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Mayday

Atentados na Dinamarca

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Um atentado contra um centro cultural em Copenhaga, na Dinamarca, fez um morto e três feridos, no momento em que decorria um debate sobre "Arte, blasfémia e liberdade de expressão", em homenagem aos cartoonistas e jornalistas do Charlie Hebdo mortos em Janeiro por radicais islâmicos.

 

"A Dinamarca foi alvo de um acto de violência cínico. Tudo leva a crer que o tiroteio foi um atentado político e um acto terrorista", afirmou num comunicado a primeira-ministra, Helle Thorning-Schmidt. A dirigente deslocou-se para o local do atentado, guardado por polícias e militares.

 

O alerta de segurança foi elevado para o nível máximo em todo o país e os serviços de segurança suecos também estão mobilizados, caso o suspeito atravesse a ponte que une Copenhaga à cidade sueca de Malmö.

 

Entre os que assistiam à sessão estava o cartoonista sueco Lars Vilks, autor de uma série de cartoons em que Maomé surgia como um cão, publicada em 2007. Vilks, que vive com protecção policial, foi o promotor deste debate em Copenhaga. "Estou vivo e ainda dentro do edifício", escreveu no Twitter o embaixador francês em Copenhaga, François Zimeray, no momento em que o tiroteio começou.

 

Inicialmente foi noticiado que a polícia estava à procura de dois ou três homens, suspeitos de serem os responsáveis pelo tiroteio. Mas as autoridades disseram entretanto terem um único suspeito e divulgaram a imagem de uma câmara de vigilância onde este surge, com um blusão e um gorro. Um comunicado divulgado descreve-o como "um homem de 25 a 30 anos, cerca de 1,85 metros, constituição atlética e aparência árabe, com cabelos negros e lisos".

 

(imagem do suspeito)

 

Suspeito.jpg

 

 

Segundo a televisão dinamarquesa TV2, o atacante fugiu do local num automóvel, um Volkswagen Polo escuro. A polícia encontrou entretanto a viatura, abandonada e vazia. Algumas linhas de transportes foram interrompidas.

 

"Eles dispararam a partir do exterior. A intenção era a mesma que no Charlie Hebdo, a diferença é que aqui não conseguiram entrar", disse o embaixador à AFP. Vários membros do Governo francês e o próprio Presidente já condenaram o ataque e solidarizaram-se com as autoridades dinamarquesas. François Hollande anunciou entretanto que o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, está de partida para Copenhaga.

 

Os três polícias feridos estavam no exterior do edifício com a missão de proteger os participantes, uma vez que o debate foi considerado de risco, devido ao seu conteúdo e ao receio de poder haver uma reacção por parte dos radicais islâmicos.

 

"Eu diria que foram disparados cerca de 50 tiros, pelo menos, mas os polícias aqui disseram-nos que devem ter sido 200. As balas passaram através das portas e toda a gente se lançou ao chão", disse o embaixador francês quando o grupo ainda estava dentro do edifício, "bloqueado pelos atacantes".

 

Dentro da sala, e segundo escreveu no Twitter a militante da Femen Inna Shevchenko, estavam "várias dezenas de pessoas". O tiroteio começou pouco depois do início da sessão.

 

"Vi um homem encapuzado a correr", disse à Associated Press Helle Merete Brix, uma das organizadoras. "Tenho a certeza de que isto foi um ataque contra Lars Vilks." A polícia admite que o alvo fosse o cartoonista.

 

Brix foi levada pela polícia com Vilks por um dos guarda-costas que o acompanha sempre que ele vai à Dinamarca. Inicialmente, Vilks foi escondido na câmara frigorífica do centro cultural.

 

O canal TV2 conta 30 buracos de bala no edifício. A polícia diz que a vítima mortal é um homem de 40 anos que estava dentro do café do centro cultural onde decorria o debate.

 

"Ouvi alguém a disparar uma espingarda automática e alguém a gritar. A polícia respondeu aos disparos e eu escondi-me atrás do balcão. Foi surreal, como um filme", contou ao TV2 o jornalista Niels Ivar Larsen, um dos convidados para participar no debate.

 

Lars Vilks já recebeu inúmeras ameaças de morte desde 2007. No ano passado, uma norte-americana da Pensilvânia, que se apresentava como Jihad Jane, foi condenada a dez anos de prisão por conspirar para o matar. E em 2010, dois irmãos foram presos depois de tentarem atear fogo à casa de Vilks, no Sudeste da Suécia.

 

Depois do Charlie Hebdo

O ataque ao jornal satírico francês Charlie Hebdo, no dia a 7 de Janeiro, fez 12 mortos. Dois dias depois, mais quatro pessoas foram mortas durante um ataque a uma mercearia judaica em Paris. O atacante, que na véspera matara uma agente da polícia municipal, tinha conspirado com os dois irmãos que entraram no jornal – os três acabaram mortos pela polícia em duas operações quase simultâneas.

 

Depois do atentado contra o semanário francês, Vilks disse à AP que ia passar a ser convidado ainda menos vezes para falar em público, por motivos de segurança, afirmando esperar que os serviços de segurança aumentassem a sua protecção. "Isto vai provocar medo nas pessoas a um nível completamente diferente do que estamos habituados", afirmou. "O Charlie Hebdo era um pequeno oásis. Poucos se atreviam a fazer o que eles faziam."

