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Luís Silvares

[Telemóvel] [Android] Xiaomi Redmi Note 4G

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Antes de mais, gostaria de começar por apresentar este novo projeto “Gadgets CMPT” que pretende ser um espaço para dar a conhecer tecnologia de uma forma descomplicada.


Não pretendemos ser mais um espaço de reviews alongadas e carregadas de vídeos, com buzzwords que pouco ou nada dizem ao comum dos mortais e que pouco acrescentam para quem pretende saber se vale ou não a pena comprar o equipamento.


Sabemos, no entanto, que haverá sempre leitores mais curiosos. Para esses, deixaremos sempre que possível a indicação de recursos auxiliares (outras fontes) onde poderão saber mais ou conhecer com mais detalhe algumas características do produto.


Bem-vindos ao espaço “Gadgets CMPT”, que esperamos vir de encontro aos vossos interesses e onde desde já vos convidamos a conhecerem alguns equipamentos interessantes que iremos dando a conhecer neste espaço.





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Review Xiaomi Redmi Note 4G


A embalagem

No primeiro contacto com a embalagem que nos foi enviada pelo pessoal da GeekVida, foi desde logo possível perceber que tiveram cuidado no embalamento para garantir que o equipamento chegasse inteiro ao destino.

Dentro do pacote verificámos a existência de duas embalagens, uma relativa ao smartphone Xiaomi Redmi Note 4G e outra referente à Xiaomi Mi Band, a pulseira da Xiaomi que permite monitorizar a atividade física e o sono.

A embalagem do smartphone vinha bastante bem acondicionada, garantindo o necessário amortecimento para as “cambalhotas” que o pacote sofre no envio.


O smartphone

O equipamento demonstra desde logo, num primeiro contacto, a qualidade de construção habitual da Xiaomi. O enorme ecrã de 5,5 polegadas e a bateria de 3.100 mAh chamaram desde logo a atenção. O carregador incluía o necessário adaptador para as tomadas Portuguesas.


A ROM MIUI

Confesso que nunca tinha tido a oportunidade de usar um equipamento com a ROM MIUI. Foi daquelas experiências em que primeiro se estranha, depois se entranha. Ao final de 2 ou 3 dias fiquei com a ideia de que só a ROM MIUI seria suficiente para justificar a aquisição de um Xiaomi. A ROM tem imensas opções de personalização, não só visual (existem milhares de skins e ícones gratuitos para descarga na store da Xiaomi) mas sobretudo funcional. Desde a funcionalidade de ligar/desligar a luz de retroiluminação dos botões físicos por baixo do ecrã ao pormenor de escolher a forma de representação da bateria remanescente (indicador gráfico, em percentagem, ou numa barra de topo que ocupa uma “linha” no topo do ecrã que vai reduzindo à medida que a bateria vai sendo gasta).

Depois existem outros “pequenos pormenores” que me deixaram surpreendido, como o relógio que faz o telefone “vibrar” a cada movimento do ponteiro dos segundos, como se se tratasse de um relógio analógico antigo.

Uma ROM recheada de funcionalidades que permitem, de origem, personalizar o comportamento do telefone. Mas tudo tem um preço e a ideia com que fiquei foi que a ROM consome bastantes recursos, o que foi possível perspetivar pela memória disponível após o arranque do telefone e sem a instalação de aplicações adicionais… cerca de 800 MB ocupados só pelo “sistema operativo” do telefone, que representam logo 40% da memória total de 2 GB.


O ecrã

Em termos de desempenho, o telefone apresenta uma resolução de 720 pixeis (largura) por 1280 (altura) pixéis, com uma densidade de 267 ppi, o que me aparentou ser reduzido atendendo à dimensão do ecrã, estando habituado a uma resolução Full HD num ecrã de 5” no meu telefone atual (iOcean X7 Elite), com 441 ppi. Contudo, poderá revelar-se suficiente para utilização no dia-a-dia e permite poupar alguma bateria, o que em “utilização real” pode significar mais proveito do que prejuízo.
O ecrã apresenta cores agradáveis e as suas dimensões generosas permitem desfrutar dos conteúdos multimédia sem defraudar as expectativas. Fiquei agradado com a reprodução de vídeos do Youtube em HD. A coluna traseira não distorce o som mesmo quando o volume é colocado no máximo. Não é som stereo, mas não desilude.


Velocidade, velocidade, velocidade

O telefone é rápido. Penso que é a melhor forma que encontro para transmitir a sensação com que fiquei na utilização que fiz. Não me alongo em relação ao processador, porque embora não tenha corrido AnTuTu’s fiquei com a ideia de que o Snapdragon 400 (QuadCore 1.6 Ghz) é mais do que suficiente para as necessidades dos utilizadores a quem se destina. Nunca se “engasgou” com os conteúdos que lhe pedi para reproduzir ou com as aplicações que testei. A combinação entre o hardware e o sistema operativo parece bem “oleada” e isso reflete-se no desempenho geral.
A velocidade de navegação na internet, tanto em 4G como em WiFi, não deixou a desejar. As páginas carregaram sempre de forma fluída e com uma velocidade relativamente superior ao que estava habituado com o meu telefone atual. Mesmo a cobertura wireless parece melhor neste terminal, conseguindo navegação sem grandes sobressaltos mesmo com pouco sinal wifi. Convenceu-me.


A bateria

A bateria foi, também ela, uma agradável surpresa. O meu termo de comparação são os 2000 mAh do meu telefone atual, pelo que os 3100 mAh colocaram as expectativas “lá em cima”, e efetivamente o telefone cumpriu. O teste de stamina sem cartões SIM e apenas com o bluetooth ligado (para emparelhamento com a Xiaomi Mi Band) revelaram mais de 6 dias (!) de standby, com utilização diminuta. Em “utilização real” diria que o telefone se deve aguentar bem um dia inteiro com utilização relativamente intensa, talvez mais em função do perfil de utilização.


A câmara

A câmara que equipa o telefone acabou por me parecer alinhada com o que vem sendo habitual nestes telefones Chineses. A qualidade de imagem não é surpreendente, mas a verdade é que também não explorei de forma exaustiva as imensas opções que a ROM MIUI inclui nativamente, no modo avançado. Provavelmente com alguma habituação conseguiria melhores resultados, mas nos testes realizados verifiquei que nas fotos com pouca luz o telefone não está ao nível que apresenta com boas condições de luminosidade. Deixo algumas fotos para que apreciem por vocês mesmos, já que uma imagem vale mais do que mil palavras.


Veredito final

Um telefone adequado para um utilizador que procure um equipamento dual sim 4G com um orçamento limitado, mas que não pretenda comprometer a experiência multimédia e dimensões de ecrã generosas.

A qualidade do equipamento, aliada à qualidade do software que o smartphone inclui nativamente, faz desta uma proposta interessante na gama de preços em que se insere. Uma boa aposta para quem pretender um Xiaomi e a oportunidade de entrar neste mundo da MIUI, que por si só pode muito bem justificar o investimento.


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Um agradecimento especial à GeekVida por ter disponibilizado o equipamento para testes. Poderá adquirir este e outros equipamentos em

www.geekvida.pt

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...Ao final de 2 ou 3 dias fiquei com a ideia de que só a ROM MIUI seria suficiente para justificar a aquisição de um Xiaomi...

 

:prayer: MIUI

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Eu uso uma ROM com o MIUI portado para o THL W8S e gosto, mas come bastante a bateria...

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