional da Madeira a jogadores e técnicos. Por seu turno, os três jogadores – António Gouveia, Bruno Fernandes e Fernando Avalos (o primeiro saiu do futebol e os dois últimos estão hoje no União da Madeira) – também terão escondido “parte dos seus salários”, com o objectivo de não pagarem as “prestações tributárias a que cada um deles estava obrigado”.

 

Mas o prejuízo para o Estado terá sido muito superior aos 91,7 mil euros por que dirigentes e jogadores serão julgados. A investigação demonstrou que o esquema terá sido usado não só no ano de 2005 mas entre 2002 e 2005. Contas feitas, de acordo com o despacho de acusação do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, os pagamentos efectuados pelo clube aos jogadores e técnicos da sua equipa profissional de futebol terão causado “um prejuízo ao Estado” superior a 1,3 milhões de euros, pelos crimes praticados entre 2002 e 2005. Só que os arguidos só puderam ser acusados pelos crimes fiscais praticados em 2005. Isto porque o clube de futebol usou a lei do repatriamento extraordinário de capitais de 2005 (aplicável apenas a montantes que não estivessem no território até 31 de Dezembro de 2004) para regularizar as contas nas Finanças (o imposto pago acabou por ser de apenas 177 mil euros, o equivalente a 5% do capital repatriado).

 

Os ex-técnicos Casimiro Mior e João Carlos Pereira e o jogador Júlio Marchant (não localizado durante a investigação) são os únicos que não foram pronunciados.

http://www.dnoticias.pt/actualidade/desporto/353961-dirigentes-e-ex-jogadores-do-nacional-pronunciados

 

Amanhã vem o 500 dizer que são calúnias.

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