 

A polémica sobre os cartoons de Vilks seguiu-se a outra, em 2005, quando o jornal dinamarquês Jyllands-Posten publicou caricaturas de Maomé assinadas por vários artistas. A publicação desencadeou uma série de protestos em vários países muçulmanos nos quais morreram pelo menos 50 pessoas.

 

"Era algo que temíamos depois do Charlie Hebdo", disse à AFP o secretário-geral dos Repórteres Sem Fronteiras, Christophe Deloire. "Vemos como os grupos ultra-radicais estão em guerra contra a liberdade de expressão, contra a liberdade de crítica irreverente das religiões e contra a simples liberdade de debater estas questões."

 

A polícia dinamarquesa confirmou que houve um tiroteio na madrugada deste domingo em Copenhaga, desta vez junto à sinagoga, horas depois de um homem ter disparado tiros contra um centro cultural da capital da Dinamarca, causando um morto e três feridos.

 

O segundo tiroteio ocorreu junto à sinagoga e causou três feridos - um civil foi atingido na cabeça e dois polícias ficaram igualmente feridos, um numa perna e outro num braço, diz um comunicado policial.

 

A polícia afirma que ainda é cedo para dizer se há uma ligação entre estes novos disparos e o ataque ao centro cultural onde decorria um debate sobre "Arte, blasfémia e liberdade de expressão", em homenagem aos cartoonistas e jornalistas do Charlie Hebdo mortos em Janeiro por radicais islâmicos.

 

No primeiro ataque, no sábado à tarde, a polícia suspeita de um homem e revelou a foto do suposto atirador, que está em fuga. O homem utilizou um carro, que depois foi encontrado abandonado e vazio.

 

Neste segundo tiroteio, as únicas informações adiantadas pela polícia são que o atirador (um homem) terá fugido a pé e que vestia calças e sapatos pretos, além de um casaco cinzento.

 

Após o ataque ao centro cultural onde estava o embaixador francês em Copenhaga e o cartoonista sueco Lars Vilks, autor de caricaturas de Maomé, o alerta de segurança foi elevado para o nível máximo em todo o país e os serviços de segurança suecos também estão mobilizados, caso o suspeito atravesse a ponte que une Copenhaga à cidade sueca de Malmö.

 

"Há uma forte presença de funcionários da polícia em Copenhaga. Sigam as suas instruções e mantenham-se vigilantes", diz uma mensagem publicada no Twitter pela polícia dinamarquesa, após este novo tiroteio.

 

A estação de Norreport, no mesmo quarteirão da sinagoga, no centro da cidade, foi evacuada e os comboios já não param lá, noticiou a agência dinamarquesa Ritzau, citando a companhia ferroviária DSB.

 

http://www.publico.pt/mundo/noticia/tiroteio-em-copenhaga-durante-seminario-sobre-islamismo-1686152

http://www.publico.pt/mundo/noticia/novo-tiroteio-em-copenhaga-desta-vez-junto-a-sinagoga-1686189

Editado por Mayday

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esta semana não estou em Copenhaga e esse não é perto da minha casa...obrigado por perguntares :compinchas:

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Visitante

esta semana não estou em Copenhaga e esse não é perto da minha casa...obrigado por perguntares :compinchas:

 

:compinchas:

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Guest Dpitz

Vão haver eleições este ano e isto só vai dar força partido nacionalista de lá.

referias-te ao Netanyahu ou a este atentado na Dinamarca?

 

 

 

 

:mrgreen:

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Polícia já identificou o autor dos atentados em Copenhaga

O presumível autor dos dois atentados a tiro em Copenhaga que fizeram dois mortos foi hoje identificado em vários órgãos de comunicação social dinamarqueses como Omar El-Hussein, de 22 anos, nascido e criado na Dinamarca.

 

O tabloide dinamarquês Ekstra-Bladet noticiou que o jovem, que a polícia anunciou hoje ter cadastro por "infrações à legislação sobre armas e violência", tinha saído da prisão apenas há duas semanas depois de ter cumprido pena por ofensas corporais graves.

 

"O presumível autor dos factos está identificado. É um jovem de 22 anos, nascido na Dinamarca, conhecido da polícia por vários delitos, entre os quais infrações à legislação sobre armas e violência e também pelas suas ligações a bandos de delinquentes", indicou a polícia de Copenhaga em comunicado.

 

O jovem foi abatido por agentes da polícia no domingo de madrugada, depois de ter disparado sobre eles, e foi apontado como tendo agido sozinho pelos investigadores, que não forneceram quaisquer elementos sobre uma eventual influência da ideologia islâmica.

 

Os mesmos precisaram que a sua atenção se centra no itinerário do presumível homicida antes, durante e depois dos tiroteios, o primeiro ocorrido no sábado à tarde, num centro cultural onde se realizava um debate sobre o islamismo e a liberdade de expressão, e o segundo na noite de domingo, em frente à grande sinagoga de Copenhaga.

 

Os atentados mataram, no total, dois civis e feriram cinco polícias.

 

A meio do dia de hoje, os serviços de informações indicaram que estavam a trabalhar "a hipótese de a pessoa em questão poder ter-se inspirado nos acontecimentos que tiveram lugar no [semanário satírico francês] Charlie Hebdo, em Paris".

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